Sinners...

11 Chapter Ten - Chuva...


.. (Pecadores...)

“Eu empurro os meus dedos para dentro dos meus olhos

É a única coisa que lentamente estanca a minha dor.”

Slipknot – Duality.

(...)

Chapter Ten — Chuva...

O amanhecer os alcança finalmente, toda a loja havia sofrido uma varredura, haviam encontrado mais coisas do que achavam ser possível encontrar. Carol estava atenta, encarando o céu azul sem nenhuma nuvem, ela gingou o corpo levemente encarando o errante que se aproximava lentamente, ela realmente estava ali fora em busca de “ar puro”, na verdade toda a lojinha estava infestada por um cheiro podre de carne morta, ali fora o ar parecia mais fácil de ser respirado. Ela gingou novamente e sorriu olhando o corpo morto se aproximar lentamente. O odor forte de podridão a atingiu como um soco na boca do estomago, enquanto ela encarava os dedos sujos de sangue se estenderem em sua direção. Ela equilibrou bem o taco de baseball antes de atingir o lobo frontal do morto-vivo. Os olhos mucosos como bolas de ping-pong giraram de forma languida. Outro golpe e o andante sentiu o crânio espichar um sangue grosso e preto. Outro golpe e a cabeça se abriu e espichou mais do grosso e nojento sangue, enquanto o corpo caía pra frente completamente “morto”.

Daryl surge na porta da lojinha minutos depois, encarando o corpo morto, enquanto Carol está encostada próxima a parede, com um cigarro entre os dedos e o taco sujo de sangue entre as pernas.

__A gente sai em meia hora. – Ele diz e vê a mulher tragar o cigarro longamente e soltar a fumaça no ar.

__Encontrei esse maço de cigarros no bolso do grandão ali... – Ela diz e empurra a caixinha com os cigarros para o caipira, que se senta no chão e retira um dos cigarros do maço. __Veio no momento certo. Eu estava louca por um cigarro.

__Não achei que você fumava...

__Costumava fumar mais. – Carol diz enquanto traga mais uma vez o cigarro. __Parei depois que a Sophia completou sete anos. – Carol diz com um dar de ombros.

O céu começou a escurecer num tom escuro e uniforme, tão tóxico e tirano como parecia sugerir. E quase de repente o dia se tornou noite. Relâmpagos surgiram no céu antes brilhantes. As gotas grossas de chuva caíram quase que no mesmo instante. Carol continuou sentada, protegida sob a cobertura da lojinha, ela tragou o cigarro uma ultima vez de forma melancólica. Estava pensando no centro de refugiados e em sua filha. Estar tão perto de poder encontrá-la a deixava em puro nervos. Afinal, não encontrá-la seria triste e doloroso.

O sangue negro do errante escorria pelo asfalto. O osso da face havia afundado por conta dos golpes fortes desferidos pela mulher de cabelos grisalhos.

__O mundo virou um saco... – Carol sussurrou levantando do chão e balançou o taco de baseball. __Eu nem te agradeci... Mas acho que é o momento, você já fez tanto por mim e nem nos conhecemos direito. Enfim, só obrigada...

__Não tem que me agradecer... – Ele disse também ficando de pé. __Não sobrou muito de nós por aí. Juntos não somos tão vulneráveis aqueles bichos.

(...)

Começando pelo térreo, a pequena garotinha de curtos cabelos loiros, começou a vasculhar a grande casa de dois andares. Abrindo as portas que rangiam baixo e languidamente, a pequeno assobiava tentando ouvir qualquer gemido que anunciasse a presença de um dos bichos. A pequena não se conteve e soltou um som de contentamento ao encontrar o pequeno conjunto de frio em um quarto infantil. A chuva caía firme do lado de fora, enquanto trovões e raios banhavam o céu. Era muita sorte ter encontrado as luvas rosas de frio, a touca e o cachecol de lã, parecia que Deus estava finalmente voltando a lhe abençoas. Ela encarou Glenn que chegava ao seu lado, trazendo algumas latas que havia encontrado em um dos armários da cozinha, o coreano colocou as latas de suprimentos no tapete no centro do quarto infantil, sentou-se na cama enquanto Sophia fechava a porta do quarto, visualizando se seu pai aparecia por ali pelo segundo andar. Ele com certeza demoraria mais um pouco, estava tentando arrumar a picape que estava na garagem da casa. A loirinha ajeitou a franja, pondo-a atrás da orelha e caminhou até o rapaz de olhos puxados, que usava um boné bonito de baseball virado pra trás. Ele sorriu para ela, enquanto a via sentar em seu colo.

__Princesa... – Ele sussurrou enquanto deixava que a pequena menina o beijasse nos lábios. Fazia algum tempo que os dois estavam naquela “relação”. Estavam apaixonados... Porém era extremamente errado.

(...)

A chuva impedira que o pequeno grupo na lojinha continuasse seu caminho. O risco de contraírem uma gripe os impediu de sair no meio da chuva caótica. Ainda mais que seus cheiros ficariam ainda mais forte, atraindo os bichos que estivessem por perto.

A mulher de cabelos curtos e grisalhos se sentou enquanto acendia outro cigarro, o maço estava quase vazio, havia dado alguns cigarros para os outros, agora lhe sobravam poucos. A fome estampada nos rostos masculinos, o estomago vazio de Penny fez um pequeno ruído. Fora o suficiente para fazer Carol se levantar e avisar que sairia em busca de alimento. Já estava gripada mesmo, não faria diferença, pegar ou não uma chuvinha. Convicta de que precisava buscar algo para a pequena ela pegou o taco. Não se surpreendeu quando Daryl avisou que a acompanharia. O homem estava se tornando tão comum em sua rotina, que passar todo o tempo com ele, virara um hábito. Estar longe dele, seria difícil.

Notas finais
Okay, não estou incitando pedofilia ou qualquer coisa do tipo, okay? Apenas quero mostrar que numa realidade catastrófica, muita coisa poderia acontecer. Eu realmente tenho uma paixão quase catatônica pelo Coreano, desde o dia em que ele disse a frase: "Tá confortável aí dentro?" para Rick, pelo rádio do tanque. Ele é infindavelmente inteligente, e tem um ar jovial apaixonante. Não dou mais que 19 anos para ele, enquanto Sophia, aqui, tem 14. Entendam, o relacionamento deles será explicado mais a frente. São personagens importantes para a fanfic. Fiquem atentos...