Sinners...

5 Chapter Five - Mundo contaminado...


Notas iniciais
Oieeee! Tô chorosa com os Spoilers que tem saído da nova temporada de TWD!

Sinners...

(Pecadores...)

“Se o verde fosse realmente esperança, as Florestas não estariam acabando.”

Projota

(...)

Chapter Five– Mundo contaminado...

Os olhos azuis de Carol se fixaram no reflexo que o espelho do banheiro refletia. Ela já havia tirado o short largo, agora usava a calça jeans manchada, havia tentado lavar o tecido, mas as marcas de sangue e sujeira não saíram da calça. Esticou os braços catando a jaqueta de couro posta em cima da bancada da pia, vestiu-a com rapidez e fechou o zíper sentindo o corpo coberto apenas por sua fina camisa de algodão manchada. Fitou os pés descalços e se virou para calçar os coturnos. Daryl havia deixado claro que a viagem seria dificil, talvez não tivessem nem chance de salvar os outros. Carol estava assustada por ter de enfrentar de frente os perigos que ela mesma prometera se manter distante. Mas nas palavras de Daryl, ela iria, ele não manteria um peso morto no grupo. Palavras cruéis, porém repletas de verdade. Para que Carol seria mantida no grupo senão pudesse ajudar?

Ela já havia escondido o pequeno canivete no bolso da frente da calça, e apertava-o entre o punho cada vez que ouvia as palavras de Daryl sobre a preparação. Daryl preparava uma mochila enquanto o ronco leve do motor de uma Ambulancia ecoava no jardim do casarão. Havia sido surpreendente para Carol ver aquela Ambulancia enferrujada e com marcas de tiro ao fundo da garagem, que também guardava uma moto, e dois carros de quatro portas, que ela não reconheceu a marca.

__Nós não nos separaremos. Nós vamos ser uma distração. A grande Catedral possui um sino daqueles das antigas, nós vamos assioná-lo e sairemos rápido, enquanto os errantes são atraidos. – Daryl explicou enquanto colocava as flechas no banco da frente da Ambulancia.

Carol sentiu um arrepio atingir sua nuca e lhe causar arrepios, mas ocultou aquilo com um displicente dar de ombros.

__Tudo bem... – Carol sussurrou e adentrou a ambulância.

__Isso é seu... – Foi com espanto que ela encarou o bastão de basebol que ela havia deixado na floresta, sendo empurrado em sua direção. __É melhor não trair minha confiança... – A voz do caipira havia soado tão maldosa que Carol se sentiu impressionada. Eles estava sendo legal pelo menos.

Carol foi até o portão de ferro com uma chave dourada na mão, deslizou a chave sobre a fechadura e viu o cadeado de ferro abrir-se e cair no chão com um impacto duro. Puxou a carrente grossa e terminou de abrir o portão, que era preso em cima e em baixo. Ouviu o motor leve da ambulância soar leve logo atrás. Viu o automovel passar lento pelo portão enquanto os gemidos dos mortos começavam a ficar proximos. Tratou de fechar o portão rapidamente pelo lado de fora e com o bastão derrubou um dos errante que estava perto demais. Subiu rapidamente na ambulância e sentou-se no banco do carona com o bastão preso entre as pernas, assistiu Daryl pisar fundo no acelerador. O sol já havia terminado de se pôr, agora somente um terno alaranjado cobria o céu.

Carol se recostou no banco e abraçou o bastão contra o peito. A segurança que aquele objeto á estava proporcionando á deixava a beira de um momento perfeito. Daryl manobrou o carro e pôs numa estradinha de terra batida. A floresta densa de pinheiro passava rápidamente enquanto o carro ia rapido em direção, sabe Deus onde. A mulher deixou a cabeça tombar e se recostar á janela suja, e via os mortos reagirem conforme o som do motor surgia, os bichos começavam a se esgueirar para fora da floresta, saindo detrás das arvores de pinheiros.

O mundo fodido se faz presente aos olhos desacostumados da mulher. A cidadezinha antes pacata vive a turbulencia dos mortos. Das fachadas destruídas de algumas lojas é possivel ver os corpos em decomposição se esgueirando como animais. O ruido da ambulância atrai muitos deles, mas nada importante. Daryl não desacelera, passa por cima de qualquer coisa morta que ousa se jogar na frente, os corpos se partiam podres pelo ar, enquanto sangue contaminado jorrava no parabrisa. Não havia volta...

***

Daryl pousou o mapa sobre o volante e estudou o céu escuro. Estavam seguros por enquanto, parados em um beco sinuoso e silencioso. Aquele mapa indicava que na próxima rua encontrariam a igreja. O caipira retirou o radio transmissor do bolso e o ligou. O chiado conhecido ecoou enquanto ele chamava um nome: Brian.

__Droga Brian, responda essa merda! – O caipira esbraveja levemente enfurecido. Mas estranhamente não o enfezado Brian que se revela do outro lado.

__Shiu tio Daryl! – É a voz mansa e leve da pequena Penny que responde.

__Penny? – Daryl pergunta atordoado. __Onde está seu tio? – Ele pergunta rapidamente sabendo que Brian jamais deixava a sobrinha sozinha. __E Philip?

__O papai tá cuidando dos monstros lá fora. O tio tá cuidando da porta com o T-Dog. Eu, to no armazém com o vovô Dale. – A menina responde de forma lenta e contida.

Pelo menos todos estavam bem...

Notas finais
Os sobreviventes e companheiros de Daryl finalmente revelados!!!! PENNY VIVA kskoskoskossssoepsas Não, eu não tenho titica na cabeça. Mas amo o Brian, e queria pelo menos dá uma alegria para ele ksokspps