Silent Tears
4 Pequena surpresa
Notas iniciais
Pequena surpresa
Tamara morava a apenas uma quadra da minha casa. No caminho conversamos sobre o que ela fazia depois da aula, ela me disse que nada, pois morava somente com o pai que trabalhava ate tarde, e por isso, ela se ocupava somente fazendo a lição de casa e arrumando o jantar.
–Hoje, meu pai vai chegar mais tarde, talvez eu possa te mostrar a cidade – disse Tamara empolgada.
–Claro, ia ser ótimo! Minha mãe só chega do trabalho tarde também! Eu só preciso ir em casa deixar um bilhete para o meu irmão – eu falei, quase dando pulinhos.
–Ok! Vamos passar na minha casa para eu deixar a minha bolsa, que eu vou com você, e de lá a gente começa o nosso “tuor’’.
E então, nós começamos a correr. Ao chegarmos a casa de Tamara, eu fiquei deslumbrada. A casa dela era LINDA! Era de cor pêssego bem claro que combinava com as grandes arvores de folhas laranja-avermelhadas na frente da casa dela.
–Nossa Tamara! Sua casa é linda!
–Obrigada. – disse ela com um sorriso envergonhado – vamos entrar.
E então nós subimos os degraus e entramos.
A sala era enorme e tinha uma grande porta de vidro no fundo, que transparecia a enorme piscina. Subimos a escada em espiral e fomos para o quarto de Tamara, no segundo andar.
O quarto dela era verde claro e tinha ao centro uma cama king-size coberta por um enorme edredom cinza. A parede oposta, era coberta por vários pôsteres de bandas indie e de rock, tinha uma cômoda com um notebook Pink. E a janela tinha uma maravilhosa vista de sua rua, que era moldada por sua cortina cinza. E finalizando com um enorme Puff verde no canto.
–Uau! Do que o seu pai trabalha?
–Ele é arquiteto daqui – disse Tamara rindo. Ela jogou sua mochila em seu Puff – vem, vamos! A cidade pode ser pequena, mais temos muito para ver!
–Ta bom, vamos.
Descemos a escada e saímos em direção da minha casa.
Chegamos em 5min e ao subirmos os degraus da pequena casa vermelha, eu ouvi o som do nosso rádio que agora tocava “smells like teen spirit’’ do nirvana no volume máximo. Eu parei e olhei para Tamara que me encarava igualmente perdida.
Tomei folego, e abri a porta. Me arrependi no mesmo instante.
Arregalei os olhos e quase desmaiei com oque estava vendo.
– AI-MEU-DEUS!
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