Sinceridades com Olivia - 2º Temporada!

1 Apenas Mais um Dia Normal... Como Qualquer Outro.


Notas iniciais
Heeeeeeoooo! Finalmente certo? Vejam, o primeiro capitul não vai ter muita coisa. Afinal, mesmo que para nós seja o começo de outra história, para Olivia, é apenas mais um dia comum ♥Aproveitem!

Muitas pessoas sentem quando algo novo está prestes a acontecer, talvez você mesmo(a) sinta isso enquanto está aqui, mas para mim, era apenas mais um dia normal.

Bom... Não sei se podemos chamar meus dias de ''normais''...

Senti a luz do Sol bater no meu rosto, tirando-me de meus sonhos que a milésimos atrás eu recordava. Me levantei preguiçosamente da cama e me arrastei até chuveiro, onde tomei banho e fiz todos os preparativos para começar esta manhã. Fui até o guarda roupa , caminhando como um morto-vivo que perdera uma perna no meio do caminho, e pûs uma blusa regata preta que tinha pequeno decote (que logo foi coberto pelo meu típico casaco acinzentado).

Olhei para mim mesma no espelho, reparando nos mínimos detalhes e repassando mentalmente quem eu era.

Eu era Olivia, uma ginasial de quinze anos. Minhas marcas são: Minha franja azul e meu casaco de moleton. Solteira, virgem, sem emprego ou objetivo.

Hoje seria outro longo dia.

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Desci as escadas e segui o cheiro de comida que vinha do andar de baixo, me deparei com a rotineira imagem de meu irmão de avental cor-de-rosa (isso nunca vai deixar de ser engraçado) preparando nosso café da manhã.

–Bom dia Flor-do-dia. — Disse David, meu irmão, que preparava ovos numa firgideira.

– 'Dia... — Eu bocejei enquanto pegava uma xícara de café. Me sentei na cadeira na frente do balcão da cozinha, esperando a comida ficar pronta.

Olhei em volta e reparei no cesto de roupas sujas que se encontrava no canto da cozinha.

– Ainda não me acostumei com isso. — Eu disse. — Não acho que a gente morar sozinhos vá dar muito certo.

– ''Sozinhos'' , você quis dizer. — David disse fazendo aspas com as mãos — Não se mora sozinho quando seus pais estão morando na casa ao lado.

A menos de uma semana nossos pais tiveram uma idéia maluca de deixar a gente morar ''sozinhos''. Minha mãe queria que a gente (em especial, meu irmão) aprendesse a viver independentemente, por causa da faculdade e tals... Acho que eles só queriam se livrar da gente mesmo, mas achei a ideia interessante. De qualquer forma, eles moram na nossa frente, então não faz muita diferença e claro que eles ajudam a gente com coisas como dinheiro e tals (eles querem fazer a gente trabalhar...)

Não demorou muito para os ovos ficarem prontos e David arremessa-los habilidosamente no meu prato, peguei um pão de forma e fiz um famoso pão-com-ovo! Nada mais humilde para se começar uma manhã.

Acabada a refeição, me levantei e fui para a porta.

Fai chaír?– David disse ainda comendo e com a boca cheia, ''Vai sair?'' era o que ele disse eu acho , e o piercing em seu lábio estava sujo de manteiga e ovo.

– Sim, vou dar uma passeada.

– ... — Ele me olhou desconfiado- Vai ver Lyon?

– P-por que você acha isso? — Droga, acabei gaguejando sem querer, mas ele me pegou de surpresa.

– Vocês dois andam estranhos ultimamente... — Ele disse ainda desconfiado.

Era verdade.

Não digo como se estivéssemos ''estranhos'', mas algo havia mudado. A gente parecia estar mais cuidadoso perto um do outro, os olhares se tornaram mais tímidos, os momentos a sós ficaram mais embaraçosos.

E tinha um motivo.

A menos de três semanas atrás foi o Dia dos Namorados , Lyon havia me beijado.

Nos primeiros dias depois disso não nos vimos direito, na escola quando nossos olhares se encontravam nós desviávamos rápidamente. Mas depois de uma semana voltou a ser o que era antes... Ou quase.

– Não importa, só vou dar uma passeada no parque mesmo! — Disse, saindo e fechando a porta logo atrás.

Não estava mentindo, realmente só ia dar um passeio...

Bom, eu ia, até o momento em que pûs o pé para fora e recebi uma mensagem no celular. Era de Lyon. Abri a mensagem e a li:

'' Pode vir aqui em casa hoje? ''

... !!!!!!!!!!!!

Hãm?? Ele estava me chamando para ir para a casa dele?? O que? Como? Quando??

Perguntei que horas eu iria lá, segundos depois recebia a respota.

'' Agora.''

– O-o que está acontecendo? — Eu disse em voz alta sem querer. As minhas pernas e braços começaram a tremer só de imaginar estar na casa de Lyon.

Respirei fundo por uns segundo e tentei relaxar.

–Calma Olivia, você está se precipitando. Pode não ser o que você pensa... Ele pode estar precisando de ajuda com alguma coisa e você foi a única que ele pode chamar... É, foi isso.. — Eu dizia para mim mesma sem parar.

Em passos longos, fui em direção ao apartamento de Lyon. Ele morava em um pequeno prédio (devia ter uns 6 andares no máximo) , não era o melhor lugar do mundo, mas era bom o suficiente para um adolescente conseguir.

Entrei na pequena portaria (que nem sequer tinha um porteiro) e fui em direção a escada (isso mesmo, sem elevador. Eu disse que não era o melhor lugar do mundo) e subi até o 5º andar. Parei de frente para a porta que mostrava o número ''51'', hesitei um pouco (de nervosismo) antes de tocar a campainha.

Apesar de eu sempre saber aonde ele morava, nunca havia entrado lá. Era a primeira vez.

Pode soar estranho mas ultimamente eu ando tendo um bando de ''primeiras vezes'' (Não pensem coisas feia, ouviu?)
A porta se abriu segundos depois que pareceram demorar muito mais.

Na minha frente havia um pequeno ser loiro.

– Ah, você veio. — Disse Samantha, a irmã por parte de pai de Lyon , era dificil saber se estava feliz com sua típica espressão sem emoção.

– Sam! Olá, Lyon me pediu parar vir...

– Na verdade, fui eu. — Disse a menina, mostrando o aparelho em sua mão direita. Era o telefone de Lyon.

De repente, suspirei soltando todo ar que eu nem percebi que havia prendido durante todo o caminho. Senti uma mistura de alívio e decepção, sem saber qual era maior. Sam me convidou para entrar, e assim o fiz.

O apartamento era pequeno como o prédio em si, apesar de ser aparentemente o lugar mais limpo de lá. A sala ocupava a maior parte do apartamento que juntava com uma cozinha-americana. Um sofá com aparência velha estava ao lado de uma poltrona e de frente para uma TV mediana. As unicas portas do apartamento levavam ao banheiro e ao quarto de Lyon.

– Mas, se você me chamou... Aonde está Lyon?

– Está trabalhando. Ele conseguiu um novo emprego aos sábados.

Isso era normal, Lyon é praticamente orfão, e tinha que conseguir dinheiro de alguma forma.

Sam andou até uma mesinha (que ficava entre o sofá e a TV) e se sentou no tapete de frente para o móvel. Ela estava comendo um CupNoddles , me ofereceu um e eu aceitei.

Era uma situação estranha, eu estava na casa do garoto que eu gosto, sentada no chão comendo CupNoddles com sua irmã mais nova... Isso não acontecia todo dia.

Após ela acabar, deixei o meu de lado também apesar de não ter terminado e metade do conteudo ainda estava presente, fui direto ao ponto.

– Bom,... Por que você quis me chamar?

– Hum, é que eu queria falar uma coisa com você. — Ela disse no mesmo tom sereno de sempre. — Mas não queria que Lyon soubesse ainda.

– O que aconteceu? — Me senti meio nervosa, essa garota é cheia de surpresas.

– Eu estou gostando de uma pessoa. — Ela disse séria.

– .... O QUE?! — Eu quase gritei. — ISSO.. SÉRIO? QUEM?

– Sim. Por favor não grite, me incomoda...- Ela disse com uma mão na orelha e outra fazendo sinal para que me acalmasse.

– Ah, desculpe... — Voltei a sentar, um pouco envergonhada.- Mas, quantos anos ele tem? Qual é o nome dele?

– Ele tem minha idade, somos da mesma escola. Ele se chama Tyler.

– Uau, nunca pensei que você seria do tipo de se apaixonar... — Eu disse, ela pareceu mudar de posturar de repente. Ela abaixou um pouco a cabeça sem olhar para mim e suas bochechas ficaram levemente rosadas.

– E-eu também posso gostar de alguém, isso foi muito cruel... — Ela falou baixo.

Sem pensar, abracei ela.

– O... O que você esta fazendo? — Ela pareceu voltar ao seu típico ar indifrente, mas o rosto ainda rosado.

– Nada, só achei que você foi extremamente fofa nesse momento e não resiti. — Disse sinceramente.

–...Eu sei que eu sou fofa...- Ela disse, virando o rosto para o lado com as bochechas infladas.

Foi o que ela disse. Depois disso nós fomos arrumar um pouco o apartamento. Depois de jogarmos as embalagens de macarrão instantâneo no lixo, ela disse:

– Hey, você pode ir no parquinho comigo hoje?

– Hum? Ok. — Eu disse. Já era meu plano incial mesmo.

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Não demorou muito para sairmos do apartamento e irmos em direção ao parque. Sam estava usando um casaco de capuz azul escuro , uma saia azul tão escura quanto e uma blusa cinza, de certa forma estávamos combinando.

Caminhamos por apenas alguns minutos até chegarmos ao lugar, o parque estava lotado de cachorros e seus donos, velhinhos que ainda aproveitavam a vida, atletas e pessoas que simplesmente não tinham nada melhor para fazer (como nós). Sam pediu para comprar um sorvete e se distânciou de mim.

De repente, uma risada preencheu o lugar.

–MUAHAHAHAHAHAHAHAHA RENDAM-SE ESCRAVOS! PERANTE A MIM! O SEU SOBERANO PODEROSO MUAHAHAHA!

De cima de um tipo de brinquedo que lembrava uma casa com escorrega, um garotinho usando bandana vermelha e uma blusa de uma caveira usando um tapa olho (acredito que fosse um pirata), gritava bem alto segurando uma espada falsa de madeira e um tapa-olho semelhante ao estampado na blusa. Os garotos a baixo dele lutavam com espadas iguais as dele e pareciam estar numa batalha fatal. ( Tão fatal quanto poderia ser uma luta de espadas de madeira)

– Uau, que extravagante... — Eu disse, falando sobre o garoto. O menino pareceu perceber minha presença e apontou sua espada para mim, gritando:

– VEJAM! EU CONSIGO AVISTAR UMA IMENSA E FATAL MONSTRO BALEIA-AZUL! VAMOS ATACAR!!

– BALEIA O QUE? — Foi o que eu pude dizer antes de uma gangue de crianças piratas corressem em minha direção com suas espadas em quanto seu capitão ria.

O que eu pude fazer foi correr em circulos e xingar aqueles projetos de gente.

Uns cinco minutos depois, eu estava no chão e aproximadamente seis crianças estavam sentadas em cima de mim, me imobilizando. O pequeno capitão desceu de seu castelo, navio, que seja, e foi em minha direção com um sorriso esnobe.

– Ora Ora, achou que fosse escapar, monstro? — Ele disse, se agachando ao meu lado .

– Tire essas crianças, digo, marujos, que seja, de cima de mim! — Eu disse tentando me mexer. Ele pegou sua espada e começou a cutucar minha barriga.

– Nossa, você tem mais carne do que eu pensei...

– VOCÊ TA ME CHAMANDO DE GORDA? — Eu não sou o tipo que se importa muito com esse tipo de coisa, mas não mereço ouvir isso de um mini projeto fútil de pirata .

– Não falei isso, mas acho que não faria mal você comer algumas saladinhas.. — Ele disse dando língua.

– Ora seu...

[IMAGEM]

– Ah, pegaram a irmãnzona... — Sam disse com um sorvete na mão. Ela via a cena como se estivesse vendo um programa de TV muito chato.

– Ora! Sam! Você conhece esse Monstro Baleia-Azul? — O capitão disse, se levantando.

– Uhum, ela está comigo. Podem liberta-la? — Ela disse, dando uma lambida no sorvete. O pequeno pirata deu de ombros.

– Tudo bem, se você insiste. Marujos! Soltem o monstro! — Ele disse levantando a espada para o céu em sinal de uma ordem e os garotos se levantaram meio decepcionados.

Levantei, limpando-me da sujeira de grama e lama.

– Obrigada. — Eu disse olhando ameaçadoramente para o pequeno capitão metido. Ele pôs as mãos atrás da nuca e deu língua.

– Ah.. Realmente está bem solta-la? Essa velhota gorda parece ser perigosa...

– Eu NÃO sou gorda, e muito menos velha! — Esse moleque estava começando a me irritar.

– Hey Sam, quer brincar também? — O garoto disse para ela, me ignorando.- Estamos caçando tesouros! Já encontramos dois relógios quebrados, um óculos e até uma nota de 20!

– Claro, já vou indo.

O menino e sua trupe correram de volta para o brinquedo-casa e eu sentei num banco dando um longo suspiro.

– O que foi que acabou de acontecer?

– Você foi atacada por piratas. — Ela disse simplesmente.

– Não foi isso que eu quis dizer.

– Ah, pelo menos você conheceu Tyler. — Ela lambeu novamente seu sorvete.

– Hum?! Sério? Ele estáva ali? Qual deles? — Eu perguntei surpresa. Ela foi na minha direção para ver meu ponto de visão e esticou a mão, apontando.

– Aquele ali.

O dedo apontava para o pequeno capitão metido que no momento estava gritando ordens como ''Desçam as velas!'' e ''Virem ao Oeste!''.

– HÃ??? O PIRATINHA METIDO?? — Eu gritei assutada. Aquele garoto era muito irritante, eles não combinavam em NADA. — Isso... Meus deus, como consegue aturar?

– Hum.. Não sei mas... Acho ele fofo... talvez? O jeito que ele é animado é divertido, mesmo ele sendo muito exagerado, acho que isso faz eu me sentir bem do lado dele...

– ... — Não disse nada a não ser olhar para o rosto juvenil de Sam. Mesmo ela tendo aquele olhar maduro com pequenas pontadas de dor e bastante indiferença, acho que conseguia ver certo brilho nele.

– Heey Saaam! Você não vem? — O pirata mirim (que eu descobrir se chamar Tyler), gritou acenando. — Roger está sendo perseguido por uma velhinha de bengala! Precisamos de reforços!

Sam assentiu com a cabeça e correu em sua direção.

Suspirei novamente. Senti meu celular tocar e vi que estava recebendo uma ligação.

– Alô?

– A-ah, ah...– Lyon estava arfando ao telefone, parecia que havia corrido recentemente. - Por favor... Me diga.. Ah.. Que Sam está com você....

– Hum? Sim, ela está. Fomos no parquinho juntas.

–Ah! Graças a Deus!– Ele suspirou aliviado no telefone.- Cheguei em casa e ela não estava, fiquei muito preocupado. De qualquer forma, estou indo para aí, ok?

– Ok! Até.

Desliguei o telefone e fiquei surpresa de não ter ficado nervosa de receber uma ligação dele. É um progresso!

Me sentei melhor no banco e , quase que instintivamente, olhei para uma pedra levemente grande (mais ou menos do tamanho de uma cabeça) do meu lado. Percebi que havia algo desenhado nela.

Olhei mais atentamente e vi que era uma árvore. Pelo jeito do desenho , fora feito por uma criança (ou alguém sem muito talendo artístico). O pensamento me fez dar uma risada e eu procurei alguma coisa que pudesse escrever dentro de minha bolsa.

Achei uma canetinha amarela e me aproximei da pedra. Desenhei um sol no canto direito da pedra, mas não muito longe da árvore.

– Pronto! Agora a árvore parece mais feliz! — Eu ri.

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– Sinceramente, algum dia essa garota me mata de preocupação! — Lyon disse como um pai protetor. Nós estávamos sentados no banco , observando as crianças brincarem.

– Achei que ela no mínimo tinha te avisado. — Eu disse enquanto bebia um gole do meu refrigerante de uva.

– Não! Ela não avisou! — Ele fingia estar bravo.

– Claro, você esqueceu o seu celular em casa. Como ela poderia te ligar? — Eu disse, lembrando que Sam havia me chamado por ele.

– .... Ah... — Ele enrubeceu um pouco envergonhado, dando um sorriso amarelo — Haha é verdade..

Suspirei dando uma risada.

–Mas, bem... Ela parece estar se divertindo não acha? — Ele disse.

Olhamos para Sam. Ela havia conseguido uma espada de madeira e vestia uma capa preta. Pelo o que aparentava, ela era a rainha do mal, a principal inimiga do capitão pirata e eles travavam uma batalha épica pela liberdade dos marinheiros.

– É, sim, ela está. — Eu sorri.

Observamos um pouco mais até eu dizer:

– Ah É. Ela está gostando daquele garoto. — Eu falei apontando para Tyler.

– ELA O QUE? — Lyon ficou pasmo, o que me fez rir. Expliquei toda a história (deixando de lado a parte em que fui atacada por uma gangue de piratas mirins) e ele suspirou. — Sinceramente, essa me pegou de surpresa.

– Haha Sim, digo o mesmo.

– Bom, mas é bem comum as pessoas terem esses amores de infância, certo? — Ele sorriu.

– Oh... Sim... — Virei novamente para observar Sam, que apontava uma das armas de madeira para o pescoço do pirata, os dois riam perante a brincadeira (apesar de Sam estar tentando conter ao maximo o pequeno sorriso que surgia.)- ........

– Hum, o que foi?

– Hum? Nada, por que?

– Você olhou para lá com uma expressão meio triste... — Ele disse preocupado.

– Ah? Sério? Acho que foi só impressão. — Eu disse, dissipando os pensamentos que se amontoavam como uma nuvem de chuva sobre minha cabeça.

– ... — Ele me olhou por alguns segundos. — Bem, de qualquer forma, obrigado por cuidar dela hoje. Ela parece mais feliz ultimamente comparando quando ela foi morar lá em casa.

– Sim, teve muitas surpresas naquela época! — Por um segundo, quando nossos olhos se encontraram, uma única memória passou por nossas menstes. De fato, houve muitas surpresas naquela época.

Imediatamente virei o rosto para o chão e Lyon para o lado. O silêncio predominou.

Minutos depois, Sam voltou junto de Tyler e eles se despediram. Não sem antes Tyler zombar algo sobre meu peso, e sobre o cabelo de Lyon. ( coisas como '' Tio, acho que tem um guaxinim morto no lado direito da sua careca.'').
Acho que Sam vai ter problemas com aceitação de Lyon perante a Tyler...

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Voltei para casa mais cansada do que havia imaginado estar. Subi a escada rapidamente e me deitei na cama. Recebi algumas mensagens de Lyon (digo, de Sam no celular de Lyon) falando que havia se divertido e agradecendo. Hoje havia sido um dia divertido e um pouco fora do comum (Não é todo dia que se é atacada por mini-piratas), mas não podia reclamar, nunca tinha dias REALMENTE comuns.

Fui até minha escrivaninha e peguei um papel em branco e uma caneta. Comecei a escrever sobre o dia de hoje ,um resumo do mês inteiro, como fazia todo mês.

Falei sobre Sam, a pequena garotinha que com apenas nove anos sofreu muito, mas encontrou algo para faze-la sorrir. Falei sobre Tyler, o pequeno capitão pirata metido e desrespeitoso, mas que havia algo de... talvez, adorável? Falei de Lyon, de como nossa relação mudou, mesmo que seja imperceptível para os outros é uma completa mudança para nós. Falei de Wendy e Lucy , de que sentia saudades por não te-las visto hoje pois estávam ocupadas com outras coisas. Falei do meu ultimo mês inteiro, de Rita, de Alex, de tudo. Falei de coisas triviais como a cor do céu hoje, a comida que eu comi hoje (que foi um CupNoddle no apartamento de Lyon). Falei de tudo.

Dobrei as 3 folhas que escrevi e as coloquei dentro de um envelope. Pûs a carta dentro de uma caixa que estava em baixo de minha cama, onde havia varias outras como ela. Não havia as enviado, nunca as enviaria, pois eu sabia (de forma dolorosa) que o destinatário nunca às receberia.

Olhei para o céu escuro de uma noite que acabara de vir.

Sentia, estranhamente, que era um começo. Coisas novas. Surpresas novas, decepções novas, novo.

Mal eu sabia o quão estava certa.

º

º

º

º

º

–Cara, acho que já é a terceira vez que vejo esse parque...- O garoto de cabelos naturalmente bagunçados disse, com o telefone numa orelha, enquanto a pessoa do outro lado da linha tentava dar instruções.

Mano, eu já disse, é um caminho simples, VIRA A RUA 28º À ESQUERDA, PASSA POR UMA ESTAÇÃO DE TREM E ANDA RETO POR DOIS QUARTEIRÕES! QUAL A DIFICULDADE??– A voz no telefone dizia, já irritado, não era a primeira vez que dava a instruções e o outro se perdia.

– Hahaha.. você sabe que sou ruim com direções... — O menino de cabelos bagunçados ajeitou os óculos pretos que possuia pousados sobre o nariz. Começou a caminahar pelo parque enquanto tentava se lembrar aonde era a Rua 28º, quando algo chamou sua atenção.

Caminhou em direção a uma pedra que ficava parada (como pedras normais faziam) ao lado de um banco qualquer. Não era algo para se impressionar, mas ele lembrava daquela pedra.

– Ah! Eu lembro dessa pedra... — O menino se agachou , ficando de frente para pedra e tocando sua superfice. — No primeiro dia que cheguei aqui, eu estava com tédio e perdido.. Acabei desenhando uma árvore aqui... Ah, também passei a noite nesse banco...

VOCÊ PASSOU A NOITE NUM PARQUE DORMINDO NUM BANCO E DESENHANDO EM PEDRAS ALHEIAS POR QUE NÃO LEMBRAVA O CAMINHO DE CASA??– O garoto do outro lado da linha disse, pasmo, enquanto colocava a mão no rosto. — Não acredito que sejamos primos!

– Ah, mas eu não lembro disso... — O garoto de óculos passou a mão por cima do sol desenhado com canetinha amarela que a poucos dias não estava ali. — Desenharam um solzinho fofo perto da minha árvore.... Hum...

Pegando qualquer matérial que tinha em sua bolsa (na qual estavam seus pertences pessoais), o garoto começou a rabiscar na pedra.

O que você está fazendo?– A pessoa do outro lado da linha interrogava.

– Apenas... continuando. Acho que não se deve acabar o que se começou sem nem antes ter terminado, certo? — Ele disse, enquanto exibia seu (ou o que deveria ser) coelhinho, que estava ao lado da árvore, adimirando o Sol.

Uau, estou com pena de quem fez esse Sol. Seus desenhos são horriveis.– A pessoa disse do outro lado da linha. — Hey, isso não é considerado vandalismo?

– Não sei, não me importo. — O menino sorria, ajeitou os óculos mais uma vez e olhou para a Lua.

Será que... apenas mais uma vez?

Não importa.

Mesmo que seja... a última vez.

Eu prometi.

Notas finais
Hahaa! E então?? O que acharam do primeiro capitulo?? Sinto muito n ter incluido as meninas TuT Mas é que nesse dia elas estavam ocupadas. Enfim, infelizmente, n sei quando postarei o proximo porque vou viajar daqui a uma semana e vou ficar fora por 16 dias :x Desculpe