Sidle

3 Capítulo 3


Notas iniciais
OK ok.Eu sei que falei que não iria demorar para postar, mas é que fiquei meio ocupadinha... Perdão.
** Vlw muuiitoo pelos reviews, obrigada.

Quando terminamos de tomar café da manhã segui para casa, mas antes passei em uma loja para comprar o presente de Allen, a festa era no dia seguinte.

Cheguei em casa e percebi que ela estava uma bagunça, roupas espalhadas em meio aos livros no chão. Algumas garrafas de bebida vazias em cima da mesa, algumas louças esperando para serem lavadas. Resolvi limpar tudo aquilo. Fiz as coisas com calma, Grissom havia me dado folga então não teria que ir para o trabalho mais tarde. Assim que acabei eu não tinha mais nada pra fazer, pensei em ir dá uma volta na rua mas o tempo estava frio. Tentava afastar meus pensamentos mas eles sempre voltavam nela, eu não sabia que decisão deveria tomar. Foi então que me lembrei de uma frase que ouvi uma vez " não tomar uma decisão é tomar uma decisão " . Não era isso o que eu queria, eu sabia que lá no fundo eu desejava vê-la novamente, saber como ela estava. A alguns anos atrás eu ainda sentia a sua falta, sentia vontade de compartilhar minhas conquistas com ela. Mas sempre que eu me lembrava o que ela fez esses pensamentos desapareciam como pó. Então eu fui esquecendo, até que chegou o dia em que eu não lembrava mais, o dia em que eu senti um certo alivio pela distância. Senti raiva pela vida que ela não me deu, pelos momentos em que precisei de alguém ao meu lado e não tive ninguém. Mas eu estava preocupada, queria saber notícias diante daquela situação.

Fui até meu quarto e peguei o celular, liguei para o número que havia me ligado me informando o ocorrido. Pensei em desistir mas não o fiz.

- Oi. Aqui é a Sara, eu... eu quria...

##

- Isso. — Me sentei na beira da cama.

##

- Tem alguém com ela? — Já imaginava a resposta. — Não, não posso ir ai.

##

- Eu só queria saber como ela estava. Obrigada.

Continuei sentada na cama, olhando para a parede como se ela fosse me dizer alguma coisa útil. Minha alma queria chorar mas meus olhos não correspondiam, em um gesto sem pensar peguei o celular.

- Grissom.

- Gil, eu estava pensando se talvez eu tirar alguns... — Não terminei a frase. -Não é nada, esquece.

- Como não é nada Sara? Se você ligou é porque tem um motivo.

- Me desculpe. Não achei que fosse ficar chatedo.

- Não estou. Já que não vai me dizer nada tenho que desligar, há muito trabalho a ser feito aqui.

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele desligou o telefone. Quando dei por mim já estava chorando, agarrei meu travisseiro na tentativa de abafar o choro. Eu queria desaparecer, queria sumir da minha vida. Arranjar um jeito de me deichar fora de tudo isso. Antes de dormir fiz uma última ligação.

Acordei com os olhos enchados, minha cabeça latejava. Havia tomado uma decisão na noite passada, não sabia se era o que eu deveria fazer mas eu sentia que tinha que ser feito. Me olhei no espelho enquanto lavava o rosto, não estava em meus melhores dias. Fiz tudo o que tinha que fazer e sai. Quando cheguei na escada me lembrei da festa do Allen, voltei correndo para pegar o presente, quando passei pela sala peguei uma flor que estava em um vaso. Subi até o andar onde ele morava e deichei meu presente na porta. Ele saberia que o presente era meu. Antes de ir para o aeroporto precisava passar no laboratório para tentar conseguir alguns dias livres. Assim que cheguei fui procurar por Grissom

- Cath, você viu o Griss?

- A última vez que o vi ele estava falando com o Hodges.

- Obrigada.

Fui até a sala de análise mas ele não estava lá, aprovetei para passar em sua sala, mas ele também não estava.

- Nick, sabe onde o Grissom está?

- Sim, ele saiu com o Jim. 2 corpos naTropicana.

- Obrigado.

Não me restou outra opção a não ser falar diretamente com o Ecklie, vi ele passando e o Gritei.

- Estou sem tempo. Passe na minha sala mais tarde.

- É urgente. Não posso esperar.

- Tudo bem, pode falar.

- Eu preciso de dois ou três dias fora do lab.

- As coisas aqui estão complicadas. Não sei se posso te ajudar.

- Eu não pediria isso se não fosse urgente. Você sabe disso.

- Posso conseguir três dias, mas terá que pagar com horas extras.

- Tudo bem, não me importo.

Sai dali imediatamente, não tinha muito tempo. Encontrei com Warrick no estacionamento, ele me levou até o aeroporto. Pedi para não me fazer perguntas, ele entendeu. Quando chegamos meu voo já havia sido anunciado, ele levou minha mala e ficou olhando até que eu entrasse no avião.

Quando cheguei em São Francisco o tempo estava fechado, comi qualquer coisa no aeroporto. Tentava ganhar tempo até sentir coragem o suficiente. Tomei um táxi e fui para um hotel. Tomei um banho, ajeitei algumas coisas e fui para o meu destino. Tomei um taxi novamente. Chegando lá fui até a recepção.

- Com licença. Eu estou procurando uma pessoa que está internada aqui. Laura, Laura Sidle. -disse para a recepcionista .

- Um minuto. — Verificou o computador. — Ela está no quarto 312. segundo andar primeira á direita.

- Obrigada.

Pensei em desistir enquanto fazia o caminho até o quarto, mas segui em frente. Eu já estava ali então iria continuar. Me sentei em uma cadeira na frente do quarto, fiquei olhando para o número na porta. Ela estava ali dentro, só uma parede me impedia de vê-la. Olhei para o lado e vi escrito emergência na indicação do corredor. Voltei a encarar a porta, pouco tempo depois ela foi aberta, um homem saiu lá de dentro. Me levantei e fui em direção a ele.

- Posso ajudar a senhorita.?.... — Fez sinal para que eu me apresentasse

- Sara. Eu estou procurando por Laura Sidle, me disseram que ela estava nesse quarto. — Respirei fundo. — Gostaria de saber como ela está.

- Prazer, me chamo Steven.Você é parente da paciente?

- Sou uma conhecida. — Disse sem pensar.

- Sim, ela está aqui. O estado dela é preocupante.

- O que ela tem?

- Encefalite no lado direito do Cérebro . Mas não foi por isso que veio para o hospital. O estado de tuberculose em que ela se encontra está muito avançado. Ela sofre de tuberculose Miliar , é um tipo ... — O interrompi.

- Que alastra a infecção por diversas

partes do organismo pela via sanguínia. Imagino que deve ter atingido o encefalo. — Disse em uma frase só.

- A senhorita é médica?

- Não, meu trabalho me ensina muitas coisas.

- Imagino que veio aqui para vê-la. — Abriu a porta para que eu entrasse.

Fiquei parada olhando para dentro do quarto não sabia se queria vê-la naquela situação. Depois de tomar fôlego fui entrando bem devagar, ela estava com os olhos fechados. Fui até a cabeceira da cama e fiquei a observando, ela não estava mais do jeito que eu lembrava. Tinhas os cabelos curtos e a cor estava diferente. Eu não a reconheci.

- Ela está inconsciente desde o dia que deu entrada no hospital. — Me afastei da cama. -Mas Ela sabe que está aqui.

- Querida, venha. Está tudo bem, saia daí. — Ela tinha a voz serena

- Como me achou mamãe?Não quero sair. — Eu tinha os olhos chorosos.

- Eu senti seu cheirinho de brisa — Desfarçou um sorriso.- Venha, já cabou.

- Não quero ir mamãe, por favor.

- Vamos, eu te protejo. — Estendeu a mão para mim.

eu estava assustada, mas confiei na proteção que ela me ofereceu

.

- Sim, ela sente.

O médico saiu da sala, eu me aproximei da cama pra poder toca-la. Ela tinha as mãos gélidas, tentei esquenta-las com o calor das minhas. Senti-la depois de tantos anos era uma coisa diferente, ela parecia desconhecida para mim. Sua pele estava muito pálida, como a de um corpo sem alma. Ajeitei a coberta que a cobria e estava saindo da sala quando entrou uma mulher.

- Me desculpe, não sabia que ela tinha visita. — Se virou para a saida.

- Não, eu já estava indo embora.

- Não precisa ter pressa. Como a senhorita se chama?

- Sara.

- Sara...foi para você que eu liguei ? Me chamo luci.

- Acho que sim.

- Que bom que veio vê-la. Achei que não viria. — Checava os aparelhos.

- Eu também achei. Eu... preciso ir agora. Obrigada por me avisar.

Ela apenas ficou me olhando sair do quarto. Meus passos eram largos queria sair daquele hospital o mais rápido possivel. Hospitais não fazem eu me sentir muito bem. Sai andando sem dirção pelas ruas próximas ao hospital. Aquela cidade me trazia muitas lembranças, algumas eu gostaria que fossem apagadas de minha mente e outras de bons momentos que passei alí. Eu estava andando há uns 10 minutos quando avistei um parque, tinha muitas pessoas nele. Me sentei em um banco ali perto e fiquei observando as pessoas que passavam. Alguém se sentou ao meu lado, mas eu não dei muita importância, até que ouvi meu nome.

- Sara? — Me virei para ver quem era.

- Oi. — Disfarcei um meio sorriso. -Steven era um homem muito charmoso, alto de cabelos castanhos.

- Descobriu meu lugar favorito. — Ele era simpático

- Eu smpre vinha aqui quando morava em São Francisco

- Então você não mora aqui?

- Não, apenas vim visitar Laura.

- Ah sim, quanto a ela... — O interrompi.

- Eu não queria falar sobre isso. Me deslpe. — Fitava o chão

- Tudo bem... — Ficou meio sem jeito. — E então, onde você mora?

- Las Vegas, Nevada. — Não pude deichar de notar como ele era bonito.

- A cidade das luzes... Não vejo a hora de conhecê-la. Semana que vem eu estou lá. — Pareceu animado.

- É um bom lugar para passear...

- Não, eu vou á trabalho, uma semana de palestras. Mas claro que vou conhecer a cidade... alguma dica?

- Tente sair vivo. — Ele me olhou com espanto, um pouco incrédulo. -Me desculpe.

- Vou olhar isso pelo lado positivo — Ele riu.

Conversamos por um bom tempo, ele era muito animado, me tirou alguns sorrisos. Não parou de falar momento algum. Quando percebemos já havia se passado algumas horas.

- Tenho que voltar para o hospital. — olhava o relógio.

- Tudo bem. Ficamos bastante tempo aqui...

- Foi divertido, você é uma boa compania. — Sorriu.

- E você é um ótimo mentiroso. -Brinquei.

- Vamos nos ver novamente?

- Acho que sim, vou aparecer no hospital.

- Vou ficar esperando.

Notas finais
Fim desse capitulo, então, obrigada por ler.
Tchau e bjão