Silent Tears
7 Não existe momento certo para isso - Parte I
Notas iniciais
Alysson Kelly Aleksandrov por estar acompanhando a história!! Beijão para você linda!
Não existe um bom momento para isso — parte I
Chegamos no parque vazio sem conversar, sentamos em um banco e eu resolvi quebrar o silencio.
-Hmmm, e então? Vc me trouxe aqui para…
-Você esta no segundo ano, não é ?
-Estou sim, mais se você me troxe aqui para ficar de papo-furado, eu tenho uma casa inteira para arrumar e eu nã…
-Ta bom, se você quer assim – ele me interrompeu – queria que você soubesse que você deveria andar mais comigo. Seria mais seguro para você.
Eu não aguentei, comecei a rir de novo.
-Você ta brincando comigo? – ele continuava sério – Ai meu Deus, você, não esta! Ok, você deve estar tão bêbado quanto eu, por isso eu vou fingir que você não pirado e ir embora.. – comecei a me levantar devagar.
-Eu preciso que você me escute, você esta na idade em que os seus poderes vão se desenvolver e…
-“OS” O QUE?!
-Ai, você não sabe? Sua mae não te contou?
-Não me conto oque? Oque que ta rolando aqui? É pegadinha?
-Bem.. Isso é constrangedor, você deveria saber disso – ele passou os dedos nos cabelos e estava com um sorriso envergonhado no rosto.
-SABER O QUE? – eu estava ficando muito nervosa, acho que aquele lapso nervoso que a Tamara mencionou estava voltando.
-Bom, isso é uma longa conversa, e você esta bêbada. Acho que não é um bom momento te contar agora..
-Quando uma pessoa estranha fala que você tem poderes, não existe um ‘’bom momento’’!!
-Sua mae deveria ter conversado com você sobre isso há muito tempo.
-Pelo amor de Deus, se você não falar logo o que diabos minha mae tinha que me falar, eu juro que eu vou atacar você aqui no meio do parque!
-Calma, calma..
-Não me pede calma, porra!! Ah, quer saber, foda-se, eu não quero saber de mais nada, se quiser falar a sua conversa fiada, fala, se não eu tenho que expulsar umas 30 pessoas bêbadas da minha casa! – e eu sai andando, e não parei depois de ouvi-lo me gritar umas cinco vezes.
Parei, após ouvir uma voz diferente me chamar em uma pequena rua escondida e deserta. Havia um garoto lá longe, ela olhava para mim, mais eu não conseguia distinguir quem era. Minha cabeça girava, mais eu não me importei, comecei a caminhar na direção do cara, e parei quando eu ouvi a voz do Julian cabeça falando “para, é perigoso. Ele não é confiável”, eu olhei para traz mais não tinha ninguém, então eu ignorei e continuei andando. Ao chegar bem perto o garoto sorriu e deu um passo para mais perto de mim. Ele era bem bonito, tinha os olhos azuis e o cabelo preto, as feições de seu rosto eram suaves, e ele era alto. Quando consegui chegar a apenas alguns centímetros perto de mim, e então ele pegou os meus braços e me beijou.
O beijo era agressivo, turbulento, excitante. E eu não sei por que não consegui me controlar, não consegui fugir, por mais que aquela situação fosse estranha, eu não consegui sair dali, ou dar um tapa na cara dele, não consegui reagir. Eu queria estar lá. Eu queria estar nos braços daquele completo e lindo estranho.
Mas derrepente, eu fui puxada para trás violentamente. Olhei para trás e vi Julian, encarando o garota que me beijou, como se já o conhecesse á anos.
Fale com o autor