Sim, meu mestre
5 Capitulo IV - Especial Raiden
Notas iniciais

O mesmo menino, sempre o mesmo nos invernos frios ou nos verões devastadores, o coração que passou da data de validade, o frio que corroeu sua alma, poderia tal caminhar com aquela cicatriz sendo aberta mais e mais a cada passo?
Por mais que quisesse, por mais que aquele desejo profundo dominasse seus sonhos, os fragmentos da sua felicidade foram espalhados e queimados, o céu nunca mais seria o mesmo, a vida jamais voltaria ao ponto de início.
* * *
E naquela noite fria de outubro, chovia. Os gritos altos da mulher vinham do último quarto daquela mansão. Esticada na cama de pernas abertas, ela fazia o máximo de força que podia, o suor traçava seu caminho pelo rosto pálido da jovem, alguns fios do cabelo platinado grudados na testa quase não eram visíveis, a dor era grande, mas o medo era pior.
— O que está acontecendo, Kia? — Indagou o homem alto para a senhora que ajudava a jovem.
— Senhor White... Ela não vai aguentar. — Respondeu. — Ou salvamos Rose... Ou o bebê.
— Salve-a. — Disse o homem loiro.
— Não! — Gritou Rose. — Kia, salve o bebê, custe o que custar, salve meu filho, por favor!
— Força, senhora... — Disse a empregada, ignorando o homem.
A jovem continuava, as dores apenas aumentavam, mas aquilo seria por uma boa causa e ela aguentaria até que visse seu filho, todo sofrimento não seria em vão. Aquilo se esvaiu ao ouvir o som do choro, seus olhos se encheram e as lágrimas se misturaram ao suor. Cortando o cordão umbilical, Kia levou o pequeno para a sua mãe.
Lucius White olhava atentamente a cena, próximo da janela fechada. Rose olhou para seu filho, que foi posto ao seu lado, o pequeno ainda chorava, os dedos frios de sua mãe passaram lentamente por suas bochechas.
— Sorria, meu pequeno Raiden... — A jovem fechou os olhos vagarosamente e a vida a abandonou.
O homem ficou pasmo com a cena, Kia pegou o bebê rapidamente quando viu a fúria brotando nos olhos do loiro, retirou-se do quarto em seguida em passos largos. Lucius ajoelhou-se ao lado de sua amada e segurou sua mão.
— Rose, você não pode me deixar agora! — Gritou o homem. — Rose! — Ele a puxou para si, abraçou-a com força e sentiu seu coração partir em milhões, as lágrimas estavam a ponto de transbordar em seus olhos, mas ele se recusava a chorar, independente do acontecido, independente de quem, quando ou por quê. Sua tristeza se transformaria em ódio.
* * *
.Nine years later.
Raiden admirava as flores do jardim naquela primavera, as mesmas exalavam um cheiro adocicado e suave, a variedade de cores surpreendia qualquer um que passasse os olhos pelo local.
Seu pai casou-se alguns meses após a morte de Rose. O garoto mal sabia que a mulher que o maltratava não era sua mãe biológica. Privado de carinhos e mimos, o menino crescia sendo tratado como um animal, talvez pior que tal.
— Raiden. — Gritou Near, o jovem empregado.
— Uh? — O pequeno se levantou e caminhou até o rapaz alto de cabelos escuros e compridos.
Near Rostt era filho de Kia, a mulher foi morta a pedido de Lucius dois meses após a morte de sua esposa. O garoto de dezessete anos era alguém difícil de lidar e por isso apanha várias vezes na semana, rebelde e agressivo, mostrava seu lado bom apenas para o pequeno Raiden.
— Rai! — Gritou Mey enquanto dava pulinhos em direção aos garotos.
Mey Rostt, irmã mais nova de Near, três anos mais velha que Raiden, sua pele clara e os cabelos negros eram iguais aos de seu irmão, os olhos eram simples como os de sua mãe, duas enormes íris na cor castanha, mas seus lábios e bochechas rosadas não a fariam ganhar de seu irmão, afinal, em relação à beleza, Near era Deus. De altura mediana e cabelos sedosos, seus olhos eram duas esmeraldas, sem mencionar que o mesmo levava consigo um sorriso encantador.
— Oi, Mey. — Respondeu Raiden.
A garotinha o abraçou e teve o abraço retribuído, apesar de ter apenas nove anos, o jovem de cabelos brancos já era alto em comparação a outros da sua idade. Near encarou sua irmã com ar de desaprovação, suspirou e começou a caminhar em direção a mansão.
— Está na hora de ir comer. — Falou a garotinha se afastando.
Raiden apenas movimentou a cabeça e a seguiu.
Ao entrar na cozinha, deparou-se com vários pratos que estavam sendo levados para a sala onde Senhor e Senhora White almoçariam. O garotinho olhava para a extensa mesa, Lucius demoraria a chegar, Morgana já reclamava dos inúmeros pratos, a mulher alta de íris cor de mel, olhou fixamente para o pequeno.
— Raiden, querido, aproxime-se.
O mesmo obedeceu e parou próximo à mulher, que usava um longo vestido branco.
— Abra a boca e feche os olhos, meu pequeno. — Continuou a mesma.
Near olhava discretamente da porta. Raiden fechou os olhos e abriu a boca, pegando uma colher, Morgana a enchia de molho, as bolhas ainda saltavam do pequeno recipiente onde o alimento se encontrava. O rapaz de cabelos escuros aproximou-se rapidamente e bateu as costas de sua mão na colher, fazendo com que o alimento fervendo caísse no rosto da mulher.
Seu grito estridente pôde ser ouvido em inúmeras partes da mansão. Near segurou firmemente o pulso de Raiden e correu, puxando consigo o menor.
Ambos correram o máximo que conseguiram, após algum tempo, exaustos, entraram em um beco, o maior se abaixou e puxou o garoto consigo.
— Near... — Sussurrou Raiden. — Estou com medo...
O moreno olhou para Raiden durante longos segundos.
— Você confia em mim?
— Sim...
— Eles não vão te machucar mais, nós vamos embora.
O pequeno estava realmente assustado com tudo aquilo, mas confiava em Near e se ele dizia isso, ficaria tudo bem. Ambos começaram a ouvir passos, o maior tampou a boca do menor. Mey passou reto em frente aos meninos e voltou logo em seguida.
— Mey? — Perguntou Near.
O silêncio reinou por longos segundos, até que a menina decidiu cortá-lo.
— Raiden tem que voltar comigo.
— Não! — O maior se levantou. — Vão machucá-lo novamente, não vou permitir.
— Eles disseram que não machucariam o Raiden mais... — Mey sorriu. — Se você morrer.
Raiden estava assustado, mas não era idiota, entendeu tudo e não deixaria seu amigo. Eles iriam fugir juntos. Segurando a manga da blusa de Near, o menor o puxou com força.
— Vamos embora! — Falou o mesmo.
— Espere, Raiden! — Disse a garotinha. — Não quer voltar? Não quer ficar comigo?
— Eu não gosto de você. — Respondeu seco o menor.
Os jovens voltaram a correr e de longe puderam ouvir o grito de Mey.
— Eles estão aqui!
Os latidos dos cachorros eram altos, vários de grande porte corriam atrás dos jovens. Lucius White e mais alguns homens olhavam de longe o espetáculo.
— Near! — Falou Raiden quase chorando.
— Você vai ficar bem.
Os animais os alcançaram rapidamente, os dentes cravaram em seus tornozelos, fazendo ambos caírem. Chutando o cachorro que mordia Raiden, Near puxou o menor para baixo de si, defendendo-o com seu corpo.
— Near... — O menor chorava.
— Você tornou minha vida menos miserável. — Falou o maior com dificuldade enquanto os cachorros rasgavam sua pele. — Só continue...
A mordida no pescoço foi a pior e a ultima dada. Raiden olhava desconsolado para o amigo, o sangue pingava em seu rosto e antes que o corpo dele desmoronasse em cima do menor, foi pego e jogado longe por um dos homens. As pessoas começavam a se reunir em volta, enquanto fuxicavam.
— O rapaz era um estuprador. — Falou Lucius, segurando o braço de seu filho.
Os lábios de Raiden não se mexiam, seu coração batia forte e ele chorava. Todos em volta começavam a elogiar a família White, justa e boa. Aqueles que mantinham a paz e eram fiéis à rainha.
O loiro alto montou em seu cavalo e puxou o menor, fazendo-o se sentar junto. Não demorou muito para que voltassem para casa. O silêncio os acompanhou por todo o caminho, o menor não sabia o que sentir, seu peito estava apertado, o pouco que considerava foi arrancado. Ele já não tinha nada.
— Onde está Mey? — Perguntou o loiro ao assistente enquanto descia do cavalo.
— A perdemos, senhor. — Respondeu.
— Uh... Isso é o de menos. — Lucius segurou o braço de Raiden após o menor descer do cavalo.
Da janela, Morgana observava tudo, partes de seu rosto estavam vermelhos. Lucius arrastou o filho até a parte de trás da mansão, onde um homem alto e ruivo os aguardava.
— Senhor John. — Falou o loiro.
— Senhor White. — Respondeu o ruivo. — É um prazer revê-lo.
— Digo o mesmo.
Raiden encarava o chão, não conseguia entender, não conseguia engolir tudo, aquilo o incomodava, aquilo o machucava. Por que eu?
— Quero que comece hoje mesmo. — Continuou o loiro.
— Certo. — Ele deu uma pequena pausa. — Esse é o garoto?
Lucius apenas movimentou a cabeça afirmativamente e se retirou em seguida. Senhor John segurou firme a barra de metal que trazia consigo e encarou o garoto.
— Defenda-se.
— Uh...?
O ruivo deferiu inúmeros golpes pelo corpo do menor, e ali começava uma nova fase da vida do pequeno Raiden. Onde ossos quebrados, dores musculares e manchas roxas se tornaram coisas normais.
Lucius parou antes de entrar na casa e olhou para trás, onde seu filho apanhava.
Eu tenho o desgosto de perder meu tesouro mais precioso por mero nada, tenho o desgosto de dar meu lugar a um garoto fraco e inútil. Tenho o desgosto de tê-lo como filho. Talvez eu sinta raiva de sua mãe, por dar sua preciosa vida por isso. Os seus olhos são como os dela, e por mais que eu não queira, vejo que sua determinação também é. Se pudesse voltar ao tempo, se eu soubesse que ela estava gravida, teria te matado antes que pudesse tirá-la de mim.
* * *
.Six years later.
Raiden segurou a pena e molhou-a no tinteiro, algumas folhas secas invadiram seu quarto junto ao vento. Ele apenas ignorou a presença delas no chão de madeira. Abriu o caderno e voltou a escrever, como fazia todas as noites.
“Hoje conheci Yuki, ele foi a primeira pessoa que falou comigo nestes seis anos, tirando o Senhor John, que me xinga durante os ensinamentos matinais. Talvez consiga fugir durante o almoço amanhã novamente, e quem sabe encontrá-lo de novo.
Ele parece uma menina, se estressa por pouco e é rápido. O cabelo dele tem um cheiro adocicado e os olhos um tom de verde escuro, sua pele é clara e seu corpo parece ser delicado.
Eu gosto do jeito como ele ri e do contorno suave que os lábios têm.”
E nos menores detalhes, Raiden escreveu sobre o jovem da melhor maneira possível.
O relógio deu suas doze badaladas a meia-noite. O garoto de cabelos brancos se dirigiu ao banheiro e despiu-se, encheu a banheira e esticou-se nela. A água morna fazia com que seus ferimentos ardessem, as cicatrizes por várias partes de seu corpo ainda transmitiam a dor, ou algumas cenas do passado que ele queria esquecer.
O jovem imergiu na água calma, os músculos de seu corpo estavam no limite. Fechando os olhos, ele ouviu a voz calma e doce, tão familiar que transmitia um algo bom, aquele algo que faltou durante toda sua vida.
— Sorria, meu pequeno Raiden... — Longos segundos de conforto foram proporcionados ao jovem.
Ao emergir, sugou todo o ar que conseguiu e sentou-se, após massagear a nuca dolorida, secou-se e vestiu-se. Uma noite curta e mal dormida esperava por ele.
E foi como o esperado, às quatro da manhã, o senhor John o acordou com um soco no estômago, chovia lá fora e ele usava apenas uma blusa fina e sua calça. Da maneira que estava foi levado até o jardim, começava a fazer seus abdominais enquanto a barra de ferro, a qual conhecia muito bem, era deferida inúmeras vezes em suas costas.
Morgana se suicidou naquela mesma manhã, ao pular do telhado da mansão, após uma discussão com Lucius, ele nunca a amou e ela sempre foi apenas uma boneca para seu divertimento durante os anos.
— Mãe! — O jovem de cabelos brancos foi ao seu encontro e a sacudiu enquanto John procurava ajuda.
Raiden encarou a mulher esticada no chão, enquanto o sangue dela se misturava à água da chuva, ele não sentiu dó, não sentiu desprezo, não sentiu raiva ou qualquer tipo de sentimento. Ele percebeu que mesmo depois de ser tratado mal durante quinze anos por aquela mulher, ele não a odiava, mas também não alimentava nenhum tipo de afeto por ela. Ela era apenas uma desconhecida.
O jovem se levantou e entrou a passos largos na casa, subindo as escadas, arrombou a última porta do extenso e largo corredor. Lucius estava sentado na cadeira almofadada e encarava a janela.
— Você a deixou fazer isso, não foi? A manipulou para tal! Assim como fez com Mey! — Raiden se aproximou do homem. — E todos aqueles de que você não precisa mais!
O loiro o olhou e suspirou.
— Ela era sua esposa! Minha mãe! Você não está nem um pouco abalado com isso?! — Continuou o jovem.
— Ela não era sua mãe. — Lucius parou em frente ao menor.
— Está mentindo! — Gritou enfurecido.
— Abaixe esse tom. — Disse ríspido o homem.
— Você mente para todos! — Gritou novamente.
Lucius deferiu um soco no rosto do garoto e o segurou pelo cabelo, o arrastando até sua escrivaninha, pegou a chave e abriu a ultima gaveta, onde jogou as inúmeras cartas e desenhos no rapaz. A letra era realmente linda e os desenhos tinham em comum uma jovem de cabelos brancos em lugares aleatórios.
— Ela era tudo para mim, eu a amava.
— Você? Até parece.
— Moleque... — Lucius jogou o menor na parede e suspirou. — Você foi um erro, assim como eu, ela também te odiaria se estivesse viva.
O homem saiu a passos largos do quarto e bateu a porta de forma bruta. Raiden limpou o sangue que escorria de seu nariz e se arrastou até os desenhos, a semelhança entre eles era grande, ele observou os detalhes e sentiu seu peito apertar. Você realmente me odiaria?
O garoto saiu cambaleando pela mansão e foi até os estábulos, montou no primeiro cavalo que viu e cavalgou, deitando a cabeça sobre a crina do animal, esperou que tudo apenas desaparecesse, por alguns segundos apenas.
Parando ao lado da padaria onde viu Yuki pela ultima vez, após a confusão e roubo, desmontou e sentou-se no chão, o cavalo assustou-se com o barulho do trovão e o abandonou ali, Raiden abraçou as pernas e esperou pelo garoto.
E durante horas, o rapaz ficou na mesma posição, onde apenas o céu escuro e a chuva eram testemunhas de sua dor.
— White? — A voz doce e calma era facilmente reconhecida.
O jovem de cabelos brancos olhou para cima e observou o moreno pouco molhado.
— Achei que não te veria novamente. — Continuou Yuki. — O que você fez ontem...
O menor se calou ao receber o abraço de Raiden, o maior envolveu o moreno em seus braços e puxou forte para si, ele sentia algo grande por aquele garoto e não queria que aquilo simplesmente sumisse de sua vida.
— White...? — Sussurrou Yuki.
A chuva passava aos poucos e agora apenas a garoa fina os incomodava. O moreno sentia a pele fria de Raiden, seus braços passaram em volta do pescoço do mesmo e ele cedeu ao jovem o pouco do calor que restava em seu corpo.
— Podemos nos ver amanhã também? — Perguntou White.
— Quando você quiser...
— Mesmo?
— Claro.
Ambos se afastaram um pouco, se olhando em seguida, Yuki sorriu e Raiden se sentiu completo pela primeira vez. O moreno proporcionava a felicidade que White nunca teve, e ele queria muito ter isso todos os dias.
* * *
Algumas horas depois do encontro, Raiden voltava para casa, mais leve e livre de raiva ou qualquer sentimento do gênero. Apesar de estar cedo, queria chegar logo em casa e escrever o ocorrido, apenas a parte que lhe fez sorrir.
O caminho foi longo, afinal, seu cavalo havia lhe abandonado. Foram vários minutos de reflexão. O jovem percebeu que o tempo não curava feridas, que a vida nunca seria fácil e que por mais que tudo o puxasse para baixo, ele teria que se reerguer, mas o que o consolava era o pouco de felicidade que havia recebido nesses dois dias, o que o confortava nas horas que estavam longe, era saber que pelo menos eles estavam sob o mesmo céu. E no dia seguinte, ele poderia sorrir novamente.
Ao chegar à mansão, viu uma figura estranha passar pela janela de seu quarto e sem pensar duas vezes apressou-se para ver quem estava lá. Abriu abruptamente a porta da frente e pulou de dois em dois os degraus da escada.
— Raiden! — Chamou a empregada. — Ele não está em si, por favor não faça nada!
Ignorando a moça, e virando a esquerda ele corria até a porta de seu quarto. Seu pai estava lá, vários papéis estavam jogados pelo chão, rasgados em inúmeros pedaços, o homem loiro ria ao ler outras páginas do livro de capa preta.
— O que... — As lágrimas escorriam pelo rosto do rapaz que se ajoelhou para amontoar os pedaços.
— Você acha que esse rapaz gosta de você? — Riu Lucius, o cheiro de rum podia ser sentido de longe. — Você é um garotinho iludido, filho.
O loiro segurou a ultima página escrita e rasgou-a com gosto, várias e várias vezes. O ódio dominou Raiden, e aquilo foi a gota d’agua. Correndo em direção ao homem, o derrubou no chão e deixou que seus punhos falassem por ele.
Após inúmeros socos em seu rosto, foi empurrado com força, Lucius se levantou, mas Raiden foi mais rápido e o empurrou, tropeçando na tábua solta, se chocou contra a janela. O menor correu e segurou seu braço, impedindo que ele caísse.
— Achei que depois de tudo me quisesse morto. — Riu o loiro novamente.
— Eu não sou como você. — Raiden o segurava com toda a força que tinha.
— Talvez eu encontre minha amada agora. — Lucius segurou com firmeza o braço do filho. — Mas se eu for condenado, levarei você comigo!
A força que o homem exerceu foi maior do que o garoto podia aguentar, ambos caíram, Raiden chocou-se contra alguns galhos da árvore que de certo modo amorteceram sua queda, Lucius não teve a mesma sorte, sua cabeça bateu no chão frio antes do resto de seu corpo.
...O que aconteceu...?
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