Sidle

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Se tiver muitos erros de potuguês me desculpem e me avisem.
Já é tarde da noite então meus olhos não estão trabalhando muito bem. AVISEM!

Estavamos sentados no sofá, não tínhamos conversado muito até aquele momento.

- Gil, eu acho que vi meu irmão. -Disse como se fosse sem importância.

- Como assim Sara?

- Quando cheguei no cemitério tinha um homem olhando o túmulo dela. Eu o chamei mas ele não respondeu. Sorriu para mim e saiu apressado. Era ele, estava diferente mas era ele sim.

- Se você quiser podemos procurá-lo. Não é difícil.

- Eu sei, mas não quero. Ele sabia que era eu, não quis falar comigo,acho que não quer me vê. — Estava magoada por isso.

- Se você quer assim tudo bem. — Ele sabia que eu não mudaria de opinão.

- Como sabia onde me encontrar?

- Antes de vir para São Franciso me informei em que hospital sua mãe estava. Quando cheguei fui direto para lá. Um médico me avisou que ela tinha falecido, se eu não demorasse muito chegava antes do enterro acabar.

- Eu não fui. Acho que só Marc apareceu por lá.

- Ele deve ser uma boa pessoa. — Eu não queria falar sobre ele. — Está com fome?

- Não. Estou cansada, acho que vou me deitar. Gil, obrigado por vir, você é um bom... amigo.

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No outro dia fomos embora bem cedo, com sorte conseguimos passagens para o mesmo voo. Não falamos muita coisa, só o necessário.Por um segundo desejei que ele não estivesse ali, se sentir sozinha ao lado de outra pessoa é ser solitário por dois. Por mais que eu soubesse que a atitude dele foi importante para mim, talvez para ele também, eu não suportava aquele silêncio, por algumas vezes tentei fazer ele falar alguma coisa.

- Gil, como está o laboratório?

- Bem. — Tinha os olhos fechados.

- E... eles fizeram muitas perguntas?

- Não...

- Você não sabe dá respostas que não sejam curtas?

- Huhum .

- Tudo bem, desisto. Só queria te agradecer... obrigado

- Não precisa me agradecer sempre Sara, faria isso por todos vocês.

- Tenho certeza disso.

Assim como a ida a volta foi trânquila, já que tinhamos chegado de dia, a noite teriamos que ir trabalhar. Estava anciosa para ir ao Lab, nunca tinha tirado mais que um dia de folga então aquilo era tempo de mais para mim. Assim que deu a hora eu já estava no Lab, fui me juntar ao pessoal na sala de convivência.

- Olha quem apareceu, achei que estivesse nos abandonado — Dizia Greg enquanto me abraçava.

- Deixa um pouco pra mim seu folgado. — Nick empurrava Greg.

- Meninos se acalmem! Parecem crianças...

- Obrigado Cath, compartilhamos a mesma opinião. — Piscou para mim. — Como estão as coisas por aqui ?

- Muitos mortos... falta pessoal na equipe do Ecklie, trabalho dobrado...

- Assim você assusta ela Greg, diz uma coisa boa.

- Ah Sarinha, sabia que o Grissom tirou folga? — Diz Greg em resposta a Cath

- Não... — Agi normalmente. — Ele deve ter tido um bom motivo.

- Coisas pessoais. — Nick falou enquanto Grissom entrava na sala.

- Chega de papo, aqui estão os casos da noite. Sara, ajude Cath em um caso não terminado. Nick, você tem tribunal, Greg encontre com Warrick nesse endereço. — Lhe entregou um papel. Todos fomos fazer o que ele havia ordenado.

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- Sara, você pode entregar isso ao Grissom? — Cath estava com pressa.

- Posso. — peguei o papel em sua mão.

- Obrigada — Saiu em passos largos. — Filhos acabam com a gente — Gritou do corredor.

Quando cheguei na sala de Grissom fiquei encostada na porta, ele parecia concentrado preenchendo alguns relatórios. Gosto de olha-lo quando ele está distraido. Mas acho que eu me enganei, ele não estava tão concentrado assim.

- Alguma coisa?

- Sim. Terminamos o caso Shelton. As balas do revólver do marido não conferem, mas as da caixa encontrada na casa sim. — Me sentei.

- Bom trabalho. — Massageava os olhos.

- Grissom, você não parece bem.

- Dormi mal. — voltou a preencher os papéis.

- Não custava nada você ter dormido na cama. Se você ainda não percebeu eu não mordo. — Me arrependi de ter dito isso assim que fechei a boca. — Me desculpe, sou uma mal agradecida. — Me levantei e caminhei até a porta. — A propósito, obrigado por não ter dito nada a eles. Acho melhor assim.

- Imaginei isso. — Voltou a preencher os papéis e eu sai da sala.

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Os dias que se passaram foram exatamente iguais a todos, um crime, cena do crime, corpo, evidências, suspeitos, interrogatório e advogados, tudo acaba em uma pilha de papéis com alguém atrás das grades ou solto por ai se achando esperto o suficente para burlar as leis e regras impostas novamente, contando com a sorte de um detalhe que passe despercebido para que ele não seja pego.

Eu estava com esse pensamento quando passei pela sala de testes e vi Grissom, resolvi oferecer ajuda já que ele parecia meio enrolado com o que estava fazendo.

- Qual é a diversão ? — Tinha uma lona com muito sabão estendida no chão.

- Um caso. — Óbvio, pensei. — Você não deveria está aqui, seu horário já acabou.

- Eu sei, estava ajudando Ecklie em um caso.

- Achei que não se davam bem.

- Digamos que eu estou tentando ser uma pessoa melhor, e aturar o Ecklie já é alguma coisa. — Sorri mas ele não fez o mesmo.

- Você não pode morar no Laboratório Sara. — Me aproximei para olhar os papéis que ele tinha nas mão.

- Eu não disse o contrário. Nossas avaliações... — Peguei os papéis que ele segurava. na tentativa de tomar as avaliações de minha mão automaticamente deu alguns passos para frente enquanto eu fiz o contrário, me chocando contra a parede. A distância que nos separava era minúscula, a respiração foi ficando fadigada quando nossos olhares se encontraram. Não pensei em muita coisa com aqueles olhos azuis me olhando.

- Sara... me devolve... — Levantei o braço para que ele não conseguisse pegar. — Não faça isso... — Se aproximava no minúsculo espaço que ainda existia entre nós. Eu podia sentir seu hálito quente cada vez mais próximo. Segurou meu braço fazendo com que eu o abaixasse. Fui fechando meus olhos lentamentes quando ele aproximou o rosto de meu, as batidas do meu coração estavam aceleradas, mais, mais e mais... não acreditei quando senti os lábios dele tocarem os meus, foi um gesto suave. — Não devemos Sara ... — A voz dele saiu baixa, quase em um sussurro.

- ... É... o que você quer ? — Disse no mesmo tom. Senti sua mão descer pelo meu braço até encontrar a minha, pegou os papéis e se afastou lentamente.

- Me desculpe. — Foi para o outro lado da sala, um lugar mais " seguro ". — Não faça mais isso, por favor.

- Isso o que? Pegar seus relatórios ou fazer você quase me beijar ? — Minha voz saiu um pouco seca.

- Quero que você tire sua folga, está em seu terceiro turno duplo.

- Não sei se quero. — Caminhava para o lado da Sala em que ele estava. — A propósito, eu te fiz uma pergunta Grissom. Droga — Gritei quando escorreguei na lona com sabão. — Por que não me avisou?

- Eu não vi. — Estendeu a mão para me ajudar a levantar, ignorei o seu gesto e tentei sair dali sozinha. Mais um tombo. — Segura a minha mão.

- Não quero a sua ajuda. — Consegui me levantar.

- Por que eu te irrito tanto ? — Colocava os óculos. Fiquei o fitando por um tempo.

- Porque... porque você é o Grissom — Fiz sinal de aspas com as mãos. — Um jogo que eu não venço nunca. — Ele não disse nada e voltou a arrumar a lona. — Esse silêncio te deicha frio.

- Nunca fui bom com as palavras... ignore. Em relação a sua folga, foi uma ordem.

- Como é que eu posso ignorar o que você esconde tão cuidadosamente? Você não é bom com as palavras, com as pessoas, com os sentimentos... acho que você nem tem um. — Minha voz saiu alterada. Ele ficou me olhando um pouco incrédulo. — Sabe Grissom, acho que é isso o que eu devo fazer, ignorar seria bom. — Eu falaria mais se não tivesse sido interrompida por uma batida na porta.

- Está aberta. -Grissom disse.

- Hmm com licença estou procurando a ... Sara ? — Encontrou quem procurava.

- Steven ? O que faz aqui?

- As palestras, se lembra? Eu... volto para São Francisco em dois dias então pensei que podíamos sair... mas vejo que tem muito trabalho — apontou para a minha roupa molhada.

- Isso foi um acidente — Sorri. — Que coincidência, o Grissom acabou de me dá folga, não é mesmo Grissom ? — Olhei para ele que tinha uma interrogação no rosto.

- Então isso é um sim?

- Claro! Me desculpe, não te apresentei. Grissom, este é Steven, um... amigo. — Grissom acenou com a cabeça. — Steven, esse é Grissom, meu chefe.

- Prazer. — Sorriu demonstrando ser mais simpático que a pessoa a quem foi apresentado — Ás oito está bom para você ?

- Está ótimo, já sabe onde vamos ?

- Na verdade não, você escolhe.

- Grissom, como é o nome daquela boate que inaugura hoje na Tropicana ?

- Perguntei cinicamente, eu sabia o nome.

- Não me lembro...

- Não faz mal, a gente procura. — Passei meu endereço para Steven me buscar ás oito como combinamos. Nos despedimos e ele foi embora, fiz o mesmo pouco tempo depois.

- Bom, tenho que me arrumar. Tenho um encontro.

- Um encontro ? — Disse indiferente.

- Você é lento para certas coisas. Tchau. — Sai deichando Grissom com uma cara nada boa pra trás.

Notas finais
ai gente to ferrada na escola... fiz esse cap. no lugar de fazer meus trabalhos, então comentem pq ele foi o cap. mais caro até agora rsrs Custou minha nota em historia e sociologia >;- ( ñ faço mais isso )
Bjãão