Sisters Valentine
11 Happy Christmas
Notas iniciais
Okay, eu postei só agora porque tipicamente minha internet me sacaneou porque ela não tem nada melhor para fazer ¬¬
Ciel estava aconchegado sentado na cama e encostando as costas em sua cabeceira usando o travesseiro como apoio delas, tinha em mãos ainda o livro da Victória Valentine que não continha o título e nem se quer biografias. Será que a intenção da mulher era não me fazer ler este livro? , ele sorriu ao pensar nisso e continuou lendo parágrafos em que dizia o seguinte:
“Verdades se escondem entre espinhos, as rosas murcharam e seu néctar não foi distribuído às abelhas, o sumo escorreu para o caule e de lá nutriu as células mortas, a rosa viveu, mas se transformou em cravo”
Mas que diabos ela quis dizer com isso? , certo, não era fácil traduzir algo em latim para o inglês, mas mesmo a própria tradução era mais confusa do que as palavras citadas em latim. Será que era algum enigma? Algo perdido?
“Verdades se escondem entre espinhos” Algo por aqui não está certo, tem alguma coisa amais que eles estão escondendo! Deve ser isso que ela quis dizer.
Ciel baixou os olhos do livro para as próprias mãos e ficou pensativo por um tempo, na verdade esse tempo não durou muito, pois logo alguém veio bater em sua porta.
— Hum? Quem é? – Perguntou ressaltado.
— Sou eu, Kurt.
O mordomo não esperou por muitos segundos uma resposta e já foi entrando no ambiente. Ciel escondeu o livro embaixo do travesseiro com rapidez e fitou os olhos trêmulos no mordomo que entrava com calma no local.
— A-Algum problema?
— Nenhum, só vim avisar que minha Lady pretende ir ao festival que acontecerá na vila, você gostaria de ir?
— S-Sebastian também irá junto?
— Claro, eu não o avisei ainda porque eu não o vi, mas com toda certeza ele irá se você for.
Por cinco segundos Ciel entendeu o comentário de forma errada, dando-se para entender que o mordomo não iria sem o conde, não sendo uma básica relação entre mestre e servo, era estranho pensar algo assim. Ciel balançou a cabeça se livrando dos pensamentos “sugestivos” e fitou o mordomo que aguardava pacientemente a resposta.
— Claro que irei, mas... Por que diabos Lohanny nos convidou para um festival?
— Ela tem a certeza de que exorcistas estarão no local.
— E você acredita nisso? – Perguntou suspeito.
— Só indo para crer certo? – Respondeu Kurt com um sorriso caloroso nos lábios – Agora, onde é que está aquele seu mordomo? – Kurt parecia estar falando mais para si mesmo que para o outro.
— Por que não procura ele sozinho?
Kurt sorriu.
— Vejo que o mestre está zangado com o servo. Estou certo Ciel-kun?
— Hum! – E virou o rosto para a parede – Não fale algo tão estúpido com tanta certeza assim.
— Está bem, está bem.
O mordomo já ia saindo pela porta do quarto quando o outro falou.
— Quando será o festival?
— Hum... Acredito que seja amanhã, não poderia ser hoje já que é natal e as famílias pretendem ficar reunidas – E após dizer isso lançou um sorriso para o menor e saiu fechando a porta com cuidado.
— Natal... ESPERA UM POUCO! HOJE É NATAL?!
O conde nem se dera conta do tempo que havia passado na mansão Valentine. Saiu correndo pelo quarto em busca de um jornal, um calendário ou qualquer coisa que pudesse lhe mostrar a data. Seus olhos bateram direto no jornal que estava diante da escrivaninha, ele havia se lembrado que Isabel trouxera a ele no meio da noite o jornal atual para deixá-lo de acordo com as novidades.
Ao abrir o jornal procurou diretamente por alguma pista da data e bateu os olhos no “25 de Dezembro” baixou o jornal dos olhos e viu que realmente era hoje o natal.
Ótimo meu primeiro Natal nessa mansão “assombrada”. Ficou por mais alguns segundos pensando sozinho e concluiu, acho que assombrações são bem melhores do que aquela garota.
Na cozinha da mansão podiam-se ouvir constantes berros altos e graves, barulhos de panelas e frigideiras voando e acertando algo não identificado e algumas palavras de baixo calão eram berradas.
Dentro da cozinha a situação estava complicada, Heiny tentava acertar Faustus com uma frigideira enquanto este se protegia com uma bandeja circular.
— SEU IDIOTA! ESSE CHOCOLATE QUE VOCÊ FEZ PARECE MAIS UMA MISTURA DE BOSTA COM PEDAÇOS DE CACHORRO! – Gritou exagerada Heiny.
— M-Mas eu posso explicar! Você sabe que eu não sei cozinhar direito! Não implique comigo H-Heiny-san!!
— MIL VEZES IDIOTA! DA PRÓXIMA VEZ TENTE ME AVISAR ESTÁ BEM???
— S-S-S-Sim!!! – Gritou assustado o pobre mordomo.
A costureira refletiu por um tempo, respirou e inspirou várias vezes e contou em alto e bom som até dez, quando abriu os olhos fitou o mordomo com uma expressão menos horrível do que a anterior.
— Agora aprenda pela milésima vez, VOCÊ quebra os ovos, EU faço o resto, consegue fazer isso ou é muito trabalho para você?
— E-Eu acho que consigo.
— Então comece a fazer isso já, não estou nem um pouco a fim de ouvir um sermão de Kurt de “como deixar o mordomo burro longe do fogão” outra vez.
— Ainda me lembro do sermão...
— E com certeza deve se lembrar que ele quase te fez engasgar com toda aquela farinha de trigo.
Faustus suou frio, ainda se lembrava do dia em que havia errado a receita do “Mil Folhas” e acabou com uma grande quantidade de farinha enfiada no meio da garganta, com certeza não era uma cena bonita de se ver, mas não era o pior dia da sua vida.
Ainda me lembro de ter sido atirado de uma janela, falou o mordomo para si mesmo quando recordou do primeiro dia que conheceu Kurt e tentou esnobá-lo dizendo que “ele não era um bom mordomo” e “você é horrível”, infelizmente quando ele chegou na parte “esse seu rabinho de cavalo é muito gay” tremeu imaginando que aquele poderia ter sido o último dia da sua vida se o vidro da janela da qual fora arremessado o tivesse estraçalhado.
— Agora, fique apenas com os ovos está bem? Não tente fazer outros preparativos se não EU MESMA enfio a farinha na sua garganta.
O mordomo tremeu.
— C-Claro. Só me diga aonde exatamente tenho que quebrá-los.
A costureira mostrou um pequeno potinho de vidro aonde do lado se encontravam dois ovos branquinhos como osso.
O mordomo terminou a tarefa de quebrá-los com rapidez e empenho e sorriu para a costureira que o estava observando todo o tempo impedindo assim que ele tentasse algo mais.
— Eu consegui!
— Ótimo Faustus! Agora deixe esses aqui de lado e fique de olho na massa enquanto eu vejo o que nossos convidados preferem para acompanhar a sobremesa.
O mordomo hesitou por um instante e aceitou o pedido com um gesto de cabeça, a costureira lançou um olhar mortal para a massa que estava intacta dentro de uma panela de barro e logo desviou os olhos para o homem.
— Qual a regra número um?
— “Não tocar em nada que esteja sendo preparado por suas mãos” – Falou o mordomo mecanicamente como se já estivesse acostumado a ouvir queixas sobre essas regras.
A costureira não esperou por mais tempo e saiu da cozinha fechando as duas enormes portas de madeira.
Faustus suou frio novamente e olhou para a massa que o estava tentando com aquela textura tão macia, até mesmo a colher de pau ao lado da panela o estava tentando a pegá-la e mexer todos aqueles ingredientes.
NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO! Eu não vou mexer em nada! Não estou afim de cuspir cinco quilos de farinha de trigo novamente nem ser atirado violentamente em alta velocidade de uma janela, Faustus olhous para a massa.
— Isso é tentador Heiny-san... Como ela pôde me deixar sozinho perto de uma tarefa tão fácil de se fazer?
Aquela massa de bolo estava testando seus limites, sua textura macia, o recheio crocante pronto para ser mexido a qualquer momento por mãos habilidosas, até mesmo o cheiro forte de baunilha estava o tirando dos seus pensamentos e o fazendo fitar aquela substância deliciosa.
— Ahh... S-Será que ela ficará nervosa se eu mexer só um pouquinho???
> Seis minutos depois
— Heeeey! Faustus-kun!! Eu voltei – Falou a costureira entrando na cozinha com os olhos ainda mantidos na sacola em sua mão – Eu achei alguns outros ingredientes para recheio, parece que nossos convidados vão querer... O que está fazendo aí?
Faustus estava sentado em cima da mesa de madeira onde atrás se encontrava a panela de massa.
— N-Nada! Continue.
— Está bem... – Desconfiou – Ciel recomendou scones e Sebastian parece gostar bastante de creme... E como vai a massa?
— M-Massa? Que massa?
— A massa do bolo de baunilha ora!
— A massa... Ah, sim a massa!! Ela vai bem obrigado – Seu sorriso falso entregava todo o ocorrido.
— Pois então livre-se dela.
— O QUÊ?!
— Não vamos mais precisar, Lady pareceu gostar de juntar as ideias dos convidados e fazer pequenos scones recheados com creme de morango com avelãs, o que acha?
— VÃO FICAR ÓTIMOS – Falou ressaltado – N-Não precisa mesmo da massa?
— Er... Não.
— O-OKAY!
E antes que ela pudesse ver o estado da massa o mordomo disparou em direção a saída da cozinha tão rápido que a porta de madeira continuou balançando.
— Ele é realmente um problemático – Suspirou – Mas afinal, por que ele estava tão apreensivo? Bem — A costureira arregaçou as mangas – Vou precisar de muito esforço!
Isabel se encontrava no hall da mansão, ela estava sendo erguida por uma enorme escada metálica de aço enquanto colocava pequeninos enfeites coloridos em uma enorme árvore artificial de folhas brancas e aparência suave. Os pequeninos e longos dedos da pequena não paravam quietos indo de um lado ao outro erguendo as pequenas cordas enfeitadas, bolas de plástico e até lançando algumas vezes pequenas lantejoulas coloridas para deixar um aspecto natalino.
Kurt descia as escadas calmamente atento aos degraus quando notou no canto dos olhos um brilho esbranquiçado, ao olhar adiante percebeu o que a menor estava tramando, de início sentiu um forte arrepio ao pensar que Isabel poderia cair diretamente ao chão se algo a fizesse tropeçar da escada, mas ao fim acabou achando o trabalho da pequena magnífico e se algo de ruim ocorresse, ele poderia ir correndo segurá-la.
— Ora, vejamos que linda árvore! – Falou em tom surpreso enquanto sorria para Isabel.
— Hã? KURT-SAN! – A pequena tomou-se de uma grande felicidade, mas não se deixou desequilibrar da escada para vir saudá-lo – Você está bem Kurt-san?
— Claro que estou, ainda mais agora que estou vendo sua linda “obra-prima”.
— Hehe. Você gostou? Eu fiz sozinha! Quer dizer... Heiny comprou os enfeites e a árvore.
— Mas mesmo assim foi você quem fez tudo isso não?
— É – E sorriu novamente calorosa.
O mordomo se encaminhou até a árvore de mais ou menos três metros e ficou observando por minutos com um ar pensativo e crítico, depois recolheu algumas bolas e enfeites e ajudou a colocá-los um a um na árvore.
— Você tem que colocá-los mais desse lado. Consegue descer da escada e trazê-la até aqui?
— Claro que sim! Eu já fiz tudo isso sozinha esqueceu?
A pequena desceu cuidadosamente da enorme escada e empurrou-a com dificuldade ficando totalmente vermelha, o mordomo riu e pensou em não ajudá-la, ela já estava indo muito bem sozinha e mimá-la demais era o que Isabel odiava. Em minutos Isabel voltou a subir na escada e olhou para baixo onde estavam os enfeites.
— Kurt-san, pode me passar aquela caixa ali – Seu longuíssimos dedos apontaram para o objeto abaixo de si.
— Hum? Mas você irá cair.
— Não irei não. Confie em mim.
O mordomo hesitou e depositou o objeto cheio de artefatos em um dos degraus próximo á Isabel, a pequena desceu sua mão com cuidado até alguns deles e voltou a sua tarefa cansativa de terminar de decorar sua obra-prima.
Isabel é realmente cuidadosa, pensava o mordomo enquanto observava o monumento natalino, ela com certeza puxou a mãe nesse sentido, mas para conseguir um equilíbrio, força de vontade e determinação desses com certeza foram puxados de minha parte, sem que percebesse Kurt ria sozinho consigo mesmo.
— O que é tão engraçado Kurt-san? – Perguntou a menor inflando as bochechas em sinal de irritação ao pensar que a árvore estava ridícula aos olhos do maior.
— Não é nada, não se preocupe a árvore está belíssima!
— Jura?
— Mas é claro! – Ele estava sendo sincero. Para uma criança pequena fazer algo belo desses só poderia ser uma artista no futuro.
Kurt pensou sozinho por instantes e saiu do hall indo em direção ao jardim, talvez eu também tenha que preparar algo para este natal... Que tal orquídeas...?
Lohanny arrumava alguns artefatos dentro de um baú tingido de um amarelo-claro quase bege, seus olhos só pararam quando sua mão direita retirou do baú uma fotografia antiga e velha em preto e branco que mostravam duas crianças brincando de pega-pega em um campo cheio de barracas onde várias pessoas sorriam. Lohanny suspirou por um momento, faz tempo que não vou em um festival, da última vez eu tinha oito anos. Bons tempos, um novo suspiro foi solto enquanto a garota alisava o rosto da menor das criancinhas com um carinho quase materno.
Heiny abriu a porta e a Lady desmanchou todo o seu olhar carinhoso em uma expressão autoritária.
— Algum problema? – Falou séria sem se importar em esconder a foto.
— Não. Só queria saber se gostaria que eu preparasse alguma coisa mais formal para hoje.
— O que tem de tão importante hoje? – Lohanny sabia, estava apenas se fingindo de esquecida.
— Hoje é natal! Não vai querer usar algum vestido mais sofisticado? – a costureira observou o típico vestido negro da garota – Não é divertido usar uma roupa tão escura em um evento alegre.
A garota riu tirando algumas mechas de cabelo do rosto e dando uma pequena olhada em sua própria roupa.
— Kurt também vai usar outra roupa?
— Claro que vai! – Sorriu a costureira – Eu terminei hoje o pedido dele!
— E qual foi? – Perguntou curiosa a Lady.
— Só verá se concordar em me deixar preparar algo para você~~ — Sorriu maliciosa a costureira.
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Duas horas depois Kurt ajudava a receber os convidados enquanto Heiny e Faustus servia-lhes bebida e comida, os convidados se resumiam nos tios, primos e até naqueles dois irmãos subordinados da Lady. Kurt vestia um maravilhoso smoking branco com uma gravata francesa de babados onde no centro ficou um broche entalhado com uma borboleta, Heiny estava vestida com um simples vestido branco com decotes e Faustus vestia a mesma roupa do outro mordomo.
A obra-prima de Isabel ficou sendo contemplada pelos convidados por um bom tempo enquanto eles conversavam e riam, a pequena Lady estava sentada em um dos cantos conversando com Henrique, um dos irmãos Leertoon, com um vestido rosa claro de detalhes dourados e um chapéu branco na cabeça bastante chamativo.
Não demorou muito até que Sebastian e Ciel se juntassem com os outros, Ciel foi subordinado por Heiny a vestir um terno creme e Sebastian teve sua roupa tingida de branco pela mesma, o mordomo olhava a costureira mortalmente.
— Hey, o que foi Sebastian-san? Eu só queria que você ficasse bem vestido hoje.
— Mas precisava mergulhar minha roupa na tinta? – Olhar mortal.
— Não era a minha intenção, mas você não concordou e essa era a última alternativa – Sorriu maliciosa.
— E por que não fez isso com o Boochan?
— Porque ele aceitou meus serviços – Pisca para o jovem.
Ciel se sentiu deslocado e logo prestou atenção na conversa da tia de Lohanny (que falava alto por sinal).
— Onde está aquela pirralinha?
— E-Ela disse que iria descer logo – Respondeu Faustus.
— EU VOU BUSCÁ-LA! – Exclamou Madalena do outro lado do hall.
Quando a prima da Lady terminava de subir o terceiro degrau uma figura apareceu, era Lohanny que vestia um vestido azul claro que tinha como detalhes várias flores brancas, seu rosto estava totalmente vermelho e seus olhos roxos fitavam o chão, seu cabelo estava enrolado e deixado de lado com duas maria-chiquinhas e em sua mente soltava enormes blasfêmias à sua costureira.
— L-LOHANNY!~~ — Os olhos de seu tio Tomás brilharam – Que belo pedaço de mau caminho!
— Droga tio! Eu não sou uma bonequinha… N-Nem estou parecendo uma! – A garota saiu bufando até o lado de Ciel para ter alguém para se divertir – Hey~~
— Que foi “bonequinha”? – Riu o garoto ao ver a expressão envergonhada da outra.
— Olha, olha e o que achou do seu lindo mordomo?~~
— C-Cale a boca!
O conde saiu bufando do hall e quando notou o que estava fazendo já se encontrava perdido no meio de um corredor.
Eu estava do lado direito ou esquerdo? Para começar como eu vim parar aqui mesmo? Ahh! Eu me lembro de ter entrado em uma porta e... Acho que vim parar aqui... Eu vou voltar!
Sem perceber aonde pisava ouviu um guincho alto e melancólico e olhou para baixo e constatou que sem querer havia pisado no gato preto de olhos vendados de Lohanny.
— D-Desculpe! Você é o Lyke não? O que faz aqui?
Ouviu alguns passos de alguém correndo e antes que notasse já estava de cara no chão e o gato havia fugido.
— Q-QUE DIABOS…?!
Se levantou e viu o seu mordomo corado e com os olhos brilhando, aquela era uma cena surtante e o conde pigarreou sem que percebesse.
— Desculpe Boochan, eu nunca tinha visto Lyke!! Ele é lindo! E tem até os olhos vendados de forma tão macabra!
— Sebastian!!! – Suspiro – Você não tem jeito mesmo! Você e seu vicio por gatos...
— Você não pode falar nada Boochan, seu viciado pela Lady!
— E-EU? O QUÊ?! – O conde pensou por instantes e falou sem pensar – Está com ciúmes? HAHA!
— Mas é claro que estou! Você é o MEU mestre.
Merda. Não era para ele responder, mas que porra! Onde está Lyke quando se precisa dele???, Ciel revirou os olhos pelo local.
— Algum problema Boochan? – Falou provocante o maior – Falei algo de errado?
— I-Idiota! Não pense que eu sou SEU só porque sou seu mestre.
— Ohh. Então o Boochan me deixa ser livre?
— E-Eu não quis dizer isso!
O mordomo abraçou o menor pela cintura enquanto abaixava a cabeça até o ouvido do outro.
— Eu sou seu e você não é meu? Isso é um pouco cruel não acha – Sebastian mordiscou o lóbulo da orelha do menor – Ciel-kun.
O conde soltou um suspiro abafado e tentou se soltar do mordomo sem o fitar nos olhos enquanto estava totalmente rubro.
— Boochan me responda.
— DROGA! – Ele fitou o mordomo e ficou ainda mais vermelho – E-E-E-E-EU G-G-G-GOSTO...
— Gosta de ser meu mestre? – Falou confuso.
— EU TE AMO IDIOTA! – E em seguida tampou a boca com as duas mãos totalmente vermelho.
Quero morrer, quero morrer, quero morrer, repetiu a mesma palavra mentalmente enquanto esperava que Sebastian começasse a rir da sua cara, porém o outro o ergueu pelo queixo decorando todos os cantos do rosto do seu mestre.
— J-Já terminou?
— Só um instante – E fitou os olhos azuis de Ciel – Está lindo sabia?
— Cale a boca.
— Você me ama mesmo Boochan? – A voz provocante do demônio estava deixando as coisas mais difíceis para o pobre conde.
— S-Sim, mas o que importa se você só me vê como um brinquedo.
Antes que Ciel percebesse o demônio já estava esmagando seus lábios com os dele com calma, depois se afastou e disse provocante.
— Acha mesmo?
Se arrumou e saiu deixando um garoto aflito se escorrendo no corredor enquanto a única coisa que passava em sua mente era mais.
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Heiny precisava saber o que havia sido feito da sua massa de bolo. Era óbvio que Faustus tinha feito algo de errado na cozinha.
A costureira foi até o balde de lixo do quintal e viu uma massa escura e nojenta.
— FAUUUUSSTTTUUUSSS!!!!! VOCÊ NÃO ME ENGANA!
Notas finais
Eu gostei de escrever esse caps foi tão... Gay(?)
O que aprendemos hoje?
Não deixar um conde perto de um mordomo sexy que gosta de fanservice, ele se tornará gay /Chute.
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