Silent Tears
6 Nunca fale com estranhos
Nunca fale com estranhos
Encarei o garoto do lado de fora do bar, e olhei Tamara que me perguntou:
–Oque ta olhando Sophie?
–Aquele garoto que me chamou, eu esbarrei com ele na festa. Vou ver oque ele quer — disse já me levantando.
–Ta louca garota?? Aquele garoto não te chamou não! Se quer paquerar avisa logo- Tamara falou entre risos, que apostava eu, pelo efeito da vodca.
–O QUE! Eu não quero paquerar não! Mas.. Ah! Deixa para lá, eu devo estar tão louca quanto você, mais para tirar as duvidas, eu vou lá perguntar.
–Humm, safadinhaaa!! – gritou Tamara pelas minhas costas. Eu abaixei a cabeça entre risos e sai.
Do lado de fora, o garoto parecia não ter desgrudado os olhas de mim por um só segundo, mais agora me analisava da cabeça aos pés. Aproveitei e fiz o mesmo.
Ele tinha cabelos negros e olhos extremamente verdes, era alto e vestia roupas totalmente pretas, exceto pelo seu tênis azul escuro. Eu não sei se foi efeito da bebida, mais ele era LINDO.
–Humm.. Oi! Desculpa perguntar, mais você me chamou?
–Chamei sim- disse ele bastante sério.
E não sei porque a seriedade dele me pareceu muito engraçada, então eu cai na gargalhada.
–Hey, você esta bem? – ele falou preocupado. Lógico eu devia parecer uma louca.
–Eu… Eu to sim –eu disse, tentando me controlar- Ufa! Desculpa, é que eu não to, oque possamos dizer ‘’sóbria’’. Mais oque você queria mesmo?
–Eu quero falar com você a sós – ele falou apontando para aonde a Tamara tentava encostar o nariz com a língua.
–Ah, ta bom senhor psicopata, eu vou realmente sair com um desconhecido sozinha- disse já voltando para o bar.
–Calma ai, eu quero conversar com você, a gente não vai muito longe, qualquer coisa você ainda pode gritar. Viu, se eu fosse um psicopata, eu não estaria te dando alternativas de escapar! – ele falou, quase implorando.
Eu o olhei desconfiada, podia ser um plano, mais não é todo o dia que em garoto lindo como aquele pedia para ficar á sós comigo. Droga! Quando eu estou bêbada eu fico muito boazinha!
–Ok, mais se isso ficar estranho, eu fiz defesa pessoal por dois anos – isso era mentira, mais não custa nada se prevenir.
–Ta bom, ta bom. Vamos? – agora ele parecia impaciente.
–Eu só vou avisar a minha amiga – eu corri em direção ao bar e fui até a Tamara. -Ta, eu vou dar um volta, mais tarde eu te ligo, e a gente se encontra na minha casa – eu peguei a minha garrafa, e sai.
–Não faça nada que eu não faria, hein! – ela gritou e quase caiu da cadeira .
–Vamos? E o nome do senhor psicopata é…
–Meu nome é Julian e o seu é Sophie, certo?
–Isso mesmo, mais como você sabe o meu nome?
–A festa é na sua casa, não é? Então não é muito difícil descobrir.
–Isso não explica muito mais eu deixo passar, eu não estou em condições de entender respostas complicadas – eu falei, dando um grande gole na garrafa de vodca- Vamos então?
–Vamos.
Eu então o segui em direção a um pequeno parque ao fina da rua.
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