Sinners...
13 Chapter Twelve - Xadrez...
Notas iniciais
Bem pequeno porque estou meio sem inspiração.
Sinners...
(Pecadores...)“Te ver dentro me faz te querer ainda maisDepois minha respiração acelera e eu sufocoEu sinto um arrepio e depois um suspiroSeu amor, seu amorÉ como um veneno para mimUm destino que não posso escaparMeu sangue fica mais quente e ela controla tudo de mim”Exo-K — Overdose(...)Chapter Twelve – Overdose... O sol nascia lentamente, lançando seus filetes de luz – que eram tão malditamente insuportáveis, e desagradáveis como o inferno. – por entre as frestas da janela. Carol mexeu-se lentamente sobre o colchão, notando que não conseguia se afastar muito do rapaz que permanecia adormecido ao seu lado. Os braços de Daryl estavam por sua cintura, mantendo-a no lugar, impossibilitando-a de se mover para longe do rapaz. Ela nem ao menos queria realmente se mover. Mas estava totalmente e inteiramente nua, e mesmo com todos os acontecimentos da noite passada ainda se sentia constrangida. Ela sabia que não era mais nenhuma donzela de dezoito anos, era uma mulher experiente, mãe e sabia que seu corpo havia marcas do tempo. Lentamente tentou se afastar, precisava de um pouco de espaço. Precisava se vestir, necessitava de suas roupas para se sentir mais relaxada. Com um pouco de dificuldade conseguiu afastar o braço de Daryl sem despertá-lo. Sem saber porque, andou na ponta dos pés para fora da cama. Caminhou pelo quarto ainda um pouco escuro procurando por alguma peça de roupa. Até se lembrar que havia passado boa parte da noite no sofá com Daryl. Haviam subido para o quarto tempos depois. Abriu a porta e deixou o quarto, desceu as escadas ainda na ponta dos pés, sabia que não era preciso, parecia estar agindo como uma fugitiva ou como uma adolescente. Encontrou o casaco de moletom jogado no chão de qualquer jeito, vestiu-o rapidamente, pegando a calça logo em seguida. Ela caminhou para a cozinha lembrando dos achados de Daryl na noite anterior, ela poderia ter alguma chance cozinhando algo para ambos. Usou um pouco de algodão, álcool e papel de um dos cadernos jogados em uma gaveta. Ela cozinhou um pouco do macarrão e usou um pouco do tempero pronto que tinha na dispensa, cozinhou salsicha e usou um pouco de sal para dar gosto. Não era nenhum prato Gourmet, porém ela não comia bem a tempos, e aquilo parecia um Manjar dos Deuses. Guardou as sobras para o jantar ou o outro dia. Serviu dois potes com a gororoba e estava se preparando para chamar o caipira, quando o viu descer as escadas coçando os olhos e sem camisa, usava uma calça que ela desconfiou ter sido pega no armário do casal. __Você levantou cedo... – Ele comentou enquanto vinha em sua direção, com uma expressão ainda sonolenta. __Não queria te acordar... – Ela sussurra sentindo as bochechas corarem. Sair sorrateiramente como uma fugitiva não era nada legal. __Fiquei meio preocupado por acordar e não te ver... – Ele disse fazendo uma careta logo em seguida, como se dizer aquilo soasse estupido ou errado. __Achei que seria legal comermos antes de sair... – Ela sussurra e encara a comida separada em duas tigelas. __O cheiro está ótimo. – Ele sussurra. __Também acho... – Ela se levanta e fica na ponta dos pés para beijar os lábios dele. Não sabe ao certo o porque de ter feito aquilo, apenas tinha feito. Ele foi receptivo e a impediu de se afastar, a beijando novamente e dessa vez com um pouco mais de firmeza. Ele poderia se acostumar com aquilo e ela também. Daryl e Carol estavam oficialmente juntos agora... *** Lori segurou o braço do filho e apontou para a estrada. O rosto abatido e machucado pelos dias andando á esmo. O carro que ela surrupiado de Carol não durara muito, ficara sem gasolina em pouco tempo. Passaram a primeira noite no carro, depois saíram em busca de outro meio de transporte, nada havia saído como o planejado. Proteger a si mesmo e ao filho, sozinha, era um trabalho que ela não podia lidar. Ela sabia que não encontraria Rick no lugar marcado. Mas sabia que o marido com certeza deixaria algo que a guiasse para o tal centro de refugiados. Carl segurava com firmeza um martelo que havia encontrado numa das casas que invadiram em busca de alimento, quase fora mordido por um dos bichos, mas conseguira se livrar acertando-o com uma lamparina. Agora apenas caminhavam sem rumo. Parecia que o destino realmente gostava de juntar os sobreviventes. Ao longe um carro se aproximava, o carro parou poucos metros de Lori e Carl, a porta abriu-se e Glenn se revelou. Um encontro quase premeditado. Era como se todos estivessem sendo manipulados numa mesa de xadrez. Cada história se cruzando como ondas no mar...
Fale com o autor