Notas iniciais
A sumida voltou o/ dahjkdshla gente, queria pedir MIL desculpas por ter sumido assim, aconteceram uns problemas com um tio meu, ele ficou no hospital durante vários dias e eu correndo atrás pra ajudar e tal, tanto que ele sofreu uma amputação, então a coisa foi séria :/ prometo que eu não vou mais sumir porque tá tudo mais tranquilo agora. Quero agradecer quem me acompanha e tal, obrigada por tudo, de verdade ♥

No dia seguinte, Maria e Luciano tomam café juntos e depois saem a procura filha de Maria, recebendo as mesmas respostas do dia anterior. No final do dia, Maria compra sua passagem de volta pro México, seu voo sairia no dia seguinte bem cedo. A noite, os dois jantam juntos e depois Luciano a deixa no hotel.
Luciano: Então, você quer que eu te leve pro aeroporto amanhã Maria?
Maria: Não, não precisa Luciano, eu pego um táxi, não se preocupe. Eu quero que você fique e comece a ver o caso da Vivian, acho que não vai ser tão difícil quanto o meu, enfim, obrigada do mesmo jeito.
Luciano: Eu achei que não voltaria sem saber da sua filha.
Maria: E não deveria, eu pensei e acho melhor por enquanto. Vou voltar mas não vou deixar de procurá-lá.
Luciano: Tudo bem, você sabe que pode contar comigo.
Maria: Eu sei, você fez de tudo por mim e eu nunca vou poder te agradecer por isso.
Luciano: Não se preocupe. Então, assim que consegui resolver o caso da Vivian, vou com ela até o México. Boa viagem Maria, desejo de todo o coração que consiga reencontrar os seus filhos lá e que dê tudo certo.
Maria: Você tem sido um grande amigo, obrigada por tudo. A gente se vê, e pode deixar que assim que chegar lá te ligo e passo meu endereço.
Luciano: Está bem! Boa noite Maria.
Maria: Boa noite.

No dia seguinte Maria levantou bem cedo, arrumou suas coisas e foi ao aeroporto. Seu voo foi super tranquilo e depois de algumas horas já estava no México. Assim que saiu do aeroporto, Maria procurou um hotel. Após se instalar pensou em ir até a Mansão Sán Román, mas decidiu antes, ir até a igreja. Lá encontrou o Padre Belisário.
Maria: Padre Belisário?
P. Belisário: Maria? É você?
Maria: Sim — sorri — sou eu, eu estou livre.
P. Belisário: Maria, filha que felicidade te ver livre, há quanto tempo está livre? Quando chegou?
Maria: Agora pouco, só me instalei em um hotel e saí para procurá-lo.
P. Belisário: Como você está Maria? Como ficou livre?
Maria: Eu estou bem Padre. Meu advogado, depois de pedir o indulto doze vezes, pediu de novo e dessa vez concederam, o senhor não sabe como eu estou feliz.
P. Belisário: Eu posso imaginar filha. Fico muito feliz por você.
Maria: Obrigada. Eu pensei em ir até a Mansão Sán Román, mas não tive coragem de ir primeiro lá antes de vir falar com o senhor.
P. Belisário: Que bom que não foi direto lá, teria uma surpresa não muito agradável.
Maria: Por que padre? Aconteceu alguma coisa com os meus filhos? Eles não estão bem? — ela perguntou se assustando.
P. Belisário: Não é isso, eles estão ótimos.
Maria: Então, que tipo de surpresa eu teria? Por que não devo ir até lá?
P. Belisário: Maria, nós precisamos conversar.
Maria: Padre, o que aconteceu? Está me assustando.
P. Belisário: Maria, é que... para os seus filhos você está morta.
Maria: O que o senhor disse? Como morta? Meus filhos não sabem da minha história?
P. Belisário: Não, eu vou te explicar Maria. Depois que você foi condenada á prisão perpétua, os outros voltaram pra cá e decidiram juntos que não contariam ao Heitor e a Estrela o que tinha acontecido em Aruba, Estevão disse á eles que você sofreu um acidente e tinha morrido, do mesmo jeito que disseram para Leonel sobre a Patricia. Estevão achou que não seria tão doloroso para os dois tanto quanto saber que a mãe deles estava presa e sem poder sair.
Maria: Eu não acredito, o Estevão foi capaz? — ela disse chorando — E o que os meus filhos tem de mim? Que lembrança Estevão deu á eles de mim?
P. Belisário: Tem dois retratos na mansão.
Maria: Retratos meus?
P. Belisário: Não, de uma mulher desconhecida, á quem todos chamam de Montserrat e os seus filhos de "mãe".
Maria: Eu não posso acreditar Padre, eu não posso acreditar que ele foi capaz de me matar para os meus filhos, eu não acredito que ele teve coragem.
Maria chorava desconsoladamente, não podia acreditar que Estevão tinha sido capaz que dizer aos seus filhos que a mãe estava morta, quando não era a verdade. Ao saber disso, o desejo que Maria sentia de vingança só aumentou e ela só conseguia sentir um ódio enorme por Estevão e por todos os que estavam naquela viagem.
Maria: Estevão vai se arrepender Padre, vai se arrepender de ter tirado os meus filhos de mim e de ter me abandonado, ele vai sofrer do mesmo mal que me fez.
P. Belisário: Do que está falando filha? O que quer dizer com isso?
Maria: Eu não contei, mas depois que eu fui condenada, descobri que estava grávida. Eu tive outra filha do Estevão e como fui condenada a prisão perpétua a levaram para um orfanato e hoje já deve ser uma mulher, eu não faço ideia de como procurar, eu procurei em alguns orfanatos de Aruba mas não descobri nada.
P. Belisário: Meu Deus Maria, e o que pretende fazer?
Maria: Eu voltei com a esperança de que Heitor e Estrela soubessem quem é a mãe deles e de ter o apoio deles para encontrá-la, mas eu acho que não vai ser possível. Eu vou contratar um investigador, não sei, eu vou ver o que eu vou fazer Padre.
P. Belisário: Conte comigo para o que precisar, sim?
Maria: Está bem. Meu foco no momento é encontrar o Estevão, esse infeliz vai me pagar por tudo o que me fez.
P. Belisário: Cuidado Maria.
Maria: Fica tranquilo Padre, não se preocupe, eu sei o que estou fazendo. Fiquei muito feliz de revê-lo, mas eu tenho que ir agora.
P. Belisário: Está bem filha, Deus te abençoe.

Ao sair da igreja, Maria pegou um táxi e foi direto até as empresas Sán Román para tentar encontrar Estevão. Assim que chegou lá, Lupita a atendeu.
Lupita: Posso ajudar senhora?
Maria: Sim, eu gostaria de falar com Estevão Sán Román, por favor.
Lupita: A senhora tem hora marcada?
Maria: Não, é que eu sou uma amiga dele e acabei de chegar do Exterior, não deu pra ligar.
Lupita: Ele saiu pra uma reunião agora pouco, não sei se demora a voltar.
Maria: Ah, entendo.
Lupita: Se quiser pode deixar o seu telefone, seu nome ou marcar um horário, assim que ele voltar eu peço...
Heitor: Lupita, eu preciso dos contratos para a reunião de mais tarde, pode levar até minha sala? — ele disse assim que chegou a recepção, interrompendo-a.
Lupita: Claro que sim, senhor, eu levo sim.
Heitor: Obrigado Lupita.
Lupita: De nada — assim que Heitor voltou para sua sala, continuou a falar com Maria — então, pode deixar o seu contato que eu peço para ele ligar ou marcar um horário, se preferir.
Maria: Não, tudo bem, depois eu dou um jeito de falar com ele. Muito obrigada!

Maria saiu da empresa e foi direto para o hotel, começou a pensar em como apareceria diante de todos para dizer que estava livre. Assim que Estevão voltou para a empresa, foi direto para a sua sala e Lupita entrou atrás dele.

Estevão: Algum recado Lupita?
Lupita: Sim senhor, uma senhora veio procurá-lo mais cedo.
Estevão: Senhora?
Lupita: Sim, ela não quis dizer o nome e nem deixar o telefone, só que disse que era uma amiga e que tinha acabado de chegar do Exterior.
Estevão: Não faço ideia de quem seja, obrigada mesmo assim Lupita. Algo mais?
Lupita: Heitor pediu para que quando chegasse fosse até a sala dele.
Estevão: Está bem, obrigada!
Lupita: De nada, senhor Sán Román.
Estevão: — após ela sair da sala — amiga? quem será?