Simplesmente
34 Capítulo 34: Noite de Núpcias
Notas iniciais
PS: Respondo os reviews assim que der! Priorizei fazer logo o capítulo D=
PS²: Isabella Swan, Jhoanne e Psychotic Bitch MUITO OBRIGADA PELAS RECOMENDAÇÕES SUAS LINDAS!!!! Vcs tem ideia de quanto isso me faz feliz? Espero que saibam pelo menos um pouco, porque nossa, eu nem sei explicar como eu fico quando vejo vocês envolvidas assim pela fic! sz
Pov Shay
Estacionei o carro sem poder acreditar no lugar onde estávamos. Tudo bem, já era surreal demais pensar que estava no Mônaco e casada... Mas ver onde iria passar os meus próximos dias me fez acreditar que estava vivendo um pequeno conto de fadas. A casa era sem andar, pequena... Porém completamente luxuosa, com direito a um jardim frontal magnânimo e com o quintal sendo a praia. Até mesmo a Ivy, já distante alguns anos de tanto luxo, deixou escapar uma expressão de surpresa.
-Leonard sempre exagera – suspirei saindo do carro.
-Io que non vou reclamar – Ivy riu e imitou o meu ato de sair.
Revirei os olhos, uma vez burguesinha, sempre burguesinha. E eu a amava exatamente desta forma. Com um sorriso travesso nos lábios aproximei de minha mulher antes que ela se afastasse demais do carro e a peguei no colo em um movimento rápido. Ivy deu um gritinho surpreso, mas logo ria e envolvia os braços em meu pescoço. Quando a olhei por alguns segundos me perdi no mar azul dos olhos dela sendo despertada com um beijo molhado em minha bochecha. Sem dizer mais nada, a levei até a frente da casa e a coloquei um pouco para poder abrir a casa com as chaves que Leonard tinha me dado antes de sair de sua casa. O plano se seguia perfeitamente, casamos em Paris em uma cerimonia até que simples e íntima, depois seguimos direto para o hotel para trocarmos de roupa e pegar nossas malas. Dormimos a viagem inteira de avião, estávamos cansadas e querendo ou não exaustas emocionalmente. Ser feliz tão intensamente cansava!
E agora estávamos entrando ali, naquele lugar que seria nosso pequeno paraíso por três dias. Ivy entrou assim que eu abri a porta, era noite e o vento frio a fazia abraçar o próprio corpo, afinal usava um vestido azul claro bem suave e curto. Eu estava em meu estilo casual, shortinho jeans e regata, simples e prática. Assim que passei a porta procurei o interruptor da luz e acendi o ambiente revelando um lugar aconchegante, mas obviamente caro. Tudo estava perfeitamente no lugar, desde a um arranjo de flores tropicais no centro da mesa aos quadros praieiros e abstratos nas paredes brancas. Fiz uma careta disfarçada e fechei a porta atrás de mim. Ivy seguiu diretamente para a cozinha, abriu a geladeira e tirou de lá uma garrafa de vinho com um sorriso enorme no rosto.
-Está tudo abastecido – ela comentou olhando os armários da cozinha – Fome não iremos passar e nem teremos de almoçar fora se quisermos ficar em casa.
Aproximei para ajuda-la a abrir e a servir o vinho. O fato de um sorriso sempre brincar nos lábios dela, mesmo que não percebesse, denunciava uma felicidade genuína em minha italiana. E saber que a culpa era minha e apenas minha me deixava em um mundo paralelo de satisfação e alegria que mal poderia descrever. Assim que as taças estavam completas, deixei o vinho de lado e ergui o copo com o vinho.
-A minha esposa, linda e briguenta, mas minha e apenas minha – falei em um brinde sem conseguir segurar o sorriso e olhar possessivo.
-Io non sou briguenta, apenas um pouco detalhista e quase sempre certa – Ivy se defendeu como sempre, acabou rindo de sua própria fala e fez seu próprio brinde – A mia donna, linda e bagunceira, ma la mia ragazza, la mia amica, la mia amante, il mio amore.
Demos um toque nas taças produzindo aquele som de brinde quando os copos se tocavam. Dei um grande gole enquanto ela apenas bebericou a bebida, a puxei pela cintura e suspirei só de sentir o calor daquele corpo feminino tão lindo perto do meu. Nos olhamos por um tempo, a intensidade cresceu no ambiente em questão de instantes, como se até o ar ao nosso redor fosse contaminado e eletrizado com nosso amor e desejo. Deixei minha boca bem próxima da dela, mas afastei quando ela tentou beijar-me a provocando a sustentar aquela intensidade. Deslizei a ponta de meus dedos pelo braço dela, sentindo aquela pele macia na ponta de meus dedos a cada toque suave.
-Está me torturando – ela acusou, mas capturou meu lábio inferior e o sugou lentamente – Vamos para o quarto? Depois podemos explorar toda a casa, não vamos dormir muito mesmo.
Ri baixo e deixei que meus lábios encostassem nos dela com carinho antes de me afastar e juntas irmos em busca do quarto. Ficava no final do corredor e era quase do tamanho de uma sala de estar comum. A cama de casal ficava bem no centro e adivinhem só, era redonda e com direito a dossel. Havia ainda um sofá aparentemente macio e ao seu lado um frigobar. Em uma das paredes televisão de ultima geração e logo abaixo uma aparelhagem de som. Ainda havia uma enorme janela que dava visão privilegiada do mar e como era uma bela noite de lua cheia a paisagem se tornava uma das coisas mais lindas que já tinha visto.
-Temos de ter cuidado, se de dia aparecer alguém? – Ivy comentou enquanto mexia no dispositivo de som.
-Maggie deixou claro que ninguém se aproxima o suficiente – lembrei do comentário da esposa de meu chefe – Que esse era o seu refúgio do amor favorito por causa disso.
-Quem diria que aquela senhora elegante é também uma romântica assim? – Ivy riu e finalmente conseguiu ligar o som.
Tocava uma radio local uma música agitada e que eu mal podia identificar o idioma. Mas isso não importava, pois o olhar lascivo que Ivy me direcionou começava a mexer em minha capacidade de raciocínio. Ela mordeu o canto do lábio e começou a dançar suavemente, soltou seu cabelo e com movimentos lentos o bagunçou de uma forma bem sensual. Aproximei-me sem resistir àquela tentação italiana, mas Ivy não colaborou com minha necessidade, afastou minhas mãos que já desciam para locais estratégicos e as colocou em sua cintura. Ia reclamar, mas seu dedo indicador pousou sobre meus lábios seguidos de sua boca em um beijo rápido e forte. Os braços dela envolveram meu pescoço, nossas pernas ficaram intercaladas e logo Ivy começou a dançar de uma forma provocante com o corpo colado no meu.
-Isso se chama vingança – reclamei sentindo a excitação crescer a cada movimento que ela fazia.
Ivy riu baixo e rouca, ainda dançando me guiou sem que eu percebesse e logo me empurrava para trás. Cai sentada na cama e já me erguia para puxá-la também, mas Ivy mesmo ainda usando o saltou pousou o pé em meu peito e com um ar toda dominadora me empurrou levemente para o lugar na cama. Fez que não com o dedo e sorriu maliciosa enquanto se afastava a passos pequenos. Eu adorava quando ela ficava má desse jeito, com um jeito mandão, mas que logo estava gemendo em meus braços. Sem tirar os olhos do corpo dela sentei melhor na cama e não tardei em retirar a minha própria blusa. Isso resultou em um olhar azulado devorador em minha direção. A música mudou se tornando um pouco mais sensual em suas batidas. Dominada pelo ritmo, Ivy começou a dançar sem pudores nenhum e a mostrar o porque de todos a quererem em suas festas. Ela era incrível em seus movimentos, em seu rebolado e requebrado, porém o conjunto era completado ainda mais por aquele olhar pervertido que ela me lançava. As mãos dela percorriam pecaminosas pelo corpo fazendo com que minha atenção se concentrasse naquele trajeto dos seios até a cintura, da barriga até o pescoço enquanto tentava captar ao mesmo tempo o movimento do quadril. Eu simplesmente fui ao delírio quando ela começou a levantar a barra do vestido mostrando aquelas coxas e pedaço da calcinha branca que usava.
-Ivy... – chamei sem perceber.
Ela sorriu e se aproximou em passos de dança, parou a centímetros de mim e deu as costas apontando para o zíper de seu vestido. Não demorei a abaixá-lo com as mãos levemente tremulas e apressadas, ela afastou-se e rebolando deixou que o vestido caísse no chão. Eu tinha a visão de seu cabelo castanho descendo como cascata pelas costas... E foi nesse exato momento que meu controle se esvaiu de meu corpo. Levantei e a peguei no colo para jogar aquele corpo tentador sobre a cama redonda.
-Pensei que estivesse mais resistente – Ivy provocou.
-Você me deixou molhada desde o casamento, eu te quis esse tempo todo – contei enquanto deitava sobre ela.
Ivy sorriu provocadora e me puxou pela nuca para um beijo. Minha boca devorou a dela sem hesitar ou pensar que aquele era apenas o primeiro beijo da noite. Era como se estivesse faminta do sabor dela e precisasse de mais o tempo inteiro. Minha língua buscava a dela e lutava por controle, um controle que eu exigia para deixar o beijo tão avassalador quanto a necessidade que tomava conta de meu corpo e mente. Ivy subiu a mão da minha nuca emaranhando os dedos em meu cabelo, acariciando e puxando de forma provocadora, retribuía ao beijo em uma entrega que me deixava louca. Passamos um bom tempo apenas nesse beijo, em um toque tão enlouquecedor que o ar por muitas vezes foi esquecendo, sendo tragado pelo nariz para que se evitasse interromper o contato.
Mas quando teve o seu fim, nossas respirações rápidas escapavam pelos lábios entreabertos e próximos uma do outro se tornando uma só. Sorri grande ao sentir meu corpo tão excitado e o coração completamente disparado. Por tantas vezes tive aquela mulher em meus braços e ainda assim aquele fogo nunca parecia ter fim, ou talvez ficasse até mesmo pior. Mordi o lábio inferior dela e o puxei até que ele se soltasse de meus dentes, fui erguendo meu corpo e a trazendo junto para que ambas ficássemos de joelhos uma de frente para a outra.
-Essa vai ser a primeira vez que vou tomar seu corpo com você sendo minha mulher – comentei com a voz naturalmente rouca.
-Ma io sempre fui tua – Ivy murmurou.
-E sarà sempre così.
Ela sorriu e não hesitou em levar as mãos para o meu short, assim como as minhas não tardaram em ir para o sutiã dela. Despimo-nos lentamente, deixando que nossas mãos tocassem nossas peles deixando um rastro quente por onde passava enquanto retirava as ultimas peças de roupa. A música continuava mudando, mas era como um plano de fundo distante, meu coração batia tão forte junto ao dela que poderia ser mais escutado que as batidas que provinham do sistema de som. Ainda de joelhos uma de frente para a outra colamos nossos corpos em um abraço apertado, apertando nossos seios ao mesmo tempo em que nossas bocas se buscavam em um beijo longo e forte. Eu não podia mais esperar, era como uma necessidade que ia além da minha capacidade de controle, logo minha mão deslizava pelo quadril e acariciava o ventre de Ivy. Não tardei a descer ainda mais e tocar ao sexo dela tão molhado e quente. Senti o gemido longo dela contra minha boca, Ivy segurou-me com mais força com um braço enquanto com a outra mão livre também deslizava pelo mesmo caminho que eu tinha traçado e me tocava. Dessa vez foi a minha vez de gemer contra os lábios dela.
Apesar de tudo nossas carícias não tiveram pressa, eu a tocava no clitóris e a deixava explorar meus lábios internos. Fazíamos movimentos diferentes, mas que deixavam uma a outra completamente excitadas e tensas com um tesão crescente e poderoso. Ivy foi a primeira a quebrar essa onda quando me empurrou sem paciência na cama fazendo-me deitar de costas. Antes mesmo que eu pudesse reclamar aquela boca italiana capturava meu seio esquerdo e começava a suga-lo tão delicadamente que me arrancou suspiros... Que logo se transformaram em gemidos quando dois dedos dela me penetraram lentamente. A tortura era indescritível, a boca em conjunto com os dedos tomava meu corpo em uma demora que propagava em meu corpo um prazer profundo e longo, que ia se construindo rapidamente em um contraste delicioso ao que Ivy fazia. Eu fui a primeira a ter um orgasmo naquela noite.
-Adoro o jeito que você geme – Ivy revelou tirando a boca de meu seio e me dando um longo selinho.
-Eu tenho certeza que vou adorar o jeito que você vai gritar – a provoquei ofegante por ainda sentir o meu corpo estremecendo.
-Ah e quem disse que conseguirá me fazer gritar? – ela arqueou a sobrancelha, mesmo sabendo que eu sempre conseguia fazer isso.
-Venha cá para cima – chamei com um sorriso perverso – Sente em minha boca e a minha língua fará todo o resto.
Os olhos azuis se abriram um pouco surpresos, mas a excitação falou mais rápido. Logo Ivy ajeitava seu corpo sobre mim em uma posição peculiar. Ela estava praticamente sentada sobre minha cabeça, um pouco erguida e pela tensão de seu corpo provavelmente constrangida pela posição. Mas assim que levantei um pouco minha cabeça e deixei que minha língua deslizasse pelo sexo dela senti o corpo dela estremecendo e um longo suspiro de prazer escapar dela. Ivy relaxou e eu deixei uma mão em sua cintura para segurá-la, sabia que logo ela iria perder o controle. Eu tinha começado com calma, primeiro explorando aquela posição deixando que minha língua subisse e descesse lentamente, deixando que ela sentisse o quanto aquilo podia ser delicioso... Porém foi como se uma fome tomasse conta de meu ser, eu precisava devorá-la, beber daquele líquido de forma incansável. Assim de um jeito quase imperdoável comecei a chupá-la forte e longamente. Ivy gemeu alto em resposta e todo o corpo dela reagiu. Ela desceu o olhar para o mostrando todo o prazer e surpresa que eu esperava me deliciar, a vi apoiar uma mão na parede para manter o equilíbrio já que aquela cama não tinha uma cabeceira propriamente dita. Quando precisei de ar parei e deixei que minha língua se movimentasse rapidamente arrancando gemidos cada vez mais altos da italiana. Não demorou para que ela passasse a mover-se sobre mim, a contorcer o corpo de prazer e a murmurar frases desconexas em italiano. Minha luxúria provou-se cada vez mais faminta, eu estava incansável, trabalhando minha língua e os chupões sem me importar com mais nada além do prazer que estava dando a minha mulher. Quanto mais ela rebolava ou se movia, mais eu investia e penetrava a língua dentro.
-Shay! – Ivy gritou sem controle nenhum sobre si – Ahhh Shay! Io... Sì, mio Dio! SHAY!
O gozo escorreu e o bebi com sede ao pote. Ivy ofegava e estremecia forte, gemendo cada vez mais baixo de acordo com meus movimentos. Assim que me dei por satisfeita mordi de leve o interior da coxa dela e a deixei cair ao meu lado na cama. Ivy deitou de bruços e fechou os olhos enquanto seu corpo ainda estremecia por causa do orgasmo forte que proporcionei... No entanto eu ainda não estava plenamente satisfeita, sabia que poderia fazer mais, sabia que poderia por aquela mulher em um limite de prazer que a deixaria cansada por algumas horas. Sem hesitar deitei sobre as costas dela e com meus joelhos entreabrir as pernas.
-Shay? – Ivy indagou começando a virar a cabeça para procurar o meu olhar.
Sorri pervertida como resposta e antes que ela virasse o corpo e mudasse nossa posição, levei minha mão ao sexo dela e penetrei de uma vez só dois dedos. Ela gemeu longa e roucamente. Ela estava deitada de bruços, o meu corpo prendia o dela embaixo de mim e o movimento dos dedos desde o inicio era rápido e forte. Ivy acabara de ter um gozo forte, o que deixava sua entrada ainda molhada e pronta para receber ainda mais. Então não tardei a acrescentar um terceiro dedo enquanto a tomava para mim daquela forma, com ela de costas para mim, agarrando os lençóis com força enquanto abafava os gritos contra o travesseiro. Dessa vez eu fiquei murmurando coisas safadas no ouvido dela, isso a deixava em um delírio tão forte que o corpo dela estremecia a cada vez que falava, além de se contorcer com os movimentos de meus dedos. Continuei até sentir mais uma vez o gozo dela, mas desta vez escorrendo por minha mão. Só então afastei meu corpo e deitei ao lado dela, encarando o teto com um sorriso convencido no rosto.
-Não é justo me cansar tão rápido – Ivy reclamou quando conseguiu forças para virar para mim.
-Já cansou? – Olhei para ela com um sorriso malicioso – A nossa lua-de-mel mal começou.
-Acho que estou cada vez mais sensível a você – ela contou corando um pouco – Basta você me olhar de um jeito predador que eu fico imaginando coisas e meu corpo estremece.
-Porque ele é meu – justifiquei com um tom de posse – Porque é meu toque que você precisa – e como que para demonstrar levei minha mão até o seio dela e o massageei até vê-la fechar os olhos para sentir ainda mais o prazer – Porque eu sei exatamente como te tocar.
Levei minha mão do seio até a parte onde ficava o coração dela. Estava tão disparado sobre minha palma que mal podia acreditar que o sorriso que Ivy deixou escapar era tão bobo e romântico. Antes que qualquer uma de nós falasse algo um estrondo fez com que as luzes piscassem e depois apagassem. Só assim notamos que do lado de fora chovia forte e que uma tempestade estava tendo inicio. Não seguramos o riso, afinal qual momento mais perfeito para se ter uma tempestade como aconteceu em nossa primeira noite de amor?
-Pensamento positivo – brinquei enquanto abraçava Ivy bem apertado – Os raios podem abafar seus gritos e os vizinhos irão nem desconfiar de nada.
Ela bateu em meu ombro, mas riu mesmo assim. Naquela noite ficamos daquela forma, com carinhos e desejos que nunca pareciam ser totalmente saciados. Fizemos amor, fizemos sexo, fizemos daquela noite algo que estaria marcado para sempre em nós. Seja por marcas na pele, seja por lembranças deliciosas de uma noite de núpcias em plena tempestade.
Notas finais
Curiosidade e uma pequena dica do que eu estou planejando: o que vocês acham de sereias? 'o' eu estou a um tempo um pouco revoltada pela falta do conteúdo sobrenatural e bom em fics yuri, tem muita fic cotidiano muito boa... mas são poucas as que tem um desvio sobrenatural na trama e que acompanho. Ai estou me aventurando com uma ideia de sereias, ta muito legal em minha mente... Mas também preciso saber um pouco do que vocês acham, sei lá, eu não quero vampi ou lobo ou bruxo ou anjos porque é algo tão clichê e comum >
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