Notas iniciais
Mais um capítulo e vamos do mistério para o cômico, direto para a primeira exploração sexy. Boa leitura

Point of View — Camila

— Ah, qual é, Camila! Você também provoca! — Gargalhei enquanto via Lauren formar um bico fofo em seus lábios carnudos e vermelhos.

— Baby, eu não tô fazendo nada! É pura sorte. — No quarto fechado, onde entrava alguns raios de sol pelas frestas da persiana, ouvia-se apenas o som de botões e a respiração entrecortada de Lauren, que não conseguia movimentar direito o braço. Mesmo sendo o braço que não estava imobilizado!

— Sorte meu ovo! Você pode usar as duas mãos! — Final de semana. Lauren tem a brilhante ideia de jogar ping pong virtual às 08:30 da manhã e reclamava de perder, pois mesmo com uma boa recuperação, reclamava feito criança quando mexia demais o braço. Ficava com o imobilizador a maior parte do tempo.

— Lolo, a ideia foi sua! Eu sou ruim nisso e tô ganhando exatamente por estar em vantagem. — Falava rindo, mesmo sabendo que não era verdade. Eu era sim, ruim nesse tipo de jogo — esporte -, mas Lauren era uma negação!

— Quer saber? Desisto! Vamos voltar pro jogos de estratégia porque pelo menos nesse tipo, você perde, às vezes. — Largou o controle branco e comprido na cama, entre nossas pernas. Enquanto trocava de jogo, eu ria de como ela era mimada, o que a tornava ainda mais adorável.

Descobri que Lauren tinha três lados que gritavam em sua personalidade. A Lauren mandona, confiante e a mais sexy de todas, e quando digo de todas, digo do mundo. A mulher mais sexy que já conheci. O lado que havia conhecido a pouco e gostado demais era o lado de Lauren que era totalmente fofo e adorável! Carregado de inocência e honestidade exatamente igual uma criança, e também, o mais difícil de lidar com toda sua aura mimada. E por último mas não menos importante, o lado que grita de medo! O lado Lauren que se esconde embaixo da cama por temer algo inexistente ou uma ameaça inútil.

O mais incrível de tudo é que já havia me acostumado a lidar com cada um deles naquela semana. Parecia que já vivíamos a anos juntas!

Depois do pseudo sequestro e fuga, ela ficou a semana toda em casa. Enquanto eu trabalhava ou estudava fora, ela me mandava mensagens dizendo que Joker estava aprontando ou o quanto a Sofi é inteligente para sua idade. Dinah havia reclamado que somos um casal entediante mas isso porque, na minha visão, ela esperava que eu tomasse a iniciativa para aprofundar o relacionamento. Apenas pra ela fazer o mesmo, pois Dinah é madura a maior parte do tempo mas quando trata-se de iniciativas... ela é praticamente um vegetal. E também tinha a questão que ela não fazia ideia e que eu tenho certeza que iria amedrontá-la: Normani é virgem.

Lauren acabou deixando o fato escapar enquanto falávamos do nosso passado, pois mesmo sabendo relativamente muito uma da vida da outra, ainda tinha muito a conversar.

Já conhecia Lauren à mais de um mês. E naquela semana, havíamos ultrapassado o limite de "início" de algo! Sofia estava adorando conhecer mais de dança na visão de uma dançarina de verdade, pois apenas os seus professores eram dançarinos e todos aposentados. Dinah conseguia ter uma amizade muito grande e babaca com Lauren, pois não havia percebido o quanto Lauren conseguia ser boba exatamente como DJ.

— Eu tenho uma ideia melhor, Laur. — Desliguei o video game e a TV nos controles, enquanto sentia as esmeraldas quentes, que eram os olhos de Lauren, passear pelo meu corpo. Estávamos ambas de shorts; Lauren com um branco que eu nunca havia usado e eu vestia um jeans claro e também, ambas com regatas, mas claro que, propositalmente, dei a regata mais larga para Lauren.

O sorriso nos lábios de Lauren, praticamente me imploravam beijos. Seu olhar? Gritava para que eu deixasse tonto. Seu corpo estava quente e deixei minhas mãos vagarem pelas coxas brancas e torneadas, enquanto afastava seu cabelo comprido do pescoço, para começar a distribuir alguns beijos no local.

— Já disse do quanto gosta das suas ideias? — Uma risada fraca e rouca escapou por entre meus lábios e senti Lauren arrepiar, provavelmente com as vibrações de minha voz na sua pele. Cheirosa e macia.

— Não. Mas presumo que sim porque foi minha ideia te trazer pra cá. — Sentia seu braço imobilizado afastar do corpo e o outro percorrer minhas costas, fazendo com que nossos corpos se unissem mais.

— E foi ideia sua me seduzir, huh?! — Sua voz rouca sempre me arrepiava. Não sei se meu corpo clamava para que parasse com a tortura ou se clamava por cada vez mais do timbre rouco e arrastado de sua voz.

— Ah, é. E agora, sabe qual minha ideia?! — Nosso ritmo era quente mas lento. Lento até demais pra mim. Ou talvez, lento demais para alguém a mercê de uma mulher como Lauren.

— O que? Deixar com que finalmente nossos desejos se tornem um só? — Meus olhos fecharam-se com força. Meu corpo se contorceu por um arrepio. Meu controle berrou pedindo ajuda de, talvez, meu senso de realidade. O problema? Minha realidade foi alterada quando conheci Lauren. Agora, tudo que pensava, era Lauren. Em Lauren. Para Lauren.

Sua mão quente agarrou minha coxa, puxando meu corpo mais para si, como se quisesse nos fundir ou algo do tipo. Passei uma das pernas por cima das suas, sentando por cima dela, sentindo sua quentura abaixo do meu corpo. Meu peito subia e descia numa rapidez assustadora, pois Lauren mal me tocou e meu corpo já acendeu e eu ofegava como se tivesse corrido uma maratona.

— Eu ia dizer para que fosse tomar um banho para sair. — Sua risada vibrou em meu pescoço, fazendo com que meu corpo tremesse em antecipação. — Mas essa também é uma boa ideia, huh?!

— Camila... essa é uma ótima ideia. — Sua voz rouca saiu aveludada enquanto ela retirava com cautela o imobilizador do braço. Estanquei enquanto via ela soltar a fita e tirar por cima da cabeça, devagar porém, quando vi, minhas mãos ajudavam a soltar da sua cintura, tirando a regata lentamente, para que tudo saísse. Em seu braço, estava a marca do imobilizador, assim como em sua cintura fina. Meu olhar se perdeu no sutien preto, que contrastava com sua pele alva. Em seu rosto, um sorriso brincava em seus lábios, deixando-me atônica.

— Lauren... — Suas mãos quente foi até meu rosto, apertando meu lábio inferior com seus dedos. Sibilando, abraçou minha cintura, me puxando para um abraço quente e reconfortante.

— Não vamos fazer nada, se não quiser. — Bufei, mordendo levemente seu pescoço. Um gemido escapou por entre seus lábios enquanto minha calcinha ficava quente. Ainda mais quente.

— Eu quero, tá. Só... você não tá bem, amor. — Uma leve risada e outro abraço. Fora do quarto? Nada. Meu cérebro ignorava tudo ao redor quando estava nos braços de Lauren. Nenhum barulho fora o som de nossas respirações.

— Não vamos fazer. Vamos... devagar?! — Pegando uma de minhas mãos que eu escondia por baixo de sua coxa, apertou firme, levando-a para seu abdome. Quente e arrepiou-se com minha mão fria.

Meu corpo agia sozinho. É claro que eu não era virgem, mas nunca senti nada parecido antes. Nunca!

Arranhava sua barriga lisa, vendo seu peito subir e descer. Arfando, movimentou levemente seu braço para a outra mão, fazendo o mesmo processo porém, dessa vez, a guiou para seu seio. O tecido firme estava gelado enquanto, com as pontas dos dedos, eu sentia a pele quente. Juntei nossos lábios num beijo desajeitado de tanto desejo. Eu refreava meus braços perto de seus ombros por causa de sua clavícula machucada mas se ela estava disposta e também queria tanto quanto eu, então apenas levantei se seu colo, puxando suas pernas para baixo, fazendo seu corpo deitar por completo do travesseiro alto.

— Camz? — Seu olhar estava perdido quando sorri, arranhando levemente suas pernas. Sentei novamente em seu colo, beijando seu pescoço, ouvindo-a suspirar alto. Balancei meu corpo sobre seu quadril, deixando escapar um gemido acompanhado do próprio gemido de Lauren. Meu corpo esquentou ainda mais e retirei minha regata, que juntou-se com o imobilizador azul e sua própria regata.

— Lauren, eu não sei o que fazer. Eu quero fazer tudo ao mesmo tempo mas não quero te machucar, baby. — Sua risada cínica atravessou meu sorriso enquanto ela pegava minhas mãos, que estavam em sua barriga.

— Deita aqui, vai. Quero... tentar uma coisa, com calma, ok?! — Acenei com a cabeça enquanto deitava do seu lado, observando seu corpo indo mais para o lado, com pouca dificuldade. Quando estávamos mais confortáveis, sentindo o corpo uma da outra, lado a lado, vi suas mãos migrarem para o próprio short, abrindo o botão prata e descendo o zíper. Olhei de lado, vendo ela me observando, sorrindo.

Minhas mãos copiaram seus movimentos, deixando à vista minha calcinha verde. Em contraste com o short branco de Lauren, uma calcinha rosa. Rosa era a cor que eu nunca esperava ver em Lauren, mas entendi, claro. Ela demostrava sempre ser forte e impenetrável porém, para aqueles que ela queria, mostrava seu lado íntimo. Seu lado delicado, que combinava ainda mais com sua aparência agora, ela mostrava em pequenos detalhes, como esse. Rosa.

Sua mão quente aqueceu a minha, que descansava em minha barriga. Migrou minha mão trêmula para o centro do próprio quadril. Sua expressão era franca e ouso dizer, até tímida. Sorri enquanto meus dedos paravam debaixo do pano fino e rosa. Lauren começou a ofegar novamente, fechando os olhos e abrindo a boca, esboçando um sorriso.

— Quero que me conhece, Camila. Quero que conhece cada canto de mim, física e espiritual. Eu nunca... nunca fiz com calma. Quer dizer, nunca fiz amor com ninguém. E quero que... — Sua voz falhou quando meus dedos apertaram levemente seu clitóris. — Quero que só você possa fazer assim. Quero tudo com você.

Enquanto esticava o braço para ainda explorar a entrada úmida, estiquei o pescoço para beijar sua testa. Retirei meus dedos de sua calcinha quando virei meu corpo de lado, ficando mais confortável e migrando minha outra mão, ainda mais fria, para baixo da calcinha. Lauren suspirava alto e entrecortado enquanto eu beijava seu pescoço e brincava com o pequeno monte de pelos finos por baixo da calcinha rosa.

— E eu quero tudo de você também, Lauren. Quero conhecer cada cantinho. Quero devagar, com calma e lento. E em breve, baby... — Um gemido arrastado pulou de sua boca quando pressionei seu clitóris e sentia o líquido embalar meus dedos, aquecendo-os. — Muito em breve... vamos fazer de todos os jeitos. Todos.

— Eu quero. Eu quero, Camila... — Mais alguns gemidos e acelerei os movimentos que fazia com os dedos, afastando um pouco a calcinha e descendo o shorts, sem nem ao menos tirar meus dedos de perto da entrada pulsante de Lauren. Mordi seu pescoço e ela agarrou com força meu braço, gemendo arrastado. Enquanto arranhava meu braço, arqueou as costas e começou a gemer mais rouco e falhado meu nome.

Meu nome sendo dito de forma embriagado de prazer por Lauren, me deixava atônica e cada vez mais excitada, até o ponto que ela gritou meu nome e sua voz falhou. Seu corpo tremeu em meus braços e eu beijei seu pescoço, observando Lauren ofegante e novamente, deitada na cama, com os olhos fechados.

— Ah, Camila... — Não fazia ideia se Lauren estava me chamando ou apenas balbuciando pelo orgasmo que teve. Pelo orgasmo que eu proporcionei...

Observava sua respiração voltar ao normal e seu peito parar de subir e descer rápido. Sua pele era perfeitamente igual a porcelana e seu rosto estava com uma expressão de perfeita calmaria. Aconcheguei meu corpo ao seu, tomando cuidado para não tocar com demasiada força em sua clavícula. Beijava devagar seu pescoço, acariciando seu abdome perto do umbigo.

— Camz?! — Sorri ouvindo sua voz falhar e ela pigarrear. Levantando pouco seu corpo, cutucou minha costela fazendo-me arfar. — Minha vez.

Meu corpo tremeu de ouvir sua voz mais rouca, baixa e seu olhar penetrante, não tão claro como era. O verde estava escuro, sua pupila dilatada. Tudo o que consegui fazer é deixar que ela comandasse.

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Point of View — Lauren

Um barulho estridente corta meu sorriso, avisando que alguém ligava. Para Camila.

Soltando um suspiro, aperto sua cintura ainda nua, pegando seu celular na cômoda ao lado e entregando nas mãos quentes. Seu sorriso era cínico e desafiador e tudo o que eu conseguia pensar era "espere e chegará sua vez". Enquanto ela falava calma no celular, franzia a testa. Parecia não querer me alarmar, pois sua respiração estava descompassada e não era por ter se aproveitado de mim, minutos antes.

— Mani. Shh. — Bufei, levantando da cama e pegando nossas roupas que haviam caído no chão. Tomando cuidado para não mexer demais o ombro, coloquei a camiseta larga e jogando a camiseta de Camila em sua cabeça, comecei a colocar o imobilizador chato. Apenas mais 4 dias e estaria livre dele... para fisioterapia. Um porre!

— Mas não tem como, Manibear. Ela tá atrás de mim. — Opa, alerta sinalizado. Por que Normani iria contar algo a Camila que não poderia me falar? Andei até Camila, envolvendo sua cintura num abraço de um braço só enquanto encostava minha orelha no telefone que ela matinha próximo a bochecha, ouvindo a voz de Normani.

— Ok, mas ela não pode saber sobre o dossiê, Mila. Acho... acho que ela iria surtar com as coisas que Dinah descobriu olhando num site. — Então estava relacionado aos documentos que Mila encontrou limpando o loft junto a Dinah. Ela não havia mais mencionado nada daquilo, provavelmente porque esqueceu enquanto cuidava de mim. Camila suspirou, apenas encostando sua cabeça suavemente no meu ombro.

— Mani, eu tenho que dizer a ela. Não posso esconder algo que envolve o passado que ela nem fazia ideia que existe! — Todas elas sabiam de algo do meu passado que eu não sabia e Normani não queria me contar... eu não estava entendo nada. — Vocês duas, chamem a Ally e venham para casa. Precisamos conversar direto sobre isso e deixar a Lauren decidir. Ela não sabe sobre o próprio passado mas é ela quem decide o próprio futuro, ok?! Nada de mentiras.

Ouvindo um suspiro abafado e mais algumas palavras que soavam longe, deixei minha cabeça tombar sobre seu ombro, aspirando o suave perfume do seu pescoço. Por um lado, desapontada. Minhas melhores amigas e as duas pessoas que sabiam tudo sobre mim queriam esconder algo aparentemente importante! Por outro lado, estava ainda mais apaixonada por Camila. Ela estava fazendo por mim, muito mais do que eu poderia imaginar fazer por outra pessoa! Cuidar com a própria vida.

Todas estávamos correndo perigo de vida, pois se Dio teve que bancar o sacana, idiota e aproveitador apenas para se manter perto de mim o suficiente para que nem Allyson suspeitasse de nada... o que mais eles têm para mostrar?

Eles. Os chefes. Demônios em forma de gente!

Um deles, meu inferno particular, tirou proveito da garota perdida que eu era para ganhar mais clientes e me submeter a experimentos de como algumas drogas faziam efeito mais rápido. Traficante de merda! Enquanto o outro, mesmo sem mostrar a cara, tinha tudo o que queria de mim, tirando proveito do resto de perdição em forma de raiva que eu sentia. A dois anos atrás, eu era... uma prostituta drogada. Mesmo no clube, usava drogas e transava com várias clientes. Mesmo sabendo que não era preciso, pois Ally sempre deixou claro que o Clube Heels era apenas um clube de mulheres, não uma boate qualquer. Erámos uma irmandade que se ajudava a ganhar dinheiro, dançando.

E quando descobri a dança foi a primeira vez que me senti livre, para ser quem eu sempre quis ser. Eu era um emaranhado de dor e raiva que não sabia se expressar, até que, num ensaio qualquer, apenas algumas meninas aprendendo passos, eu senti pela primeira vez que pertencia a um lugar. Aquele era meu carma, é claro. Nunca poderia ser vista como uma dançarina profissional e foi por isso que Ally me deixou como uma das principais. Por isso e também porque parecia que as mulheres adoravam meu jeito de dançar e fazia dinheiro.

— Babe?! — A voz de Camila fez com que meu corpo reagisse, como se acordasse de um transe. Deixei minha mão em sua nuca enquanto a puxava para um beijo lento e calmo. Havia me deitado novamente na cama, de mal jeito, fazendo com que Camila encaixasse seu corpo magro no meio de minhas pernas. Ela arrumou os botões do meu short para melhor sua própria posição e deitou sua cabeça em minha barriga.

— Quer espera as meninas chegarem ou... adiantar o processo? — Ela gargalhou baixo com meu pequeno drama, mas fez que sim com a cabeça. Olhou para cima, fazendo com que eu visse seus seios pequenos e firmes sob o sutien. Sorri e sentei, puxando seu quadril com um braço. Enquanto ela me contava o que havia dentro do dossiê, algumas cordas se misturavam em minha cabeça. Não estava surpresa por ser alvo de alguma investigação com todas as cagadas que fiz em minha vida mas, simplesmente não fazia sentido, uma investigação com a pequena Lauren de nem 10 anos. Por que policiais iriam investigar uma criança?

"Então, tudo nesse monte de arquivos nos direcionou a uma pergunta. Eles estavam investigando seus pais, é claro, isso é fato. Mas apenas não conseguimos entender porque a investigação parece girar em torno de você. Como se você fosse um gatilho de alguma coisa maior do que podemos imaginar."

— E por que Dinah iria pesquisar meu passado na internet? Eu nem tenho facebook! Só um blog que fiz antes de sair de casa, babe. — Ela riu, enquanto abraçava meu pescoço e beijava minha têmpora. Com a maioria dos pontos soltos sobre os fatos que Camila havia jogado em cima de mim, lembrei-me de uma coisa. — Camz! E se o pessoal grande ficou sabendo dessa investigação e acham que posso comprometer todo o sistema?!

— Espera, amor. Pessoal grande? Sistema? — Expliquei sobre o pessoal que comandava o tráfico que fiz parte e que agora estava junto com o chefe do clube, que provavelmente não tinha apenas UM clube e sim vários, com vários alvos.

— E quem tente quebrar o sistema ou sair, tem duas opções. Ou são bem sucedidos ou mortos. — Camila suspirou, colocando algumas mexam do cabelo para trás, fechando os olhos. Óbvio que ela nunca pensou que seria assim, tão complicado e a última coisa que eu gostaria de fazer era colocá-la em risco. — Você não precisa se envolver nisso, Camz.

— Que tipo de namorada eu seria se deixasse você a mercê assim, babe?! — E lá se vai novamente minha dúvida em colocá-la para mais perto de mim. Namorada. Eu já estava fodida antes, agora era apenas a confirmação.

— Não sei se estou sendo egoísta pensando assim mas eu realmente fico feliz em ter você, namorada. — Ela sorriu, se ajeitando dentro do meu abraço. Minha pernas abertas facilitavam para ela movimentar o próprio corpo, ficando assim, de frente para mim, com ambas as pernas enlaçando minha cintura.

— Ambas somos egoístas. Mas o que eu posso fazer se adoro você?! — Mesmo sentada numa cama muito confortável, o que mais me confortava era o sentimento quente que Camila emanava. Talvez, pela primeira vez em anos, eu possa ser feliz de verdade. Mesmo com todos os problemas nos cercando.

Notas finais
E de volta para o mistério! Comentários?