Simplesmente Complicado
12 Capítulo 12
Notas iniciais
— Acredito que não quiseram falar nada durante o jantar, mas agora estamos sós aqui.
Camus não esperou nem que a porta fosse fechada para interpelar o filho que sorriu ao ver a curiosidade no semblante do pai, já esperava pela pergunta, deveria ser a dúvida de todos na mesa.
— Estou esperando um pedido oficial, não sei o que aquele libriano planeja. Shiryu é muito sério e meio traumatizado com ações impulsivas então deve estar ponderando bem, você sabe. – o loiro deu de ombros e Camus ainda o olhava desconfiado – Acho que ele ainda está relutante por causa do Ikki e depois do piti de hoje, até entendo porque...
— Mas Ikki não tem direitos sobre você! – Camus foi até o bar e serviu-se de vinho, Hyoga foi se jogar no sofá.
— Mas Shiryu e Ikki são melhores amigos! Vamos ver como tudo anda, mas eu mesmo vou falar com aquele leonino teimoso amanhã e tirá-lo de vez do meu caminho.
— Vai falar com Ikki?
— Com certeza! Eu preciso seguir em frente pai. – Hyoga estalou a língua e se levantou – E você senhor teimoso deveria falar com Milo.
— Um dia talvez, quem sabe quando ele voltar a falar comigo. – Camus fez uma careta tomando o vinho – Isso não é assunto seu você tem que descansar e tem ensaio amanhã. Vá dormir.
— Tudo bem pai.
Camus deixou que o filho passasse por ele e lhe desse um beijo, em seguida pegou a garrafa de vinho e a taça e subiu as escadas atrás de Hyoga sentindo-se levemente entorpecido. De repente sentiu uma dor aguda no peito e então tudo ficou escuro.
Hyoga se virou quando ouviu o barulho de um corpo caindo e viu o pai cair os poucos degraus que subira, a taça quebrada e o vinho se derramando no chão.
***
— Princípio de ataque cardíaco, o atendimento rápido foi primordial. Ele tem tomado remédios? Sabe me dizer se ele tem algum acompanhamento cardiológico ou algo parecido?
— Não... Não sei, acho que ele nem sabia. – Hyoga mordeu o lábio, não acreditando que Camus estivesse com um problema tão sério e não tivesse se tratado.
— Acontece muito. Alguns homens são propensos a problemas do coração, mas nem sabem disso e com o ritmo de vida frenético, trabalho, vida doméstica... Acabam relegando a saúde em segundo plano – a médica explicou – Seu pai vai passar por uma série de exames agora, para avaliação. Mas o pior já passou. Ele vai ficar bem.
O loirinho assentiu e Shiryu o apertou junto a si, com o braço que colocara sobre os ombros de Hyoga.
— Meu deus Shi! Meu pai podia ter morrido.
— Vai ficar tudo bem Hyoga! – o mais velho beijou o alto da cabeça do menor — Ele vai ser tratado e tudo vai se resolver.
— Eu tô me sentindo horrível por não ter notado nada! Vai ver ele anda se sentindo mal há tempos, mas nunca ligou e eu sempre dando problema...
— O Camus se mata se ouvir você falando assim, pare de se martirizar! Não é culpa sua. Sabe como é o mestre teimoso Camus, na verdade todos eles são assim. Eu só consegui levar o Saga no médico para ver aquele problema com a pressão alta depois de muito trabalho.
Abraçou o russinho de novo e Hyoga se deixou aconchegar, sentia-se tão aflito! Foi assim que Milo e Aiolos encontraram os dois quando chegaram ao hospital. Hyoga largou Shiryu indo se jogar nos braços de Milo que estava visivelmente desesperado. O grego saíra feito uma locomotiva de casa e quase Aiolos não consegue interceptá-lo a tempo, ainda bem que Aiolos estava com o irmão.
— Como ele está? – perguntou aflito.
— A doutora disse que o pior já passou, ele está fazendo uma série de exames e depois será liberado para voltar ao quarto. – explicou Shiryu.
— Milo você não sabia de nada?
— Não! Ah Hyoga esse seu pai é um teimoso, ele nunca me disse nada... – Milo estava quase em lágrimas – Há alguns meses eu notei certo mal estar, mas ele me disse que não tava comendo direito e foi só! –Milo lembrou a última briga e de como Camus passará mal na sua frente – Aquele francês arrogante!
— Agora não é hora para isso. – Aiolos interveio – Talvez eu não soubesse também...
— Ele nunca pede ajuda, nunca fala! – Milo estava inconformado.
Naquela mesma noite pensava em falar com Camus sobre eles. A verdade é que aquela briga era ridícula porque Ikki e Hyoga eram adultos o suficiente para decidirem sobre suas próprias vidas, também porque apesar dos seus esforços, Ikki ia continuar sendo um estúpido e depois do jantar mais cedo estava claro que Shiryu e Hyoga estavam se entendendo. Milo compreendeu que o filho teria que aprender essa lição sozinho.
Quando a médica veio chamá-los para ver o francês, Hyoga fez questão de que Milo entrasse com ele no quarto, onde agora o ruivo dormia ligado a um aparelho de monitoramento no dedo e soro.
Camus abriu os olhos quando sentiu os dedos do filho afastar a franja rubra, em um carinho singelo.
— Ei foi tanta emoção ver seu filho no palco que você não aguentou? – gracejou Hyoga, mas sua voz estava embargada, Camus abriu e fechou os olhos, estava sonolento e fraco. Um meio sorriso lânguido nos lábios vermelhos.
— Me perdoe. – murmurou sob o efeito dos fortes remédios.
— Ah pai... – Hyoga se jogou sobre Camus, chorando...
— Seu francês burro! Olha o que você fez! – Milo disse entre dentes, estava segurando o desespero com a raiva – Por que não foi ao médico? Por que teve de dar esse susto na gente?!
— Milo...
— Eu vou te vigiar agora! Você vai tomar os remédios, vai ao médico e vai esquecer essa merda de confusão entre o Ikki e o Hyoga! – Milo afastou o loirinho e pegou o rosto do ruivo entre as mãos bronzeadas trêmulas – Nunca mais vai acontecer algo assim! Eu vou cuidar de você.
— Por favor, chega de drama Milo. – Camus revirou os olhos e o grego ficou indignado.
— Drama?! Ah você vai ver o que é drama senhor teimoso Chateaubriand, chega de ficar brincando com a sua saúde.
Hyoga ao lado da cama olhava os dois discutindo baixo, achando graça sobre isso. Bem pelo menos agora eles estavam se falando.
Camus saiu do hospital em alguns dias e descobriu Que não era só ele que tinha mania de controle. Milo não só era ainda mais controlador que ele como ainda tinha um gênio do cão, aliar isso significa o prenúncio do apocalipse.
Quando Camus chegou em casa, o grego já estava instalado lá, organizado a rotina de modo a conciliar o trabalho do francês com os exercícios e sua nova dieta. Dieta essa que era seguida a risca pela nova cozinheira, até Hyoga entrou na dieta para evitar deslizes. Claro que o filho achou tudo lindo e deu carta branca aquele grego louco.
Sumiram suas carnes assadas e vinho, as costelas ao forno, substituídas pela comida insípida da dieta (o que era um exagero porque Milo cozinhava muito bem, até comida de dieta), mas obrigava-se a comer ou Milo lhe enfiava goela abaixo. Agora tinha remédios a tomar, menos trabalho a fazer e exercícios e essa parte era a única que lhe agradava. E Milo estava lá o tempo todo.
O que no fim não era de todo ruim pensava Camus.
Porém, Milo foi além, resolveu que Camus só ficaria tranquilo se todos os problemas fossem resolvidos. Isso significava resolver a situação de certo casal...
— Então vamos direto ao ponto porque eu não tenho mais saco para esse chove não molha de vocês dois. – sentou na frente do filho mais velho e de Hyoga que estavam no sofá. Ikki estranhou que o pai estivesse ali conversando com os dois e quando viu o loiro na sala sabia que seria uma conversa complicada.
— Que chove não molha? — Ikki se fez de desentendido.
— Ah não? E vocês dois? Porque não se resolvem de uma vez?!
— Sinto muito Milo, mas quem precisa se resolver aqui é o Ikki. – o loirinho olhou de esguelha para o moreno – Na verdade ele só precisa se tocar que está fazendo um papel ridículo.
— Eu fazendo papel ridículo? E o que acha de você se iludindo com o Shiryu? Hyoga se toca! O Shi é ligado no Shura, ele tá te usando para estepe. – Ikki rebateu, fuzilando o loiro com os olhos.
— É mentira! Você tá falando isso porque colocou nessa cabeça doente que eu não posso ficar com ninguém, só com você! Ikki se toca, me deixa em paz.
— Você é que é muito estúpido Hyoga, eu só quero abrir os seus olhos. Você que está nessa sua vida estranha, escolhendo os caras errados...
— Chega! – Milo disse em um tom incisivo e os rapazes s se calaram. O grego suspirou mirando o filho com pesar, era óbvio que Ikki sentia algo muito forte por Hyoga e por isso ver ele com outra pessoa doía. Sabia também que Ikki não abriria mão de Mime enquanto não tivesse certeza com relação a Hyoga. Só que o loirinho já tinha decidido viver a sua vida e sem Ikki, não ia esperar Ikki se decidir.
— Hyoga você não gosta nenhum pouco do Ikki? – perguntou ao loiro que o olhou estranhando a pergunta, não era o único já que Ikki parecia tão aturdido quanto.
— Isso não tem mais importância. – desconversou Hyoga acuado.
— Tem muita importância sim, a partir daqui nós vamos definir a relação de vocês agora. Ou vocês definem quais as chances de vocês se acertarem agora, ou eu vou definir que não existe mais nenhuma chance para vocês. O que não pode é continuar nesse estresse louco, preocupando Camus e a mim também.
— Então fique despreocupado Milo porque não existe mais "Eu e Ikki". – Hyoga mexeu nos fios loiros respirando fundo olhando para o lutador – Existia quando eu esperava encontrar a pessoa que eu confiava e amava me esperando, como eu. Existia quando eu pedi que ele se livrasse do Mime para ficarmos juntos e Ikki decidiu que ficar com os dois era mais interessante. – agora olhando para Milo com toda a segurança que possuía e o grego viu muito de Camus ali – Shiryu e eu estamos tentando. Pode ser que ele ainda goste do Shura, mas eu tenho certeza que enquanto ele estiver comigo, vai só estar comigo.
Hyoga se levantou e subiu as escadas sem dizer mais nada, mesmo que no fundo aquilo lhe deixasse triste. Mas ele precisava seguir sua vida, um dia esqueceria Ikki e toda aquela confusão. Ikki apenas permaneceu imóvel no sofá, sentindo as palavras de Hyoga lhe esmagarem. Estava doendo mais do que ele pensava, ver que o seu loiro não via mais esperanças entre eles era duro demais. Milo olhava aquele misto de sentimentos passar pelo rosto do filho, sentindo como se doesse nele também. Mas entendia que era necessário, fazia parte do crescer.
— Respeite a decisão dele Ikki, é só o que peço. Pense um pouco nele e em nós agora, por favor.
***
Ikki de fato seguiu o conselho do pai, fez mais por ele e por Camus do que por tudo, mesmo que no fundo lhe custasse saber que perdera Hyoga para o seu melhor amigo e primo. Por um tempo a raiva e a decepção foi a força motriz por trás de suas ações, no MMA isso acabou lhe rendendo a entrada oficial para as lutas principais do UFC. Isso significava deixar o lar pelo menos por um tempo e Ikki o fez, indo morar em Las Vegas.
Milo ao contrário do que todo mundo pensava foi o primeiro a incentivá-lo a ir.
— Vai ajudá-lo a amadurecer e saber o que você realmente quer. Quando estiver pronto volte pra nós. – disse abraçando o filho no aeroporto.
Sem a presença de Ikki, Hyoga sentiu-se pela primeira vez em paz com as suas escolhas e disposto a realmente investir em alguém. Era chegada a hora de crescer! Encenou Otelo com a companhia de Atenas por duas temporadas e nesse meio tempo viu seu pai se recuperar e ele e Milo finalmente se acertarem, já moravam juntos e mesmo que Milo esperasse o pedido oficial, consideravam-se casados.
Aiolos depois de uma rápida escapada para Los Angeles para a gravação de um filme estava de volta à Atenas com Shura. Eles estavam definitivamente juntos, para alívio de todos até Shiryu que só queria ver o pai feliz. O único que não ficou contente foi Saga que fez um escândalo dos deuses e resolveu que ia se mudar com a família do condomínio, não queria ficar olhando para a cara de Aiolos traidor esfregando sua felicidade na cara dele. Shun achou maravilhoso que os Papadopoulos se fossem, o livraria de June ex-namorada psicótica. Afrodite como seu namorado e bom advogado que era ameaçara a garota com uma medida restritiva, Kanon controlou a filha da forma que podia.
— Marin está esperando outro bebê. – comentou Shiryu à Hyoga, estavam no apartamento do japonês. Agora Shiryu era oficialmente jornalista do Metropolitan, tinha pequenas viagens, mas almejava grandes sonhos como o de correspondente internacional.
— Mais um Savalas dramático e barulhento. – Hyoga riu em meio ao alongamento que fazia no tapete da sala do moreno. Viera da companhia de balé direto para o apartamento do namorado e estava com os músculos tensos – Vai ser bom ter crianças de novo, Milo anda nostálgico e até pensando em adotar um filho com o meu pai.
— Ele precisa cuidar de alguém já que o Camus está bem de novo, os filhos crescidos e o pequeno príncipe também está crescido... – Shiryu sentou ao lado do loirinho.
— Vai ser legal ter um irmão, gosto de crianças. – o loiro se deixou deitar no tapete felpudo recebendo um beijo delicado do moreno ao seu lado – Preciso ir embora...
— Você podia dormir aqui hoje...
Shiryu lançou o convite com o seu melhor sorriso observando as reações do loiro que tinha o lábio inferior preso nos dentes e hesitação no olhar de céu. Estavam juntos há alguns meses e tudo parecia bem, ainda não tinham chegado até o fim, por conta da agenda cheia de ambos e falta de oportunidade... Também por certa hesitação de Hyoga.
— Tenho dois quartos se algo incomodar você. – emendou acariciando a face alva do seu loirinho.
— Não é isso... – voltou a morder o lábio se achando um idiota porque era óbvio que estava hesitante pela possibilidade de transar com Shiryu – Eu vou ligar para o meu pai.
Depois de ligar para o pai e de um banho, Hyoga encontrou Shiryu deitado na cama com o notebook usando apenas uma calça de moletom.
— Ficou bem em você. – Shiryu apontou para o pijama de algodão de bermuda e camiseta que o moreno lhe emprestara – Estava esperando você para jantar.
Foram para a sala e Shiryu puxou Hyoga para um beijo delicado, mas o russo ainda estava tenso.
— Você não está a vontade. Não quer me contar?
— Vai me achar um idiota quando descobrir. – Hyoga riu sem graça e Shiryu arqueou a sobrancelha.
— Vamos jantar e quando você quiser falar estarei esperando.
Arrumaram tudo para comer na sacada, a noite estava linda e havia uma brisa fresca. Era comida japonesa para alegria do loirinho que era apaixonado por ela.
— Saquê? – ofereceu o moreno se servindo da bebida.
— Não posso beber. Quando acabar a temporada quem sabe? Estou precisando de um porre daqueles!
— Rá! Você nunca passa de duas taças e não toma nada além de vinho, não tente me enrolar.
— Eu sou muito fraco para bebida confesso, não dá pra abusar. – Hyoga provou o temaki –Meu último porre me rendeu muita besteira...
— E isso tem a ver com o seu receio... – Shiryu jogou se Hyoga quisesse falar ele ouviria.
— Ai Shi!
— Tudo bem, não precisa...
— Você deve saber! Todo mundo sabe dessa história porque o Milo e o Shun têm uma boca enorme. – Hyoga estalou a língua e tomou um pouco do suco para limpar a garganta – Sobre eu ter esperado o Ikki e tudo mais.
— Sim, o Ikki me contou sobre estar esperando você voltar da Rússia para tirar sua virgindade. – o moreno confessou e Hyoga arregalou os olhos ao ouvir aquilo. Bem típico de Ikki se vangloriar daquilo –Mas antes que pense besteira só eu sabia disso, Ikki nunca falou disso para ninguém, ele levava muito a sério... Não entendi o que aconteceu.
— Aconteceu que ele é um idiota, foi isso que aconteceu! A história é que eu 'tava lá sendo um idiota e burro, quando descobri que o Ikki tava com o Mime eu meio que surtei... Acabei metendo os pés pelas mãos, fazendo tudo errado. – o bailarino corou e Shiryu entendeu o que ele queria dizer. Ouvira de Ikki a respeito, mas não imaginava que o loirinho tivesse realmente chegado a transar com Radamanthys.
— Foi tão ruim assim?
— Tão ruim quanto consigo me lembrar. – Hyoga riu fraquinho, envergonhado. Shiryu não pode deixar de rir também – Sério. Eu tô rindo agora, mas eu nem conseguia me mexer no dia seguinte e parecia que eu tinha sido atacado por um animal.
Rir alto foi tudo que Shiryu conseguiu fazer, mesmo que se compadecesse da situação do russo. Parecia insólito que eles estivessem conversando sobre a aparente "virgindade" do loiro naquelas circunstâncias.
— Por Atena que vergonha! – Hyoga escondeu sua face ruborizada por baixo da franja.
— E você nunca tentou de novo? – Shiryu se controlou não poderia continuar rindo a vida toda, era seu namorado ali.
— Não. Nunca fui até o fim. – apesar de ter se mostrado o “senhor da sedução” para Shun, Hyoga no fundo era muito inseguro sobre sexo.
— Você tem medo?
— De decepcioná-lo. – confessou Hyoga – Eu sinto muito.
— Não sinta, não sou lá o expert em sexo e você não deveria se sentir assim. – Shiryu deu de ombros tomando o saquê – Shura foi meu primeiro e ele me ensinou tudo que sei depois que terminamos tive apenas um rápido lance com um amigo do jornal.
— Mas é o Shura! E pelo que o Aiolos fala dele eu só tento imaginar o que você aprendeu.
— NÃO! Por Zeus não fique pensando nisso! Não vê que é bizarro o seu próprio pai ficar falando das habilidades sexuais do namorado pra todo mundo, que por sinal é seu ex? Viu como ficou confuso e louco isso?!
Hyoga não aguentou com a cara desolada de Shiryu ao dizer aquilo e dessa vez foi ele a rir alto. Eram tantas confusões naquela enorme e complicada família! Será que todas as famílias tinham tantas confusões quanto à família deles?
Dormiram juntos aquela noite, não transaram, mas Shiryu fez questão de mostrar a Hyoga que estava disposto e muito a fazê-lo esquecer aquele trauma bobo. Hyoga estava começando a achar que tudo ia dar certo afinal.
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