Silent Screams

1 Capítulo 1 - suffer


Notas iniciais
Voltei meus amores! Bom, eu estava muito ansiosa para postar essa fic e espero que eu tenha ótimos leitores assim como a última a fic, creio que irão gostar, bye

Era uma tarde fria e nebulosa na cidade de Newbury, as árvores secas movimentadas pelo vento deixava escapar uma pequena chuva de neve caindo na calçada e algumas folhas secas voavam sobre o ar fazendo um barulho assustador daqueles típicos de filme de terror.
Um garoto moreno andava pelas ruas isoladas com mais ou menos dez livros na mão e uma mochila pesada carregada na coluna, inclinando-o quase caindo no chão. Suas pernas tremiam pelo frio e pelo peso e havia algumas marcas roxas em seu rosto, preocupando algumas pessoas que por ali passavam e o olhavam.

Não parecia ser aquele tipo de garoto que tem amigos e que procura se relacionar com alguém, murmurava algo sozinho e não ligava se as pessoas iriam o estranhar, já tinha esse costume de conversar sozinho e sempre dizia a si mesmo que era melhor do que conversar sobre como as lideres de torcida estavam super gostosas ou como iria chamá-las para sair. Olhou para o outro lado da rua e viu uma boutique que costumava ir quando criança, juntamente a seu pai, o que lhe trazia boas lembranças de quando ainda era pequeno e não tinha tantos problemas como agora.

Entrou no estabelecimento e pediu uma encomenda de cupcakes, o garoto e a mãe adoravam os bolinhos de lá, tinha virado até um vício sempre que voltava da escola comprava uma caixa inteira de cupcakes e ele e sua mãe devoravam a caixa e conversavam sobre vários assuntos divertidos. Nunca foi tão apegado à mãe, era bem raro um momento de que eles conversarem e ter um momento em família desde a morte de seu pai, e o alegrava quando sua mãe, pelo menos uma vez na vida, deixava de trabalhar por sua causa. Torceu para que a mesma dessa vez não estivesse em casa, não queria lhe poupar de mais problemas ao ver seu rosto cheio de marcas roxas e mais alguns hematomas no corpo para sua “coleção”

Chegou em casa e encontrou a ruiva preparando o almoço cantando alegremente suas antigas músicas, subiu as escadas rapidamente deixando alguns livros cair tentando não chamar atenção de sua mãe, em vão. Marisa ouviu os livros se espatifando no chão e subiu até o quarto do moreno ver o que havia acontecido com o moreno ter chegado e nem ao menos a cumprimentado.

Caminhou até seu quarto e abriu calmamente vendo o garoto deitado na cama, já de pijama olhando fixamente para o teto, suspirou ao ver uma marca roxa em seu olho, novamente.

- Filho? Nem vi que tinha chegado... Como foi na escola? – Marisa perguntou calmamente observando seu filho se sentar sem encará-la.

- Foi legal... Como todos os outros dias – Disse sem se importar e deitar novamente na cama.
- Esse seu legal quer dizer ser zoado e apanhar mais uma vez- Não havia sido uma pergunta e sim uma exclamação de Marisa, a mulher já estava cansada de sempre ver seu filho sofrer.

- Mãe me deixa em paz ta bom, eu quero descansar um pouco antes de fazer todas as lições – Marisa olhou para todos os livros jogados no chão e se assustou.

- Não vai me dizer que esses livros são daqueles imbecis do time de basquete?
- Como se você não soubesse – Marissa arregalou os olhos com tamanho número de livros que havia ali, ela sabia que os garotos sempre o chantageavam e ele sempre levava alguns livros extras para casa, mas aquilo já era um exagero.

- Freddie você precisa parar com isso! Fale com o diretor, ele saberá o que fazer!
- Mãe! Eu já disse que não posso fazer nada ta bom? Isso só vai complicar as coisas, você não entende. Agora me deixa dormir um pouco – Freddie se levantou e convidou gentilmente, sua mãe a se retirar. Marisa decepcionada se levantou e se direcionou a porta dando uma última olhada em seu filho.

[...]

Sua cabeça girava e ela não conseguia se levantar, as risadas pareciam aumentar cada vez mais e só conseguia ver alucinações e tudo em sua volta parecia rodar. Gritos e risadas altas logo se abaixaram e passos foram diminuindo cada vez mais. Abriu os olhos lentamente e viu uma morena a encarando com um sorriso vitorioso em sua frente.

- Mais uma vez humilhada, Sam –

- Já conseguiu o que queria Carly, agora me deixa em paz! – A loira implorou encarando a morena em sua frente com todo ódio que existia em seu corpo, sua cabeça latejava e ainda podia ouvir risadas e gritos em sua cabeça.

- Deixar de te humilhar e sempre pisar em você Samantha? Esse é o meu trabalho- Carly sorriu irônica passando os dedos no rosto de Sam, manchando-o com um batom vermelho, e arranhando o rosto liso da loira.

- Está perdendo o seu tempo- Sam respondeu tremendo.

- Eu me divirto com isso – E saiu deixando uma Sam caída para trás. A loira se levantou com muita dificuldade e pegou sua bolsa que estava jogada a pouco espaço dali, saiu correndo do colégio antes que alguém a visse naquele estado. Não era por menos, suas roupas estavam todas rasgadas e seu cabelo continha uma coloração rosa choque chamando atenção de algumas pessoas que passavam por ali, e a culpa de aquilo tudo quem mais poderia ser? Carly.

A morena tinha um ódio por Sam por ela não ter aceitado ser uma de suas amiguinhas nojentas que vivem fazendo o que ela pede, e por isso, passou a odiar a garota sempre querendo a humilhar. Sam sempre foi uma garota forte e desde o começo parecia não ligar com os insultos de Carly, mas desde que a morena rabujenta fez a pior humilhação de suas vidas, a loira se tornou outra pessoa, não falava com mais ninguém e perdeu até as únicas duas pessoas que se importavam com ela naquela escola, Jade e Robbie. Carly com suas especialidades najas havia feito uma montagem com a voz de Sam, dizendo que estava usando Jade e Robbie para ficar popular, claro que, aquilo era a última coisa que uma garota como Sam faria na vida, mas os amigos não quiseram acreditar e a deixaram sozinha.

Hoje Sam não liga para mais nada a não ser sua família, havia perdido sua mãe em um acidente dois anos atrás e ainda não havia superado totalmente. Convivia com seu pai e seu querido irmão mais novo, Dice, ele era um garoto extrovertido e tinha bastante amigos, com quem Sam passava mais tempo do que as pessoas de sua escola.

Seu pai era dono da empresa Apple’s da cidade, e dava tudo que seus filhos queriam e precisava, ele achava que Sam vivia feliz por ter tudo o que queria e amigos, mas infelizmente não era bem assim. Sam tinha medo de contar a verdade, via seu pai tão feliz toda vez que voltava do trabalho e perguntava sobre como foi seu dia na escola e os levava para se divertir na cidade.

Apenas Dice sabia como a vida de Sam era difícil então, sempre levava seus amigos para casa e Sam na verdade se divertia bastante e sempre fazia lanches para as crianças.

Sam chegou e sem Dice perceber correu até seu quarto e foi ao banheiro tirar a coloração de seu cabelo, em sua cabeça preparava toda sua vingança para Carly e prometera que um dia, a morena pagaria por tudo que ela fez durante esses cinco anos.

Demorou mais ou menos meia hora para tirar totalmente a coloração de seu cabelo, e saiu com um roupão e uma toalha em mãos secando o cabelo. Colocou uma roupa leve e secou o cabelo em frente à penteadeira, que ganhou de sua mãe desde que era pequena. Olhou para o alto do espelho e sorriu vendo a foto de toda sua família juntos, todos tinham um sorriso enorme no rosto e naquela época lembrou que, era muito feliz. Antes de vir para Newbury há cinco anos, morava em Seattle onde nasceu e cresceu por lá, tinha dois melhores amigos incríveis, Ariana e Nathan e sua vida não era desse jeito, cheio de humilhação e sofrer.

Desceu até a sala e encontrou Dice jogando videogame com mais dois amigos e duas garotas ao seu lado observando os garotos e conversando animadamente. As duas loiras olharam para Sam e sorriram correndo abraçando-a, Sam era meio que babá dos amigos de Dice e eles a adoravam.

- Senti sua falta Sam- Uma delas disse soltando-se de Sam e dando um beijo em seu rosto.

- Também senti falta de vocês minhas pequenas- Sorriu- O que acha de fazermos uns cupcakes hein? Depois trazemos alguns para os garotos

— Se sobrar — A outra disse rindo fazendo as duas loiras rirem também, foram em direção à cozinha preparar os doces com muita diversão e claro, muita bagunça.

Notas finais
Continua gente, espero que tenham gostado!