Notas iniciais
Olá meus amores *-* Então, eu fiquei sem pc a semana passada quase toda -por falta de tempo mesmo- e o final de semana feat Carnaval porque fui viajar (tiveram que me amarrar no carro ;-;) Mas então, me desculpem, eu realmente fiz esse capitulo com carinho e nos vemos nas notas finais, espero que gostem u.u Boa leitura ♥

Yuki olhou em volta, mas Raiden não estava lá. O pequeno passou a mão pelo lençol e olhou para a janela entreaberta, um vento frio invadia o quarto trazendo consigo um frágil floco de neve.

O moreno se levantou tocando seus pés quentes no chão frio, a madeira da cama rangeu, um passo na frente de outro e logo o rapaz se encontrava na frente das cortinas que se movimentavam numa dança calma.

A lua estava lá iluminando tudo que seu fulgor tocava, seu brilho branco estava forte e os pequenos pontinhos levemente azulados em sua volta eram complementos da extasiante noite. Os dedos de Yuki tocaram no vidro da janela, seus olhos se fecharam enquanto a brisa beijava sua pele clara, seu nariz estava levemente vermelho, assim como suas bochechas. Os lábios medianos e rosados se encontravam secos.

Um sorriso singelo se abriu, no mesmo instante que seus olhos. Forçou seus dedos contra o vidro da janela assim a fechando. O pequeno floco de neve jazia em cima de uma folha sobre a escrivaninha, o moreno se aproximou e o viu derreter.

Segurou a folha levemente molhada e leu, as palavras pareciam terem sigo desenhadas, não por uma caneta, não com uma simples tinta. O traçado entregava os sentimentos, os parágrafos entregavam os sentimentos, cada linha, cada letra.

Você tem noção do tempo? Acho que não, acho que nenhum de nós. Quem disse que quando a lua brilhar naquele céu escuro devemos nos deitar e deixar que o sono nos consuma? Onde está escrito que doze horas são a metade de um dia? Qual foi o anjo que desceu e falou que doze meses se tornam um ano? Onde estão as malditas explicações? Ninguém sabe, só dizem que é assim e é assim e nada mais. Mas me responda, se ninguém tem noção do tempo, como podem dizer que ele curará um coração partido?

Espero há anos uma solução para essa dor de cabeça constante, espero a anos uma luz no final desse túnel. Espero uma mão para me guiar, espero que meu peito pare de doer a cada passo que dou.

Apenas espero.

Alguém tem noção do tempo que eu espero?

E antes que o resto do tempo nos consuma, eu ainda estarei esperando

Não havia um ponto, ou qualquer coisa que colocasse um fim naquele texto, parecia incompleto. Yuki suspirou e colocou a folha no mesmo lugar, os pensamentos corriam de um lado para o outro em sua mente. Pulavam e o atormentavam, fazendo assim sentir uma leve pontada em seu peito. O que estou fazendo afinal?

Dirigiu-se ao banheiro e viu que a banheira estava cheia, assim como algumas velas rodeavam-na, as pétalas vermelhas boiavam na água, assim como um leve vapor subia pela mesma, entregando que o liquido ainda se encontrava quente. Achou estranho, porem a visão e o aroma ao redor o fizeram se acalmar.

Despiu-se e colocou um pé seguido de outro dentro da banheira, a água estava numa temperatura ideal, suspirou sentando-se em seguida, passou a mão por uma pétala e a pegou. Deslizou seu corpo pela banheira e afundou a cabeça. Sentiu todos os músculos de seu corpo, sentiu seus ossos, sentiu seu cabelo se movimentar e ouviu cada batida do seu coração.

Abriu os olhos e sentiu uma leve ardência nos mesmos, aquela sensação não o incomodava, ao contrario, era de certo modo, agradável.

Após alguns minutos e de um banho relaxante, Yuki saia da banheira e pegava a toalha que estava na cadeira. Secou-se sem pressa sentindo a macies da peça, enrolou-se na mesma e seguiu de volta para o quarto, onde viu algumas roupas dobradas sobre a cama.

As roupas tinham um cheiro maravilhoso e tudo aquilo agora parecia um pouco suspeito. Sem mais delongas, ele se vestiu e então notou que agora a cama estava arrumada, que as velas iluminavam o quarto e o perfume de flores estava no ar.

O moreno saiu do quarto e estranhou o silencio, caminhou pelo corredor e desceu as escadas, o cheiro de comida fez seu estomago roncar. Entrou na sala de jantar e viu a decoração, a madeira estava coberta por um tecido branco com pequenos detalhes em dourado nas bordas. Os candelabros nas paredes queimavam em uma chama calma, assim como o que estava em cima da mesa.

Os olhos de Yuki se moveram lentamente pelo local, os pratos e talheres estavam postos apenas para duas pessoas, assim como as duas taças acompanhavam uma garrafa de vinho. Os braços de Raiden passaram lentamente por volta do menor, assim abraçando-o por trás.

– Boa noite... – Sussurrou o maior em seu ouvido.

Ao ouvir a voz grossa de White, o pequeno corou e abriu um singelo sorriso, o rapaz de cabelos platinados afastou-se logo em seguida, dirigiu-se a mesa e puxou a cadeira para Yuki.

O moreno se sentou e viu seu amado se sentar próximo a ele, Raiden pegou a garrafa e colocou o liquido escuro nas taças; o fogo das velas do candelabro estavam desenhadas nos olhos claros de White, o laranja queimava junto ao azul calmo, e nesse momento o roxo próximos de suas pupilas se esconderam.

Eles trocaram olhares, as bochechas de Yuki estavam vermelhas e a felicidade estava quase transbordando de seu peito. Ambos pegaram as taças, o maior foi o primeiro a beber e o moreno o imitou em seguida.

– Yuki. – Ele sorriu.

– U-uh? – O pequeno o olhou sem jeito.

– Eu queria dizer isso há algum tempo. Descobri que não preciso de muito, que nada disso fazia tanto sentido, que minha vida era uma grande tempestade de problemas. – Ele suspirou. – Eu nunca lidei muito bem com a vida, aprendi a ver o mundo com outros olhos há pouco, e no momento eu deixei minhas dores na cama, deixei meu passado pra trás, deixei tudo no lugar onde deveria estar, porque eu quero viver meu presente e futuro ao seu lado, e... – Ele sorriu. – E no resto a gente da um jeito.

Os olhos do menor se encheram, era algo inexplicável e de certo modo, ele sabia que aquele sentimento era forte e agora tinha certeza , a certeza que fugia dele a anos. Eu sei amar.

Raiden pegou a pequena mão de Yuki, o fino anel de prata deslizou pelo seu dedo, as palavras escritas em latim deixavam suas laterais ainda mais fascinantes, e as pequenas pedras vermelhas distribuídas pela joia brilhavam.

O menor olhava admirado para o próprio dedo, as palavras prenderam em sua garganta, era muito, mais do que podia imaginar. Então apenas sorriu, um sorriso doce e sincero, era tudo que Raiden precisava ver.

* * *

White carregou Yuki até seu quarto, após um ótimo jantar ambos tomaram vinho e conversaram sobre coisas bobas, assuntos que levavam sempre a outro. O maior olhou para a cama arrumada e para seu amado – em seus braços –, o pequeno estava quase dormindo, seus olhos levemente esverdeados lutavam contra o sono.

Colocando o moreno na cama arrumada, observou-o durante longos segundos. Moveu os olhos até a janela fechada, após ouvir o barulho de algo bater. Levantou-se e deu alguns passos até o local enquanto desabotoava a camisa, ao empurrar as cortinas, viu uma flor de dama-da noite presa entre a madeira da janela.

Não se atreveu a abrir, Pierry o observava do lado de fora da mansão, o loiro estava usando roupas aparentemente quentes e escuras enquanto a neve voltava a cair, seus olhos estavam pesados e aquilo pareceu estranho para Raiden.

O loiro se virou e começava a caminhar para longe, antes que White pudesse abrir a janela e dizer algo sentiu o toque quente de Yuki em seu braço, o pequeno puxou-o pela blusa desabotoada e o beijou.

Seus lábios se encaixaram com total perfeição, as mãos de Raiden chegaram lentamente até o quadril do moreno, suas línguas se encontraram, assim como seus corpos se juntaram.

White segurou e levantou-o sentindo as pernas do menor passar por sua cintura, levou-o até a cama e tocou aos poucos seu corpo, enquanto Yuki deslizava os dedos pelos cabelos platinados próximos a nuca do rapaz.

O beijo foi interrompido pelo sorriso tímido do moreno, ambos se olharam e Raiden beijou sua testa, saindo de cima do menor.

– Prometa... – Sussurrou Yuki.

– O que?

– Que não vai me abandonar.

White sorriu.

– Nós seremos eternos, e eu prometo que nessa eternidade eu não sairei do seu lado, nem por um segundo.

O moreno abraçou-o, e não demorou muito para que ambos adormecessem.

E que o tempo nos mantenha juntos.

* * *

Pierry olhava fixamente para a lua, soltou um longo suspiro e viu o pouco de vapor sair de sua boca, os flocos de neve desciam enquanto dançavam com o vento frio.

– Mestre. – A voz rouca vinha de trás. – Já está tudo certo.

– Ótimo. – O loiro olhou para o chão indiferente, enfiou a mão no bolso da sobrecasaca e tirou uma flor de dama-da-noite. – Então, logo...

– Sim, meu mestre. – A voz ficou mais baixa, até sumir.

O pequeno começou a caminhar, as botas escuras afundavam na neve, o frio soprava cada vez mais forte, suas bochechas claras estavam vermelhas e seus olhos azuis não expressavam nada. Ele não sentia nada.

Ao chegar à cidade, olhou para a pequena padaria, a mesma estava fechada e pelo vidro podia ver os lindos bolos confeitados, dos quais ele não tinha mais vontade alguma de provar. Caminhou um pouco mais e olhou para a esquina onde imaginou o grupo de garotas cochichando e sorriu.

Deu mais alguns passos e parou em frente a uma casa cinza com um jardim morto, seu sorriso de abriu um pouco mais e ele foi até a igreja, subiu apenas três degraus e observou a grande porta de madeira, tudo lá dentro parecia escuro.

Seu sorriso sumiu e ele riu. Pulou os três degraus e correu em direção a floresta, suas bochechas estavam geladas e ele sentia seu corpo implorar por calor, mas não pararia enquanto seus pés não doessem, e não demorou tanto. Seus joelhos se encontraram com a neve e ele olhou em volta, a luz da lua era o suficiente para que enxergasse. Cavou um pequeno buraco no lugar e colocou a flor de dama-da-noite.

– Padre, eu pequei.

✻13 HOURS AGO ✻

Vincent Kuster olhava fixamente para o teto, ainda tentava digerir a ideia de que a esposa havia assado sua própria filha e em seguido se matado, mas não podia, não estava certo. Porque Deus?

O homem se levantou e olhou para sua veste, estava afastado de tudo desde o acontecimento, mas manter a mente cheia era a melhor solução por agora. Tinha que continuar seu trabalho como capitão da guarda real.

Olhou para o pequeno espelho e viu que sua barba estava maior do que deveria, suas olheiras estavam cada vez piores, o cabelo preto estava curto, porem sujo e os olhos cor âmbar não traziam mais o brilho de antes.

Tomou seu banho e retirou a barba indesejada, esfregou os olhos e quis desaparecer. Talvez para algum lugar que pudesse encontrar sua família.

Vestiu-se adequadamente para se apresentar a rainha e desceu para a cozinha, onde tentou comer algo, mas tudo parecia ter perdido o gosto, ele tinha perdido o gosto de viver.

Sem mais delongas, se levantou e caminhou pelo corredor em direção a porta quando ouviu uma musica suave, virou levemente a cabeça e viu um homem encapuzado que segurava uma caixinha de música.

– Quem é você? – Perguntou o moreno, pronto para pegar sua arma.

– Você as quer de volta? – A musica se tornava mais alta enquanto o homem girava a pequena manivela na lateral do objeto em suas mãos.

Vincent ficou em silencio e encarou o homem durante longos minutos.

– Você... – Sussurrou o rapaz.

– Eu posso fazer todos ficarem juntos novamente. – O som parou. – É só fazer algo simples.

– O que?

Tudo que Kuster pode ver foi o sorriso do homem aparecer.

.¸¸.* ✻ *.¸¸.

O homem de cabelos pretos entrou no grande salão a avistou a rainha, os soldados em volta não se moveram. O tapete vermelho estava limpo, assim como cada canto do aposento. As janelas entregavam o sol fraco que saia de trás das nuvens.

Vincent se ajoelhou ao ficar próximo a mulher ruiva, ela o olhou de cima a baixo, e sorriu, um sorriso doce e inocente. Seu vestido comprido escarlate tinha pequenos detalhes dourados e os acessórios em suas mãos e orelhas brilhavam mais do que qualquer ouro naquele salão.

– Minha rainha. – Disse ele num tom baixo.

– Senhor Kuster, fico feliz que tenha decidido voltar.

– É uma honra voltar a servi-la, vossa majestade.

Seu sorriso se abriu um pouco mais e ela se ajeitou em seu trono.

– Quais as novidades que me traz?

– Temo que esteja em perigo. – O moreno se levantou.

– Mas por quê? – A mulher se espantou com tal.

Vincent suspirou e se curvou levemente.

– Minhas palavras são as mais verdadeiras, minha senhora. Peço que nelas acredite.

– Mas claro, Kuster. Diga!

– Raiden White abriga em sua casa um bruxo, o rapaz nem ao menos saiba... – Ele a olhou. – Mas enquanto ele viver, todos correm perigo.

– Por Deus! O que farei... – A rainha olhava para baixo, espantada.

– Mate-o, minha senhora. – As palavras saíram com firmeza. – Mate, Yuki Matsuki.

A mulher se calou por longos minutos, os guardas, mesmo espantados permaneciam em silencio. O moreno a observava, esperando suas palavras finais.

– Vá para seu posto, Kuster. – Disse a ruiva por fim sem olha-lo diretamente.

O homem apenas curvou-se novamente e se dirigiu para fora, ao sair fechou a grande porta e continuou andando pelo corredor enquanto tentava não pensar em nada. Seus olhos se encheram e não sabia mais o que estava fazendo, a música suave começou a tocar.

Vincent olhou para todos os lados a procura do homem encapuzado. Correu pelo corredor e percebeu que o som vinha da sala de pintura da rainha, olhando para ambos os lados, viu que estava só e então entrou.

A sala tinha apenas um pequeno quadro pintado pela metade, banquinhos brancos próximos as grandes janelas guardavam vasos com flores. O homem encapuzado girava a manivela de sua caixinha lentamente no meio do aposento. A porta de fecha bruscamente.

– Espero que sejam felizes juntos. – A voz rouca enche a sala.

Um grande estrondo se ouve, os vidros da janela se fazem em pequenos pedaços e voam em direção a Kuste.

O homem sente cada pedaço perfurar seu corpo, tenta abrir a boca e dizer algo, tenta sair da parede branca, mas a dor o impede, a tristeza o impede, a morte o impede. Seu sangue escorre pelo corpo criando uma poça em baixo de si, o liquido que escorre de sua cabeça se mistura com suas lágrimas e enfim, a vida o abandona.

Notas finais
QUALQUER UM QUE QUISER ME BATER AVISO: EU ME MUDEI PRO JAPÃO! HAUSHUEHUAHUSHUEHUA mas então... Espero que tenham gostado eeee também espero comentários -com opiniões e se forem me xingar peguem leve. por favor u.u- Também queria que me dissessem: Estava pensando em fazer um """OVA""" com uma cena de sexo entre YukixRaiden... Mas só faço se quiserem :3 Enfim, espero mesmo que tenham gostado, espero comentários, espero recomendações... :v BRINCADEIRA GENTE, CALMA Bem, nos vemos no próximo ♥