Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo, miladies. Até a próxima x

— Marido? — Isabella gritou. Alto demais? Talvez. Porém estava muito feliz para se importar se isso incomodaria seu esposo. Finalmente ficara totalmente curada e isto era maravilhoso. Andar, dar ordens por aí, ir a um campo de flores... Ar puro!
Sinnerman apareceu carrancudo.
— Isabella, tem um bode aqui dentro ou era seus berros? — o tom dele era quase zombeteiro. Ela do outro do quarto o olhava especulativa.
— Nem seu mau humor natural atingirá-me esta manhã. — falou, outra vez alto demais. Sorria até se o vento lhe acariciasse o rosto.
— Estás muito alegre para uma pessoa que é alvo de assassinato. — olhou-a mais sério do que nunca.
— Não seja tolo. Faz parte do papel. — respondeu a morena simplesmente, saindo do quarto. Hm... desculpe? Ela havia o chamado de tolo e o deixara sozinho ali? O sangue do lorde fervia. Nunca alguém havia o desrespeitado. Resolveu correr atrás da moça atrevida.
Quando a alcançou, cercou os braços dela fortemente com suas mãos.
— Com quem pensas que está falando? — bradou ele, com o rosto quase colado no dela. Os olhos cuspiam fúria e o homem bufava como um touro. — Não sou Aro, ou qualquer homem que se envolvera antes. Não pense nem por um momento que poderá me insultar.
— Por que estás tão bravo? Eu não fiz nada demais! — defendeu-se ela, querendo demonstrar-se corajosa. Por dentro, sentia um pouco de medo da fúria do homem.
— Não irei discutir com uma desmiolada. Irei viajar com Emmett dentre alguns instantes. — avisou ele, caminhando para o caminho contrário a ela.
Isabella prestou atenção no homem andando. Parecia um leão. Nunca se acostumaria com quão grande era Sinnerman. E largo também, podia perceber. Ela nunca teve relacionamentos com homens antes, o único contato que tinha era com os soldados de seus pais e nunca aconteceu nenhum romance entre ela e qualquer um deles. Vira muitos homens, porém nenhum chegava à beleza complexa de seu marido. Como podia ele ser tão belo, quando era tão rude? Seus movimentos eram refletidos e preparados para uma batalha o tempo todo. Como era grosseiro em seu modo de agir, andar, falar e tão bonito ao mesmo tempo?
Era muito abstruso para ela entendê-lo. Porém não havia outra coisa que aquela castelã queria mais do que compreender o homem com que, agora, se deitava todos as noites. Ela ao menos nem sabia se aquilo era um progresso. Dormiam juntos, todavia não se tocavam. O marido parecia brincar de estátua ao lado dela. Na noite anterior, ele já estava deitado e enquanto ela preparava-se para acompanhá-lo o homem não moveu um músculo sequer. Encarava o teto com os braços atrás da cabeça e peles até o seu abdômen. Ele não se movimentou até dormir.
Isabella levou os olhos ao branco com a lembrança e sacudiu a cabeça. Passara muito tempo perdida em pensamentos e deixara o marido escapar. Sem pestanejar começou a correr atrás do homem. Afinal, era isto o que fazia figurativamente desde que havia chegado naquele castelo.
Quando o avistou, ele estava conversando com Emmett, seu irmão. Não parou de correr até chegar perto de alcançá-lo. Foi nesta hora que ele virou-se para ela como um urso que estava prestes a atacar. Infelizmente, a pobre dama se assustou com a pose do homem e quando estava a um passo dele cambaleou. Teria ido ao chão se não fosse pelos braços fortes do marido.
— Mulher estabanada, — resmungou ele, pondo-a em pé.
— Eu... quero... ir com você... marido. — disse, incrivelmente ofegante para a pequena distância que tinha percorrido.
— De jeito nenhum. — respondeu ele veemente. Estava viajando para evitar a esposa. Se a levasse com ele o pior poderia acontecer. Não queria nem imaginar no que sua vontade faria àquela mulher.
— Ficarei muito indefesa aqui. — argumentou baixinho, mas o marido não cedera.
— Ela tem razão, meu irmão. Ela estará mais segura contigo ao lado. Deixá-la aqui seria dá-la de bandeja a quem a quer morta. — sussurrou o cunhado de Isabella.
— Muito bem, lady Isabella. Meu irmão está certo. Peça Eleazar para arrumar-lhe um baú. Apenas com algumas túnicas ou vestidos e seus objetos pessoais. Rápido, mulher, não tenho o dia todo.
— Acompanha-me, marido? — ela pediu e ele simplesmente assentiu. Enquanto caminhavam, Isabella começou a tagarelar. — Tenho que admitir que estou amedrontada de vagar pelo castelo. — sussurrou a esposa de Sinnerman com olhos tão esbugalhados que pareciam querer sair da caixa. A voz tão baixa e os olhos tão grandes fizeram o marido querer rir. E rir alto. Porém o mesmo não conseguira fazê-lo. Primeiro porque não ria desde quando era criança. Segundo, porque estava demasiado hipnotizado na mulher que o causara aquela vontade depois de tantos anos. Deus, poderia beijá-la ali mesmo.
Tagarelou por tempos e tempos. O esposo achou que não aguentaria mais daquilo. Porém, o enchia de felicidade apenas observá-la. Ele nem respondia, muito menos interagia. Só ficava olhando as feições da morena.
— Ainda bem que tomei banho quando acordei. Teria que aguardar por mim se eu não o tivesse tomado. — observou ela, preparando ela mesma o seu baú. Sinnerman não confiava nem mesmo no miserável Eleazar. Porém, o desprezo que sentia para os criados era o de sempre.
— Não teria não. Levava a senhorita em um de meus ombros. — respondeu sério. Ela o olhou apavorada.
— Eu sou uma dama, não posso ser levada no ombro de um homem.
— Poderá, pois se eu for o homem não terá escolha. Também não ligo para títulos nobres. — falou rispidamente. Isabella suspirou. Que insensível o marido que Deus a havia enviado. Você que o escolheu, desmiolada, a consciência dela a relembrou e ela soltou uma risadinha. Sinnerman a olhava como se ela fosse paranormal. Rindo e falando sozinha? Fazia uma aposta que viera de um hospício, não de um baronato.
Sem paciência, puxou-a pelo pulso, arrastando-a escada abaixo.
— Eleazar, pegue o baú de lady Swan. — ordenou e o criado acatou prontamente.

***

— Estou caindo... de sono. — Isabella dizia com dificuldade enquanto cavalgava em velocidade lenta o seu cavalo, que estava entre o de Emmett e do lorde Cullen. O cunhado riu e o marido grunhiu. Faziam algumas horas que estavam viajando e o ritmo das cavalgadas dava sono na esposa de Sinnerman.
Vendo que seu irmão não pretendia tomar nenhuma atitude, Emmett decidiu provocá-lo.
— Desejas cavalgar comigo, milady? Assim pode dormir tranquilamente. — disse inocentemente.
Quando Isabella ia responder, seu marido parou Sin e desceu dele.
— Venha, não tenho o dia todo. — ele reclamou de braços alongados na direção da moça. Esta estava muito rabugenta.
— Sei descer sozinha. — murmurou orgulhosa. Por estar muito sonolenta, ao tentar desmontar o cavalo, Isabella quase caíra, se não fosse pelos mesmos braços estirados ali.
— Desengonçada. — o marido comentou para mascarar o prazer que sentia toda vez que ela estava em seu abraço.
Depois de montarem em Sin, cavalo que lady Swan fazia questão de dizer o quão amável era, ela ressonava totalmente repousada no peitoral do marido, que ao olhar para a moça e senti-la tão próxima de seu corpo, ficara extremamente excitado. O esforço para controlar seu membro era enorme. O ritmo das cavalgadas também não cooperavam com a lascívia ali presente. Muito menos o cheiro de lavanda e frésias que era expirado por cada poro daquele corpo alvo e extremamente macio.
Logo pausariam a viagem para pernoitar em alguma estalagem. Iria ser uma longa viagem.

— A pousada de Harry Clearwater ainda está muito distante, irmão. O que acha de acamparmos ali perto àquele triângulo de árvores? — Emmett sugeriu como se pudesse ler a mente do irmão mais velho. Talvez, sobre aquelas questões ele pudesse, já que viajavam muito juntos em batalhas. Sinnerman anuiu.
— Acorde, lady Swan. — murmurou, sacudindo-a levemente. Logo os olhos marrons que tanto estimava apareceram. — Vamos acampar durante esta tarde. — ela assentiu.
Já era o crepúsculo de novo. Enquanto Sinnerman e Emmett arrumavam as peles, os homens sentiram que o ambiente estava muito silencioso.
— Meu Deus, Isabella! — Emmett gritou olhando para os lados. Segurava o punho da espada.
Correram procurando-a por todo lugar. Quando o marido a achou, gritou para o irmão terminar de arrumar as coisas. Nunca deixaria outro homem ver o que ele estava vendo. A morena saía nua do lago. Instantaneamente, seu membro endurecia. A água corria pelo corpo da mulher. Notara que sem roupas ela era ainda mais atraente. Cintura fina, quadris largos e seios de tamanho médio. Os bicos rosados estavam duros pelo frio. Olhando para mais abaixo dali, percebera que ela tinha poucos pêlos ali. Sinnerman queria aproveitar o máximo daquele momento. Saberia que nunca mais a veria assim de novo.
Quando vira que ela estava indo na direção dele, escondeu-se atrás de alguns arbustos. Porém a morena já o havia visto.
— Meu marido? — chamou ela. Sinnerman praguejou baixinho.
— Peço perdão por tê-la visto em seu momento de intimidade, eu não sabia que estava... nua. Imaginava que estivesse em perigo. — Ele disse olhando-a rapidamente e em seguida virando-se de costas enquanto ela se vestia. Ela sorriu com a verdade que o marido demonstrava. Ele era um homem realmente verdadeiro.
— Está tudo bem, marido. Poderá ver-me assim quando desejar. Sou tua desde que casamos. — deixou escapar. Santo Deus, não poderia ter dito aquilo. Era uma dama! Isabella corou com a confissão. Já o marido, ficava excitado novamente.
— Bom, temos que ir. Já está escuro. — observou ele e a puxou pelo pulso como costumava fazer.
Iria ser uma noite longa, ambos pensaram.

Notas finais
Gente, esta viagem irá render MUITO! Posso afirmar que vocês irão amá-la! Muitas situações engraçadas e até mesmo românticas poderão acontecer. Gostaram do capítulo? Odiaram? Me falem todas suas expectativas para a história! QUERO INTERAÇÃO VIU MOÇASSSSS! Até logo xx