Sinners...

4 Chapter Four - Café forte...


Notas iniciais
7x1 é o caralho! O bagulho é nós pegar a taça e esconder. O país é nosso, o Maracanã é nosso! É tudo nosso!!!! Depois dá a taça na mão do David GOSTOSO Luiz, Neymar e THIAGO GATO SILVA... Dá o papo! Caryl é vida

Sinners...

(Pecadores...)

Eu aprendi a sorrir, porque chorar eu já nasci sabendo

Projota

(...)

Chapter Four– Café forte...

A noite escura e fria reinou sobre todo o casarão. Daryl retirou apenas uma vela de uma das gavetas da cômoda do quarto. Levou alguns segundos para acendê-la com um isqueiro prateado, fagulhas brilharam na nebulosa escuridão até que uma chama quase graciosa se sobrepõe á escuridão no centro do cômodo. Um vento gelado se esgueirou por entre as frestas das tábuas que tapavam a janela. Os olhos azuis e avaliativos do caipira brilharam na imensidão escura, enquanto ele encarava fixamente a silhueta feminina á sua frente. A mulher estava compenetrada demais encarando pelas frestas da janela a movimentação dos errantes do lado de fora e nem notara sua aproximação.

Daryl achou que seu olhar talvez tivesse se demorado mais do que necessário nas pernas nuas da mulher, mas ele não conseguiu sentir culpa por isso. Há quanto tempo ele não topava com uma mulher tão bonita quanto ela? Nunca fora muito ligado em notar mulheres como a que estava em sua frente, ele não sabia lidar, preferia as mulheres de sua cidadezinha que sempre o procurava quando cansadas do marido, eram mais fáceis de lidar, sempre sumiam no dia seguinte. Carol parecia ser aquele tipo de garota magrinha no quesito curvas, mas seu porte atlético compensava-o muito bem. Apesar da falsa aparência de fragilidade como os grandes olhos expressivos, a boca rosada e a pele branquinha como um copo de leite, ele vira faíscas de raiva e determinação transbordarem daquele rosto de traços finos. Era bonita e charmosa como o inferno.

__Ás vezes sinto como se compreendesse eles... – Ela diz apontando o movimento lá em baixo. __Não são apenas mortos... – Ela diz.

__Entendo... Mas são apenas monstros, e cabe a nós destruir eles... – Daryl vira para a porta. __Perdi muitas pessoas para essas coisas... – Ele diz com asco. __...algumas nem importavam muitos, mas outras... – Ele fica em silencio e some em direção á porta.

Carol morde os lábios, ela gostaria de dizer que o entendia e que também perdera muitas pessoas, mas simplesmente não conseguia deixar seu lado humano de falar...

Ela encarou o quarto escuro e tentou com a parca luz da vela, encontrar um lençol para se enrolar naquela noite fria. Como ele dissera antes, aquele quarto havia pertencido á um homem, e os traços masculinos estavam impregnados em todo o lugar. Olhando os pôsteres de bandas famosas de Grunge e imagens patriotas ela tentou montar a personalidade do antigo dono do quarto, porém não tivera muito animo e nem muita sorte, então caminhou até o único espelho, embutido no roupeiro de mogno, e contemplou seu reflexo pálido à luz da pequena ela que repousava sobre uma cômoda próxima á janela.

Nos que se seguiram, ela dedicou-se a revirar o mais silenciosamente que pôde as gavetas da cômoda, do roupeiro e até as caixas que se encontravam debaixo da cama, à procura de algum objeto afiado, qualquer um com uma extremidade afiada, para poder se proteger. Ela se sentia nua e exposta sem sua arma, e por mais que quisesse sua Glock de volta devia respeitar as regras impostas por Daryl. Foi com alegria que topo com um canivete suíço no fundo de uma caixa preta que se encontrava em cima do roupeiro, junto com algumas fotos do Exercito Americano.

Deitou na cama grande de Casal e enfiou a arma debaixo do travesseiro de plumas, assim podia dormir agarrada a ela por toda a noite. Com um suspiro despiu os shorts que estavam grandes demais em seu corpo e o empurrou para o chão, preguiçosa demais para levantar. Recolheu as pernas nuas e arrepiadas debaixo do cobertor e enrolou-se em um novelo humano, enfiando a mão sob o travesseiro e sentindo a textura do colchão descoberto até que seus dedos tivessem roçado e — no instante posterior — envolvido o canivete. Ignorou o cheiro de mofo e permitiu-se descansar um pouco, e, no entanto, seus sentidos estavam supersensíveis, alertas a qualquer ruído. Ela não confiaria totalmente, pelo menos não ainda...

Mesmo deitada ela ainda ouvia o coro de gemidos lá fora — a sinfonia da Morte que nunca terminava. Era como se ela ainda estivesse na floresta, presa entre os corpos mortos, como se ainda estivesse entre eles, como uma presa fácil. Ainda sentia o cheiro da podridão, infectando seu quarto quase como uma doença. O medo que ela jurava não sentir parecia bater em sua porta.

Ela iria para o inferno, mas não podia se importar menos. O inferno era ali agora, de qualquer maneira, e os demônios haviam sido todos libertos de seus grilhões, postos para vagar por aquele mundo e para consumir almas tanto de santos quanto de pecadores. E Carol ainda não estava pronto para ter os seus pecados julgados. Não, ainda não.

Eu farei o que tiver de ser feito, porra... Ela logo tratou de se convencer. Mas o rosto de sua filha, sua pequena Sophia. Seu rostinho brilhava em seu consciente, logo depois se transformando, os olhos tornavam-se mucosos e inclementes, aquela imagem borbulhava a beira de seu consciente como uma vesícula de pus que subitamente estourava e vertia um fluído asqueroso e fétido.

Com dor no peito Carol girou e cerrou os olhos com força. Se obrigando a dormir e esquecer qualquer coisa relativa á Sophia. Precisava acreditar em Daryl... Ele tinha que estar certo. Sua filha estava bem...

(...)

Na manhã seguinte fora uma surpresa para Daryl acordar tão bem disposto, não era costume dele acordar cedo, nem muito menos depois de ter uma noite tão calma. Apesar de ele estar louco por um maço de cigarros, era tudo que ele queria naquele. Um pouco de Nicotina salvaria seu dia. A falta de Nicotina o deixaria ranzinza pelo resto do dia, isso ele não tinha duvidas.

Com rapidez ele vestiu uma blusa surrada e saiu do quarto apenas para se deparar com sua nova hospede, já desperta e ajoelhada sobre o assoalho de madeira escura, com uma esponja e um balde com água e sabão. Encontrou-a esfregando vigorosamente a crosta de poeira com uma expressão convincentemente raivosa. Aquela cena o arremeteu á sua mãe já há muito falecida, lembrava vagamente de sua infância quando seu pai ainda não estava em casa, assim que chegava do colégio encontrava a mãe daquele mesmo modo.

Por um instante, ele permitiu-se sentir surpresa e talvez até um pouco de gratidão, mas o momento não durou muito.

__Hn. Bom dia... – Ele murmurou ao passar por ela, indo em direção à cozinha, e jurou tê-la visto enrijecer.

__Bom dia, Daryl – Respondeu quase intimidada, parando para descansar um pouco. __Espero que não se incomode, preparei um pouco de café... – Ela diz limpando um pouco do suor da testa.

__Hn... – Ele sussurrou e avaliou a cafeteira garrafa térmica e despejou um pouco do liquido preto e fumegante numa das canecas limpas. Ela também havia lavado a louça.

__Imaginei que seria justo depois de tudo que fez por mim... – Carol sussurra encabulada. __Bom, você não cozinha muito bem, sem ofensas. – Ela diz de forma divertida.

__Sinta-se à vontade para cozinhar de agora em diante então. – Ele sorriu e voltou para a cozinha, deixando que ela absorvesse suas palavras e o sentido implícito nelas. Ele realmente estava prometendo que a deixaria ficar?

Carol retomou a limpeza, tentando não prestar muita atenção em Daryl enquanto o via circular pela cozinha com um olhar analítico. Percebeu que as engrenagens do cérebro dele trabalhavam por trás de seu semblante circunspecto; a postura ao poucos desmistificava o rumo de seus pensamentos embatucados e do entrecerrar de seu olhar brilhante e azul.

__Teremos que sair mais tarde. – Ele anunciou com sua voz de barítono, cruzando os braços e olhando através das janelas vedadas, para o coro de gemidos que havia diminuído consideravelmente lá fora nas ruas.

__Por que? – Os olhos de Carol brilharam enquanto ela perguntava com a garganta seca se levantando do chão úmido e piscando os olhos com força.

__Os suprimentos não são muitos, temos que ir buscar os outros. Eles ficaram presos no mercadinho na cidadezinha á leste. – Daryl diz lentamente dando de ombros. __Falei com eles esta manhã pelo radio, algumas dezenas de bichos estão prostrados do lado de fora do mercado. A porra do mercadinho tinha um alarme ainda funcionando na área de remédios. Sorte que o portão de ferro impediu os bichos de entrarem lá. Nós vamos lá e vamos atrair os bichos para a igreja que tem duas ruas do mercado. – Daryl apontou um mapa marcado com caneta vermelha e azul. __Pensei durante toda a madrugada. Vai dar certo...

__Mas você disse que “nós” teríamos que ir...? – Ela questionou o olhando. Vendo Daryl sorrir de canto. __Devo supor que não tenho direito a opinar sobre isso?...

__Está com medo? – Ele perguntou olhando-a com firmeza.

__Digamos, que ainda não estou preparada. – Ela diz com um dar de ombros.

__ Ah vamos lá Carol, ao te ver atirando pensei que você pudesse se entusiasmar com a ideia de estourar algumas cabeças podres. Não vou abandoná-la na cidade... – Ele diz e ri de lado.

__Você me parece realmente idiota... – Ela rebate ácida.

Daryl pareceu ponderar, mas o sorriso zombeteiro em sua boca jamais se ausentava e estava certamente começando a irritá-la. Carol sentiu o sangue fugir do rosto quando o viu direcionar o olhar esquadrinhador para o corpo dela, demorando-se em suas pernas desnudas.

__Posso sugerir outras formas de entretenimento então... – Daryl estava realmente de alguma forma encantado. Qual é, em qual tipo de vida que Daryl Dixon diria algo assim para uma mulher como Carol? Daquelas certinhas que o faziam rir em tédio.

Carol atirou a esponja úmida nele sem pensar, corada de fúria, com os olhos relampejando tempestuosos e as bochechas infladas.

__Não banque o engraçadinho! – Ela demandou dividida entre uma consternação indignada e uma excitação crescente. __Sou realmente forte quando quero, e posso muito bem te sufocar enquanto dorme.

Daryl sorriu lascivo, mas ela sentiu seus ânimos se afrouxando pelo brilho de diversão no olhar dele.

__Relaxa mulher, calma! Estou apenas me divertindo, sabe? – Os olhos azuis faiscaram: — Mas eu admito que a visão de você de quatro foi bem excitante.

__Ah, cale a boca! – Gritou Carol, tempestuando em direção ao quarto enquanto o caipira apenas bebericava seu café forte. Era adorável saber que a mulher era atingida por ele...

Notas finais
Mudando as personalidades... Cadê a Carol com as indiretas??? MUDEI! Deixa o Daryl assim kskaoskppaoskosp