Sin Miedo A Nada
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Após receber sua liberdade, Maria correu para arrumar suas coisas, contando para Vivian o que tinha acontecido.
– Maria, eu fico tão feliz por você, mas ao mesmo tempo fico triste porque você vai embora, eu vou ficar sozinha
– Vivian, eu também estou triste por deixar você aqui, mas eu vou te escrever sempre, não esquecerei você.
– Quando eu sair, prometo que vou te procurar
– E eu vou estar esperando, vou deixar o Luciano cuidando do seu caso e você vai ver que vai sair logo daqui Vivian
– Muito obrigada Maria, de verdade, por tudo.
– Não precisa me agradecer, se tornou uma grande amiga pra mim — ela sorri e as duas se abraçam — até mais Vivian.
Maria, finalmente, sai da cadeia e encontra Luciano, que a estava esperando na porta do presídio.
– Luciano, como eu vou te agradecer por isso?
– Maria, você não tem nada pra me agradecer, esse é o meu trabalho e me dá muito prazer ver que está livre.
– Eu te devo a minha liberdade, muito obrigada, muito obrigada de verdade.
– Já disse que não precisa me agradecer. Vamos? Eu vou te levar pra um hotel até você encontrar um lugar pra ficar.
– Até comprar minha passagem de volta para o México
– Você vai voltar então?
– É claro, agora que fiquei livre eu vou enfrentar a todos e vou recuperar os meus filhos, mas antes de ir, eu queria visitar alguns orfanatos por aqui, preciso ver se descubro alguma coisa sobre minha filha.
– Claro que sim Maria, pode contar comigo, eu conheço bem Aruba e sei de alguns que nós podemos visitar.
– Obrigada mais uma vez, tem sido um grande amigo pra mim.
– Então vamos?
– Vamos.
– O que acha de jantarmos essa noite em algum lugar? — Luciano perguntou dando partida no carro.
– Por mim tudo bem, eu vou aproveitar essa tarde pra fazer algumas coisas e nos encontramos a noite, está bem?
– Como você quiser.
– Luciano, eu queria pedir pra cuidar do caso da Vivian, ela foi minha companheira de cela nos últimos dias e assim como eu, é inocente.
– Claro que sim Maria, prometo visita-lá essa semana e começarei a cuidar de tudo pra tira-lá de lá.
– Está bem.
Maria se instala em um hotel e depois de descansar um pouco, resolve sair para comprar algumas roupas e cortar o cabelo. De noite, Luciano chega no horário combinado, e encontra Maria no hall do hotel.
– Maria, você está maravilhosa.
– Obrigada Luciano, não é pra tanto.
– É sim, você está mais linda do que já era.
– Então, vamos? — Maria diz já se sentindo envergonhada -
– Claro.
Os dois jantam e combinam de sair bem cedo no dia seguinte para visitar alguns orfanatos. Maria levanta animada e disposta com a ideia de que talvez possa encontrar sua filha. Luciano a busca no hotel as 8 da manhã e vão até o primeiro orfanato.
– Luciano, eu tenho medo.
– Maria, você não pode perder a fé, sempre acreditou e ficou livre.
– Sim, mas eu demorei 20 anos pra ficar livre, não posso demorar todo esse tempo pra encontrar minha pequena.
– Se acalma, pensa positivo, vamos entrar e se Deus quiser vai ser aqui.
– Está bem, vamos — eles entram e são recebidos por uma das freiras — Olá, poderia nos ajudar?
– Claro, o que posso fazer por vocês?
– Eu estou atrás de uma criança, da minha filha, eu preciso de alguém que trabalhe aqui há mais de 20 anos.
– 20 anos? Eu estou aqui a pouco tempo, mas vamos ver, me acompanhem, por favor.
Eles entram e esperam pra falar com a dona do orfanato.
– Não sei Luciano, não tenho um bom poressentimento, não é aqui.
– Se acalma, por favor.
– Olá, eu sou Cecília, dona do orfanato, em que posso ajudá-los? — a mulher disse parando na frente de Maria -
– Senhora, eu procuro a minha filha, ela foi levada para um orfanato há 20 anos e eu queria saber se foi deixada aqui.
– Claro, podemos dar uma olhada, mas, por que quer sua filha depois de tanto tempo?
Maria conta á ela toda a história do que passou e mostrou a única foto que tinha da menina e do crucifixo deixado junto com ela, descobrindo que não fora ali que deixaram sua filha. Passaram o dia inteiro procurando em vários orfanatos.
– Nenhum Luciano, nenhum orfanato, eu não vou encontrar minha filha nunca — Maria disse enquanto deixava suas lágrimas caírem livremente.
– Não pode deixar de ter fé Maria.
– Maldita hora que eu peguei naquela arma, se não tivesse feito aquilo teria meus três filhos ao meu lado, nunca teria sido tão infeliz.
– Não se culpe Maria, a culpa é do verdadeiro assassino.
– O verdadeiro assassino, só de pensar que está livre enquanto eu sofro, me dá mais vontade de me vingar, amanhã nós procuraremos em mais orfanatos Luciano e depois de amanhã eu volto para o México, porque a minha luta vai começar.
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