Simon - A Camuflagem.
4 Capítulo II - Parte 2.
Notas iniciais
"A única maneira de livrar-se de uma tentação, é render-se a ela." (safadenha, hein?)
Capítulo II:
Três Homens De Preto Visitam Oliver Á Procura De Simon.
Assim que abriu os olhos, Jimmy levantou-se de um pulo, se lembrando do dia anterior e correndo até o quarto do irmão. Se surpreendeu ao ver Oliver com os olhos abertos, parecendo mais morto que vivo e Simon abraçado ás costas dele.
_ Oliver? — murmurou Jimmy, boquiaberto.
_ Ahn... Jimmy, me salva... — pediu o outro, parecendo mesmo um tanto... Morto.
_ Ei, o que aconteceu? — perguntou Jimmy.
_ Eu não consegui escapar dele... — murmurou Oliver, ainda sem se mover direito. — E nem dormir...
Jimmy andou até o irmão e tirou os braços de Simon dele, mas Oliver continuou parado feito uma estátua.
_ Você está bem? — perguntou, preocupado.
_ Hum... Vou para o quarto de hóspedes... — murmurou Oliver, andando feito um zumbi até fora do quarto e quase rolando escada abaixo.
_ Deixa eu te ajudar... — resmungou Jimmy, ainda preocupado, apoiando o irmão, que estava com uma cara péssima. — Não sabia que ficar uma noite sem dormir te mataria...
_ Não foi uma noite sem dormir... Foi uma noite tentando escapar de um cara que ficava me agarrando o tempo todo... E passando as mãos em locais nada agradáveis enquanto dorme... — murmurou Oliver, caindo na cama de hóspedes assim que chegaram.
A mãe deles os observava, parecendo um pouco confusa.
_ Por que não pediu para ele vir dormir aqui? — perguntou ela.
_ Porque quando vi era tarde demais... A minha noite foi um inferno... — gemeu Oliver, fechando as cortinas. — Bom dia e boa noite para todos... — murmurou, caindo no sono assim que bateu a cara no travesseiro.
_ Eu, heim... — soltou Jimmy, pondo as cobertas no irmão. — É melhor deixar ele dormir... Hoje é sábado mesmo...
_ Concordo. — disse Selena, a mãe dos dois, sorrindo. — Venha tomar café. E chame o seu amigo.
_ Certo, primeiro eu tenho que tomar coragem para acordá-lo, correndo o risco de ser agarrado... — resmungou Jimmy e Selena soltou uma gargalhada.
_ Vai lá... Eu vou terminar de arrumar a mesa. — disse a mãe dos irmãos, indo para a cozinha.
Jimmy chegou no quarto de Oliver, mas Simon não estava na cama mais. Ele arregalou os olhos, analisando o quarto inteiro e notando a porta do banheiro fechada, junto com o barulho do chuveiro.
_ Ah. — soltou, suspirando de alívio.
_ ONDE ESTÁ O OLIVER? — Jimmy ouviu um berro do banheiro.
_ EU LIBERTEI ELE DE VOCÊ, SEU PERVERTIDO! VOCÊ PRECISA DE VER O ESTADO DELE, SEU MONSTRO! — berrou Jimmy de volta. Ele ouviu uma gargalhada lá de dentro. — E VOCÊ COMEÇA A RIR? — berrou, indignado, indo arrumar a cama, de costas para o banheiro.
_ Vem, aqui, você está fedendo. — Jimmy quase morreu de susto ao ouvir uma voz em seu ouvido e foi arrastado para o banheiro.
_ Ei! Ei! ME SOLTA! — berrou, inútilmente, enquanto Simon o jogava no banheiro e fechava a porta.
_ Então, prefere que eu tire suas roupas ou você sabe fazer sozinho? — perguntou Simon, rindo da cara de indignação e raiva do moreno.
_ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — berrou Jimmy, ao ver o outro começar a tirar a sua blusa.
_ Você não parecia com uma cara muito boa, aí achei que fosse para eu tirar. — disse Simon, com um sorriso pervertido no rosto. — Eu só quero te dar um banho, tenho que treinar para quando eu tiver filhos! — se justificou.
_ NÃO, ISSO ESTÁ ERRADO! — berrou Jimmy. — DEMÔNIOS NÃO TEM FILHOS!
_ Shh... — murmurou Simon, pondo um dos dedos por sobre os lábios do outro. — É claro que têm. E você sabe que eu posso ser fêmea também, não sabe? Demônios não tem sexo definido... Então... Sou mãe e pai... Tenho filhos com os dois lados da tabuada... — murmurou o ruivo, rindo da expressão abismada do outro. — Qual é o problema? Eu tenho mais de cem anos, e sou um demônio, o que você esperava? Que eu ficasse parado vendo meu posto subir?
_ N-não... — murmurou Jimmy, xingando a si mesmo por ter pensado que o outro queria fazer aquilo com ele e notando que o outro estava nu na sua frente, notando que ele tinha sim um membro. — É... É só...
_ O que foi? Eu sou bonito? — perguntou Simon, notando que o outro observava seu corpo.
_ Ah... Não é isso... É que... — murmurou Jimmy, constrangido. — Se você é macho e fêmea, então...
_ Ah, sim! É pelo outro lado, amor. — disse Simon, apontando para a própria bunda.
_ Ah! — soltou Jimmy, ainda mais constrangido, pondo as mãos no rosto que estava corado. — B-bem... Acho que eu posso tomar banho depois...
_ Não, não. Eu vou te dar um banho, larga de ser egoísta! — exclamou Simon.
_ Ahn... — murmurou o moreno, sem saber como sair daquela situação embaraçosa. — Eu... Tenho dever de casa...
_ Eu também. Não é por isso que eu vou deixar de brincar um pouco. — disse o ruivo, sorrindo. — Se estiver excitado, não tem problema, podemos fazer isso aqui... — sussurrou no ouvido do adolescente, levando um empurrão de volta.
_ Não, que é isso! — disse Jimmy, tentando ignorar o calor em sua face. — Pare de fazer essas coisas constrangedoras!
_ Defina "coisas constrangedoras", porque para mim, tudo o que eu estou fazendo aqui é absolutamente normal. — disse Simon, sorrindo, tentando não rir da cara do outro.
_ É-é... — murmurou o moreno, vendo o outro se aproximar de novo e voltar a tirar as suas roupas. — Isso é constrangedor! — exclamou.
_ Mas a sua mãe não fazia isso quando você era pequeno? Então qual é o problema? Eu sou bem mais velho do que ela, por favor, né? — disse Simon, revirando os olhos. — Hum, que corpo bonito!
_ Isso que você falou também é constrangedor! — exclamou Jimmy.
_ Ah! Que a sua mãe fazia isso quando você era pequeno? Não é mentira, é? Ou será que foi o que eu disse que sou bem mais velho que ela? Isso também não é mentira! Ou que eu tinha dito que seu corpo é bonito? Isso também não é mentira. Não tem muito nem pouco músculo, como você conseguiu isso? — perguntou Simon, curioso e olhando para a bunda de Jimmy, que agora estava nu e mais envergonhado do que qualquer outra pessoa. — E essa bunda empinadinha?
_ PARA COM ISSO! — exclamou Jimmy.
_ Eu não estou entendendo. Por que você está irritado? — perguntou Simon.
_ AAAHH, EU QUERO SAIR DAQUI! — berrou o moreno.
_ Não, não. Tem que tomar banho, mocinho! — disse o ruivo.
_ PARE DE FALAR COMO SE FOSSE A MINHA MÃE! — exclamou Jimmy.
_ Mas você está falando como um menininho de cinco anos! — exclamou Simon.
_ Não estou não! — exclamou o adolescente.
_ Não? — perguntou o ruivo, erguendo uma sobrancelha.
----#Enquanto rolava essa situação constrangedora ...#----
Um grupo de homens vestidos em mantos negros andava pela rua, discutindo.
_ É impossível achar um demônio desse jeito. Não temos super-poderes nem nada do tipo. — disse o mais baixo de todos, que parecia ser o mais novo.
_ Leo, temos que tentar. Não podemos chamar aquele cara sempre que temos alguma dificuldade. — disse o homem que estava ao lado dele.
_ Mas esse demônio é esperto demais para simples humanos o encontrarem! — exclamou o tal Leo. Era o que tinha a voz mais aguda.
_ E não podemos ficar confiando em outro demônio para fazer o que os servos de Deus deveriam fazer. — disse outro homem, o mais alto do grupo.
_ Mas, de certo modo o Leo tem razão, Harry. Vamos acabar caindo em alguma armadilha se continuarmos a andar estabanados desse jeito. Ele estava na casa e ninguém notou! — exclamou um homem que tinha a voz extremamente grave e alta.
_ Tom, não podemos confiar naquele cara! — disse o mais alto do grupo, o tal Harry.
_ Mas dessa vez não temos escolha, Harry. — disse uma voz feminina.
_ Vamos procurá-lo e depois decidimos se é certo ou não. — sugeriu Leo.
_ Mas temos que decidir antes de procurá-lo! Ele confunde a cabeça das pessoas! — exclamou Harry.
_ Quem acha que deveríamos procurá-lo, levante a mão! — disse a voz feminina.
A maior parte das pessoas do grupo levantou a mão.
_ Então está decidido! — disse Tom, o cara de voz grave.
_ Certo! — concordaram todos.
Os homens entraram em um prédio de uns quinze andares e o tal de Leo, o mais baixo do grupo, foi de encontro ao porteiro.
_ Kevin Rubens, último andar. — disse Leo.
_ Certo, segundo elevador á esquerda. Mas não acho que ele esteja em casa. — disse o porteiro. — Ele nunca está naquele apartamento.
_ Tenho certeza de que podemos nos virar. — disse Leo, andando até o elevador, sendo seguido pelos outros.
_ Ele está lá, não está? — perguntou a voz feminina.
_ Sim, Clara. Ele nunca sai de lá. Mas teremos que usar a chave reserva. — disse Tom. — Ele nunca fala com ninguém que não tenha ela.
_ Certo. — disse a tal Clara.
_ Vou ligar para a Lara para ver se ela tem algum relatório com mais demônios. — disse Harry. — Eu estou bem incomodado com este aqui.
_ Certo, fique á vontade. — disse Leo, com os outros assentindo.
_ E vou voltar lá para baixo pelas escadas. Não gosto daquele cara. — resmungou Harry.
_ Certo. — disse Tom. — Mas deixe o elevador para nós.
Assim que os homens chegaram ao último andar, foram até um dos apartamentos. Era uma porta de madeira normal. Tom pegou uma chave e abriu a porta, encontrando um apartamento completamente vazio. Sem móveis, nada. Apenas uma mesa, sem nenhuma cadeira, um fogão e uma cama, sem nenhuma coberta ou travesseiro.
Não tinha mais nada. Nem um rastro de que alguém passara por ali. Ratos rodeavam os armários, juntos com insetos e formigas. Os homens tamparam seus narizes, o cheiro não era nada agradável. Leo notou que tinha um banheiro impecável em um canto, com um boxe chique, tudo da mais alta qualidade. Quase riu daquilo. O mais novo nunca tinha entrado naquele lugar, era novato.
No térreo não tinha nada, apenas uma escadinha de ferro que caía aos pedaços, indo para o telhado.
_ Acho que aquela escada só aguenta você, Leo. Vai lá, chama ele. Avisa que estamos esperando. — disse Tom.
_ Mas... Tem certeza? Tem mesmo alguém ali? — perguntou o mais novo, erguendo as sobrancelhas.
_ Já ouvi vocês. — ouviram uma voz do alto do telhado, que fez Leo pular.
_ Desculpe, ele é novato. — disse uma voz falha, vinda do homem que estava mais perto da escada.
_ Certo, certo, deu para entender isso. — resmungou a voz que vinha de cima. — E o que vocês querem? Atrapalharam o meu sono.
_ Temos um trabalho para você. Queremos que encontre um demônio, cujo nome é... Simon. Ele é ruivo. Essas são as únicas informações que temos. — disse Tom, subindo em um degrau da escada e jogando um envelope para cima do telhado.
_ Certo. Qual vai ser a minha recompensa? — perguntou a voz.
_ Discutimos isso quando você encontrá-lo, e deve trazer ele vivo. — disse Leo.
_ Vivo? — soltou Clara, baixinho.
_ É sim. — sussurrou Leo. — Quero ver ele.
_ Mas isso pode ser uma chance de ele escapar. — sussurrou ela.
_ Ei! Espera... O nome dele é Simon? — disse a voz.
_ Sim. — disse Leo.
_ Não acredito... AQUELE CANALHA VOLTOU PARA ME ASSOMBRAR? — berrou a voz.
Os homens de preto se entre-olharam, surpresos.
_ SUMAM DAQUI! — berrou a voz, e os homens desapareceram pela porta do terraço.
Notas finais
E o Kevin e o Leo? O que acharam deles?
É isso, espero que estejam curiosos e quero muitos review, ok?
Não estou muito confiante ultimamente, então quanto maior a quantidade de review maior minha auto-estima e consequentemente mais capítulos para vocês. =D
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