Sine Cordi
39 CAPÍTULO 39 - לט
Notas iniciais
“Dê-nos algo fácil para cantar
Dê-nos algo simples em que nos agarrarmos
Algo que todos possam entender
Disse o homem da Empresa
Oh, sim
Nós cantamos”.
– A-Ha in The Company Man–
Quinn observou com um pouco mais de atenção o réu.
Estava sentada ao lado do promotor e, num ato que poderia parecer aleatório aos olhos alheios, ela – que antes lia os autos do processo – girou a cabeça displicentemente e se pôs a mirar o homem.
E tanto mirou que ele percebeu.
Primeiro se surpreendeu.
Depois, inspirou e expirou o ar devagar.
Em seguida, franziu o cenho e tentou demonstrar o desprezo que sentia por ela.
Quinn ergueu a sobrancelha direita e fez cara de quem não captou a mensagem dele.
“Do que ela é feita?”, cutucou o advogado, que o mirou confuso.
“O quê?”, cochichou e virou o ouvido para escutar o cliente.
“A Dra. Fabray! Começou a me observar…”.
Mathews girou o rosto na direção da advogada e percebeu que ela, realmente, olhava para seu cliente com bastante concentração.
“Eu estou me sentindo como um bicho raro estudado por um cientista…”, confessou Street.
O advogado o fitou.
O advogado fitou a Fabray.
O advogado franziu o cenho, confuso.
O advogado tornou a observar o cliente a fim de garantir que tudo estava em ordem com o homem.
O advogado constatou que, aparentemente, estava tudo direito.
O advogado voltou a fitar a Fabray.
Ela ainda encarava o Street…
“Cristo”, suspirou, “o que ela está vendo que eu não?”, questionou-se e voltou a olhar para o Street, que – por sua vez – estava incomodado por ser descaradamente observado pela advogada e, agora também, pelo próprio…
“Qual o problema? Por que está a me olhar assim?”.
“Quem?”, Anthony quis saber, “eu ou ela?”.
“Os dois, merda!”, descontrolou-se.
O juiz Walker levantou os olhos que estavam na lista de testemunhas, aborrecido com o que escutou.
Mathews sentiu o sangue gelar.
Street só estava aborrecido.
Quinn, agora, mirou o juiz. Estava curiosa…
“Sr. Street, se usar mais uma vez este linguajar no meu tribunal, eu vou mandar prendê-lo”, avisou o magistrado.
“Então mande aquela mulher parar de me encarar como se eu fosse um bicho raro!”, o réu se dirigiu, em alto e bom som, e com pouco controle emocional, diretamente ao juiz.
“Sr. Street!”, o homem exortou em tom de advertência.
“Desculpe-nos, senhor”, o Mathews ergueu a voz e se ergueu, “o meu cliente ficou nervoso com a maneira com a qual a Dra. Fabray o estava a mirar há pouco”, explicou sem olhar para o magistrado e nem para nenhum dos lados.
Quinn franziu o cenho, mais curiosa. Desviou os olhos do juiz para o réu.
“Perdão”, falou com tanta ambiguidade a palavra que nenhum dos interessados dentro daquela sala conseguiu entender se ela estava a se desculpar com o réu ou se estava a exprimir confusão.
Silêncio.
O Street estava estatelado, ainda tentando compreender qual o significado da palavra que escorregou dos lábios da mulher.
O juiz estava a buscar em suas memórias quando escutou alguém falar neste mesmo tom e o que ele captou do instante.
O Mathews apenas foi atravessado pelo som. E pela palavra.
O burburinho começou sutil. Poucas vozes que, talvez, questionassem o mesmo que o juiz e o réu.
Vozes se acrescentaram ao barulho inicial.
Todo o tribunal, exceto os jurados – tão confusos quanto, quem sabe? –, Walker, Mathews, Raul Street, J.J. Lancaster e Quinn Fabray, estouraram em vozes várias que não se deram conta de que já não cochichavam mais.
O magistrado voltou do estranho congelamento do tempo e alçou a voz para controlar as demais, todas juntas numa incrível falta de sincronia.
O réu sacudiu a cabeça, como se tivesse acabado de ser nocauteado justo nela.
O Mathews se sentou, devagar. Ainda tentava sentir o próprio corpo.
Quinn meneou a cabeça e voltou a mirar o juiz. Por que tanta confusão?
Lancaster se esticou e confessou para ela:
“Eu não entendi…”.
Ela foi prática:
“Não se faz necessário”.
Então, todos silenciaram e tudo quase voltou ao seu lugar, antes da pequena confusão acontecer…
“Sr. Street, estamos entendidos?”, indagou o juiz.
O réu assentiu com a cabeça.
O advogado suspirou. Sentiu um estranho e repentino cansaço. Seria o estresse?
“Chamem a próxima testemunha”, pediu Walker e o promotor se ergueu:
“O Estado de Nova York chama o Dr. Paul Adler”.
Um homem jovem, com pouco mais de quarenta anos, alinhado e de óculos sem aros entrou no tribunal, fez o juramento sobre a Bíblia e sentou.
Quinn se ergueu e passeou até a testemunha.
“Bom dia, Dr. Adler”, sorriu-lhe.
“Bom dia, Dra. Fabray”, ele retornou a gentileza e simpatia dela.
“Pode nos dizer qual a sua ocupação neste caso, Dr. Adler?”.
“Eu sou o médico legista responsável pela autópsia no corpo da Sra. Wood”, informou.
Raul se esgueirou e cochichou para o advogado:
“Ainda estão na dúvida de como Linda morreu?”.
“É praxe… Este é um caso de assassinato”, justificou o Mathews.
“Eu tenho o olhar do tigre, o fogo, dançando através do fogo
Porque eu sou um campeão e você me ouvirá rugir
Mais alto, mais alto que um leão
Porque eu sou uma vencedora e você me ouvirá rugir
Rooo-ooo-ooo-ooo-ar
Você me ouvirá rugir”.
– Katy Perry in Roar–
“Doutor, pode colocar para este tribunal quais foram as conclusões que chegou sobre o assassinato da Sra. Wood após a autópsia no corpo?”, a advogada principiou.
O médico pegou o controle para passar os slides que continham partes importantes do exame do corpo da vítima, enquanto a tela era colocada de forma que todos no salão pudessem ver.
O aparelho foi ligado e o “convidado” fez as honras:
“Estas imagens são da laringe da Sra. Wood…”, localizou os presentes, atentos e com suas testas franzidas, “as marcas que circundam o local foram causadas pela arma do crime, no caso, uma corda de embarcação. Observem, por gentileza, este ponto em especial…”, apontou com a caneta de laser, “este é o sulco causado pela degolação ou estrangulamento…”.
O ruído das pessoas a comentarem foi escutado.
“Pode-se reparar que o sulco é horizontal, com profundidade uniforme, sem interrupção e localizado no meio do pescoço…”, apertou o botão e a imagem chocante da face da mulher morta apareceu seguida pela voz tranquila e concentrada do médico, “a face está inchada e arroxeada. Isto aconteceu por causa da obstrução quase completa da circulação venosa e arterial…”, pressionou o botão e duas imagens, lado a lado, apareceram, “aqui temos, na fotografia da esquerda, os lábios e, na direita, o nariz da vítima. Reparem que os lábios também estão arroxeados e isto aqui”, fixou a luz nas narinas, “é uma espuma rósea causada pelo sangue…”.
Alguns presentes desviaram os olhos. Os jurados olhavam com resignação as imagens. O juiz estava um pouco chocado. O Mathews não conseguiu fixar o olhar por muito tempo. Raul olhava e havia reprovação em seus olhos. Quinn estava atenta à voz do médico e, vez ou outra, mirava as imagens a fim de configurar as perguntas que faria.
“Como se dá este tipo de morte, doutor”, questionou, leve.
“A morte se dá por asfixia…”.
“E aconteceu porque a Sra. Wood ficou privada de oxigênio por longo tempo…”, conjecturou o óbvio.
O homem confirmou. Após, apertou outra vez o botão e informou:
“Aqui, nesta parte, pode-se observar que a laringe também foi rompida”.
Quinn o mirou inquisitiva.
“Com os exames que fiz, concluí que o rompimento da laringe se deu após a morte da vítima”.
“Usaram alguma tipo de arma para causar este dano?”.
“Foi um soco…”, revelou e o tribunal fez barulho.
“Um soco…”, murmurou a loira.
Paul confirmou.
“Doutor, eu li o seu parecer e notei que fez uma observação que eu considerei pertinente. Está escrito que o responsável pelo crime usou as duas mãos ao sustentar e apertar a corda… E que há fortes probabilidades de que seja ambidestro”.
“Sim… A força que foi usada para puxar a corda foi vigorosa”.
“Mas o tipo de nó usado não poderia causar confusão? A vítima tentou lutar…”, forçou.
“Sim, de fato! Entretanto, com observação apurada e testes direcionados, eu pude comprovar que não foi uma mão esquerda ou direita que sustentou o agarre da corda. As duas foram usadas! E, se a corda fosse fina, certamente a cabeça da Sra. Wood seria cortada”, atestou, “quem cometeu este crime, o fez com as duas mãos”.
“E o soco? Pode ser definido com qual mão foi dado?”, arguiu ela.
“Esquerda…”, afirmou.
“Por isso a possibilidade de o assassino ser ambidestro… Qual seria, numa escala de um a cem, a chance de o assassino ter esta peculiaridade?”.
A pergunta fez o médico pensar. E se surpreendeu diante da própria resposta:
“Eu arriscaria dizer que a possibilidade, na escala de um a cem é de setenta…”.
“Corrija-me se eu estiver errada”, ela pediu, “a pessoa ambidestra tem igual habilidade no uso de ambas as mãos”.
“Certo…”.
“Como o Sr. Raul Steven Street”, afirmou.
“O quê?”, o réu foi pego de surpresa.
Ela, astuta, caminhou até a bancada onde o promotor a fitava com o par de olhos muito maiores que de costume, e retirou de dentro de uma das pastas uma revista de negócios e abriu em uma página que estava marcada. Caminhou de volta e se colocou de maneira que fosse vista por todos. Explicou:
“Nesta publicação de há exatos oito meses, o Sr. Street foi um dos destaques e falou sobre seus negócios e, quando perguntado a que responsabilizaria o fato de ser um empresário audacioso, prático e intuitivo, o entrevistado respondeu, abre aspas, nasci canhoto e fui obrigado a usar a mão direita. Acredito que tal fato estimulou ambos os lados do meu cérebro. Sou capaz de fazer qualquer coisa tanto com a mão esquerda quanto com a direita. Às vezes, me pego a hesitar qual das mãos usar. Fecha aspas”.
Street meneou a cabeça em negativa. Murmurou:
“Eu vou matar essa mulher…”. Ergueu os olhos e deu com o olhar de curiosidade quase cruel dela. Então, a paciência escoou e o que era um sussurro, virou uma ameaça a toda voz:
“Eu vou acabar você, sua cadela fria e empertigada!”, ergueu-se, “espere este circo acabar e você saberá do que eu sou capaz”.
Rápido, Mathews agarrou o homem pela cintura. Raul tentava pular a bancada para alcançar a advogada, a gritos de adjetivos pouco qualificativos dirigidos a ela e xingamentos que fariam qualquer um corar.
Menos Quinn Fabray.
Por que ela ficaria corada? Isto apenas aconteceria se o homem não tivesse o ataque que o fez derramar ira aos borbotões.
A confusão estava armada.
O juiz tentou conter o escândalo.
Mathews pensou que precisava voltar para a academia e fazer treinos de força. Street era um touro descontrolado pela raiva e contê-lo estava sendo muito difícil. E se ele alcançasse a advogada…
“Quer ser preso?”, indagou aos berros para um réu que tentava se soltar, cego, surdo e louco pelas provocações da advogada que representava a promotoria. Ela estava a fustiga-lo desde o início da contenda! Isto era certo?…
Algumas pessoas gritavam assustadas com a reação intempestiva do homem.
“Eu vou acabar com você!”, ele gritou, apesar da tentativa do advogado em controla-lo.
“Street, pelo amor de Deus!”, Mathews insistiu, quase sem forças.
Rachel levou a mão ao coração assim que viu a reação do réu. Temeu por Quinn e se espantou com a tranquilidade com a qual Santana e Russel observavam a cena.
“Se ele pega-la…”, falou ao léu, nervosa.
A latina afagou-lhe o braço e avisou:
“Vão prendê-lo. Quinn conseguiu o que queria…”.
A judia a mirou em completa confusão.
Sant explicou:
“O objetivo dela era esse. Ela sabe o que está fazendo…”.
“Mas…”.
“Confie em mim, Rachel! Sua ex-namorada está puxando os fios certos e o Street está a dançar exatamente do jeito que ela quis que ele dançasse”, explicitou.
“Mas… Como ele pode ser preso?”.
“Preso por tentativa de agressão e desacato… Pode ser que, depois deste descontrole, o Mathews não consiga salvar a pele dele”.
“Mas a Quinn não afirmou que ele matou…”, procurou entender.
“Não. Mas plantou e regou a semente da dúvida. E ele reagiu de maneira exagerada! O que você acha? Acredita que ele seja inocente?”, a latina questionou.
Rachel pensou. E respondeu que não. Não depois do que ele, o réu, fez e ainda tentava fazer. Não depois de vê-lo cheio de violência e brutalidade. Cheio de más palavras e ameaças que cuspia descontroladamente em direção a advogada.
“Provavelmente ele será privado de assistir ao julgamento e só reaparecerá quando tiver que depor”, esclareceu a advogada.
A cantora tinha o coração a bater em descompasso dentro do peito. Os olhos assustados a viajarem do Street para Quinn, que o mirava com uma expressão que Rachel não soube definir se era de contentamento.
Alex entrou no salão do júri enquanto a balbúrdia ainda estourava. Franziu o cenho e procurou pela namorada. Localizou-a parada, de pé, a encarar o homem que soltava impropérios em meio as exclamações de espanto e horror da audiência, com um advogado fazendo o papel da âncora que fincava, a duras penas, o réu no lugar. Suspirou.
“Mal começou e você já tirou o prumo do acusado, Q?”, murmurou para si mesma, a mirar a mulher que amava com certa preocupação. Pensava que um dia ela ainda sofreria algum prejuízo físico por impôr seu estilo arrojado e cortante contra os réus dos julgamentos que participava. Por que ela não poderia ser um pouco mais amena?
Não era seu plano inicial ir até o tribunal, mas após o peculiar ocorrido durante a madrugada, pensou que seria bom dar uma olhada nela. Quinn lhe pareceu tão frágil que desejava resguarda-la de todo mal. Ainda que soubesse da impossibilidade de tal querer.
“A ignorância se alimenta de aplausos. A inteligência bebe na fonte do silêncio. A melhor risada é a de dentro. Aquela que os invisíveis não ouvem.”
– Mel Fronckowiak -
O julgamento foi suspenso.
Street precisou ser contido por três policiais, além do advogado, que ajudou. O réu espumava e, todos os que testemunharam a cena pensaram a mesma coisa, se ele alcançasse a advogada… Se conseguisse pelo menos encostar um dedo nela…
Rachel tinha o coração a bater em descompasso dentro do peito, apavorada pelo que presenciou. Mais apavorada ficou ao se dar conta de que a ex-namorada parecia muito tranquila diante do que aconteceu
Santana suspirou em alívio ao ver que o acusado agressivo foi dominado e levado, ainda que aos berros de xingamentos e ameaças contra a Fabray. Concluiu, silenciosamente que, certamente, ela acabara de ganhar a contenda apenas com um pouco mais de vinte e quatro horas. Claro, ainda haveria o restante do julgamento. Exceto se o Mathews conversasse com o Street e tentasse um acordo com a promotoria. Sabia que, com conhecimento de causa, Quinn não pediria menos que perpétua sem direito a condicional. Conhecia o estilo da ex cheerleader. Ela não jogava para perder.
Russel sorria discretamente, orgulhoso da máquina de justiça que tinha na figura da filha caçula. Sem dúvida, o acidente trouxe muitos prejuízos para Quinn e para a relação dela com os demais, porém, em termos de profissionalismo e acuidade intelectual e da necessária frieza para lidar e provocar resultados extremos, ela – sem nenhuma sombra de dúvida – se transformou na melhor. Imaginou a filha como juíza. Deus! Ela não deixaria pedra sobre pedra…
O juiz Robert Walker ainda não se recuperara do campo de batalha que o seu tribunal se transformou após o surto do réu. E soube que teria de analisar com mais cuidado o caso. Havia uma probabilidade de que aquele fosse o último dia de trabalho no processo. O que mais os jurados e a opinião pública precisavam para condenar Raul Steven Street? A prova de que poderia ser violento? Desnecessária. A advogada que o promotor chamou para auxilia-lo cuidou de expor o lado mais feio do inicialmente controlado homem de negócios. E foi precisamente letal!
Lancaster estava confuso. Tudo aconteceu tão repentinamente! Não estava preparado para tal desfecho! Sabia que, em princípio, ainda havia outras testemunhas a serem ouvidas, mas… Cristo! O que o Street fez o enterrara até o pescoço. Seria difícil limpar a sujeira que deixou extravasar após a elucubração de Quinn Fabray!
Quinn Fabray… Aliás, como ela conseguiu virar tudo de ponta cabeça? Ainda estava aturdido!
O Mathews estava fora de órbita. Andava de um lado para o outro pelo corredor do tribunal, amarrotado. Os cabelos arrumados antes do julgamento recomeçar pela manhã estavam desalinhados, a gravata frouxa e torta, o colarinho da camisa desabotoado, o paletó do terno tinha o bolso rasgado e ele apresentada uma marca avermelhada na fronte direita. Certamente um soco que recebeu acidentalmente ou do réu os dos policiais quando tentavam impedi-lo de saltar sobre a fria advogada.
“Ela acabou com tudo!…”, murmurou, sem conseguir se desvencilhar da surpresa. Sobraria alguma coisa de sua promissora carreira após este fatídico dia?
“Santo Deus! Eu espero que sim…”, desejou em sutil murmurar.
“A ironia é uma forma elegante de ser mal.”
– Berilo Neves -
Quinn caminhou pelo corredor, após sair da sala da promotoria. Parecia leve e havia um ar de autossuficiência na bela face.
Franziu o cenho ao encontrar com a amante…
“Alex? Não pensei que viesse”.
“Cheguei no final. No exato momento em que você resolveu surtar o réu. Aliás, parabéns! Foi mais rápida que da última vez”, explicou-se e observou.
A loira meneou a cabeça com tranquilidade, antes de se colocar:
“Não acabou ainda…”.
“Não? Tem certeza?…”, a editora questionou.
“Bom, até agora, sim”, atestou.
“Para quem teve uma noite complicada, você se saiu muito bem. Imagine se estivesse em plena forma”, analisou.
A advogada se aproximou da jornalista e a segurou pelos ombros, mirando-a nos olhos, antes de retorquir:
“Eu estou bem…”.
“Eu não duvido”, afirmou a mulher, orgulhosa.
“Ainda não posso me retirar”, justificou, “é possível que o juiz Walker queira conversar comigo e com o Mathews”.
Alex prendeu os olhos azuis nos verdes. Quinn era e estava sempre tão linda…
“Como você consegue levar as pessoas até as várias loucuras? Loucura causada pela ira. Loucura trazida pela alegria. Loucura resultado da paixão, do desejo… Loucura de amor…”, perguntou.
A advogada meneou a cabeça em negativa.
“Não faço tudo isso…”, murmurou sincera.
“Não? Acho que o Sr. Street discorda de você. Eu também…”, as palavras morreram na garganta ao ver Rachel Berry se aproximar com Russel e Santana.
Quinn ainda estava a segurar os ombros da amante e seguiu o olhar dela num lento girar de cabeça. Sorriu ao ver a cantora.
“Rachel!”, exclamou e se afastou devagar de Alex e se encostou à parede, os braços às costas.
Santana suspirou…
“Dios! Ahora no hace falta nadie más…”.
“Uma parte dos homens age sem pensar, e a outra pensa sem agir.”
– Russeau -
CONTINUA.
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