Sinners...
8 Bônus - Confiar...
Notas iniciais
Sinners...(Pecadores...)
“Um sábio dizia que você deve comprar arroz e flores. Arroz pra viver e flores pra ter pelo o que viver...”
Emicida
(...)
Chapter Seven – Sobreviventes...
O cheiro delicioso de temperos invadia toda a casa e alertava os moradores que o almoço corria bem na cozinha. Com os cabelos ainda úmidos do banho frio, Carol preparava o almoço, imersa do mundo a sua volta, ela preparava um caldo com uma das aves pegas por Daryl aquela manhã. Algumas latas de legumes em conserva logo foram acrescentada ao caldo ralo, porem cheiroso. O cheiro delicioso se duplicou quando a chama do fogão foi apagada por Carol, ela tomou uma tigela bonita com detalhes em flores notando que um dia aquela bela tigela compusera a louça fina da dona da casa. Encheu tigela por tigela, até que pudesse chamar todos para o almoço. T-dog, Penny, Dale, Bryan e Philip comeram na mesa, já Daryl, como sempre, não descera para o almoço. Assim, como fazia todos os dias, Carol se pôs a subir as escadas, com duas tigelas com o caldo cheiroso, uma tigela para ela e outra para Daryl.
Daryl já a aguardava impaciente no quarto, já havia se tornado um habito para ele, receber a mulher em seu quarto, para que pudesse comer enquanto ela lhe contava histórias e ele lhe soltava comentários infames. Era a melhor parte do dia, ele adorava conversar com a mulher. Logo Carol surgiu na porta, já nem batia mais, já fazia parte de quarto. Daryl achou que seu olhar se demorou muito na pernas nuas da mulher que vestia apenas uma bermuda, mas ele não conseguiu sentir culpa por isso. Há quanto tempo ele não via uma mulher tão bonita desde que tudo começou? Talvez nem antes ele tivesse se deparado com uma mulher como aquela. Carol sorriu como sempre fazia e estendeu uma tigela para Daryl, logo depois sentando ao lado do homem e almoçando enquanto assistiam pela janela alguns pássaros em um ninho.
__Essa noite captei uma transmissão de rádio... – Daryl diz após terminar de comer. Carol se vira em sua direção aflita. Será que haviam mais como eles? Será que existia algum tipo de grupo lutando contra a infestação? Será que descobriram algo sobre o vírus? __Parecia algum tipo de aviso eletrônico repetido. Um Centro de refugiados foi aberto em Nova Iorque... – Daryl engoliu em seco. __Marquei no mapa o lugar do centro... – Daryl abaixou a cabeça e Carol notou o mapa em cima de uma das cadeiras. Ela levantou num salto e correu para o mapa que estava rabiscado com uma canetinha vermelha.
__V-Você... Você acha que minha filha pode estar lá...? – Carol perguntou aflita e Daryl deu com os ombros. Carol olhou novamente no mapa vendo a caneta que circulava um ponto no Bronx.
__Você pensa em ir para lá? – Daryl questiona sentindo um gosto amargo na boca.
__É uma chance... – Carol sussurra. __Talvez a melhor delas... Vai ser decepcionante se a minha pequena não estiver lá. Mas... Eu preciso saber... – Carol sorri realmente feliz. __Eu vou precisar ir a cidade. Procurar um carro. Suprimentos... Meu Deus! – Carol já nem acreditava mais.
__É perigoso... – Daryl sussurra.
__Eu sei! Mas... Vai dar certo. É a minha filha. – Carol sorri.
__Eu vou com você... – Os olhos de Carol brilham diante daquela afirmação.
__Não tá falando sério, tá? – Carol questiona espantada.
__Acha mesmo que eu vou deixar você curtir tudo isso sozinha.
__Bobo... – Carol diz e corre para os braços do caipira. Era tudo que ela precisava. Um amigo que estivesse ali por todo o tempo. Alguém em quem ela finalmente poderia confiar...
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