Sine Cordi
28 28 - כח
Notas iniciais
"Os afetos podem, às vezes, somar-se. Subtrair-se, nunca."
– Pitágoras -
Rachel não conseguiu disfarçar a admiração que sentiu ao presenciar o desempenho da ex-namorada. Sempre soube que ela era uma fotógrafa excepcional, porém nunca lhe passou pela cabeça que, como advogada, ela poderia se suplantar. Talvez a maior arma dela fosse a frieza que poderia ser captada com uma observação atenta.
"Ela... Ela é tão... Tão incrível!", murmurou sem conseguir esconder o ar embevecido.
Santana a fitou de esguelha. Porém, não disse palavra sobre a observação da atriz.
Sempre soube que as pessoas se encantavam com a ex capitã das cheerleaders do WMHS. Principalmente quando ela estava "em ação", como no momento. Logo, não havia surpresa no fato de Rachel se derreter pela loira. Havia, sim, um incômodo em tal acontecimento. E, se a atriz soubesse...
O problema sempre foi a teimosia e garra da pequena quando decidia que queria algo. E, no momento, o "algo" tinha nome, identidade, número de seguro social e a indiscutível pecha de "Rainha de Gelo". Oh, claro! E uma amante belíssima e muito, muito ciumenta e possessiva que conseguiu o incrível feito de se aproximar da advogada e, ainda, tornar-se sua namorada. Este era um fato que dava nó nas cabeças de quem sempre testemunhou o quanto Quinn mudou. Quis, ainda que momentaneamente, que a Hobbit soubesse que a garota que amou e traiu sofreu muito por causa do ato pérfido da qual foi vítima... Constatou que a Berry parecia não meditar sobre tal fato. Então, a pergunta que lhe rodeou foi: como acusa-la do estado atual de Quinn Fabray se ela não tinha a dimensão do estrago que causou não apenas à advogada pela qual embevecia-se, como também às pessoas que estiveram ao lado dela após o que aconteceu? Outra pergunta pertinente: poderia Rachel Berry ser diretamente apontada pela fatídica escolha de Quinn Fabray? Esta era uma questão que deveria ser examinada minunciosamente antes de qualquer atitude. Recordou-se que odiou a judia após ser informada por uma Quinn chorosa e desorientada sobre o que aconteceu. E desejou apertar-lhe o pescoço até que se quedasse sem ar e estivesse à beira das Portas do Inferno após a insanidade da ex cherio. Porém, estas já eram águas passadas...
Eram?
Voltou a olha-la de soslaio. Não... A pequena diva tinha um especial talento para trazer à tona coisas e acontecimentos que deveriam ficar abaixo da margem. De preferência, deveriam ficar ocultas no mais profundo poço da ignorância. Esta seria a sua absolvição. Afinal, sempre disseram que o pecado só se torna realmente pecado quando temos consciência de que o cometemos. E a Berry até sabia que pecou. Porém, ignorava a extensão do seu crime. Ignorava o quanto este foi pesaroso e difícil. Soltou, como se as palavras pudessem asfixiar a si mesma:
"Sí, la rúbia es increíble. Pero yo deseo que usted tenga en la cabeza que ella cambió mucho en los años que usted vivia sus sueños".
A cantora achou desnecessária a fala de Santana. Estava cada dia mais ciente da berrante mudança de comportamento da ex-namorada, de modo que pensou em outra estratégia para se aproximar dela sem que houvesse algum tipo de embate verbal. Além de procurar driblar Alex, a amante que a "farejava". Voltou a atenção para o julgamento. Só mirar Quinn em toda sua majestosa figura era um alívio, ainda que muito sutil, para a saudade que sentia desde sempre dela. Murmurou, e Sant ouviu em silêncio:
"Eu sei que duvidam de mim, que a Quinn perdeu a confiança em mim, mas — pelo Altíssimo — eu a amo cada dia mais! E não está a ser fácil ter consciência do quanto a feri".
Todavia, o calar da latina não durou muito e, circunspecta, atalhou:
"Não, Berry! Você não pode saber o quanto a feriu. Você não faz a mínima idéia do estrago que causou. Então, por favor, viva e a deixe viver. Para o seu bem e o dela. Está tudo como sempre precisou estar. Você com a sua família e sua realização profissional. E a Quinnie com a vida organizada e com uma pessoa que a ama verdadeiramente. Não há o que ser mudado. Entendeu? Deixe a vida seguir seu curso. Apenas isso! E verá que tudo ficará bem".
A cantora fitou a advogada ao lado.
“Por que quer tanto que eu não me aproxime dela? Qual o temor de vocês?”.
A latina a mirou com alguma surpresa, porém nada que a impedisse de ser realista ao questionar:
“Você ainda precisa de um motivo, Berry?”.
“Talvez não de um motivo. Talvez eu precise de uma justificativa que leve em consideração que cinco anos passaram e que pessoa alguma muda tão radicalmente quanto a Quinnie nesse tempo”, apontou.
Santana não pensou:
“Ela não mudou no decorrer desses cinco anos, Berry. Ela mudou no exato momento em que flagrou você com o St. James”.
A resposta carregada de mágoa atingiu a cantora como um dardo embebido em culpa.
Foi fatal.
Todavia...
“Por que não é mais direta, Sant?” — expressou, magoada — “Eu sei que errei. E só quero poder resolver isso com a Quinn”.
“Então, continue a perder o seu tempo...”, opinou a Lopez.
A cantora deu um sorriso incrédulo.
“Perder o meu tempo? Por que acredita tanto na imutabilidade de Quinn? O que lhe faz crer que ela não pode mudar de opinião e me escutar e, quem sabe, chegar mesmo a me perdoar?”.
“Ela não odeia você, Berry. Aliás, a Quinn odeia nada ou pessoa alguma. Ela só ignora”.
E a realidade caiu como um paralelepípedo sobre a cabeça da artista, abrindo-a:
“Ela também ignora você...”, concluiu, surpresa.
“(...)
Eu estou cansado de obedecer as regras
Do jogo de outra pessoa
Muito tarde para uma segunda suposição
Muito tarde para voltar a dormir
É hora de confiar nos meus instintos
Fechar os olhos e pular
É hora de tentar desafiar a gravidade
Acho que vou tentar desafiar a gravidade
Dê-me um beijo de adeus, eu estou desafiando a gravidade
(…)'
– Defying Gravity by Stephen Schwartz (Wicked Musical)–
O emudecimento de Santana Lopez fez o coração de Rachel Berry tremer. Um tremor causado pelo pesar... E uma nova pergunta a assaltou: qual foi a profundidade da decepção que causou em Quinn Fabray? E outra: quanto de dor causou a ponto de fazer Quinn Fabray ignorar Santana Lopez? Mais uma que não ficou calada:
“Por que ela não cospe ou grita contra mim toda a dor que eu causei? Por que ela é sempre ponderada, embora mordaz, quando eu estou por perto e toco no assunto? Por que ela disse que não tem que me perdoar quando você, agora, pareceu que gostaria de me crucificar pelo que fiz? Conte-me, Sant! Por que você diz que ela não odeia e, sim, ignora? O que eu fiz, Santana? Diga-me!”.
A advogada não respondeu. Olhava para a frente, estoica. O cenho franzido, a respiração curta, os lábios apertados.
Então, Rachel Berry se lembrou de todas as questões lançadas por Jesse. E pensou que ele – provavelmente – poderia estar certo sobre desconfiar de que havia algo mais sob a fina capa de proteção que todos que estiveram perto de Quinn Fabray há cinco anos vestiam. Nesse momento, lançou outra questão para Santana Lopez:
“Você sabe que eu vou descobrir o que aconteceu, certo?”.
Santana a mirou fugazmente antes de confessar:
“Certo...”
Acrescentou:
"Não se preocupe, Sant! Não tenho a intenção de machucar a Quinn outra vez".
A latina abriu a boca para falar, porém Rachel se antecipou:
"Eu entendi o seu recado muitíssimo bem sobre ela saber como machucar as pessoas. Infelizmente, Sant, o meu amor por ela suporta e suportará todas as inconveniências dela até que eu a reconquiste”.
Santana deixou o seu mais cínico sorriso aflorar e retorquiu:
“Primeiro: você não pode machucar o que já está machucado. Segundo: você não conseguirá 'reconquista-la'! Deixe suas ilusões amorosas de lado e seja realista! Quinn não dará abertura para que você possa se aproximar. E, se eu ainda insisto nisso, é porque desejo que as duas fiquem bem. Só que cada uma em seu devido lugar. Você com a sua família e ela com a Alex. Acredite: eu sei do que estou a falar".
Rachel fez ouvidos mortos. Não importava o que lhe dissessem. Continuaria a lutar pelo perdão e amor da ex fotógrafa e namorada. Isto era ponto pacífico.
“Os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo.”
– Aldous Huxley -
Jesse terminou o ensaio da última coreografia do musical sob o olhar de supervisão de Blaine. O empresário usava menos goma nos cabelos e os cachos foram domados com um bom corte e um pouco de gel. Ainda usava gravatas borboleta após tantos anos. Talvez fosse mais que um estilo...
O cantor se aproximou, a secar o suor com uma toalha e se hidratar com água mineral bebida direto do gargalo da garrafa.
“Pronto para a estreia”, questionou o empresário.
Jesse anuiu.
“Acho que fará sucesso”, opinou.
Blaine sorriu, incrédulo:
“Acha? Homem de pouca fé...”.
St. James riu. Gostava do jeito que o marido do Hummel encarava os desafios. Escutou:
“Eu tenho certeza de que o musical será um sucesso. Aliás, o Kurt e a Rachel também acham. E, deixando um pouco o Kurt de lado, se Rachel Berry disse que fará sucesso, é porque fará. Você sabe que ela tem um olho crítico muito bom”.
O ator assentiu. E aproveitou para observar:
“Ela só não acertou sobre obter o perdão da Quinn...”.
“É...”, murmurou Blaine, pensativo. Então sorriu e complementou:
“Não se pode ter tudo!”.
“Acha que o perdão pode ser 'tudo'?”, indagou com a intenção de não deixar o assunto esmorecer.
“Sim”.
Jesse bebeu o restante da água e, após, revelou:
“Rach-Rach foi assistir o julgamento...”.
“O julgamento ou Quinn Fabray?”.
A pergunta descontraída do Anderson era tudo o que o St. James precisava...
“Talvez as duas coisas...”.
“Desde que ela não tente uma 'interação' com a Fabray, poderá ter uma boa distração no tribunal. Quinn é realmente espantosa quando se prontifica a defender alguma causa”, observou o homem de gravata borboleta.
O cantor expôs a curiosidade:
“Diga-me, Blaine: se a Quinn fosse tão boa atriz quanto é boa advogada, ela seria melhor que a minha Star?”.
O empresário pensou pouco para responder:
“Acredito que... Seria uma disputa grande”.
“Então eu poderia pensar que, na verdade, as duas são parecidas quando querem alguma coisa”, indagou.
Blaine assentiu com um sorriso:
“Pode crer nisto”.
“Oh!... Então a minha Rach tem um problema...”, pensou alto e obteve o que queria: toda a atenção vestida de curiosidade do empresário.
“Por que diz isso?”.
“Porque a Rachel quer o perdão da Quinn”.
Blaine negou:
“Não! A Rachel não quer apenas o perdão da Quinn. Ela quer a Quinn! Sejamos realistas”.
“Eu não posso dizer que esta seja uma novidade. Todos sabemos o que a minha Star quer... E também sabemos que ela consegue”.
O marido do Kurt assentiu em silêncio.
Jesse precisava de mais...
“Por que o Kurt se aborreceu comigo?”.
Blaine não entendeu a questão...
“Você e o Kurt estão brigados?”.
“Não! Quer dizer... Não. Ele só...”, suspirou, “perdeu o controle quando fiz perguntas sobre a Quinn”.
“Ah, claro! As perguntas...”, murmurou.
O cantor concordou:
“Sim. As perguntas”, e insistiu, “qual o problema com as perguntas?”.
Blaine não duvidou quanto ao que dizer:
“As respostas”.
Jesse demorou um pouco a entender as palavras que lhe eram tranquilamente dadas pelo empresário.
“As resposta...” — então acordou — “oh! Claro! As respostas” — franziu o cenho — “qual o problema com as respostas, Blaine?”.
“Elas podem piorar determinadas situações que já não estão muito boas”.
“Certo... E você diz isso porque acredita que a situação de Rachel não é boa com a Quinn”.
“Eu não disse isso”.
“Então?... O que você quis dizer?” — o ator estava a beirar a indiscrição.
“Apenas que talvez a Rachel não devesse se debater muito sobre este tema... Sobre obter o perdão da Quinn. Talvez o tempo já tenha cuidado disso”.
“Bom...”, Jesse espantou-se com a resposta, “não foi o que me pareceu até o presente”.
“Acha que a Quinn ainda guarda mágoa de Rachel?”; a pergunta ingênua pareceu idiota para o St. James:
“Não é o que lhe parece?”.
“Parecer nunca foi sinônimo de ser, St. James”, respondeu o empresário.
Incrédulo, o ator não foi capaz de se calar:
“Está a tentar me confundir, Anderson? Para mim é óbvio que a Quinn não perdoou a Rachel. E é ainda mais óbvio que vocês escondem o que houve com ela realmente”.
“Jesse, meu amigo, eu não tenho o que esconder. Apenas creio que, se a Rachel tem alguma pendência com a Quinn, é com ela que esta deve ser resolvida. Eu não posso falar pela Fabray. Assim como acredito que nem o Kurt ou a Santana. Mas, algumas pessoas têm a natureza super protetora...”, retorquiu.
“E a quem estas pessoas querem proteger?”.
Blaine pensou. Meneou a cabeça e, por fim, verbalizou:
“A Rachel”.
“Proteger a Rachel da Quinn? Por quê?”, esta era a pergunta de um milhão de dólares...
“Pergunte a Quinn”, e esta era a resposta que valia coisa alguma para o St. James.
“Você sabe que eu não posso perguntar a Quinn. Ela, pelo que eu pude presenciar e soube por Rachel, pode ser muito escorregadia quando quer...”, objetou.
O empresário assentiu. Sabia que o cliente estava correto quanto à análise feita sobre a Fabray.
“Por que proteger a Rachel da Quinn, Blaine? É só o que eu gostaria de entender...”, murmurou, desquietado.
O homem de olhos esverdeados respirou fundo. Sob o escrutínio de Jesse, ele parecia travar uma batalha interna...
“Eu sei que a minha Star e eu erramos com a Fabray. Mas... Blaine! Eu, realmente, quero muito entender o que foi que aconteceu de fato”, reforçou.
O empresário umedeceu os lábios e fixou o olhar no do St. James. E, num respiro, exalou:
“Quinn sofreu um acidente de carro”.
A informação atravessou o crânio do St. James e rodou pela massa cinzenta dele como se fosse o Diabo da Tasmânia.
“O... O quê?”
"Se todos nós fizéssemos as coisas de que somos capazes, ficaríamos espantados com nós mesmos."
– Thomas Edison -
Após mais uma testemunha – um empresário amigo do Street que, para o aborrecimento do réu e advogado deste –, Quinn conseguiu distorcer com muita prestreza quase todas as palavras que o homem disse diante do júri, o juiz Walker decretou uma pausa de vinte minutos.
Rachel sentiu uma imprescendível necessidade de ar. Pediu licença e se retirou. Além, precisava telefonar para Maria e saber de Spencer.
Foi observada pelo olhar atento de Santana Lopez.
Após falar com a serviçal sobre o filho e – também – Jesse, a cantora aproveitou para fazer o que muitos fizeram. Bebeu água e foi até o banheiro.
Apesar do pequeno recesso, o local estava vazio. Acreditou que muitos dos que assistiam ao julgamento preferiram ficar na sala do tribunal e outros foram comer, beber ou – ainda – falar com os familiares.
Retirou o lenço que lhe cobria a cabeça e os óculos escuros e se olhou no espelho. Estava um pouco abatida. Não se preocupou em passar um corretivo ou coisa parecida antes de sair de casa, apenas o bloqueador solar.
Abriu a torneira e deixou a água correr pelas mãos. Estava gelada. E, sem saber qual a relação que o seu cérebro fez com o fato de a água estar fria, lembrou das palavras de Santana e o quanto, desde que a procurou, a latina lhe pareceu aborrecida quanto ao que aconteceu entre ela e Quinn. Qual era, afinal, o grande mistério que rondava a “nova” Quinn Fabray? Por que não lhe diziam as coisas com clareza? Qual era o real tamanho de sua falta sobre a existência da ex cheerleader?
“Eu feri você mais do que acredito que fui capaz?”, questionou a olhar o próprio reflexo no espelho. Suspirou e lembrou da ideia maluca do ex-marido em tentar obter respostas através de Brittany.
“Santana vai matar você...”, murmurou com convicção, “e Spencer vai ficar órfão de pai...”. Meneou a cabeça. Sobre o que, raios, estava a pensar? Santana não assassinaria Jesse! Ela era capaz de intimidar qualquer pessoa... Não! Ela não intimidava Quinn... Na verdade, Quinn parecia intimida-la. Quando foi que a balança da intimidação pendeu mais para o lado de Quinn? Foi depois da traição? Como isso aconteceu? Teria Santana falado alguma coisa que não agradou a loira? Ou ela teria ficado tão ferida que decidiu ferir todos ao redor? Não! Pouco provável... Se assim fosse, ela também faria isso com Alex Bishop. Certo? Também não... E se Quinn realmente fosse apaixonada pela editora de modas?
“Deus! Se isso for verdade, o que estou fazendo?” — a questão espetou-lhe o coração. Não tinha Quinn, porém tinha esperança de tentar reatar com ela. Mas... Se a advogada estivesse apaixonada ou amasse Alex, que direito tinha de bagunçar-lhe a vida novamente?
“Talvez por isso todos me queiram longe dela...”, murmurou. Entrementes, uma memória recente lhe veio, quando esteve no mesmo café com Jesse, Kurt, Blaine, Quinn e Alex...
Rachel sentou à mesa, ao lado de Jesse. Todos os olhares eram dirigidos a ela.
Alex, de pé, perto do ex-marido da cantora, demonstrou clara confusão ante o que aconteceu entre Quinn e a artista e, por educação, agradeceu a atenção dos que ali estavam e avisou que iria até a advogada. Entretanto, antes de ir, ouviu da judia:
"Como você conseguiu?".
A editora de moda lançou um olhar surpreso para a mulher e, a fim de entender a razão de tal questão, perguntou "consegui o quê?".
"Entrar no coração dela", a Berry apontou a ex-namorada com um balanço de cabeça.
Alex deu um sorriso sem graça e confessou, decepcionada, "eu não entrei no coração dela. Eu só invadi a vida dela, e com muito tato. Quinn é a maior loucura da minha vida, em todos os sentidos e segmentos. Eu não sei o que aconteceu com ela no passado, mas sei que o resultado final foi catastrófico. Por isso, se ela foi fria, cínica ou mesmo grosseira com você, saiba que não foi sempre desse jeito".
“Ela tem dúvidas... Não entrou no coração... Invadiu a vida... Coisas distintas. Muito distintas...”.
“Ensaiando para sua próxima estreia na Broadway?”.
A voz feminina e peculiar da ex cheerleader fez a espinha da cantora gelar.
“A esperança é um alimento da nossa alma, ao qual se mistura sempre o veneno do medo.”
– Voltaire -
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