Notas iniciais
Musica do capítulo: Demons - The Wanted. PRIMEIRO CAPITULO FINALMENTE. Estava com a ideia dessa fanfic martelando na minha cabeça a mais ou menos 1 ano, espero que gostem.

25 de julho de 2011, 9h50 a.m. – Thomas.

Meu nome é Thomas e estou muito, muito irritado. Definitivamente, a escola é um lugar totalmente desnecessário.

Era uma segunda-feira de julho, se eu não me engano. Eu fui obrigado pela minha escola a vir visitar um hospital psiquiátrico. Eu tinha que fazer uma pesquisa sobre a vida de três pacientes, dentre eles: um menino de mais ou menos 16/17 anos, uma menina (da mesma idade do menino) e uma criança (7 á 12 anos), podendo ela, ser do sexo masculino ou feminino. Logo que entrei naquele negocio, disse para o menino que estava ao meu lado:

– Esse hospício é enorme, cara, como vou investigar a vida de três loucos psicóticos em menos de um mês? – eu disse enquanto ele pegava uma caixa de fichas médicas pra podermos escolher alguns doidos. Ele me respondeu:

– Bom, basicamente, é só você ler algumas fichas, achar alguém com que você se identifique e ir vê-la. Depois disso você só precisa conversar com a pessoa, anotar algumas coisas importantes e tentar escrever algo sobre ela. Vamos lá, cara, não é tão difícil.

– E como você sabe que nenhum deles vai pular no meu pescoço loucamente querendo me matar? Poxa, eles são loucos, você sabe oque dizem, loucos enlouquecem muito fácil.

– Ai meu Deus, Thomas, cala a boca. – Ele riu e me entregou metade das fichas para que eu pudesse escolher minha primeira pessoa. Escolhi o mais fácil, obviamente, a criança primeiro.

– Já escolheu? – ele me perguntou.

– Escolhi o mais complicado, a criança. Ela se chama Chloe, tem 8 anos e... – fiquei meio confuso assim que li o porquê dela estar ali. – Ela morava em um orfanato, do nada começou a ver coisas e tentou matar duas outras crianças.

– Ah claro, você escolheu o mais complicado – Adam riu enquanto olhava curiosamente sua ficha – Olha, escolhi o garoto, ele se chama Jacob, tem 15 e matou e pendurou seis gatos pela garganta na varanda da casa dele porque “algo” queria um sacrifício, a partir daqui, ele começou a ouvir coisas, como pessoas falando com ele na cabeça dele, dando ordens. Que desafiador. – Eu estava prestes a dizer que ele é louco por ter escolhido um maníaco satânico quando nossa professora começou a nos apressar para fazer as entrevistas. Eu não tinha escolhido ainda então peguei as duas próximas fichas e saí à procura do quarto do meu primeiro paciente.

Eu sinceramente, não li a ficha de nenhum deles, apenas da Chloe, mas decidi deixar ela pra depois, por causa da coisa toda de tentar matar crianças. Li o número do quarto da pessoa, 1890 e tentei achar o nome dela, mas a única informação que eu tinha era: “Quarto: 1890. Sexo: Feminino. Paciente: 103”. O estranho, é que na ficha da Chloe o nome dela estava escrito em “paciente”. Passei o cartão de acesso na identificação da porta e ela se abriu, só podiam entrar nos quartos as pessoas autorizadas.

Entrei e vi uma menina morena lendo algum livro e em seu uniforme branco estava escrito “103”, aquele maldito número de identificação. Fiquei uns 2 minutos parado olhando pra ela, eu na verdade estava com medo de falar “bom dia” e ela fazer alguma coisa comigo. Se bem que ela me parecia bem normal ali parada lendo aquele livro da capa vermelha que eu tenho certeza que já vi em algum lugar. Finalmente me toquei que quem parecia louco ali era eu, parado olhando pra alguém sem falar nada.

– Bom dia. – eu disse ainda perto da porta.

– Bom dia. – ela disse baixinho, sem olhar pra mim, sem mover um musculo. – Se quiser, pode se sentar. – ela ainda não tinha levantado a cabeça para me olhar, e nem deu oportunidade para eu olhar pra ela.

– Ok. – eu disse sentando na poltrona perto da cama dela.

– Qual seu nome?

– Thomas.

– Tudo bem, Thomas, vamos lá, oque quer saber? – ela finalmente levantou o rosto e revelou seus olhos castanhos e um sorriso sarcástico, típico de quem vai responder algumas perguntas e depois vai pular no seu pescoço, bom, fora as expressões vazias e o olhar cínico, ela até que é bonita. Muito. Na verdade ela era oque as pessoas chamam de “a pessoa mais linda que você já viu no mundo mas que na verdade, parece muito com uma louca estranha”.

– Vim fazer uma pesquisa sobre algumas pessoas que estão aqui. Gostaria que me respondesse algumas coisas, ta?

– Fala.

– Qual seu nome?

– Não sei se tenho permissão pra falar isso para um estranho. – decidi não discutir.

– Porque você é identificada como “103”?

– É um número aleatório que escolheram pra mim, Thomas, por favor, pensa um pouco. – Ela disse, com aquele sorriso.

– Quantos anos você tem?

– 16.

– Você parece normal, oque está fazendo aqui?

– Ei! Eu sou normal. – ela fez uma voz afetada como se não se importasse em ser chamada de louca, mas ficou visivelmente triste.

– Ok, ok, desculpe, 103. Agora responda.

– Eu não aguentei. Eu não consegui fazer oque o Sean queria, eu acabei ficando louca – ela rolou os olhos ao dizer a palavra “louca” como se não concordasse em estar ali – com a pressão de ser obrigada a matar alguém da minha família e acabei matando outras pessoas.

– Opa, recapitulando, você tentou matar alguém da sua família? Como assim?

– Eu era paga pra isso, eu nunca tinha visto minha família e fui contratada para matar alguém, mas antes eu tinha que investigar sobre a pessoa, no meio dessa investigação acabei descobrindo que era uma pessoa da minha família e não quis fazer o serviço. Todo dia, Sean me ligava para me dizer oque eu tinha que fazer, eu tinha que matar meu pai. Bom, ele ficou irritado e mandou pessoas para me lembrarem disso, eu matei todas, inclusive o Sean – ela disse ainda com um sorriso no rosto, como se tivesse acabado de me contar que a vilã de um filme vive no final.

– Desculpa, mas se você é tão perigosa assim, não deveria estar numa cadeia? – Eu disse sinceramente.

– Isso não te interessa. Eu acho que ainda deveria estar por ai matando pessoas por dinheiro, mas alguém me colocou aqui. – ela disse irritada. – E eu nem sei porque estou te contando isso, ninguém nunca soube oque estava acontecendo comigo, e você não pode mais saber de nada.

– Porque não?

– Porque minha vida não é da sua conta. – ela falou baixinho, e isso sim me pareceu a atitude de uma louca. De repente, ela começou a olhar pro lado, como se tivesse alguém ali, e sorriu, logo depois ela olhou pra mim e disse: – Pode ir embora, eu realmente não tenho mais permissão pra falar com você.

– Ah, claro. E quem disse isso? – Eu disse, desafiando-a (e a sorte, eu provavelmente não sairia vivo dali).

– Sean. Ele acabou de me dizer. Agora, — ela disse calma – saia daqui! – e gritou visivelmente alterada, mudando de personalidade.

Eu não disse mais nada, acho que já tinha o máximo pra hoje. Uma garota maravilhosa com um número, expressões vazias, mortes, loucura e um possível fantasma que obviamente não passava da consciência pesada dela por ter matado um monte de pessoas.

– Thomas? – ela me chamou baixinho, voltada para o livro.

– Oi?

– Até a próxima. Estamos ansiosos pra falar com você de novo. – ela dizia enquanto lia alguma coisa naquele livro. E essa frase, realmente me assustou. Sai dali o mais rápido possível, deixando-a com seu livro e seu amigo imaginário. Saindo dali, dei de cara com uma mulher de mais ou menos uns 30 anos que segurava uma pasta preta com uma etiqueta escrita “103”, pelo que li no uniforme dela, o nome dela é Charlotte.

– Você estava com a paciente 103? – ela me perguntou com uma cara preocupada.

– Estava, felizmente já acabei.

– Ela te fez alguma coisa?

– Ela me apresentou seu amiguinho Sean. Isso é loucura, cara, literalmente.

– Olha, Thomas. – Ela leu em minha camiseta, na fita que estava colada nela. – Ela esta melhorando, achei que ela já estava esquecendo essa história de Sean. Não quero que tire conclusões precipitadas, ela é uma garota incrível, e saiba que nada que ela te disse tem 100% de chances de ser verdade.

– Então quer dizer que ela não matou um monte de gente e que ela não era uma assassina de aluguel?

– Bom, eu não tenho permissão de falar dela, mas ela não matou todo mundo e não era uma assassina, ela morava com a mãe e o padrasto.

– Como ela ficou assim? – eu disse curioso, eu gostaria muito de saber oque aconteceu com ela.

– Eu não tenho tempo pra contar isso, quando você volta aqui? – ela me disse sorrindo.

– Amanhã, às 10h. – Confesso que quando sai do quarto da 103, eu estava decidido a falar pra professora que não iria fazer mais nada, eu estava disposto a tirar um “F”. Mas quando fiquei sabendo que o problema dela era outro e que ela não é uma assassina, fiquei curioso, e quero ver a melhora dela.

– Então quando sua conversa com ela acabar, eu te chamo na minha sala e te conto tudo oque aconteceu, mas com uma condição. – ela disse ainda sorrindo.

– Qual?

– Que você me ajude a fazer ela melhorar. – ela estendeu a mão pra mim, como se fosse pra selar um acordo, e eu pensei “oque tenho a perder?”, e assim, concordei.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem se quiserem. Beijosssss!