Silent Tears
5 Festa surpresa
Ao abrir a porta, quase desmaiei com o que estava vendo.
– AI-Meu-DEUS!!
Minha casa estava em uma completa bagunça, e quase não cabia mais gente. Todos pulavam em cima dos móveis, dançavam, e tinha um forte cheiro de álcool no ar.
Olhei ao redor a procura de Peter, mais não o encontrei.
Então entrei no que antes era minha casa e me perdi no meio da multidão. Empurrando todo mundo, segui em direção à cozinha. Ao chegar lá, encontrei meu irmão sentado na mesa da cozinha, com uma lata de vodca na mão. Ele estava no meio de uma rodinha de meninos do último ano. Fui em direção a ele, sem me importar com os olhares direcionados á mim, o peguei no braço e o puxei em direção a porta dos fundos.
–Ei!
–‘‘ Ei ’’ porra nenhuma, oque ta acontecendo?!
–Ah, é você maninha! Você não esta vendo? Eu estou fazendo amizades!
–Você ficou louco? A mãe vai te matar quando chegar em casa! Isso se sobrar uma casa! Eles estão destruindo TUDO!
–Epa! Parece que tem alguém estressado demais aqui! Vai lá dentro e pega alguma coisa para você beber – Peter falou já se afastando de mim, em direção a casa.
Eu estava, literalmente de boca aberta, observei o entrar. E então me lembrei de Tamara e entrei novamente na minha ‘casa’. E rapidamente a avistei perto da geladeira. Me aproximei dela ao mesmo tempo em que ela se virou para mim com duas garrafas de vodca, me estendeu uma e falou:
– Nossa Sophie, nem me contou que ia dar uma festa! – ela teve que gritar por causa do som alto, e mesmo assim quase que tive que adivinhar oque ela estava dizendo:
–Nem eu sabia que eu ia ter uma festa! – eu gritei pegando a garrafa estendida para mim – vamos lá no meu quarto.
E então subimos as escadas infestadas de gente e entramos no meu quarto, onde provavelmente era o único lugar sem pessoas, e aonde dava para falar sem gritar.
– Voce quer ficar aqui, ou quer ir para algum lugar onde as pessoas não estejam destruindo minha casa?
–Como está parecendo que você vai ter um colapso nervoso, eu acho melhor a gente ir da uma volta. Que horas sua mae falou que vai chegar ?
–Humm.. Eu acho que umas 21:30, porque?
–Quando for 20:00 a gente volta e eu te ajudo a arrumar isso daqui.
–Ta bom, vamos.
Saímos, e eu quase fiquei surda. No radio, obviamente mais alto do que o coitado aguentava, tocava ‘you make me feel’, sai em direção á porta, parando somente ao esbarrar com alguém, eu olhei para trás e percebi que o garoto em que esbarrei me encarava, mais como provavelmente estava todo mundo muito bêbado aqui, eu o ignorei e sai dali. Do lado de fora, tinha vários carros espalhados pelo jardim, e garrafas de cervejas por todo o lugar. Esperei Tamara conseguir sair, e então fomos andando até um pequeno e deserto bar perto dali. Nos sentamos em um reservado lugar e ainda com as garrafas que tínhamos pegado da minha casa, e começamos a beber.
Até eu ouvir alguém gritar o meu nome do lado de fora do bar, ao olhar para tras, percebo que é o garoto em que eu esbarrei na minha casa.
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