Sin Miedo A Nada
3 Capítulo 3
– Bom dia Lupita — Estevão cumprimentou sua secretária.
– Bom dia Senhor Sán Román
– Algum recado?
– A Senhora Fabíola o procurou hoje mais cedo, disse que precisa falar urgente com o Senhor!
– Está bem Lupita, obrigada — disse entrando em sua sala e já ligando para Fabíola — Fabíola? Veio me procurar?
– Sim Estevão, eu quero falar uma coisa bem séria com você.
– Pois diga
– Se não contar ao Leonel como morreu a Patrícia, eu mesma conto
– O que está querendo com isso? Fazer mal á ele?
– Não, mas ele já é bem grandinho e acho que tem direito de saber como morreu a mamãe dele, não se esqueça de que inventou que a Patrícia morreu em um acidente de carro.
– Não me esqueço, mas o que queria que eu disesse á ele na época? Ele era só num menino, não entenderia, não reagiria bem se eu dissesse que Patrícia fora assassinada.
– Então conte a verdade, se não contar, conto eu, do meu jeito. Passar bem Estevão!
– Não acredito nisso — diz antes de sair de sua sala — Lupita, Leonel está na sala dele ou ainda não chegou?
– Sim Senhor, ele está na sala dele.
– Obrigada Lupita.
– Entre — Leonel diz após Estevão bater na porta de sua sala —
– Leonel, gostaria de falar contigo.
– Claro, o que houve?
– É sobre a sua mãe
– Minha mãe?
– Sim, eu quero contar toda a verdade
– Verdade? Que verdade?
– A Patrícia, sua mãe, não morreu em um acidente de carro
– Como? Como assim Estevão?
– Ela foi assassinada Leonel.
– Assassinada? Não é possível, assassinada por quem? Quem fez isso com ela? Como foi?
– Se acalme, eu vou explicar tudo. Foi durante uma viagem, estávamos eu, minhas tias, Daniela, Demetrio, Fabíola, Bruno, Evandro e seus pais. O que a polícia acha é que foram assaltar o quarto em que sua mãe estava e ela surpreendeu a ladra, então ela se assustou e atirou.
– Essa mulher está viva?
– Não sei, se estiver ficará na cadeia para sempre, pegou prisão perpétua
– Se estiver, eu quero que ela morra dentro da cadeia, maldita mulher, eu nunca tinha odiado uma pessoa tanto quanto odeio essa assassina. Estevão, qual é o nome dela?
– O nome? Não sei, eu já não me lembro, fazem 20 anos, é muito tempo.
– Espero que morra.
– Perdão por só ter contado agora Leonel, mas naquela época você era tão pequeno, não reagiria bem
– Tudo bem, eu entendo Estevão, sei que só quis me proteger. E meu pai?
– Seu pai ficou muito abalado pela morte de sua mãe, adoeceu meses depois e faleceu.
– A vida foi cruel comigo e com os meus pais, mas eu espero que a culpada pague, seja lá quem for ela.
Aquele dia era igual como os outros para Maria, ela trabalhava em suas jóias de prata, porém agora, junto com Vivian
– Sabe Maria, você faz umas jóias muito bonitas
– Obrigada, nesses anos eu não tive muita coisa pra distrair minha cabeça, acho que por isso me concentrei na prata
– É, obrigada por tentar me ensinar como se faz isso, quem sabe um dia eu aprendo né
– Maria, o diretor do presídio quer vê-la, venha comigo — uma das carcereiras a chamou.
– Está bem — Maria a seguiu até a sala do diretor — o Senhor deseja falar comigo?
– Sim. Maria Fernandéz da Cunha, em relação ao seu pedido de clemência, eu comunico que o comitê de indultos dessa prisão já examinou seu caso e de acordo com suas atribuições, afirmo que há lugar para solicitação, por isso consederemos a liberdade.
– Não, está enganado, o Senhor disse que consederam?
– Sim, a partir de agora você está livre, pode ir quando quiser.
– Não posso acreditar — Maria diz derramando várias lágrimas — eu estou livre? Livre, até que enfim eu estou livre.
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