Sinners...
14 Bônus...
Notas iniciais
Sinners...
(Pecadores...)
Carol ergue o olhar, e encara o horizonte ao longe. Seus dedos estão firmemente pressionados contra a alça da mochila, onde ela trazia todo o mantimento que haviam encontrado na casinha que era deixada pra trás. Daryl andava a frente com sua Crossbow empunhada e preparada para ser disparada. Ambos estavam na rodovia principal, pegando o caminho de volta para a lojinha onde haviam deixado os outros. Todo a destruição ainda os perseguia, carcaças do que algum dia foram carros estavam estendidos pelas ruas, restos de corpos dominavam o asfalto, alguns grunhiam em últimos resquícios força. Daryl ergueu a Crossbow e Carol seguiu seu olhar para o errante agachado que devorava distraidamente um pedaço de carne que ela não soube discernir sobre o que era. O sangue pingava entre os dedos oleosos, enquanto o monstro parecia se contentar com aquilo. A coisa, uma mulher que já não possuía parte do nariz se virou lentamente para encarar Daryl, que não titubeou em acertá-la certeiramente na testa com uma única flecha.
Daryl se aproximou e puxou a flecha que permanecia presa no crânio, puxou de uma única vez, vendo a ponta suja de sangue coagulado e podre, o Dixon limpou a flecha no tecido da calça e pôs ela em seu devido lugar.
Logo avistaram a entrada da loja, onde o portão havia sido derrubado agora possuía uma enorme grade presa com correntes e cordas. Usando uma carcaça de carro que estava encostado perto do muro, Daryl e Carol pularam para dentro dos muros seguros da loja.
Penny surgiu quase que no mesmo instante, correndo em direção à Carol. A garotinha parecia faminta. Carol não se demorou muito em conversar com todos, foi logo preparar um pouco da comida para que a pequena comesse logo e não ficasse mais tempo sem se alimentar.
(...)
Sophia piscou languidamente enquanto seu pai lhe indicava que deveria cuidar de Carl e ajuda-lo a se sentir bem no lugar. Ela sorriu para o garoto de olhos e se apresentou da forma mais carismática e amigável possível. Guiou o menino pelo lugar, mostrando tudo que a pequena cidade protegida poderia oferecer. Torres de vigilância estavam distribuídos ao longo do muro, e guardas revezavam em tomar contar do lugar ao redor. A cidade protegida possuía uma igreja, onde as criança iam para estudar e passar o tempo. A loirinha ainda mostrou ao novo amigo o lugar onde costumava ir para se divertir, dividiu suas revistas em quadrinho e mostrou-lhe alguns jogos que possuía, marcando de jogar dominó com o garoto após o almoço. Fazia muito tempo que ela não encontrava uma criança de sua idade, já estava começando a acreditar que era uma das últimas crianças vivas por aquelas bandas.
Aquela aproximação parecia não agradar Glenn, que se sentiu largado de lado, enquanto via a menina gastar todo seu tempo com o pequeno rapaz.
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