Notas iniciais
Domingo friorento, o que melhor do que ler para aproveitar nossa imaginação? Mais um capítulo de À Lá Morgado, que eu não sei se alguém reparou, mas mudei a sinopse. haha Espero que gostem! Boa leitura.

Point of View – Dinah Jane

Deixando Mani e Ally na porta do hospital, esperando por mim, entrei rapidamente no hospital para confirmar com Camila se ela não queria comer também. Do jeito que a conheço, ela com certeza vai querer alguma coisa.

Chegando silenciosamente na porta do quarto, vi que ainda estavam sozinhas e não conversavam, apenas aproveitavam a companhia uma da outra. Lauren fazia carinho com o braço esquerdo no cabelo de Camila, que brincava com os lençóis brancos da cama. Entrei no quarto pigarreando, chamando a atenção de ambas para a porta.

— Sem querer interromper, já interrompendo, só vim avisar que vamos dar uma saída rápida pra comer alguma coisa. Ally já arrumou as performances que iram substituir Lauren e Mani, então vamos ficar todas juntas pra cuidar da nossa bebê sexy. — Havia andado para perto da cama, para mexer no cabelo macio de Lauren, terminando minha fala e vendo Camila com uma expressão nada amigável para mim.

— Não é hora pra gracinhas, Dinah! Vocês vão onde? — Lauren pigarreou, pegando minha mão com delicadeza e atropelando a pergunta de Camila.

— Só diga para as meninas antes, que não precisam ficar apenas para cuidar de mim. Eu tenho até uma enfermeira pessoal! — Gargalhando, bati levemente no ombro de Lauren, vendo um rubor intenso se instalar no rosto de Camila.

— Lauren, garota, você é das minhas! E vamos apenas num restaurante pertinho daqui, comer alguma coisa. Falei pra Sofi ir pra casa da Jackie, elas vão ficar estudando até voltarmos. Querem alguma coisa? — Camila franziu as sobrancelhas e vi que apertou a coxa de Lauren, provavelmente não achando bom Sofi ficar sozinha sem supervisão, mesmo a garota tendo praticamente 15 anos.

— Quem sabe você possa trazer algo para essa mocinha que não quer sair daqui pra ir comer alguma coisa e até agora, só roubou minha gelatina! — Camila suavizou a expressão, encarando-me.

— Um salgado? — Balancei a cabeça, ouvindo a risada fina de Lauren.

— Trarei um lanche pra você. Quer algo, Laur? — Tombou a cabeça, ainda rindo da nossa interação. Balançou a cabeça, apontando com cabeça a bandeja que estava na outra cama. — Eca, o que era aquilo? Sopa de ervilha?! Não importa, te trago umas guloseimas.

Ouvindo a risada das duas, que em conjunto, ficavam muito fofas, dei as costas. Parei na porta e pigarreei para Camila, abrindo a mão.

— Me dá?! — Camila revirou os olhos e tirou do bolso a chave do carro. Jogou na minha direção e peguei com ambas as mãos. — Valeu. Já volto!

"Cuidado com meu bebê!"

"Você tem muitos bebês!"

Sai do hospital rindo da interação das duas, que faziam um fofo casal, mesmo ambas sendo sexy. Lembrei de quando estava no auge da minha adolescência e observava a interação de Camila com o babaca do Austin, que só fodeu com o coração da minha melhor amiga. Camila fica realmente melhor com Lauren, da qual mesmo sem perceber, faz o melhor que Camila nunca teve.

— Você dirige também?! — Ally perguntou, ainda com o cigarro aceso na mão direita. Encarei a pequena e franzi as sobrancelhas, dando a entender que ninguém fuma dentro do carro que estou dirigindo.

— Sim e larga agora esse cigarro. Você não está em condições de dirigir com todo esse nervoso! — Normani riu quando Allyson arregalou os olhos e deixou o cigarro cair rente aos seus pés, apagando depressa, em sinal de rendição. — Vocês escolhem, por minha conta. Lembrem de pegar alguma coisa leve pra Lauren e um lanche mostro para Camila.

— Claro, baby. Nenhuma de nós aqui vamos ser contra a algo que a suprema Dinah Jane falar! — Entramos no carro rindo, deixando Ally ir na frente, no banco do carona. Normani colocou as pernas esticadas, olhando pra mim pelo retrovisor. Ah, provocações atrás de provocações.

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Point of View – Camila

Depois de receber alta do hospital, quando era exatamente 19:00 horas da noite, foi uma briga para quem iria ficar com Lauren primeiro, pois Normani disse que gostaria de ficar com Lauren alguns dias, para que possamos descansar e que elas, juntas com Ally, possam arrumar o que fazer com o clube, pois as três estavam muito bravas com o que Dionísio fez. Relutando, Mani deixou com que a primeira semana de cuidados para Lauren ficasse em nossas mãos, minha e de Dinah, depois de Dinah me ajudar com a desculpa de melhorar o braço de Lauren e descansá-la, para assim depois, pensarem no que fazer com o clube.

— Não precisa pensar muito, Ally. Deixamos uma semana sem fazer nada, se todas as meninas concordarem e depois, podemos conseguir tocar o negócio sozinhas. Quem sabe, huh?! — Lauren dizia entediada, enquanto estávamos no carro, indo finalmente para minha casa. Sofi iria dormir na casa de Jackie e Mani foi de trem para a casa, depois de muita briga com Dinah, que estava quieta no banco de trás do carro, junto a Ally. Depois de todo o furacão que passaram, ela percebeu que estouraram o pneu do seu carro antigo, mais conservado. Nenhum tiro na lataria, apenas um vidro quebrado e um pneu furado, então chamamos o reboque e ela pegaria o carro depois de dois dias.

Depois de levar a pequena brava e chorona para casa do namorado, que era mais perto da nossa casa, resolvemos comprar o jantar antes. Paramos num fast food e Dinah foi pedir alguns lanches, enquanto esperávamos no carro.

— Não precisava ter tanto trabalho, baby. Mesmo quebrada, eu consigo me virar. — Sem contato visual, Lauren batucava seus dedos da mão que não estava grudada no corpo pela faixa. Funguei e levei minhas mãos a sua coxa grossa, coberta por um jeans.

— É exatamente isso, Lauren. Eu não precisava, mas cá estamos. Isso é um relacionamento, cuidar uma da outra apenas para ter certeza de que está sendo bem cuidada. — Virando seu rosto devagar para me olhar, sorriu largamente, mostrando seus dentes brancos. — E tenho certeza de que ficaria sem comer e sem tomar banho até amanhã, se ficasse sozinha!

— Que absurdo! Eu nunca fico sem banho, Camz! Não percebeu como sou cheirosa? — Entre risadas, ela levou seus dedos finos para o rádio do carro. Ligando, abaixou um pouco o volume e mudou algumas estações de rádio até chegar numa música agradável, provavelmente Halsey, pela batida final da música.

— Você é, sim, baby. Cheirosa até demais. — Aproximei meu rosto do pescoço branco, aspirando seu aroma leve como primavera. No rádio, começou a tocar uma melodia forte, porém, lenta. Sexy.

— Pra você. — Virando seu corpo de frente para mim, de lado no banco do carona, beijou minha bochecha, fazendo uma pequena risada escapar pelos meus lábios. Minha mente vagou por seus jeans claros e rasgados e imaginou uma Lauren perfeitamente bem, dançando a melodia quente.

— O que... quer fazer quando chegar em casa? — Fechei os olhos, sentindo sua mão percorrer pelo meu braço, indo de encontro com minha mão gelada, parada em sua coxa. — Banho?

— Na verdade, eu queria... — Senti seu hálito quente perto do meu pescoço e em seguida, uma mordida leve na minha orelha. — ...dormir, baby.

Lauren conseguia ser absurdamente sexy mesmo enfaixada e quebrada. Merda.

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Point of View – Lauren

Dangerous Woman. A batida lenta e sensual deixava meus instintos naturais mais soltos.

Meu primeiro instinto? Me aproximar de Camila. Meu corpo clamava pelo contato com sua pele macia, pedia pelo calor do seu corpo.

Nunca senti meu corpo tão necessitado quanto agora, e mesmo pouco revoltada por não poder fazer muito estando machucada, entendia o porquê: Camila me atraia não só fisicamente, mas meu íntimo pedia por ela. Não só pelo toque, não apenas pelo calor. Minha alma estava necessitada do seu carinho, de todo o cuidado que ela estava prestes a dar, incondicionalmente.

Eu beijava atrás de sua orelha enquanto o corpo de Camila, quente e estático, tremia. Estava uma noite gelada mas tenho certeza que não estava tremendo por frio.

— Lauren, não... — Ofegante, tentava fazer sua voz sair firme, falhando miseravelmente. Não era minha primeira intenção provocá-la, meu corpo apenas fazia naturalmente qualquer coisa com ela e minha realidade é a dança. Claro, depois de ver seu estado, provocar também ficou divertido.

— O que, Camz? Não gosta aqui?! — Movi minha mãe solta pela suas pernas, apertando o interior da sua coxa por cima da calça preta. Sua suspiro foi alto e sorri, descendo meus beijos pelo seu pescoço que estava arrepiado.

— É... gosto. Na verdade, é isso. — Passando uma de minhas pernas pela marcha do carro, coloquei em seu colo e apertei seu corpo contra o meu.

— É isso o que, baby? — Senti as mãos de Camila avançando para meu corpo, agarrando minha cintura e fazendo com que um leve e rouco gemido escapasse por entre meus lábios.

— Eu gosto muito disso. — Respirando perto da minha bochecha, levou as mãos de minha cintura para cima, acariciando meus seios. Estava apenas com um moletom grosso e tentei mexer meus braços, soltando um gemido em seguida, por sentir uma pontada em meu ombro. Respirando pesadamente, ela encarou meus lábios, apenas para mordê-los. — Mas você tá machucada. Nem pensar, Lolo.

Separando nossos corpos e me endireitando no banco, sorriu enquanto eu bufava alto, tentando, inutilmente, cruzar os braços. Eu sabia que não precisava de pressa pois Camila também queria algo especial, mas nossos corpos eram como imãs feitos um para o outro. Enquanto ela acariciava meu pescoço, puxando bem devagar o cabelo, meus olhos fechavam-se e minha expressão suavizava. Senti seus lábios úmidos beijando minha bochecha e pescoço, fazendo um leve arrepio passar pelo meu corpo. A música acabou, dando sequência para James Bay.

A lentidão da música seguiam as mãos de Camila, que acarinhavam meus cabelos. Abri os olhos, olhei atentamente o rosto de Camila. Seu rosto tinha um formato suave, harmonioso. Levei minha mão novamente para sua bochecha, agora rosada, enquanto um sorriso aparecia em seu rosto.

— Não posso sair por 15 minutos e vocês já começam a se comer?! Meu Deus! — Gargalhei da fala de Dinah, que entrava no carro com 2 sacolas de fast food, seguida da expressão de tédio no rosto de Camila, que revirava os olhos, endireitando seu corpo no banco, colocando o cinto de segurança. Imitei seus movimentos, ainda gargalhando de como Dinah poderia ser idiota, fazendo comparações do que ela achava que estávamos fazendo no carro. — Quer saber, Camila?! Eu sabia que muito tempo sem fazer nada te deixaria assim!

— Exatamente como você que não consegue nem sequer se despedir de Normani sem segurar na bunda dela, né?! — Pelo retrovisor, vi Dinah revirar os olhos, mostrando o dedo do meio para Camila. Minha gargalhada preenchia o som junto com Let It Go, que Camila batucava no volante, a caminho de casa.

Casa... Há algum tempo parou de significar apenas moradia. Minha casa agora era meu lar, e meu lar, minha moradia e meu lugar era junto a Camila. Não tinha mais nenhuma dúvida pairando em minha cabeça.

Notas finais
3 POV's, huh? Estão gostando disso? E sim, Lauren é uma demônia sexy que quer enlouquecer não só Camila, mas todos nós.