Sim, Senhor.
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Stella e Beth estavam terminando de tomar o café da manhã, as duas como amigas de longa data perderam alguns minutos atualizando sobre assuntos cotidianos.
Beth adorava a ideia de Stella sempre estar ao lado de sua família, reconhecia a confiança que Grissom depositava naquela senhora e admirava por sempre permanecer fiel a seu filho. Quando Maggie partiu em momento algum Stella escolheu um lado para defender porém Grissom havia confidenciado que das poucas vezes que chorou pela partida de sua esposa, Stella esteve ao seu lado para acalentá-lo.
Havia dado a Stella o título de “mãe substituta” para seu filho.
—Eu fico tão mais tranquila em saber que essa casa tem um paz estabelecida novamente. No fundo eu achei que nunca fosse ver meu filho e meus netos tão leves assim.
— Não tem sido um processo muito fácil mas eu acho que agora eles estão finalmente conseguindo se restabelecer sem a sua nora ou simplesmente se deram conta que a vida não pode parar.
— Ainda bem minha querida. Ainda bem!
A atenção das duas foi desviada pelo o barulho da porta principal se abrindo, Beth conferiu o relógio que estava fixado na parede e reconheceu que ela e Stella passaram muito tempo conversando.
Grissom entrou e deixou sua pasta sobre o aparador perto da porta, o espelho que ficava em cima do imóvel revelou seu aspecto cansado, os cabelos desgrenhados e as olheiras confessava o tempo que ele estava trabalhando.
—Bom dia, moças. — No trajeto até a mesa ele livrou-se de sua jaqueta preta depositando sobre o encosto do sofá.
—Bom dia, Gil. Nós já acabamos de comer mas se quiser podemos fazer companhia para você. — Beth levantou-se e beijou o rosto barbado de seu filho. — Você precisa dar um jeito urgente na sua aparência.
Ele revirou os olhos e foi prontamente advertido por Beth. Sentou-se ao lado de Stella e tratou de logo encher um copo com suco de laranja, estava muito cansado mas além disso estava com mais fome ainda, turno difícil e ele preferiu deixar a fome em segundo plano.
— Estava pensando em irmos dar um passeio hoje. O que acha?
—Bem.- Grissom terminou de mastigar o pedaço de bolo de chocolate que Stella havia feito na noite anterior, o bolo era simplesmente divino e merecia ser saboreado cada pedaço. Stella e Beth riram da cara de satisfação que ele fazia enquanto comia.- Tenho certeza que eles vão adorar a ideia.
—Gil, qual a parte do “irmos dar uma passeio” você não entendeu? — Stella serviu o último pedaço do bolo e riu quando viu Beth piscando para ela.
“Cúmplices”
—Eu sei que hoje é o seu dia de folga e tenho certeza que seus filhos ficariam satisfeitos em passar o dia fora de casa com você.
—O dia?! — Grissom ergueu as mãos em um gesto de surpresa. Apesar de ser sua noite de folga ele ainda tinha alguns trabalhos para fazer em casa. — Eu tenho trabalho para fazer em casa, mãe.
—Gilbert, estamos falando da sua família ! Será que só hoje você pode deixar um pouco de lado o Gilbert Grissom — ela fez um gesto com a mão simbolizando um traço.- Supervisor noturno?
—Ok! Mas podemos sair no final da tarde? Eu realmente preciso dormir um pouco e finalizar um relatório para enviar para a promotoria e meu prazo final é hoje. — Ele limpou a boca com o guardanapo branco e cruzou as mãos sobre a mesa.
— Você nunca aprendeu a ser organizado. Eu não sei de onde você herdou isso.
Ele sorriu e logo em seguida se espreguiçou, sentiu cada músculo esticar e logo em após relaxar, uma sensação gostosa de conforto invadiu o seu corpo.
—Agora se me dão licença eu vou para o meu quarto, tomar uma ducha e dormir até as crianças chegarem. — Ele só então deu falta de Sara, ela praticamente morava naquela casa. — Onde está Sara?
— Ela precisou sair para resolver alguns assuntos da viagem dela mas disse que retorna junto com Emma e Jason. — Disse Stella enquanto começava a retirar os objetos do café da manhã da mesa.
—Eu conheço a Sara alguns dias e estou completamente feliz com a sua escolha de trazer ela para ficar com meus netos. Ela é uma pessoa encantadora, não acha?
— Ela é indicação da Stella, conheço pouco sobre e ela tenho pouco contato mas sei que Stella não colocaria uma pessoa aqui em casa que não tivesse as qualidades que ela tem.
“Gil nunca perde a mania de fazer elogios implícitos.” — pensou Beth.
Grissom pediu licença mais uma vez e voltou até o aparador para buscar sua pasta. Havia um último relatório a ser concluído e ele ficou encarregado de fazê-lo já que nos últimos quinze dias o laboratório estava trabalhando com um número reduzido de investigadores. Subiu as escadas e bocejou, aquela seria a segunda noite em claro já que a anterior ele teve insônia.
Encontrou o seu quarto impecavelmente organizado, sentou-se na cama e retirou os seus sapatos sociais, colocou a pasta parda sobre o criado-mudo e pressionou seus dedos contra o estofado macio do colchão, estava realmente cansado. Tirou sua camisa social preta ali mesmo, já no banheiro olhou para a hidromassagem, era um convite tentador mas se entrasse iria dormir ali. Uma ducha quente seria o suficiente para relaxar o seu corpo.
…
Sara terminava de comprar as suas passagens. A viagem iria durar dois dias, exatamente os dias de sua folga. Não conseguiria aproveitar a cidade e conhecer um pouco mais, em outros eventos eles ficaria pelo menos uns dois dias a mais para conhecer o local.
Saindo do guichê seu celular tocou, conferiu o horário e viu que ainda tinha uma hora antes de ir buscar Emma e Jason na escola. O visor de seu celular indicava que era Mary quem estava ligando.
— Finalmente eu consegui falar com Sara Sidle.
—Me desculpe Mary! Eu sei que estou em falta com você, David e Simon mas ultimamente minha vida está completamente atarefada.
—Apesar do abandono eu te perdoo, Sidle. Como você está?
—Eu estou bem, com alguns problemas para poder resolver mas vai dar certo. E você?
—Estou bem também. Eu estou te ligando para avisar que esse fim de semana será aniversário do David e ele faz questão questão que você compareça.
—Sou presença confirmada mas será que existe alguma possibilidade de ir mais alguém comigo?
—Não me diga que você está namorando o filho do seu patrão!
—Você está louca, Mary?! É o Hank, se lembra dele?
—Aquele paramédico gato que você pegava no início da faculdade?
—Esse mesmo. — Ela riu. — Algum problema em leva-lo?
—Claro que não, Sara. Vai ser ótimo ter a companhia de vocês. Agora eu preciso desligar porque eu vou entrar na aula do insuportável do Noel. Espero que até sábado você não invente nenhuma desculpa e desista de ir nos ver.
—Eu só deixo de ir se esse mundo acabar.
Click.
Sara estava perto de uma galeria muito conhecida por suas lojas e a praça de alimentação, como ainda restava um tempo livre ela decidiu caminhar um pouco entre as lojas até dar o horário de ir para a escola.
A galeria era extremamente aconchegante, diferente das luzes exorbitantes de Las Vegas e as lojas extravagantes, aquele local ia contra esse padrão. As lojas ornamentadas com cores neutras harmonizavam o local que tinha bastante flores. Ela parou em frente a uma livraria, os últimos lançamentos estavam expostos na vitrine.
Alguém de longe reparava a moça desde que ela havia entrado naquela galeria: Hank.
Ele estava acompanhado de uma jovem residente que trabalhava no hospital, Jéssica era nova na cidade e Hank prontamente ofereceu para ser seu guia. Era o intervalo de ambos e ele resolveu ir tomar um café ali.
Sara entrou na livraria e ficou enfeitiçada pelo cheiro dos livros, fechou os olhos e sorriu. Isso era uma pequena felicidade. Um senhor cujo o crachá está escrito Ted ofereceu para ser seu ajudante, Sara queria presentear Jason com um livro novo, na última semana ele havia se empenhado para melhorar sua nota em física e Sara o ajudou nos estudos.
Ted, indicou uma seção de livros de romances policiais. Entre Sidney Sheldon, Nora Roberts, James Patterson ela escolheu um livro do autor Michael Connelly, tinha certeza que nunca havia visto nenhum livro desse autor nas prateleiras do rapaz. Enquanto Ted embrulhava o livro, Sara reconheceu Hank sentando em uma das mesas, através do vidro o paramédico acenou para ela.
Sara agradeceu Ted pela a ajuda e foi até o encontro de Hank. A jovem loira ainda estava em sua companhia, quando ele percebeu que era realmente Sara achou melhor inventar para Jéssica que ela era uma amiga de infância, não queria perder a oportunidade com a jovem médica.
Sara estranhou a companhia dele mas achou melhor não comentar nada, aliás não existia motivos para ter dúvidas.
—Que surpresa encontrar com você aqui.
— Precisei comprar as passagens para aquela viagem, como já fica próximo da escola de Jason e Emma eu resolvi esperar e entrar aqui.
— Entendi. Deixe eu apresentar, essa é Jéssica uma nova residente do Desert Palm e nova moradora de Las Vegas.
As duas se cumprimentaram cordialmente. Hank observava a postura das duas, Sara permanecia em pé e mostrava que se ele pedisse para ficar ela ficaria na mesa com ele mas, essa não era a intenção.
—Olá Jéssica, seja bem vinda a cidade que nunca dorme.
—Obrigada. Preciso mesmo me adaptar a essa rotina.
—Vai tirar de letra, eu garanto. — Sara sorriu e encarou Hank. — Sábado tem a festa de aniversário do David, você anima em ir comigo?
Hank já tinha planos para sábado a noite, iria convidar Jéssica para jantar. Precisava pensar em uma desculpa rápida para não levantar suspeitas.
— Não sei se vai ser uma boa ideia, Sara. Eu e David brigamos, tivemos uma divergência de pensamento e eu não me sentiria a vontade.
— Você tem certeza? David é muito tranquilo e provavelmente ele já se esqueceu disso.
—Sim. Eu me sentiria desconfortável mas se você quiser podemos marcar algo domingo a noite.
—Domingo a noite eu já estou na casa dos Grissom’s. — Sara fez um bico e deu de ombros. — Nos falamos durante a semana então.
—Tudo bem.
—Eu vou indo então. Até mais.
Se despediram e Sara saiu desconfiada daquela reação de Hank. Tudo bem que ela não tinha contato com David fazia um bom tempo mas sempre soube que ele era uma pessoa super tranquila.
…
Em casa Grissom havia acordado vinte minutos antes do horário habitual de seus filhos chegarem da escola, pensou em aproveitar esse tempo para simplesmente ficar deitado relaxando mas como tinha prometido a sua mãe que iria sair com eles a tarde achou melhor levantar e adiantar o relatório.
Pegou a pasta parda, seu óculos e acomodou-se na cabeceira da cama. O macio estofado foi um alívio para suas costas, abriu uma parte do blackout e a luz do dia invadiu o quarto. O relatório ainda estava incompleto, a foto de um lençol branco com manchas de sangue com um determinado padrão, o local onde a vítima havia sido executada estava em branco e as manchas de sangue na lateral do corpo. Ele precisava mais que uma explicação óbvia para relatar.
Escutou duas batidas na porta e logo em seguida sua mãe apareceu. Ele reparou como os anos haviam passado para aquela mulher, era impossível olhar para ela não ter pequenos flashback da sua infância e adolescência. Mesmo morando em estados diferentes ela nunca deixou de estar ao seu lado.
—Posso entrar?
—Claro.
Beth entrou e sentou-se ao lado de Grissom, esticou as pernas e encostou na cabeceira da cama, assim como ele.
—Vim saber como você está. Desde que eu cheguei não tive tempo para conversar com você. — Ela pegou a mão dele e a segurou entre as delas.
—Eu estou bem, mãe.
—Gil, você sabe que não precisa omitir nada para mim, eu te conheço bem.
Ele suspirou e sorriu, mexeu os pés pois sempre ficava desconfortável quando precisava revelar o seu íntimo, com sua mãe talvez fosse um pouco aberto mas mesmo assim era difícil para ele ser tão franco sobre si.
—Agora eu estou mais calmo. Esse casa andou pegando fogo ultimamente.
—Stella comentou comigo sobre o que aconteceu. Eu acho que você só evitou o problema até chegar a esse ponto.
—Eu escondi tudo isso de Jason por que eu não queria que ele tivesse uma imagem ruim de Maggie.
—Gil, você precisa parar de defender Maggie. Isso não te faz bem e muito menos é algo verídico. Você tem a noção que foi decisão dela em ir embora? Ninguém coagiu ela para fazer isso.
—Eu sei mãe mas o que acontece é que eu não quero que meus filhos cresçam detestando a mãe.
—E você acha certo que eles cresçam detestando você?
Grissom fitou o teto nessa hora. Nunca tinha reparado que ele preferia ser sobrecarregado com a ida de Maggie, ele a protegia como uma forma de preservar a imagem dela.
—Gil, você nunca vai ter culpa do que aconteceu mas pode ter uma culpa muito grande se essas crianças crescerem sem a sua presença. Imagina o que é ter o contato físico e mesmo assim ele não significar nada.
—Eu tento me adaptar, mudar meu pensamento e minha forma de agir mas quando a Maggie estava aqui tudo era muito mais fácil, ela coordenava tudo de olhos fechados.
—Meu menino — Beth virou o corpo e massageou o peito de Grissom. — Se permita esquecer ela. Eu sei que é duro escutar isso mas você já imaginou se ela nunca voltar? Você vai ficar eternamente preso no dia que ela partiu e vai perder tudo ao seu redor.
Grissom brincou com o anel em seu dedo, retirou a joia de seu dedo e ficou admirando. Será que ainda fazia algum sentido usar aquilo?
—Eu não estou falando para você odiá-la ou simplesmente apagar ela da sua mente, só deixe que a sombra dela saia de perto de você. Ela não está aqui para ver os dias passar ao lado da família mas você está.
Amor e mentiras brilham tão forte que ambos me deixaram cego.
…
Quando Emma soube que eles iriam passear, ficou eufórica. Abriu um sorriso que era capaz de iluminar todo o ambiente. Jason também ficou feliz mas não demonstrou tanto como sua irmã.
Quando Beth estava em casa sempre faziam programas diferentes, conseguiam sair da rotina semanal.
—Pai, a vovó disse que vamos sair para passear no parque e depois vamos ao shopping.
Grissom que descia as escadas foi pego de surpresa com o roteiro do passeio, recebeu um beijo na bochecha de Emma e cumprimentou Jason. Achou melhor não inventar um outro roteiro pois sabia que seria duramente vencido por Beth e Emma.
—Livro novo, Jason?
—Ganhei da Sara. Segundo ela eu me esforcei muito para a minha prova em física e agora eu mereço um descanso para a mente.
Grissom balançou a cabeça e foi até a lavandeira, sua cabeça estava fervilhando com uma ideia sobre o caso. Precisava de um lençol branco e tintas para reproduzir o sangue, achou um lençol dobrado na bancada, pegou e foi até a sala e pediu que Emma trouxesse uma das suas tinta vermelhas.
—Você não está pensando em manchar de tinta um lençol branco como esse
—Stella, é em prol da ciência. Prometo que compro outro ainda hoje.
—Beth, eu não sei o que eu faço com o seu filho. — Stella balançou a cabeça e saiu da sala incrédula com a atitude de seu patrão.
Emma chegou com um pote de tinta vermelha e entregou para o seu pai, ele esticou o lençol no chão e com o dedo indicador já sujo pela a tinta vermelha, delimitou uma área semelhante ao lençol do crime. Para ter uma ideia melhor achou por fim usar o resto da tinta para simbolizar o sangue. Esperou alguns minutos para a tinta secar e esticou o lençol na parede da lavanderia, ficou analisando a imagem tentando por fim entender como o crime tinha acontecido.
—Se importa se eu ler o relatório?
—Fique a vontade, Sara. Só não deixe Emma ter acesso às fotos.
Parado na frente do lençol ele precisava de uma cobaia para ter a visão do assassino. Pensou nas opções e de cara descartou Jason, era muito alto comparado com altura da vítima.
—Stella, você pode vir aqui por um minuto?
A governanta apareceu na lavanderia com uma feição pouco amistosa. Ele com um sorriso um tanto quanto cafajeste pediu para a senhora ficar parada na frente do lençol.
—Se essa tinta manchar a minha roupa…
—Essa tinta já secou.- Ele sorriu. — Agora me ajude a solucionar esse problema.
No meio da análise ele percebeu que Stella era mais baixa que a vítima e não daria certo a simulação, como ela e sua mãe tinham praticamente a mesma estatura restou somente Sara. Não se sentia a vontade em chama-la para aquela demonstração.
— Checando o meu trabalho? — Grissom encarava o lençol mas as vezes olhava de soslaio Sara.
—Oh, eu só estava dando uma olhada.
—No que você está pensando?
—Bem, o corpo dela estava neste vazio — Sara foi até perto do lençol, segundo o relatório a mulher havia sido encontrado morta em cima da cama com diversas fraturas no rosto.- O agressor estava por cima. Ele agarrou ela pelos pulsos.
Sara parou de costas para o lençol, ficando bem no meio do espaço vazio entre as manchas vermelhas.
— O que explicaria como a cera passou dele para ela.
—Sim. — Sara sorri enquanto Grissom olha por cima de sua cabeça, evitando ao máximo o contato visual. — Me agarre !
Grissom ergueu as duas sobrancelhas e engoliu a seco. Confuso com aquela frase não sabia o que ela queria falar com aquilo. Sozinhos naquele ambiente ele não conseguia raciocinar direito. Ela ergueu os braços e mexeu as mãos indicando para ele segurar seus pulsos.
Com muito receio Grissom se aproximou dela, envolveu suas mãos no pulso dela e os levou contra a parede, ele deu um passo a frente colocando um pouco mais de força fazendo Sara mover os braços para cima e para baixo. Ela percebendo a proximidade em que eles estão reveza o seu olhar entre ele e o chão.
—Ela deve ter lutado. — Ela mexeu os braços demonstrando os movimentos- Então, desistiu- Grissom se aproximou um pouco mais- Afinal, quando ele levantou, colocou as mãos sobre o lençol para se apoiar.
Grissom soltou as mãos delicadamente dos pulsos dela e desliza até a lateral de sua cintura. Ele a encarava e ela a todo momento desviava o olhar.
—Assim...
— O que explica como a cera passou dele para o lençol — Ele fala em um tom mais baixo, como fosse segredo o que estivesse acontecendo ali.
—Sim. — Ela finalmente o encarou. Estavam próximos como nunca haviam estado antes, seu corpo estava rígido como estivesse esperando que algo acontecesse. Breves segundos foi o tempo que ela teve para admirar novamente os olhos dele, o olhar incisivo sobre ela não a provocava tensão mas sim o sentimento que ela recusava sentir: Atração.
—Deu certo a sua experiência, Gil?
Beth entrou na lavanderia e levou a mão na boca quando viu Grissom e Sara tão pertos. Sem entender sobre o que o caso se tratava e muito menos ter fundamentos para entender o contexto, na cabeça dela surgiram milhares de questionamentos.
Grissom assustou-se e deu um passo para trás fazendo que Sara também tivesse uma reação estranha, como os dois estivesse fazendo algo de errado.
Amor e mentiras brilham tão forte que ambos me deixaram cego e eu me acidentei quando desviei o olhar
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