Notas iniciais
Demorei? Olhem minha fic de época Nobre Cavalheiro! Bjos Até a próxima e boa leitura!

Isabella se mexia durante a noite toda. Em meio as peles ao lado do marido, ela não parava por um instante sequer.

— O que há de errado com você? — perguntou o homem que também não conseguia dormir por conta da esposa inquieta.

— Eu estou com frio. — ela resmungou. Não era uma mentira, porém agia daquela forma pelo nervosismo de dormir sozinha com Sinnerman em meio a um bosque. Emmett estava a alguns metros dali totalmente adormecido. O marido praguejou baixinho e a puxou para ele. O coração da morena foi a mil. Receber qualquer toque do esposo era intenso demais.

{N/A: Escutem Fire Meet Gasoline — Sia, se quiserem dar mais emoção ao momento}

Sinnerman a trazia para perto como se pesasse nada. Os braços rodeavam a cintura de Isabella e a deixava totalmente encostada nele, e ela podia sentir o calor emanando dele por todo o corpo. Não compreendia porque ele era quente até mesmo no meio do nada e sem túnica. O homem apertou-a contra si mesmo e deixou os braços cercando-a. A bochecha da moça já esquentava no peito dele.

— Melhor? — indagou ele.

— Muito. Tu és muito caloroso, meu marido. — respondeu e ele ignorou o comentário. Tudo que saía da boca da mulher o atraía como a terra atraía a lua. E ao lembrar do momento de hoje mais cedo, Sinnerman não pôde evitar a ereção. Isabella ofegou surpresa.

— Por que estás assim? — perguntou inevitavelmente. O marido suspirou.

— Durma. — ordenou simplesmente.

A lua cheia iluminava todo o bosque, permitindo que o homem olhasse a mulher cálida ali e sua respiração descompassada. Ela também via o peitoral e abdômen completamente musculoso do marido. Nem a lua cooperava na lascívia ali. Ele praguejou baixinho, quando foi surpreso por uma sensação que nunca havia experimentado antes.

— O que está fazendo? — indagou ele sério, tentando esconder o quanto estava desconcertado. Isabella congelou a língua onde estava, no pescoço dele, e percebeu o que estava fazendo.

— Desculpe. Santo pai, sou uma rameira! Eu não percebi, apenas estava de olhos abertos e o pescoço... — ela tentou se explicar. Isso também não ajudou a dissipar o clima que ali se formava.

Sinnerman girou a esposa, ficando por cima dela, e a beijou com voracidade. Quando os lábios carnudos tocaram os de Isabella, de forma exigente, a mesma pensou que desmaiaria ali mesmo. Notou que até em sua forma de beijar ele apreciava se impor. A língua dele invadia a boca da moça sem pedir permissão e sem delicadeza.

Lady Swan podia sentir a ereção do marido apertando-se contra sua intimidade, o que fez com que ela explorasse o corpo dele com as palmas de suas mãos. As costas, braços e tórax de Sinnerman eram sólidas como pedra, macias como veludo.

Quando o beijo se deu por terminado, Isabella suspirou e ele a puxou para a posição anterior.

— Vamos ver se ficas quieta desta vez. — provocou ele. Como queria jogar todos seus princípios pro alto e possui-la ali! Esquecer seu passado e seu futuro. Seu destino.

Ela corou timidamente.

— Está mais difícil ainda de conseguir dormir. — admitiu ela e ele concordou com a sentença mentalmente. — Marido... sei que eu não era a esposa que esperava. E sei também que eu praticamente o forcei a casar-se comigo. Entretanto não sei o porquê de não querer... você sabe... fazer amor comigo. — admitiu mais uma vez.

Por que ela estava fazendo aquilo com ele? Se soubesse o quão difícil para ele era...

— Ninguém força-me a nada. Casei contigo para evitar o que tu querias. Não que estar casada comigo seja melhor do que com Aro. Não posso viver com ninguém. Casar nunca foi algo que eu quisesse ou... merecesse. O que farei então se minha semente for colocada em você? Conceberia um filho com minha maldade e não mereces isso.

— Não vejo maldade nenhuma em você, marido. — a resposta o surpreendeu demasiadamente.

— Todos vêem. Isto é por que não conhece meu passado. — argumentou ele.

— Bom, não conheço por completo. Sei sobre sua irmã. — falou ela receosa.

— Não fale sobre isso. — bradou ele.

— Digo que não tens culpa nenhuma da inveja que ela tinha de você.

— Eu a matei. — exclamou amargurando.

— Não. Não fez nada além de defender-se.

— E de quem foi a culpa senão minha? — confrontou ela.

— De ninguém. Nem toda situação precisa ter um culpado, marido. Às vezes simplesmente acontecem. É o que acidente significa.

— Nunca fui perdoado. Nunca me perdoarei pelo que aconteceu.

— Terá que fazê-lo, senão não terá felicidade. — ela disse, tocando em seu rosto.

— Eu não nasci para tê-la. — ele disse, olhando-a intensamente.

Isabella não conseguia administrar o amor que sentia por aquele homem. Era tanto que transbordava pelos olhos marrons.

— Então eu também não nasci. — respondeu tristemente a esposa.

— Por que? — indagou ele sem compreender.

— Porque só terei felicidade quando tu tiveres.

— Isabella, não é possível o que acabou de afirmar.

— É sim, marido. Sei que é.

— Como sabe?

— Simplesmente sinto esta vontade de fazê-lo imensamente feliz. E ao imaginar-me realizando isto, fico feliz também.

O homem não tinha mais palavras para responder àquilo. Desejou com todo o seu âmago ser capaz de amar alguém. Se fosse, este alguém seria Isabella. Abraçou-a com força e ficou sentindo a respiração e a mão dela em seu peito durante toda a noite.

***

Quando amanhecera, Sinnerman conseguiu dormir. Admirou a beleza da esposa durante toda a noite. Os traços da face, suas feições quando sonhava e seu peito subindo e descendo com a respiração uniforme.

Pouco depois, Isabella acordou com pássaros assoviando nas árvores acima deles. O casal estava deitado debaixo de uma frondosa árvore. A morena olhou para seu marido. Ele parecia cansado. Deixou ele dormir mais um pouco enquanto o olhava. O homem mais lindo que ela já havia visto. Traços faciais de um anjo e corpo de um soldado conquistador.

Sentou-se e deu um beijo no seu amado. Sim, amava o seu marido. Não imaginaria que um casamento com um homem que mal conhecia iria resultar em amor. Para sua surpresa, ele correspondeu o beijo e a puxou pra si. Nunca se acostumaria com aquela sensação. Ficava tonta e com borboletas no estômago sempre que e ele a beijava.

— Bom dia, meu marido. — desejou ela com um sorriso.

— Bom dia. — respondeu com a mesma feição séria. Porém naquela manhã estava mais suave. — Vou fazer minhas necessidades matinais. Fique perto de Emmett. — ele disse e ela concordou.

Depois de algum tempo, seu marido estava demorando demais a retornar. Decidiu ela procurá-lo e ver o que aconteceu. Um dia da caça e outro do caçador, pensou ela quando avistou o homem no lago, jogando água no rosto. Completamente nu e de costas para ela.

Ombros largos, braços fortes, pernas grossas e... um traseiro extremamente atraente. Durinho, e... Meu Deus, o que estava fazendo? Era uma dama! Todavia duvidava que alguma mulher deste mundo não pensasse libidinosamente se olhasse para o que ela estava olhando.

Não era culpa dela! Ele que estava tentando-a. Repetindo isto pra si mesma, Isabella tirou a toda a roupa e caminhou até o lago. Sinnerman sentiu que alguém se aproximava e virou preparado. Desta vez, Isabella não se assombrou. Ele por outro lado ficou surpreso e excitado. Os dois estavam nus em um lago.

— O que estás fazendo? — indagou ele sentindo seu autocontrole ir embora para bem longe dali.

— Nada demais. — respondeu a esposa, colando o corpo no dele e beijando-o com luxúria. Mais uma vez ele correspondeu.

— Isabella... — clamou ele.

— Shh. Só por agora, não pense em nada disto. — ela pediu e colocou os braços em volta do pescoço dele. Ele a rodeou pela cintura, aproveitando o máximo daquele momento. Sentir os seios da morena encostados no seu tórax era uma sensação deliciosa. Ele a beijava com sofreguidão e ela notava o quanto ele se esforçava. Abraçou o marido com força, lhe acariciando os cabelos. Enterrou o rosto no pescoço dele, sentindo o cheiro que emanava dali. Cheiro de homem.

— Devemos ir, — disse ele rompendo aquele instante e ela suspirou. — Chegaremos antes de anoitecer na pousada de Clearwater.

Saíram e vestiram suas roupas. Depois de comerem algumas frutas, os três partiram em viagem. Foi absolutamente silenciosa. Isabella decidiu ir no próprio cavalo e não dormira um minuto, pois sua mente estava repleta de todos os momentos daquele dia.

Notas finais
Eaí? Gostaram? Odiaram? Amanhã tem mais dessa viagem deliciosa! Comentem, recomendem, falem o que estão esperando da fic! Adoro interagir com vocês até a próxima x