Simon - A Camuflagem.
5 Capítulo III - Parte 1
Notas iniciais
Ah, esta aqui a frase:
" Lembre-se: Um diamante trincado, jamais será o mesmo."
Capítulo III
Um Estranho Visita Oliver (A Chegada Do Grande Kevin).
Oliver abriu os olhos, a lua brilhava lá no céu, este estava cheio de estrelas e sem nenhuma nuvem. Uma noite fria e bonita. Ele se levantou, meio zonzo, sem conseguir se lembrar do que acontecera naquele dia.
Abriu a porta do quarto de hóspedes e se deparou com a casa escura, apenas a cozinha estava iluminada. Foi até a cozinha, vendo a mãe assentada na pequena mesa que ficava ali, olhando fixamente a parede, sem nem piscar.
_ Mãe. — chamou. Não houve resposta. — Mãe!
_ Ah! — exclamou ela, parecendo sair do transe. — Já acordou, meu filho?
_ Tudo bem com você? — perguntou Oliver, preocupado.
_ Ah, sim! — disse ela, abrindo um largo sorriso. — É só um sentimento ruim, só isso.
_ Sentimento ruim? — perguntou Oliver, surpreso.
_ Já são onze horas. — disse ela, com um sorriso. — Pode subir e se aprontar para dormir. E faça um esforço, porque hoje você dormiu o dia inteiro, e amanhã vou querer a sua ajuda com as compras. Ah! Aquele seu colega está dormindo no quarto do seu irmão. Ele disse que não gosta de dormir sozinho.
_ Ah, ninguém merece... — resmungou Oliver. — Aquele pervertido vai se ver comigo.
Ele pôs o pé no primeiro degrau da escada e a campainha tocou. O susto que o moreno levou fez com que ele quase tropeçasse e fosse para o chão. Respirou fundo e abriu a porta.
Um garoto, que parecia ser da sua idade estava parado ali. Não demostrava sequer uma expressão no rosto e seu olhar era frio e cruel. Além disso, o garoto era extremamente bonito. Era oriental, seu rosto era tão branco quanto a lua e seus cabelos escuros e ondulados eram tão negros que chegavam a se misturar com a noite fria. Ele parecia a própria noite em forma humana. O coração de Oliver disparou de medo. O garoto não demonstrava uma expressão sequer no rosto, e uma brisa gelada fez os cabelos do moreno balançarem. Os cabelos do garoto estranho estavam presos em um coque, mas alguns fios iam para seu rosto, dando-lhe um ar um pouco sexy, além do jeito, que nem se fala. O jeito do garoto parecia o jeito de um gato. Um gato negro, que emanava má sorte.
_ Meu Deus... — soltou Oliver, assustado.
_ Cale a boca, Deus não tem nada a ver com isso. Na verdade, é justamente o contrário. Por acaso Simon está aqui? Está bem, eu sei que está, eu sentiria isso até do outro lado da cidade. Deixe-me falar com ele. — ordenou o garoto.
_ Puxa... Vou... Chamar... — começou Oliver, mas foi interrompido:
_ Já estou aqui. — a voz de Simon chegou até o moreno, fazendo com que ele pulasse.
_ Ah, certo! — disse Oliver, respirando fundo e dando espaço para que os dois se encontrassem.
O moreno se surpreendeu com Simon. Ele estava sério e seu olhar era frio, Oliver nunca tinha visto o ruivo assim.
_ Simon. — disse o garoto estranho.
_ Fale o que quer, Kevin. Por que interrompeu meus planos? — perguntou Simon.
_ Ordens. — disse o tal Kevin, jogando a cabeça para o lado, fazendo seus cabelos negros se soltarem do coque, caindo até a sua cintura. — Hunf, desculpe. — resmungou, prendendo o cabelo de novo.
_ Achei que você fosse livre. — disse Simon.
_ Ninguém é livre nesse mundo. Você deveria saber disso, Rei. — disse Kevin, com a mesma expressão que não demostrava um pingo de emoção. — Odeio falar com você.
_ Eu também. — disse Simon, sorrindo forçadamente. — E não sou rei. No nosso mundo, não existe Rei, Ás. — disse, deixando o sorriso desaparecer.
_ Então também não existe Ás. Não é um jogo de baralho. E você precisa vir comigo. — disse Kevin.
_ Para que, brinquedo maldito dos exorcistas? — perguntou Simon.
_ Por que, se não vier por bem... Vai vir por mal. Eles só disseram para eu não te matar. — disse Kevin, estendendo um revólver e apontando para o ruivo.
_ Acha que isso vai me machucar? — resmungou Simon. Oliver já tinha perdido a fala. Era um revólver de verdade?
_ Vamos testar? — perguntou Kevin, atirando em uma árvore. Mas o incrível foi que só deu um pequeno furo na árvore, e uma luz branca de cegar os olhos a envolveu. — Parece um revólver calibre 357, Magnum, mas é só por fora.
A árvore estava inteira. Sem nem o furo.
_ Foi feito por você? — perguntou Simon.
_ Sim. E agora, acha que pode te ferir? — perguntou Kevin, atirando na direção de Oliver, que quase morreu do coração ali, mas não sentindo nada. A bala tinha desaparecido no ar, e só o que o atingiu foi a luz forte.
_ O QUE, DIABOS... — berrou Oliver, assustado. — O QUE...
Simon apenas o olhou e girou os olhos para Kevin, que ria descaradamente.
_ O que foi, idiota? — perguntou Simon.
_ Hum? — murmurou Kevin, se recompondo. — Nada não...
_ Eu não gosto dele. — resmungou o ruivo.
_ Não, nem pensei nisso... — murmurou Kevin, tentando não rir com as imagens hilárias que vieram á sua mente na hora. — Bem, me disseram para não matar você, e você diz que não gosta dele...
Do nada, o japonês trocou de revólver e atirou em Oliver. Mas dessa vez acertou em cheio na perna do adolescente, que caiu no chão segurando a perna, ouvindo a gargalhada do outro.
A dor era tanta que fazia Oliver ter vontade de chorar. Era pior do que quando ele quebrara o osso da mão. Foi bem no joelho, no osso do joelho e seria impossível tirar a bala dali sem quebrar ainda mais o osso. Ele teria que ir até um hospital, com certeza.
Simon e Kevin tinham desaparecido e a mãe de Oliver estava ali, junto com Jimmy.
_ Filho! — exclamou ela, chamando uma ambulância e a polícia. — De onde veio esse tiro?
Mas Oliver estava mudo, completamente chocado, tanto com a dor quanto com todo o resto. Jimmy segurou a mão livre do irmão, preocupado.
Notas finais
Ah! Não tentem entender o Simon, se gostam ou odeiam não importa que, nem eu o compreendo rsrs. O que acharam do Kevin? *olhar temeroso* fiquei horas pensando em o que digitar... está bom?
agradecimentos especiais a:
ETStrange
Brigadão =D.
Bjs
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