Sine Cordi
23 Capítulo 23 - כג
Notas iniciais
"Não fale sobre corda na casa de um homem
que foi enforcado."
– Ditado Popular -
Quando Alex retornou ao "castelo" da namorada, esta já estava a dormir.
Holmes, sempre educado, comentou, "eu pensei que a senhorita chegaria mais cedo"; o relógio marcou uma da manhã, "deseja que eu lhe prepare um pequeno lanche? Alimentou-se?"
A editora o fitou, séria. O homem soube que ela descobrira alguma cousa sobre o passado da amante. E assentiu sincero, "pode me perguntar. O que eu souber responderei...”
Alex meneou a cabeça e sorriu incrédula.
“O que você souber, Sr. Holmes?”
O empregado, desta feita, fez-se mudo.
Ela exprimiu, desapontada, "Quinn sabe exatamente o que aconteceu?"
O cuidador negou num gesto de cabeça e confessou que "ela sabe em parte. Mas, a verdade sobre o que fez, desconhece...”
A morena meneou a cabeça ainda a sorrir incrédula. Indagou, "por que não falaram a verdade para ela?"
Holmes retorquiu que "eu não sei, senhorita! Creio que pensaram ser o melhor."
"O melhor?...", ficou ainda mais surpresa. "E sobre Rachel Berry? É por isso que a Quinn não a quer por perto?"
O homem, outra vez, guardou-se. Alex se irritou um pouco:
“Por Deus, Holmes! O que, afinal, a Quinn pensa sobre Rachel? Sobre elas?”
Ele suspirou, antes de pronunciar, “não sei, de fato...”
A jornalista sentiu como se a realidade lhe escapasse.
"E a Berry sabe?" — insistiu.
Ele não compreendeu o questionar e perguntou "sobre o quê, exatamente, a senhorita se refere?"
A mulher respondeu direta, "sobre o mal que causou com sua perfídia.” Holmes negou. E acrescentou, grave, "creio que a senhorita percebeu que muita coisa foi cerrada. A imprensa, na época, acatou o pedido do Sr. Fabray. Sabe o quanto ele pode ser persuasivo quando quer".
A jornalista concordou. Porém, não se deu por satisfeita:
“Você sabe o quão sério isto é?"
O valete de Quinn assentiu e foi aberto ao revelar que "eu já pensei em falar sobre o assunto com ela. Na verdade, mais de uma vez... Porém, a cada tentativa, perguntei-me: de que adiantaria? A Srta. Fabray já está bem e acreditei, na realidade eu ainda acredito, que trazer este tema à tona não será de muita valia.”
“Não?! Holmes, estamos a falar das vidas de duas pessoas que, no momento, estão em contato e a ignorância prevalece! Como acredita que informar o que realmente aconteceu não será de muita valia? Acredita que Quinn não se confunde com o 'repentino' interesse da Srta. Berry sobre ela? Em princípio, tudo isto parece ilógico!”
“Creio que a Srta. Fabray conseguirá lidar com isso”, considerou o homem.
“Crê mesmo, Holmes”, inquiriu Alex, atenta.
Ele meneou a cabeça e, após suspirar, reiterou:
“Creio que já bastou o tanto que padeceu. Ela sempre parece forjada, mas – em realidade acredito – ela é frágil! E há as dores de cabeça... Eu receio que isso, digo, a 'verdade', só tornará as coisas piores. Ela se recuperou tão bem!”. “Quinn não me parece muito recuperada, Holmes”, atalhou a mulher, sagazmente.
Não houve resposta. Talvez ela pesasse demais. Talvez retirasse alguns eixos e peças de seus confortáveis lugares. Talvez ocasionasse perdas. Talvez alguns ganhos. Talvez desfizesse alguns sorrisos. Talvez tornasse determinadas situações menos aprazíveis. Talvez despertasse algumas pessoas da ignorância. Talvez fizesse referência a algumas coisas varridas para baixo do tapete. Talvez surpreendesse. Talvez não. Ou talvez retirasse, apenas, a casca de algumas feridas...
“O que descobriu, Srta. Bishop?”
O repentino questionamento de Holmes a tirou do mundo das divagações, mas não a encontrou desprevenida:
“Exatamente o mesmo que você!”
Ele sorriu.
“Estou aberta a propostas...”, sugeriu.
O cuidador franziu o cenho:
“Perdão?”
“Você me mostra o seu que eu lhe mostro o meu!”
Holmes sacudiu a cabeça a fim de se certificar de que escutou direito. As dúvidas dissipadas ao ouvir...
“Você me conta o que sabe, realmente, e eu lhe conto o que eu descobri... Poderemos, assim, saber como trabalhar com o que – agora eu sei – teremos que lidar.”
“Teremos?”
O tom desconfiado fez Alex revirar os olhos.
“Okay! Eu terei que lidar!”
O sorriso voltou à face do homem, que sabia o quão zelosa a jornalista era em relação à namorada. A certeza se apresentando ao ouvir da jornalista:
“Eu não sou de odiar as pessoas. Mas hoje eu, sinceramente, odiei Quinn. E odiei ainda mais a Srta. Berry! E se eu encontrar com o St. James por esses dias serei capaz de dar um soco no meio daquela cara bonitinha!”
Holmes riu, comedido. Nunca presenciou a jornalista tão aborrecida e isto o fez lembrar-se da Dra. Lopez, a advogada mais pavio curto que conheceu. O sangue latino era, sem dúvida, muito quente, pensou.
"Qual é a graça?”
A morena não viu motivo para o riso discreto.
"Perdão, senhorita, mas por um momento a sua irritação lembrou muito a Dra. Lopez... Por isso eu... Eu ri... Espero que não se quede aborrecida comigo. Não foi proposital", esclareceu.
Alex meneou a cabeça e acabou por rir também. E reclamou:
"Logo a Lopez, Holmes? O pavio dela não é curto. Ele simplesmente não existe".
O cuidador a mirou confuso e ela cuidou de esclarecer que "assim que eu e Quinn começamos a sair, encontramos com ela por acaso e, tão logo a minha namorada se distraiu com a Britt, Santana me puxou até um canto e avisou que se eu ferisse Quinnie, ela mesma me mataria. Por um momento, eu pensei que Quinn gostava de psicopatas. O que poderia explicar tal abordagem? Hoje, eu sei que, apesar do afastamento, aquela latina ainda ama a Quinn e só deseja o bem para ela".
Holmes concordou.
"Elas foram muito amigas! E é lamentável que a Dra. Fabray decidiu se isolar do mundo e das pessoas. Acredito que a Srta. Lopez e a Srta. Pierce fariam bem a ela. Mas...", suspirou. A editora franziu o cenho e o azul dos olhos escureceu, como um mar revolto. Então ela entendeu...
"Quando a Santana me 'ameaçou', ela o fez por temer que eu fosse uma 'nova Rachel Berry'!"
O valete da advogada sorriu ao compreender e perguntou, entre preocupado e curioso se "a senhorita ainda deseja agredir a Dra. Fabray?". Ela negou.
"Por que eu farei isso com a mulher eu amo, desejo e quase enlouqueço? Quinn é minha, Holmes. E eu quero ver quem ousará se intrometer entre nós", avisou com o ciúme a lhe gritar e escorrer para fora.
Findaram o colóquio, embora o cuidador mostrasse interesse em prosseguir. Para ele, ainda havia umas tantas coisas que deveriam ser conversadas. Mas, como a educação e o posto que ocupava enquanto servidor de Quinn e o respeito que lhe tinha, calou-se.
A jornalista foi para o quarto da namorada.
Quinn dormia profundamente. Alex sentou na beira da cama e acariciou a face perfeita e que aparentava paz. Adorou-a.
"Meu amor... Eu lamento tanto por tudo! Eu queria ser capaz de lhe dar a tranquilidade necessária, acabar com as suas dores, derreter o gelo que você usa como escudo. Eu a amo tanto, minha deusa caída! E, depois do que descobri, passei a amá-la ainda mais! E, creia-me: eu nunca trairei você. Ainda que eu saiba que tal cousa não a incomodará. Afinal, para que serve a indiferença se não for para impedir que o seu coração seja tocado outra vez?", suspirou, um nó se formou na garganta e, sem notar, as lágrimas desciam pelo bonito rosto moreno. "Eu... Eu só desejo... Só desejo proteger você, minha Quinnie! Mesmo que se negue! Eu só quero lhe proteger...”
Tirou as roupas e, nua, aconchegou-se ao corpo da loira e a abraçou com braço e perna. Esperou pela reclamação da namorada, mas esta estava em sono tão profundo que não reagiu. E Alex a afagou mais, a sussurrar palavras doces e de alento no ouvido da mulher presa a si e lhe pareceu que, a cada palavra dita, seu amor crescia mais. Tinha consciência de que este era um amor sem reciprocidade. E só isso foi capaz de entristecer um pouco mais o coração que, após as dolorosas descobertas, já trouxe em si um tanto de tal sentir.
"Você foi tão ousada, tão louca! E por uma mulher que não mereceu... Eu lamento tanto, meu amor! Queria chegar primeiro em sua vida e ter o seu mais puro e passional sentimento. Porém, a vida não acontece como gostaríamos!...", murmurou e apertou Quinn um pouco mais no abraço. Todo seu corpo em contato com o da advogada e com a quentura que dela emanava. Sentiu a libido dar sinal e desejou acordar a namorada de maneira nada ortodoxa. Entrementes, ela dormia em tamanho sossego que não teve coragem de tira-la do mundo onírico. Talvez este fosse o único momento em que ela encontrava a paz. A paz de espírito que, soube, Quinn nunca mais teve depois do que aconteceu.
A advogada abriu os olhos devagar. Sentia-se ainda muito sonolenta. Respirou fundo e, então, deu-se conta de que não estava sozinha na cama. "Alex...", murmurou com voz rouca, em conclusão. Sentiu a respiração da amante perto do pescoço. E o abraço de "polvo" que ela insistia em lhe dar. Murmurou uma reclamação qualquer e se deixou levar pelo sono. A face quase a encontrar a cabeça morena. Porém, não fez caso. Sentia-se ainda cansada. E os medicamentos ajudaram a relaxar. E ela adorou o estado entorpecido em que se encontrava.
Alex despertou quase uma hora depois. E sentiu que não foi repelida no abraço que deu na advogada. Sorriu preguiçosa. Provavelmente ela estava "chapada" demais para conseguir racionalizar o quanto estava presa. "Uumm... Eu amo você, Q!", sussurrou e ficou a sentir o cheiro maravilhoso que emanava do corpo da advogada. Porém, não conseguiu mais conciliar o sono. O desejo, a fome pela namorada a tomou. E tentou se conter, pois tinha consciência do quanto era necessário para a outra repousar. Principalmente depois de tudo o que descobriu. Olhou para o teto de cor palha e se perdeu em pensamentos. Nunca lhe passou pela cabeça o quanto Quinn era capaz de amar... Ou o quanto foi. E se perguntou o motivo pelo qual Rachel Berry voltara. E o que ela queria de fato. Se fosse machucar a advogada, estava a perder tempo! E se fosse para voltar atrás, também estava a perder tempo. Afinal, por causa dela, e somente dela, Quinn Fabray desaprendeu a amar e aprendeu como resguardar o coração para que este não fosse atingido.
"Eu a amo tanto, Quinn!", sussurrou. E, para sua surpresa, ouviu:
"Eu queria... Ama-la também!"
A editora de moda fitou a amante e retorquiu:
"Eu sei... Eu sei de tudo, meu amor! E aceito o que pode me oferecer. Meu único lamento é não ter lhe conhecido antes! Eu tenho certeza de que você nunca passaria pela dor da traição... Eu não seria capaz de tal cousa.", afirmou.
"Você não...", atalhou a loira, "talvez fizesse o mesmo. Talvez eu fizesse! Quem pode saber?... Você pode, Alex?".
A jornalista fitou a advogada, que ainda mantinha os olhos cerrados. Respondeu, sincera, "eu a amo tanto, Quinn, que não sei lhe responder. Eu apenas sei que não consigo ver outra pessoa entre nós. Eu não consigo ter dúvida! Eu só sei que a amo muito, demais, ou mais que demais!"
A advogada sorriu, sem abrir os olhos. A morena observou, cortante:
"Mas não pense que o amor que lhe tenho é maior do que eu tenho por mim. Então, se me trair, será uma só vez."; a advogada tornou a sorrir. Contestou, sincera, "se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua. Quem disse isso foi Eleanor Roosevelt.".
A editora apenas sussurrou "eu sinto, Quinn! Porém, se tal não acontecesse, hoje não estaríamos aqui.
A loira retrucou, com a voz cansada, "eu sei, Alex. Mas, você só está aqui porque eu permiti... Não foi uma decisão das mais fáceis. Eu... Eu precisei lutar muito comigo para me dar uma chance... Ainda que soubesse das minhas limitações. E você... O quê posso dizer de você? Você foi e ainda é muito paciente... Muito paciente e... E muito compreensiva comigo. Eu não sou muito grata por isso. Eu... Eu não sei como...", suspirou, "como ser diferente... Eu não consigo... Eu simplesmente não consigo...", murmurou em um estranho lamentar sem emoção.
A morena achou por bem não estenderem mais em tal questão. De nada adiantaria e ela só traria mais sofrer para as duas. Nada além! E, para sua comoção, a loira se virou e lhe alcançou a boca e a tomou como nunca havia feito antes. A jornalista gemeu, a deixar a advogada lhe explorar a boca de maneira sensual e possessiva. O prazer foi tanto que sentiu o sexo contrair e descontrair de forma tal que ficou espantosamente lubrificada, pronta para ter a advogada dentro de si. Gemeu, em puro desejo, "assim é... Covardia, Quin... Quinnie! Se me quer, vá até o fim... Mas, do contrário, pare agora!"; entrementes, a advogada não estancou. Ao contrário, ao perceber que a amante estava nua, subiu sobre ela e começou a explorar lhe o corpo bem feito e cuidado. Murmurou, decidida, "eu quero..."
A editora questionou, quase a alcançar o gozo, " quer? Você nunca quis... Por que isso?...".
Quinn estancou o beijo e mirou a face da mulher em sua cama e obstou, rouca, "porque, apesar de todos os meus defeitos e limitações, eu sinto desejo, Alex. E você é a minha namorada. Estou correta?"
“Está...”
Quinn continuou, e mirou profundamente o mar azul dos olhos dela e voltou a beija-la. A outra gemeu sob o corpo que se ajeitou sobre ela e, delicada, voltou a toca-la. O Beijo voluptuoso tirou a editora da órbita terrestre. Sentiu que a gravidade deixara de existir. Começou a despir a advogada. E foi fácil, pois lhe foi dada toda a liberdade para tal. Quinn vestia uma delicada camisola branca, que voo literalmente pelo quarto.
"Você é tão gostosa, doutora", sussurrou a morena, extremamente excitada. A Fabray se livrou da própria roupa íntima e amalgamou-se à amante, que gemeu na boca que a devorava. As mãos da editora passearam delicadas pelas costas nuas e de pele macia da Fabray, que, repentinamente, teve a desagradável sensação de um estalar craniano e uma dor forte e aguda a fez perder a capacidade de fazer qualquer outra coisa, a não ser deixar-se cair por sobre a namorada com um lamento doloroso.
"Quinn!?", a morena não entendeu o que aconteceu e pensou, muito frustrada, que aquilo era algum tipo de sadismo da namorada. Porém, tão logo percebeu que ela não se mexeu por um período, curto, porém além do normal, os olhos aumentaram em tamanho e, numa demonstração de força que assustou a si mesma, virou-se e, consequentemente, Quinn ficou sob o corpo dela. Para seu alívio, percebeu que a loira não estava desmaiada, entretanto, ficou óbvio que ela não estava muito ciente do que aconteceu.
"Quinnie, baby, o que está a sentir? Consegue me ouvir? Quinn, por favor, fale alguma coisa!", implorou. Mas os olhos da advogada estavam assustadoramente parados e ela não reagiu. A editora se levantou e procurou pelo chambre e, ao encontra-lo, cobriu a nudez e já estava pronta para correr atrás de socorro, quando escutou a voz estrangulada de Quinn:
"Não... Chame... Ele..."
A mulher estancou e se virou para a cama e mirou a namorada. Franziu a testa e questionou incrédula:
"Como?".
A advogada respirou fundo e colocou:
“Foi... Foi só uma dor forte... Eu já estou bem... Eu não sinto mais a dor..."
A morena caminhou devagar até a namorada, parou em frente a ela e pôs as mãos na cintura, desconfiada. Quinn percebeu...
"Por que está a me olhar assim? Eu não gosto de mentir, Alex. E se eu estou a lhe dizer o que aconteceu e que estou bem, é porque esta é a realidade".
Alex sentou perto dela e a encarou.
"Você se lembra de que eu a chamei?", perguntou.
A advogada franziu o cenho. E a jornalista, sagaz, insistiu...
"Lembra o que lhe perguntei, Q?"
A outra revirou os olhos.
"Não sei...”, havia um traço de confusão na face da advogada...
“Na verdade, creio que um texto judaico diz que 'se não soubermos esquecer, nunca estaremos livres da tristeza. ' Eu acrescentaria 'e nem da dor'".
A editora espremeu os olhos, meneou a cabeça e concluiu, séria:
“Sem dúvida, doutora, você está realmente bem! Uma argumentação fantástica para quem mal acabou de sentir algo que pareceu uma dor daquelas! Por que eu não devo relatar o fato para Holmes? O que lhe assusta tanto?"
Quinn se sentou na cama e, ainda que se soubesse nua, não se importou. Aliás, tinha plena consciência de que tal fato seria um ponto a mais a seu favor. Retorquiu:
"Eu não tenho medo, Alex. Só que eu acho extremamente desnecessário preocupar o Holmes e ainda ele insistir que o melhor seria eu ir até o hospital para ser examinada quando todos sabem o que eu tenho. A dor de cabeça é só um efeito colateral! E cientificamente explicável!”
A morena a fitou ainda mais profundamente.
"Quinn, isso foi mais do que uma simples dor de cabeça e...", estancou e a maneira como fixava os olhos azuis nos verdes da outra mudou repentinamente. A ficha caiu e ela se sentou ao lado da namorada e a puxou para um abraço apertado. Murmurou:
"Epilepsia!... Meu amor, porque você não me falou a verdade?"
O silêncio da advogada foi a resposta que Alex precisou para ter certeza.
"Há quanto tempo não acontecia?"
Quinn tentou sair do enlace em que era mantida, porém a amante não permitiu. E ainda insistiu na pergunta, apertando-a ainda mais, "diga-me, Quinn! Há quanto tempo?”
A advogada meneou a cabeça e confessou, aborrecida, "há cerca de três meses". A morena afastou-a somente para olha-la.
"Sua medicação precisa ser reajustada! Isso é sério!"
Quinn sabia. Não era necessário que lhe dissessem. Se havia algo que pessoa alguma precisava lhe falar era acerca de sua saúde. Era completamente consciente dela.
"Holmes precisa saber...", insistiu a jornalista.
"Eu sei, Alex. E ele saberá. Porém, isso não é caso para um escândalo. Falarei com ele... Agora, onde nós havíamos parado?"
Puxou a namorada para um beijo que não foi rejeitado. Entrementes, a jornalista não a deixou ir em frente, preocupada. E recebeu um olhar digno da Rainha Elsa, de Arandelle. Mas não fez caso. O olhar até foi bem frio e hostil, todavia não tinha a capacidade de lhe congelar. Já sabia como lidar com tal situação.
"A medicina cria pessoas doentes, a
matemática pessoas tristes, e a teologia pecadores."
– Martinho Lutero –
CONTINUA.
Fale com o autor