Silent Screams
2 Capitulo 2 - same situation
Notas iniciais
Mais um dia não agradável para Sam e Freddie, além de acharem que o 3º ano anda muito cansativo, não era só isso que os impedia de querer ir para o colégio, e sempre era o mesmo motivo.
Humilhação, brigas e zoações. Era sempre assim, todo dia, o que passavam naquele colégio. Já estavam acostumados com tudo isso, infelizmente, era uma situação que não podiam fazer nada para que acabasse e era uma coisa que Marisa não entendia.
Sam
Assim que adentrei ao colégio senti milhares de olhares em cima de mim, alguns me olhavam meio espantados pelo meu falso sorriso e alguns cochichavam e riam de mim. Apenas ignorei e continuei meu caminho ficando com mais raiva ainda e tive que agüentar até apelidinhos idiotas como “pink dink dôo” desenho idiota por que tinha que ter o cabelo logo rosa?
Cheguei ao meu armário e vi vários papeis com desenhos de uma garota com cabelo rosa, uns eram pintados de tinta, outros com cascos de apontador rosa e mais outras coisas que essas pessoas ridículas inventam, e bem em cima estava escrito “Samantha Pinkett” Ridículos. Bufei e retirei todos os papeis do armário jogando-os no lixo e ouvindo mais risadas atrás de mim.
Eu só queria saber o que essas pessoas têm com a minha vida. O que eles têm contra mim? Todos são baba ovo de Carly e tudo que ela faz eles tem que fazer exatamente igual. Isso me dá muito, mas muito ódio.
E falando, ou melhor, pensando na cobra ela acaba de passar por mim me lançando um olhar vitorioso, aquele olhar que mais tarde eu é que irei dar. Me aguarde Carlinha.
Bateu o sinal e peguei os livros indo em direção a sala, o corredor estava vazio e sentia passos atrás de mim se aproximarem rapidamente , me fazendo andar mais rápido, só podia ser Carly e suas amiguinhas querendo fazer alguma brincadeira comigo, novamente. Mas dessa vez não.
Aumentei os passos e parecia que as pessoas estavam grudadas em mim, decidindo acabar logo com isso me virei esbarrando fortemente com duas pessoas resultando em todos caídos no chão. Olhei para os “espiões” e me surpreendi ao ver Jade e Robbie na minha frente.
– Por que estão me seguindo? O que fazem aqui?- Perguntei rapidamente me levantando e os dois me acompanharam.
– Primeiro, a gente estuda aqui e nós queremos conversar com você- Jade falou olhando fixamente para mim.
– O que vocês querem hein? Também vieram zombar de mim pela brincadeira de ontem?- Perguntei zangada.
– Sam você sabe que não fazemos esse tipo de coisa!- Indagou Robbie. Bufei.
– Ah claro, mas acreditar na pessoa mais idiota dessa escola e ainda por cima que me odeia tudo bem né?- Falei fazendo os dois corarem- Eu preciso ir pra aula- Disse, assim que me virei senti dois braços me segurarem me virando novamente.
– Sam, por favor, vamos conversar!- Implorou Jade
– Não temos nada o que conversar me solta, por favor!- Pedi e depois de alguns segundos ela me soltou. Andei sem olhar para trás, eu não sei se consigo olhar para a cara deles depois de tudo, sim eu sinto muita falta deles, de alguém para conversar no meio daquilo tudo. Mas eles não acreditaram em mim, eu é que não vou ficar correndo atrás.
Começou a aula e eu como sempre prestei atenção em tudo e sendo zoada pelos idiotas do fundo. Argh! Dá pra acreditar que em pleno 3º e último ano no colégio e esses idiotas ainda brincam de atacar bolinha de papel? É por isso que não gosto de me juntar a nenhum deles, são idiotas e tem a mentalidade de uma criança de 5 anos, que pode até ser mais esperta que esses bocós.
O dia inteiro foi como todos os dias, chato e tediante, eu conversava mais com os professores e estranhamente Jade e Robbie tentavam falar comigo a todo custo, mas eu apenas ignorava-os.
Assim que as aulas acabaram, guardei meus últimos livros no armário e peguei apenas os que tinham de lição para casa, queria sair o mais rápido dali, não queria ficar mais nenhum minuto ali depois do que aconteceu ontem.
Sai rapidamente e depois de ficar um pouco mais afastada da escola segui meu caminho calmamente sem me preocupar.
Fui caminhando perto de um beco e comecei a ouvir alguns barulhos estranhos e logo percebi que, eram gritos. Outros barulhos podiam ser ouvidos e pelo que eu podia deduzir, pareciam ser socos e chutes. Meu coração gelou e logo me aproximei do beco para ver o que estava acontecendo.
Olhei de canto e vi alguns garotos da escola batendo em alguém que eu não conseguia ver, pois havia pelo menos uns cinco garotos batendo no pobrezinho e ele estava sozinho, que covardia!
Me escondi atrás de uma lixeira e assim que os garotos saíram do beco me aproximei da vitima e logo reconheci: Freddie Benson. O nerd mais zuado da escola, eu particularmente não gostava do que faziam com ele, o ameaçava a fazer as lições e ainda agrediam o garoto! Eu passava por isso também, então devia o entender.
Ele me olhava espantado e tentava se afastar de mim, mas eu, gentilmente peguei na mão dele e o ajudei a levantar, ele com relutância aceitou e se levantou gemendo um pouco pelas marcas que deixaram.
– Você está bem?- Perguntei. Ok, ele obviamente não estava bem, estava cheio de marcas no corpo e tinha que ficar o segurando pois se não ele podia cair novamente.
– Quem é você? Por que está fazendo isso?- Ele perguntou meio assustado, ainda com olhos arregalados.
– Calma! Eu não vou fazer nada de mais, eu sou Sam Puckett, aliás estudo com você, nunca me viu não?
– Não presto muita atenção nas coisas, prefiro ficar na minha- Ele disse frio olhando para os lados.
– Bem vindo ao clube- Sorri fraco para ele e ele me olhou sem entender. Confuso. Suspirei
– Olha, minha casa é por aqui perto, deixa eu cuidar dessas feridas e eu te conto tudo direitinho tudo bem? – Perguntei olhando-o nos olhos. Eram castanhos claros, lindos. Pareciam um mar de chocolate.
– Vamos- Ele disse e fomos até minha casa. Assim que cheguei lá, Dice se assustou e ficou me perguntando o tempo inteiro quem era o tal garoto já que eu nunca trazia ninguém para casa, e era raro isso.
– Sam quem é o garoto? O que ele está fazendo aqui?- Dice perguntou mais uma vez, impaciente.
– Depois eu te explico tudo caramba! Agora pode fazer o favor de pegar o kit de primeiros socorros? As feridas estão piorando!- Mandei já nervosa, que garoto chato!
Ele olhou para Freddie novamente e parecia ter percebido as feridas no corpo dele e se assustou correndo rapidamente e pegando o kit.
Fiquei cuidando de cada uma de suas feridas enquanto ele olhava atentamente para mim e eu contava tudo que aconteceu comigo desde que cheguei naquele maldito colégio.
Os olhos deles fixos em mim estavam me deixando nervosa, e com um estranho frio na barriga. Mas por que eu estava assim? Eu havia acabado de conhecer esse garoto e ele já me deixava nervosa e até com uma certa pena, quando ele também começou a contar toda sua história direito.
Ficamos conversando por um bom tempo e parecia que íamos nos dar bem, já falávamos sobre outros assuntos e riamos bastante também. Como um garoto podia fazer isso comigo? Eu acabei de conhece-lo e me dei melhor do que qualquer pessoa por ai.
Ele também sorria muito e eu quase nunca via um sorriso no rosto desse garoto sempre que o via pela escola! Era tão doce.
– Bom acho que já está na minha hora Sam, já é tarde- Olhei para o relógio e vi que já eram quase seis da tarde. Poxa, o tempo passa rápido quando você se diverte.
O que?
– Tudo bem, eu te acompanho até a porta-
Assim que chegamos à porta Freddie me surpreendeu com um abraço e sussurrou um Obrigado me dando um beijo na bochecha em seguida.
Caramba! Eu estou toda arrepiada, como ele consegue fazer isso? Eu acabei de conhecê-lo e já estou tão derretida. Deve ser coisa do momento, logo vai passar.
Bem eu espero
Ele saiu e em momento algum parei de sorrir, fechei a porta e assim que me virei me assustei ao ver Dice atrás de mim com um sorriso malicioso.
– Que susto garoto! – Dei um peteleco em sua testa e sai andando disfarçadamente até a cozinha pegando biscoitos e um copo de suco. Ouvimos a porta bater e meu pai foi em nossa direção dando um beijo na testa de cada um, mas não impediu de Dice parar de me olhar. Aquilo já estava me irritando.
Geral
– Como foi o dia de vocês?- David perguntou aos filhos que o seguiam até a sala.
– Interessante... — Sam disse sem pensar olhando para seus pés. Por que ela não conseguia tirar aquele garoto da cabeça?
– Como mudou de normal para interessante?- David arqueou as sobrancelhas desconfiadas- Aconteceu algo de mais hoje?
Sam percebendo que falou burrice, olhou para o pai rapidamente
e negou com a cabeça – Ah você sabe, matérias legais.... Deu de ombros e saiu rapidamente antes que falasse outra burrice.
Entrou no quarto e pegou seu iPod afim de ouvir algumas músicas e tentar tirar um certo moreno da cabeça. Dice inventou uma desculpa ao pai e foi atrás de Sam para tentar tirar algumas satisfações.
– Posso entrar? Dice perguntou gentilmente abrindo a porta, mas sendo ignorado pela loira. Revirou os olhos e retirou seus fones cruzando os braços em seguida.
– O que você quer garoto? Está tão irritante hoje....- Sam se levantou da cama bufando ficando em frente do irmão.
– Você traz um desconhecido para casa e quer que eu fique como? – Dice desafiou.
– Você não é meu dono e muito menos meu pai, não tem que ficar cuidando da minha vida! – Sam pausou e continuou – E ele não é um desconhecido, estuda comigo!
– Ah é? Estranho por que eu me lembro bem que você vive me dizendo que não suporta aquela escola e nem as pessoas de lá!
– Olha Dice ele é um garoto diferente, eu estava vindo pra cá quando ouvi uns barulhos estranhos vindo de um beco e você sabe como sou curiosa- Dice revirou os olhos rindo e assentiu para Sam continuar – Ele estava apanhando de uns cinco garotos e não tinha ninguém para ajuda-lo...Assim que os garotos saíram eu fui ajudá-lo por que sabia que ele passa Dice, ele passa pela mesma situação que a minha e eu só quis ajudar, só isso –Sam respirou fundo e olhou para Dice que sorria malicioso para a irmã.
– Você está com aquele olhar...
– Que olhar Dice ficou louco?
– Você sabe de que olhar estou falando, e eu sei muito bem qual olhar....Aquele mesmo que você fazia quando olhava para Nathan – Sam tentou protestar mas Dice interrompeu – Não vá mentir que era caidinha pelo Nathan isso todo mundo sabe! E agora esse olhar de novo depois que trouxe o tal Freddie aqui – Sam abaixou a cabeça envergonhada.
– Mas eu não sei...Eu só ajudei ele, ele é um...
– Nerd? Oras, você também é, combinam perfeitamente!
Dice gargalhou enquanto Sam jogava almofadas no irmão – que se afastava até chegar a porta – Eu só não conto nada ao papai por que eu te amo – Continuou encarando Sam que mostrou a língua e o mandou sair, e assim o fez, não antes de ouvir um obrigada e logo fechou a porta deixando uma Sam mais confusa do que estava antes.
Eu não estou gostando dele! Repetiu para si mesma enquanto colocava os fones novamente se rendendo a música burn sua favorita da playlist.
We, we don't have to worry about nothing
'Cause we got the fire
And we're burning one hell of a something
They, they gonna see us from outer space, outer space
Light it up
Like we're the stars of the human race
Human race
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