Sinners...
1 Chapter One - Prologue.../Juízo Final
Notas iniciais
Fanfic inspirada no Livro A ascensão do Governador.
Sinners...
(Pecadores...)
Lorde — Team
Vivemos em cidades que você nunca verá na TV
Não são muito belas
Mas com certeza sabemos como comandar as coisas
Vivendo nas ruínas do palácio dos meus sonhos
E você sabe
Estamos no mesmo time
(...)
Chapter One – Prologue...
A velha picape ia lentamente pela pequena e estreita estradinha de terra, as mãos de Carol se apertam sobre o volante enquanto ela manobra a picape com precisão. O cheiro natural dos pinhos á faz diminuir um pouco a velocidade, o farol está no mínimo enquanto ela tenta enxergar algo na densa floresta que se estende á sua volta, os olhos atentos vasculham qualquer sombra na escuridão da floresta, está atenta á qualquer ruído – ou um dos gemidos. -. O ronco do motor é praticamento um lento e suave ronronar, havia dado a sorte de encontrar aquela picape na cidade anterior, que havia parado para a busca de suprimentos. É um antigo Chevrolet D20 Pick up de cabine dupla. Era grande e econômico, nos tempos como aquele, uma benção.
Ela em vão tenta manter a calma, tenta colar pedaço por pedaço de sua sanidade destroçada, ela aperta o volante e pelo retrovisor encara o rosto condolente de Lori, a mulher no banco de trás era a paciência em pessoa, Carol apreciava aquilo, Lori era sua vizinha antes de tudo desmoronar, uma boa mulher, Carol não a reparava muito, sabia apenas que era a esposa do xerife da pequena cidade e que tinha um filho, o pequeno repousava a cabeça no colo de sua mãe, provavelmente ele tinha idade de sua pequena Sophia. Ao lembrar-se de sua menininha os cacos de sua sanidade descolaram, e as lágrimas resolveram voltar surtivas á seus olhos. Desviou os olhos para a estrada á sua frente e pisou no acelerador saindo dos 60 km/h e avançando para os quase 80 km/h.
Sua pequena Sophia estava em outra cidade, algum lugar de Nova Iorque, na casa do pai, seu ex-marido Ed, sabia que, perfeitamente, agora sua filha podia não estar mais viva, porém ela ainda se agarrava á um fio de esperança. Ligou o rádio e buscou por alguma estação disponivel, tudo que ouviu foi o chiado estatico e o eco do vazio. Há duas semanas havia ouvido no radio algo sobre um centro de refugiados em algum canto de Atlanta. Não é como se Carol acreditasse ou quisesse ir até lá. Pensava seriamente antes de tomar qualquer decisão, ela não podia se agarrar á uma esperança que no final poderia ruir sobre sua cabeça, Carol ao fim de tudo era esperta demais, agora ela apenas tentava sobreviver, á doença, ao Juízo Final e aos humanos. A humanidade agora estava pagando por seus pecados.
Que se foda a humanidade!
Sua mente silvou contra seu cerebro. Estava cansada demais até para pensar. O pensamento estava todo na sobrevivencia como sempre. Buscando consolo enquanto seguia sua jornada. A lua já brilhava alto no céu, quando Carol finalmente ousou fazer uma parada, não tinha pique para continuar dirigindo, estacionou próximo á arvore, escapando da estradinha por um tempo, teria apenas algumas poucas horas para dormir e descansar. Abriu o porta-luvas e alcançou uma barra de cereal com a data já vencida. A fome falava alto naquele momento, haviam dado a sorte de encontrar uma caixa numa casa que vasculhavam. Abriu rapidamente a barra e mordeu um pedaço, se demorou mastigando tudo, mantendo os olhos na floresta ao redor. Desligou enfim o carro notando o silencio que estava ali, desligou a farol e tudo que clareava o local era a pequena lanterninha de chaveiro que tinha pendurado no teto do carro. Desligou a lanterna e repousou a cabeça sobre o volante.
__Carol?... – Ouviu a voz de Lori. __Rick disse que se não chegarmos lá até amanhã iriam sair sem a gente... – Lori sussurrou. Fazia dias que estava em uma longa viagem para alcançar Rick e seu grupo, o ex-xerife estava em outra cidade em missão quando tudo aconteceu, somente agora depois de muito tempo havia conseguido se comunicar com o filho pelo rádio comunicador que o garoto nunca abandonava. Segundo Rick ele tinha um grupo e um acampamento fora da cidade e que logo partiriam para um centro de refugiados. Desde então Carol estava numa luta contra o tempo. Levaria Lori até onde ela precisava estar e depois partiria. Não era como se ela realmente acreditasse no centro de refugiados. Fazia tempo que ela já havia perdido as esperanças.
(...)
O sol já surgia pela manhã, Carol á muito já estava de pé, ela afiava a faca pontiaguda numa pedra sentada perto no carro. Os suprimentos estavam escassos, ela pensava em sair e procurar por algo pela floresta, algumas frutas quem sabe. Lori já estava acordada e tentava a todo custo conversar com Rick pelo rádio. Carol toca a Glock presa no cós de sua calça, é como uma valvula de calma, ela sempre a toca quando está muito nervosa, sempre se acalma. Ela lembra a ultima vez que usou aquela sua belezinha, lembra o como foi belo assistir ao show enquanto explodia a cabeça de um daqueles bichos, e logo o liquido cerebral e fedorento saía para fora. Ela nunca esqueceria. Amarrou o cadarço de seu coturno, agarrou uma mochila com algumas coisas suas e catou uma garrafinha de água, deixou a chave na ignição. Sua atitude mais estupida...
Quando ela voltou á tarde, o carro já não estava mais lá, nem Carl ou Lori, apenas um bilhete preso a árvore.
“Sinto muito Carol, eu gostaria de ter ficado, mas Rick está esperando por mim... Sinto muito... Me perdoe... Você irá sobreviver, eu sei disso. Lori...”
Ao chão estava uma mochila com algumas barras, dois enlatados, uma jaqueta, um isqueiro e um maço com seis cigarros, um pacote de absorvente, um canivete, as balas de sua Glock, uma calculadora e kit maquiagem. Ao lado da mochila um taco de Basebol, seu taco de Basebol. Carol queria xingar, como havia sido tão estúpida de confiar neles?
Merda...
Precisava deixar a floresta, encontrar abrigo antes que escurecesse. Colocou a mochila nas costas e agarrou firmente o bastão, se tivesse sorte encontraria poucos mordedores por ali.
As primeira horas passaram rapidamente, o bastão estava firme entre seus dedos, o agarre não diminuiu em momento algum. Ela aperta ainda mais o bastão e logo viu o mordedor mancando em sua direção, rosnando como um animal e gemendo de forma desconexa, ele parece ficar agressivo enquanto eu levanto o bastão e faço mensão de atacá-lo. Esse já aparentava ter sido infectado há algum tempo, pois sua pele já adquiriu aquela coloração meio esverdeada que te faz ter ânsia de vômito. Ele está vestido com uma calça jeans e uma blusa quadriculada que um dia foi azul claro, mas que agora está tão manchado de sangue e sujeira que você não conseguiria definir qual cor se não fosse a gola, ele estende os braços e os punhos fecham-se e abrem-se freneticamente. Carol gira o taco de mão em mão, ela vislumbra a cabeça do bicho como uma bola de basebol, sorri de lado. Ela balança os braços para trás, segurando na base do taco, ginga para um lado e desfere o primeiro golpe. O crânio se parte, o liquido preto parecido com piche escorre para fora, o cheiro forte de podridão atinge suas narinas, ela recua um passo sentindo a náusea chegando e desfere outro golpe, vendo o bastão fincar sobre o crânio esponjoso do mordedor. Acertou o lobo frontal com toda a força, e puxou o taco, vendo a coisa cambalear e cair sobre o chão úmido da floresta, enquanto mais liquido preto escorre do tecido esponjoso que é seu crânio.
Carol encara o ser no chão. A vivacidade a atinge, ela teria muita coisa a enfrentar ainda...
O mundo estava fodido e ela precisa cuidar de si própria...
Notas finais
Eu sou totalmente e completamente obcecada pelo Governador, porque, porra, é impossível odiá-lo depois de ler a Ascenção do Governador.
Tenho certeza que as coisas nessa fic fluirão com mais precisão. É uma coisa diferente á que tenho me empenhado, por isso leiam com atenção. Carol bem diferente aqui...
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