Silent Tears

17 Amanhã temos aula


Notas iniciais
Oie gente - nesse capitulo e sempre que eu colocar musicas, vai tar o link do video no youtube e talz, isso também vai acontecer quando aparecer algum personagem novo, eu vou colocar o link da imagem de quem eu imagina que ela se pareça. No meu tumblr, que é a onde eu costumava postar, tem o link, de varias outras musicas e a imagem de varios personagens. Então olhem lá! :) www.girlwithfakesmiles.tumblr.com/silenttears02

Eu entrei no carro e ele estava ouvindo uma música, e que eu a reconheci, dei um sorriso enorme. Era ‘Live Forever’

–Eu amo Beatles! – eu falei

–Eles são ótimos né?

E fechei os olhos e murmurava a letra comigo mesma:

‘Maybe I will never be, all the things that I want to be, but now is not the time to cry, now's the time to find out why…’

Eu estava tão entretida com a música que mal percebi que ele me olhava quase que fascinado, eu parei imediatamente.

–Você está fazendo de novo!

–De novo o que?

–Ficar me olhando assim!

–Assim como?

–Deixa para lá. Já é tarde, vamos logo embora, amanhã nós temos aula – eu tentei deixar bem claro que ele iria também. Mesmo que ele tenha falado que já tinha feito a escola, agora eu sentia uma estranha necessidade de ter ele sempre por perto.

–Ok, ok – de relance eu consegui ver Ian revirando os olhos.

Nós chegamos rapidamente no apartamento de Ian, mais já era tarde da noite. Subimos as escadas, entramos e eu me apressei a falar

–Você tem algum travesseiro para me emprestar, se bem que esse sofá é tão confortável que eu duvido muito que eu vá precisar e...

–Você não vai dormi no sofá – ele me interrompeu

–Lógico que eu vou, além de eu estar dormindo na sua casa, eu não vou deixar você dormir no sofá também.

–Eu não vou deixar você dormir no sofá, Sophie.

Eu sentei no sofá e cruzei os braços, deixando bem claro que eu não iria para lugar algum. Igual á uma criança de quatro anos.

–Você é muito teimosa sabia – ele tinha um leve sorriso no rosto e balançava a cabeça negativamente, mais eu sabia que tinha vencido

–Vou pegar um copo de água, tudo bem?

–À vontade.

Ian sentou na poltrona ao lado do sofá e encarou a janela atrás de mim.

Apesar de ter me respondido, eu percebi que ele estava com a cabeça longe, talvez a voz dele tenha saído um pouco tensa de mais. Mais eu ignorei isso e coloquei na minha lista de paranóias.

Fui até a geladeira e peguei uma garrafa de água, me virei para a pia, e enquanto bebia a água, fiquei encarando a janela que tinha vista para um pedaço da praia e varias rochas. Ao terminar, fui para a sala e vi Ian arrumando um grande travesseiro e o mesmo edredom de hoje a tarde no sofá. Eu me sentei na ponta do sofá e Ian me olhou e sentou do meu lado.

A única luz que iluminava o lugar era a luz da lua, Ian estava de costas para a janela e por isso eu não conseguia enxergar muito bem o seu rosto

–Como você sabe que eu ou Ian não somos psicopatas, ou algo assim?

A pergunta me pegou de surpresa, tive que esperar alguns segundos até conseguir formatar uma resposta.

–Não sei muito bem... Grande parte porque talvez isso tudo não seja tão estranho quanto parece ser. Uma vez, quando eu tinha 6 anos, eu estava na casa da minha colega, ai do nada ela arrancou a cabeça da minha boneca favorita, eu fiquei com tanta raiva que cheguei a desejar que algo ruim acontecesse á ela. E logo depois ela teve um ataque de asma. Eu não teria achado isso estranho, se não fosse pelo fato de que a menina nunca havia tido nenhum caso de asma, E pelo que eu sei, nunca mais teve. Eu coloquei aquele incidente, trancado em um arquivo na minha mente escrito ‘NÃO ABRA’ – eu soltei uma risada nervosa, mais Ian continuava sério, então eu continuei — Depois disso nunca mais ocorreu nada parecido, mais ai eu comecei a ouvir vozes. Eu acho que me agarro a essa idéia de ser bruxa, porque a única outra opção é que eu seja louca. E eu não considero isso uma opção – eu dei de ombros — Eu sempre senti que existia uma coisa dentro de mim, uma coisa a mais. A diferença é que eu nunca soube se essa coisa era boa ou ruim.

–E agora você sabe? – Ian não continha nenhuma expressão no rosto, o que me assustou um pouco. Eu nunca o tinha visto daquele jeito.

–Não, mais agora eu sei que não sou a única que sente isso

–Só isso? – agora eu podia ver traços de irritação nos seus olhos

–Eu não sei como explicar. Desde a primeira vez que eu o vi, eu sinto uma estranha segurança em estar perto de você, do Julian. Mais com você é diferente.

Esse último comentário saiu sem querer. Eu já sabia a pergunta que vinha a seguir, e eu não estava a fim de respondê-la

–Como assim diferente? – ele atravessou a pouca distancia que existia entre nós, e agora faltavam apenas poucos milímetros para nossos corpos se encostarem, o que não ajudava o meu cérebro formatar uma resposta coerente

–Como eu disse, eu não sei explicar. É simplesmente diferente – E dizendo isso, eu inspirei fortemente, o que fez os nossos corpos se tocarem. Tudo depois aconteceu muito rápido.

Ian colocou uma mão na minha cintura, e a outra ele colocou na minha nuca, me aproximando ainda mais dele. Ele olhou fixamente nos meus olhos e então me beijou.

O beijo começou como um estouro. Ele com um único braço conseguiu me deitar e tentava não colocar muito peso em cima de mim, mais na altura do campeonato eu aposto que não ligaria. Ele começou a fazer uma trilha de beijos pelo meu maxilar até o pescoço, depois ele desceu até o meu ombro e abaixou um pouco a alça da minha blusa. Pus a mão em sua nuca e o trouxe de volta para a minha boca, nossos corpos estavam tão juntos que eu podia jurar que se nos aproximássemos mais, explodiríamos em milhões de partículas. Pela primeira vez, ele levantou o rosto e me olhou fixamente. Eu mentalmente me amaldiçoei varias vezes por dizer o que diria

–Amanhã temos aula

–Podemos faltar

Ele tinha um enorme sorriso no rosto. Eu me apoiei nos meus braços, fazendo com que ele tivesse que sentar nas minhas pernas

–Não podemos faltar

–Por que não? – Ele me deu um beijo. Tive que me esforçar muito para me separar dele

–Não faça isso, temos que ir amanhã, e se formos dormir muito tarde eu não vou conseguir acordar cedo

–Eu não me importo

Eu dei um sorriso, lhe dei mais um beijo. Ele me lançou um sorriso travesso

–Você ainda vai dormir no sofá?

–Se eu for dormir no quarto você vai me desconcentrar e eu não vou conseguir dormir.

–Te distrair como? – ele me lançou um olhar tentando parecer inocente, e me deu um grande e devagar beijo.

–Me distrair assim.

–Já que você insiste – eu me afastei dele e ele se levantou e foi até o quarto. Eu me virei e me encolhi debaixo da colcha que Ian havia posto ali. Eu não conseguia evitar ter um enorme sorriso no rosto.

Se aquela não era a melhor noite da minha vida, com certeza estava entre as primeiras.


Notas finais
E ai oque acram do beijo deles ?? Beijinhos e até o próximo!!