Sim, Senhor.

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Olá galerê. Como foi a virada de ano de vocês? A minha não foi a das melhores mas que tudo isso se torne em coisas boas nesse 2018 Gostaria muito de agradecer a cada comentário de vocês, isso me motiva a cada dia mais e me faz um bem danado ♥ Gostaria também de agradecer a Bruh GSR Sidle e a Menina Vodka por terem favoritado e estarem acompanhando a fic, respectivamente. Sem mais delongas. Boa leitura

Jason e Emma estavam sentados no sofá as sala assistindo algum documentário do reino animal que passava na enorme televisão. Sara terminava de ajeitar os últimos detalhes sobre o olhar atento de Stella.

—Eu não entendo nada que você faz aí minha pequena, tudo em outra língua para mim.

—Às vezes nem eu sei o que eu estou fazendo mas no final de tudo você acaba se acostumando.

—Muitas vezes eu sinto a falta das minhas crianças. Elas me davam muita dor de cabeça mas cada vez que eu chegava em casa e lembrava de tudo que eu pude oferecer para elas valia o meu dia.

Antes de Stella se casar ela lecionava na escola pública para crianças até cinco anos, amava sua profissão e se orgulhava muito do esforço que havia feito para chegar até ali, porem quando se casou seguindo as ordens de seu marido parou de lecionar para dedicar-se integralmente ao lar.

—Fiquei sabendo que o Grissom vai dar uma palestra na sua faculdade. Se não me falha a memória lembro dele comentar com Jason a respeito disso.

—As vagas para a palestra dele já estão esgotadas, Stel. Parece que Grissom é realmente importante na área dele. Eu vou aproveitar que vai ser a noite em que as crianças vão com os avós e vou conferir a palestra dele. Você não se importa em passar o resto da tarde com eles, né?

—Claro que não! Aliás, Virginia e Robert já estarão aqui, esses meninos nem vão se lembrar de mim.

—O que é que Stella já está reclamando aí, Sara?

Jason sentou-se ao lado de Sara na mesa, puxou uma folha com alguns cálculos que ela fazia e fez uma careta ao olhar a quantidade de contas. Exatas definitivamente não era a sua área, quando tinha alguma Stella sempre o ajudava com a parte de exatas, gostava mesmo era de humanas. O que pouca gente sabia era que ele era apaixonado por escrever, tinha um livro com algumas poesias e poemas que ele fazia nas horas vagas.

—Vocês que não dão atenção para ela quando seus avós estão aqui. Como fazem isso com uma pobre senhora como ela?

Sara abraçou Stella pela cintura que estava em pé ao seu lado e piscou para Jason que encarava a senhora com cara de poucos amigos.

—Faço isso por que eu não gosto dela. Prefiro você, mais gente boa.

—Então é isso seu moleque atrevido? Peça Sara para que faça sua comida predileta e lave suas roupas então.

Stella apertou levemente o lóbulo da orelha de Jason, ambos começaram a rir e ela o abraçou por trás, esfregando a palma da mão em seu peito.

—Hoje que meu pai vai dar uma palestra na sua faculdade né? Fazia tempo que ele não aceitava esse tipo de convite.

—Deve ser por isso que as vagas para a palestra dele acabaram tão rápido. Eu mesmo quase fiquei sem uma vaga, se não fosse pela a minha amiga Mary depois pediria o seu pai as anotações dele.

—Que ótimo que você vai na palestra dele, vou te contar um segredo que ele detesta que a gente fale a respeito. – Jason segurou o braço de Sara e aproximou-se dele – Ele tem uma mania de ficar balançando os pés e o coçando a nuca enquanto fala para o público.

Emma que até então estava sentada no sofá quando ouviu seu irmão lembrar desse habito Grissom deu um pulo do sofá indo até a mesa onde todos estavam reunidos.

—Pirralha, mostre para Sara como o papai fica quando fala para o público.

A menina logo levou a mão a nuca e começou balançar o pé direito de um lado para o outro, imitou ele falando com uma voz grossa. Todos os quatros começaram a rir enquanto a menina se divertia com a imitação.

—Por que vocês foram me falar sobre isso? Agora eu não vou conseguir prestar atenção em outra coisa sem ser nesses movimentos.

A campainha soou alto interrompendo a risadas deles, pelo horário Stella imaginava que fosse Virginia e Robert que passaria a tarde com os netos. A governanta atravessou a sala e logo abriu a grande porta para surpresa dela somente Virginia estava ali, as duas trocaram um abraço rápida e entraram na sala.

—Que bom reencontra-la. Scott me falou que você fez uma visita de urgência no hospital. Aprontando né?

—Idade, minha querida. Mas já passou.

Jason veio até o encontro de sua vó e lhe deu um beijo na bochecha e recebeu um aperto na bochecha dela, como era habitual.

—Onde está, Bob?

—Ele teve uma emergência no núcleo de neurologia, inadiável.

Sara permanecia sentada observando a família parecia que quando eles estavam perto dos avós eles ficavam mais leves, talvez seria uma falsa presença da mãe ali com eles. Sara e Virginia ainda não haviam conversado mas a mulher parecia ser muito tranquila e amável.

—Onde está Emma?

Emma que havia se escondido atrás de Sara estava com a mão na boca segurando a risada. Sara que nem havia percebido que a menina estava ali atrás tomou um pequeno susto quando sentiu a mão da menina em sua perna. Tirados da conversa pelo o barulho e pulo que Sara havia dado, Emma começou a rir e saiu de trás da cadeira.

—Oi, vovó. Como você está?

A menina correu até sua vó e lhe deu um abraço e depositou um beijo em sua bochecha.

—Eu estou muito bem e você?

Virginia que estava um pouco curvada para poder conversar olho a olho com sua neta, observava Sara por cima da cabeça de Emma. Era segunda vez que via aquela moça na casa de sua filha e não tinha ideia quem era.

Será que Grissom havia arrumado uma nova namorada?

Refutou aquela ideia logo em seguida pois segundo seu genro aquela hipótese estava descartada.

Sara que reparou que estava sendo encarada achou melhor recolher todo o seu material da mesa, ela era apenas uma empregada da casa e não justificava ter tanto espaço, principalmente na sala de visitas.

—Você se chama Sara, certo?

—Sim, prazer em conhece-la. – Elas se encararam por breves segundos e quanto mais Sara analisava Virginia mais traços de Maggie ela encontrava.

Stella que já havia assimilado tudo achou por melhor explicar quem era a jovem antes que ela fizesse um julgamento errado.

—Sara trabalha comigo agora, ela me auxilia com as crianças durante o dia. Só eu sei quanto estava cortando dobrado com eles.

Virginia respirou aliviada em escutar aquilo, nada contra a moça até porque não se conheciam mas saber que ela e seu genro não tinham nenhum envolvimento a deixou mais tranquila porém não agradou em saber que Grissom havia colocado uma desconhecida para cuidar de seus netos, sua filha Maggie jamais permitiria aquilo.

Mas ela não estava ali para opinar.

—Seja bem vinda então e tome muito cuidado com essas duas joias que Maggie me deu.

Sara entendeu bem o tom de voz da mulher.

“Não mexa no que Maggie-Bomb deixou para trás, inclusive seu marido.”

—Com certeza, Emma e Jason são muito especiais. Meninos incríveis. – Ela sorriu ao olhar para Jason e Emma que estavam no sofá. – Sei que nossos encontros estão sendo ligeiros mas eu preciso me retirar, tenho um compromisso agora.

—Fique à vontade.

Sara entrou no quarto de Stella, a pedido de Stella e Grissom a morena passava algumas noites com ela com medo que algo pudesse acontecer novamente. Ali já tinha alguns objetos pessoais e seus materiais, uma conferida no relógio e viu que precisaria correr para pegar um bom local na palestra. Trocou de roupa e pegou sua mochila, decidiu sair pela a porta dos fundos para não incomodar mas lembrou-se que havia deixado seu caderno de anotações sobre a mesa. Entrando na sala reconheceu a voz de Grissom que conversava com sua sogra.

—Boa tarde, Sara.

—Olá, Grissom.

A morena pegou o seu caderno e voltou para a cozinha ainda lutando com sua mochila para guardar o caderno. Grissom pediu licença para sua sogra e seguiu-a até a cozinha. Virginia que via a cena ainda tentava assimilar tudo que acontecia ali.

—Onde vai com tanta pressa?

—Preciso ir mais cedo para pegar um bom local na sua palestra.

—Espere, não tem necessidade em irmos em dois carros para o mesmo local. Eu só vou tomar um banho e vou logo em seguida.

—Agradeço Grissom, mas se eu esperar você eu não vou achar um bom local para me sentar.

—Será que você não tem uma amiga que possa reservar um assento para você? Ainda se fazem amigos na faculdade?

Ela que finalmente havia conseguido fechar sua mochila, puxou com um pouco mais de força o zíper quando ouviu a última frase dele. Ela assentiu e pegou seu celular para enviar uma mensagem para sua amiga Mary, esperou mais vinte minutos até que finalmente Grissom estivesse pronto.

Grissom havia feito a barba, era a primeira vez que ela o via assim, com um terno preto e gravata azul marinho chamou a Sara para poderem finalmente ir. Passaram pela sala e despediram de todos. Jason que estava fora do campo de visão de Grissom começou a balançar o pé e levou a mão na nuca, Sara respirou fundo e conteve a risada antes de fechar a porta.

Aquilo era tudo muito estranho, Sara e Grissom mal se comunicavam, primeiro por que quando ele estava em casa ele estava trancado em seu escritório ou porque estava no laboratório.

Os primeiros cinco minutos naquele carro estava sendo um tédio total, ele não demonstrava nenhum interesse em conversar e Sara estava se sentindo desconfortável, afinal de contas ele era um total estranho.

—Como Emma e Jason estão?

Sara que relia as últimas anotações no seu caderno levou um pequeno susto com a pergunta, estava tão absorta e desligada do mundo que assustou com a quebra do silêncio.

—Eles estão...bem.

“Que tipo de pergunta é essa? Você mora com eles, devia saber mais que eu”

—Eu sei que você me acha um pai ausente.

—Me desculpe, Grissom mas eu não estou na posição de achar nada.

—Não precisa mentir, Sara. Eu reconheço esse defeito em mim.

“Então por que não busca melhorar?”

Ela voltou para as anotações mas dessa vez sem atenção, aquela afirmativa ficou rodando na sua cabeça, se ele sabia que era assim por que não mudava? Será que não via que perdia ótimos momentos ao lado dos filhos?

—O Natal está se aproximando, você irá precisar de folga durante esses dias?

—Não será necessário, geralmente eu passo sozinha no meu apartamento então no dia seguinte eu estou disposta para trabalhar.

—Não comemora em família?

—Não.

—Por que? – Ele tirou a atenção da direção para poder olhar para Sara, ela que estava com o rosto virado encarando a multidão através do vidro do carro.

—Por que eu não tenho uma família. Minha mãe assassinou meu pai com golpes de faca no coração, desde então ela está internada e eu fui mandada para o orfanato logo em seguida.

—Me desculpe, Sara. Não sabia a respeito disso. Sinto muito.

—Por isso eu sei o quanto doí ser abandonada.

Ele suspirou fundo e levou uma das mãos ao seu rosto, sentiu que a indireta havia sido para ele, ou melhor a fala tinha sido diretamente para ele. Parados no semáforo ele pensou argumentar mas nada explicaria o seu motivo e suas mudanças, achou melhor então engolir aquilo.

Já no campus da universidade ele entregou Sara o seu cartão com o número do seu celular, caso ela quisesse retornar com ele era somente ligar para ele, despediram-se e Sara foi até o encontro de sua amiga Mary que estava sentada logo na segunda fileira do anfiteatro.

—Pensei que não fosse vir mais.

—Estava esperando o palestrante acabar de se arrumar.

—Espera aí! Quer dizer que você está trabalhando na casa do palestrante.

—Felizmente ou infelizmente sim.

Sara viu os olhos verdes Mary brilharem ao escutar isso, no fantasioso mundo de Mary ela achava que aquilo era uma oportunidade de ter o conhecimento direto da fonte. Pobre iludida nem sabia que mal se encontravam na casa. Conversaram mais algumas banalidades quando o mestre de cerimonias anunciou que a palestra iria iniciar, Gilbert conduziu toda a palestra de forma brilhante, mostrava que tinha pleno conhecimento no assunto que estava abordando, diversas vezes parava para elucidar as dúvidas e debates.

—Você acha que a entomologia está diretamente liga a ciência forenses?

Sara que esperava ele responder sua pergunta percebeu como pela a primeira vez ele balançou o pé e quase involuntariamente seus olhos se ergueram até a para sua mão que estava escondida atrás de sua nuca.

“Sério mesmo que ele ficou nervoso justo com a minha pergunta?”

...

No fim da palestra várias pessoas foram ao encontro de Grissom para o parabenizar pela a ótima palestra e outros eram alunos tímidos que preferiam tirar suas dúvidas pessoalmente com ele. Sara que o esperava para poderem retornar achou melhor enviar uma mensagem em seu celular avisando que aceitaria a sua carona, ela que estava saindo do anfiteatro ergueu o celular acima de sua cabeça balançando para que ele entendesse que era para olhar para o celular.

—Ei Sara, casa do David agora? O que acha? – Mary que estava caminhando ao seu lado, mostrou-lhe a mensagem no celular, era um convite de David para irem para sua casa beber e conversar, ela bem que precisava disso mas não teria como pois estava sem o seu carro e a chaves do seu apartamento não estava com ela.

—Deixa para uma próxima, Mary. Ainda tenho que voltar para o meu trabalho, meus pertences estão todos lá.

A ruiva de olhos verdes ficou decepcionada com a resposta, desde que Sara havia iniciado o novo trabalho quase não tinha a oportunidade de reunir o grupo de amigos.

—Fica devendo essa então.

Elas caminhavam em direção ao estacionamento quando foram surpreendidas por David e Simon que correram até elas. Os jovens seguravam duas sacolas pardas cada, provavelmente as bebidas e as comidas estavam ali.

—Hoje você vai lá para casa e sem desculpas. – David passou o seu braço ao redor do pescoço de Sara e continuaram caminhando.

—Eu não posso, Dave. Estou esperando minha carona para poder ir embora.

—Namorado novo, Sara? – Simon que também tinha o braço ao redor do pescoço de Mary jogou o corpo um pouco para frente para falar com ela.

—Você está louco? É o Grissom, ele é o meu patrão. Estou trabalhando na casa dele faz um mês.

—Seu patrão gosta mesmo de ter o controle de tudo, até para a faculdade está te trazendo e buscando.

—Idiota! O patrão dela acabou de dar uma palestra aqui. – Mary deu uma cotovelada na costela de Simon arrancando um gemido de dor dele.

Os quatro caminhavam juntos quando escutaram um barulho e luzes sendo acessas de uma Denalli preta. Grissom caminhava logo atrás deles e escutou boa parte da conversa. Eles se entreolharem e logo viraram para trás, Grissom pediu licença e passou pelo o grupo, Sara que ainda caminhava ao lado de David achou melhor apertar o passo.

—Pessoal, preciso ir. Prometo que marcamos alguma coisa antes mesmo do encerramento do semestre.

Despediram-se de uma forma breve e Sara já estava parada ao lado do carro de Grissom, não quis prolongar a conversa com seus três amigos por que não queria fazer que ele ficasse a esperando sem necessidade. Dentro do carro Grissom já tratou de se livrar de sua gravata, detestava usar aquele acessório, abriu dois botões da camisa social e deu partida no carro.

—Seus amigos?

—Sim, Mary estuda comigo e David e Simon fazem faculdade de direito.

—Na faculdade eu tive poucos amigos mas sempre gostei de participar das festas.

—Ah, para! Você não leva jeito de quem participava das festas da universidade. – Sara que a todo custo tentava imaginar seu patrão em alguma daquelas festas regadas a bebidas e música alta.

—Estou falando sério. A atlética de biologia sempre foi famosa por promover as melhores festas.

—Aposto que eram aquelas festas com cinco pessoas em uma sala conversando sobre os assuntos mais aleatório possíveis.

—Você está achando que eu era no grupo dos nerds que só ficava em casa estudando e elaborando pesquisas?

—Não necessariamente assim mas você não faz o tipo de ser aquele que fica louco nas festas.

—Eu não era o cara que subia nas mesas sem camisa causando o maior tumulto mas sempre estive presente nas festas.

Sara que olhava desconfiada para Grissom sabia que ele não tinha motivo para mentir mas não conseguia o imaginar naquelas situações. Grissom que reparou que Sara o olhava de soslaio resolveu encara-la.

—O que foi? Não acredita mesmo em mim?

—Acredito só não consigo imaginar você em uma festa.

Grissom que riu balançando levemente os ombros voltou a atenção para o transito, fazia muito tempo que não estava em uma universidade para ser mais exato um pouco antes do nascimento de Emma ele havia deixado essa rotina para trás mas estar na universidade novamente o deixava nostálgico, quando era jovem sonhava com o mundo que podia explorar, metódico como ele sempre foi esquematizou cada detalhe de sua vida mas planejar não significa prever.

—Você não é muito de sorrir, não é?

Sara que atravessou completamente o assunto o observava de uma maneira que não tinha o visto antes, parecia que a couraça que ele usava estava um pouco mais leve quase imperceptível para aqueles que não conviviam com ele.

—Não. – Ele fechou o cenho e apertou as mãos no volante, tinha suas suspeitas para onde ela iria levar o rumo daquela conversa.

—Por que?

—Não é do meu feitio.

—Você devia sorrir mais, isso te deixa mais leve e menos “Grissom”.

Ele que abriu e fechou sua mão sobre o volante apertou com mais força ainda.

“Eu sou para ela o sinônimo de amargura”

—Sara, por favor, pare.

Notas finais
Grissom chegando na boate, muito louco muito a vontade ! HAHAHAHA Então galerê, esses dois estão cada vez mais próximos e isso é bom. Emma e Jason continuam se aproximando mais ainda de Sara, e isso faz tão bem para eles. ~Agora vamos a um recado importante~ Eu vou ficar uns 10 dias longe do meu notebook porém eu tenho a fic salva no meu celular mas quando eu tento postar a fic pelo o meu celular a formatação fica péssima e eu não acho legal entregar uma história mal formatada e que além de ficar visualmente horrível possa prejudicar a leitura de vocês. Eu ainda estou vendo como eu vou fazer. Se por acaso eu ficar esses dez dias sem postar vocês já sabem o motivo. Não desistam de mim durante essas minhas mini-férias. Beijos.