Sideways
3 III - A Primeita Noite de um Homem
Notas iniciais
III
A primeira noite de um homem
— Pois é, moleque, hoje vai ser seu grande dia!
A voz rouca de Máscara da Morte o devolveu à realidade. Porque ele ainda não acreditava que, de todos os lugares, eles poderiam estar ali, diante daquela construção imponente em estilo otomano, propositalmente rebuscada e até mesmo luxuosa, no caminho de Rodório até Atenas.
É, senhoras e senhores: Aiolos de Sagitário estava diante do lendário Harém (1).
Trazido por Máscara da Morte, o óbvio pai da ideia, e por ele, Shura. Que não sabia, exatamente, quando tinha concordado com tamanho disparate...
— Ah... — Aiolos não parecia tão animado quanto o colega da quarta casa gostaria de vê-lo, realmente. — Mas... eu...
Nem teve tempo de ver o rapaz protestar, posto que ele foi empurrado para dentro por um empolgado italiano que praticamente esfregou a identidade do sagitariano na cara do leão de chácara que insistia em duvidar da idade de Aiolos. Viu-se arrastado para dentro também, já que o italiano pressentia que, se demorassem muito por ali, o tempo poderia fechar.
— Vamos pra dentro você também, estrupicio, que senão os caras vão correr com a gente daqui, p****! E eu não passei esse tempo todo 'passando o chapéu' pelo Santuário todo pra bater com a cara na porta!
Em pouco tempo estavam dentro do prédio que bem poderia ser chamado de palacete, sem nenhum exagero. E o tal Harém não levava o nome que levava à toa, nem mesmo tinha a fama que tinha ou o preço que tinha à toa. Meninas lindas, em trajes sumários, desfilavam pelo amplo ambiente interno de decoração nababesca.
Não que fosse a primeira vez que Shura estivesse ali, claro que não.
Mas era a de Aiolos, e essa era uma coisa que ele nunca, jamais esperou ver em sua vida.
E, ao mesmo tempo, idealizou em várias ocasiões em um passado tão distante que parecia quase uma vida passada, ou uma realidade paralela. Quando ele, e Aiolos, tinham idades parecidas (2), ideais parecidos, e tanta coisa da vida deles ainda não tinha acontecido...
— P*** que o pariu, Shura, já vai ficar deprimido de novo? — A voz de Máscara da Morte o interrompeu em seus pensamentos, de novo, e o italiano lhe empurrou uma garrafa de uísque. — Bebe logo essa porcaria e fica animadinho, que eu não vim aqui pra ficar arrastando teu rabo depressivo pra lá e pra cá não.
Para o Máscara da Morte era fácil enterrar o passado num buraco fundo e fingir que nada daquilo tinha acontecido, ou pelo menos era o que ele se esforçava ao máximo para fazer parecer. Ou ele era mesmo um psicopata sanguinário e sua ordenação como cavaleiro de Câncer tinha sido um dos piores erros de julgamento da história da Ordem de Atena, vai saber. Enfim, Shura pegou a garrafa de uísque, alcançou um copo e o encheu, enquanto Máscara da Morte arrastava um Aiolos absolutamente desconcertado para perto de um grupo das moças habituais do lugar.
Ah, pro diabo, pensou o espanhol, enquanto virou o primeiro copo de uísque, e o som do lugar ressoava uma música ligeiramente familiar.
What would you do if I sang out of tune
Would you stand up and walk out on me
Lend me your ears and I'll sing you a song
I will try not to sing out of key
O que você faria se eu cantasse fora do tom
Você se levantaria e viria até mim
Me empreste suas orelhas e eu te cantarei uma canção
Eu vou tentar não cantar fora de tom
ohh baby I get by,
(by with a little help from my friends)
All i need is my buddies
(try with a little help from my friends)
I said I want to get high I will
(High with a little help from my friends)
Who-Ho-Hoo-yeah
ohh baby eu consigo,
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Tudo que eu preciso são meus amigos
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Eu disse que quero ficar doidão eu vou
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Who-Ho-Hoo-yeah
Shura se sentou em uma mesa, para depois olhar para os lados, ligeiramente alarmado porque já não conseguia ver Aiolos ou Máscara da Morte. A consciência em sua cabeça, que alguns apelidavam de Hardy(3), continuava a lhe dizer que aquilo não podia dar certo. E não é que ele fosse pessimista nem nada, só que, por todos os deuses do Olimpo, como é que o Máscara da Morte seria o responsável pela iniciação de Aiolos? Aquilo era um despropósito.
E nem adiantava beber para tentar ficar alegre, que nem mesmo se ele estivesse em um maldito coma alcoólico aquilo desceria melhor.
E virou o segundo copo de uísque para então se levantar, atrás dos outros dois.
Mas era melhor levar a garrafa, por via das dúvidas.
What do I do when my love is away,
(Does it worry for you to be alone?)
no no
How do I feel by the End of the day
(Are you said because your on your own)
I hope you Don't say it no more
O que eu faço quando meu amor está longe,
(Você se preocupa por estar sozinho?)
não não
Como eu me sinto ao Fim do dia
(Você está triste por estar só)
Eu espero que você não diga isso nunca mais
Andou pelas amplas salas do lugar, apinhadas de gente a uma hora dessas, afastando delicadamente algumas garotas a fim de fazer contato. Bom, bem que era capaz de que Aiolos agora estivesse com alguma delas, e bem que ele não queria atrapalhar, mas ele tinha que pelo menos olhar a tal garota para ver se era uma boa escolha.
Uma memória do passado lhe assaltou, lembrando-o de quando ele e Aiolos ainda eram aprendizes e ouviam os soldados rasos mais velhos discorrerem sobre os segredos do amor (e do sexo), com riqueza espantosa de detalhes para serem ouvidos pelos meninos que eram naquela época; para depois ficarem ambos rindo e imaginando como seria então quando chegasse a vez deles...
A vez de Aiolos nunca chegou.
Virou mais um copo de uísque, mas nem ele estava ajudando dessa vez.
(by with a little help of my friends)
Gonna get by with my friends
(try With a little help from my friends)
Heel-heel-heel I'll will try
(High with a little help from my friends)
Keeping it high I will
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Vou conviver com os meus amigos
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Heel-heel-heel eu vou tentar
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Vou continuar doidão
As pessoas bem podiam tirar um sarro da cara dele por seu pessimismo e seu temperamento 'down', mas era bem duro para si fingir que tudo estava bem e as coisas ruins do passado tinham ficado para trás.
Era duro olhar para Aiolia e engolir a rispidez dele quando o viu tentar falar sobre o acontecido entre ele e Aiolos.
Foi duro olhar para Saga, no Submundo, depois de tudo que ele sabia que tinha acontecido.
Foi muito, muito duro ver que num erro de julgamento grosseiro, ele ignorou seu coração lhe gritando que Aiolos era inocente porque ele tinha que seguir as ordens do Grande Mestre, e matar seu melhor amigo como traidor.
E foi duro ouvir as palavras de Shion quando foram trazidos de volta pelas graças de Zeus, com a missão de reestruturar a paz na Ordem e guardar a Terra dos males a se abater sobre ela. Vivemos um milagre, ele dizia, e tudo que sentia era vontade de rir da sua cara...
(Do you need anybody)
I need someone to love
(Could it be anybody)
All I need is someone, who knows just where I'm going yeah
Somebody who knows quiet sure, baby
(Você precisa de alguém)
Eu preciso de alguém para amar
(Poderia ser qualquer um)
Tudo que eu preciso é alguém, que saiba exatamente onde estou indo yeah
Alguém que saiba com certeza, baby
Shura deu uma risada seca, enquanto acompanhava a letra da música. Música de amigos, com a ajuda dos amigos... Só podia ser piada.
Súbito, se viu puxado pelo braço e ao se virar seu olhar parou em Aiolos, sem sinal de Máscara da Morte por perto e visivelmente acuado, como nunca o tivera visto até então.
— Ainda bem que eu te achei... — Disse o espanhol. — Onde está o Máscara da Morte?
— Eu não sei, acho que ele perdeu a paciência comigo... — O sagitariano baixou os olhos.
Shura bufou, sabia que provavelmente o rapaz estava certo: era capaz, muito capaz, de Máscara ter simplesmente largado Aiolos à própria sorte atrás de algum rabo-de-saia, dos mais duvidosos possíveis. E, bom, não havia muito o que fazer, se fosse esse o caso.
— 'Cê quer ir embora? — Perguntou Capricórnio, esperando por uma resposta positiva, mas o outro baixou os olhos.
— Vocês não vão ficar chateados se eu quiser ir?
— Eu, não. E o Máscara... A uma altura dessas ele nem se importa.
Ainda assim, algo em Aiolos dizia que ele queria ficar.
O rapaz se sentou em uma mesa atrás deles, desocupada como que por arte de magia no local cheio de gente, e Shura o acompanhou.
Ficaram ali os dois, num silêncio desconfortável, enquanto olhavam o palco no centro do salão onde umas dançarinas faziam um show de pole-dance que fariam corar até mesmo Máscara da Morte, e que o rapaz mais novo olhava com olhos compridos. Shura percebeu o olhar do garoto, com o desejo misturado à insegurança, como ele mesmo há alguns anos atrás, num bordel bem menos classudo do que o Harém, mas com o mesmo sentimento agridoce de solidão que parecia ver nos olhos do outro. Mas, que no caso dele, era velho conhecido de sua alma desde que...
— Não era bem assim, né? — A voz de Aiolos interrompeu seus pensamentos, e lhe foi surpreendente tê-la ouvido no meio do barulho daquele lugar.
— Hein?
— Não era bem assim que a gente imaginava que ia ser, né?
— Ser o quê?
— A primeira vez... — O rapaz olhou para Shura, que sentiu o incômodo de ver Aiolos tal qual o via em suas memórias de antes de aquilo tudo, dada a juventude do colega em relação a si. — Lembra quando a gente ficava conversando com aqueles soldados?
Shura lembrava, apesar do tempo que passara para ele. Mas lembrava como se fosse ontem.
— Lembro.
— A gente ouvia eles falando aquelas coisas... E eu lembro que você dizia que não ia ter coragem de fazer aquilo tudo com uma menina...
— É... — Shura deu um risinho seco. Era verdade...
(by with a little help from my friends)
Said I'm gonna make it with my friends, i will
(try with a little help from my friends)
Who-hoo-I wonna keep on trying
(high with a little help from my friends)
I'm gonna keep on trying
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Disse que eu vou fazer isso com meus amigos, eu vou
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Who-hoo-Eu vou continuar tentando
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Eu vou continuar tentando
— E a sua, foi assim também? — Aiolos chamou de novo a atençao do espanhol para si.
— Assim, como?
— Assim, num lugar que nem esse...
— Não era assim tão legal quanto esse aqui, mas foi.
Aiolos deu um risinho seco, que cortou assim que viu o outro tomar mais um gole do uísque em sua mão.
— Ei, me dá esse copo...
— Não, Olos, você não pode beber.
— Eu não vou. — O rapaz estufou o peito. — Mas você também não vai.
— Por que não?
— Porque eu vi quando o Máscara te deu essa garrafa, ela estava zerada. Agora ela já está quase no fim, e você está aqui sem ninguém pra dividir ela com você. Então eu só posso concluir que você bebeu isso tudo aí sozinho...
— Ih, vai ficar me regulando? — Shura fez um muxoxo.
— Vou. — O outro estufou o peito, do mesmo jeito quando fazia há quase quinze anos atrás. — É pra isso que servem os amigos...
(Would you believe in a love at first sight?)
I'm certain it happens all the time yeah
(What do you see when you turn off the lights?)
I can't tell ya, but it sure feel like mine
(Você acredita em amor à primeira vista?)
Eu tenho certeza que acontece o tempo todo yeah
(O que você vê quando você apaga as luzes?)
Eu não posso te dizer, mas com certeza sinto que é meu
Ouvir a palavra 'amigo' da boca de Aiolos fez com que muitas coisas dentro de Shura se quebrassem. Na maior parte, defesas já enfraquecidas pelo álcool que na maior parte dos casos costumava lhe deixar alegre. Uma alegria falsa, mas que aplacava os amigos que queriam vê-lo rindo e brincando.
Baixou os olhos, para encarar a parede e fugir dos olhos do outro.
— Ei... — Aiolos agora estava do seu lado, cutucando seu ombro. — Que foi?
— Nada não, Olos. Eu acho que eu só bebi um pouco além da conta, só isso...
Aiolos sorriu de canto, e deu um soquinho no ombro do outro.
— Deixa de mentira. 'Cê já tá quase chorando aqui.
— Não.
— Está sim senhor.
— Eu não...
Aiolos sentou do seu lado, e puxou o outro pelo ombro direito.
— Falando sério agora, você precisa deixar isso pra trás. Precisa, Shura...
Dessa vez o capricorniano não conseguiu segurar uma lágrima, que limpou rápido com o dorso da mão.
— Eu não consigo. — A voz de Shura saiu num sussurro que quase só ele ouviu. — Eu não consigo... Eu não tenho como aceitar que você me considere um... amigo.
— Como não? — Aiolos arregalou os olhos.
— Foi muita coisa, Olos. Você, o Aiolia... Eu não consigo... Eu nunca vou ter como te pagar o que eu te fiz. Nunca.
— Você não tem nada pra me pagar. Nada. — Os olhos do rapaz também estavam mareados, e Shura não soube o que fazer quando se viu envolvido em um abraço pelo (agora) mais novo. — E, pra mim, você segue sendo tão meu amigo quanto era antes daquilo tudo acontecer, sabia? Pode parecer loucura, mas mesmo hoje, quando eu olho pra você, eu vejo aquele moleque chato que eu sei que ainda está aí dentro.
Shura agora deixou-se chorar a gosto, a despeito da hora e do lugar. Mas nunca seu choro lhe pareceu tão certo.
(by with a little help of my friends)
Don't you know I'm gonna make it with my friends
(Try with a little help of my friends)
I promised my self I get by
(high with a little help of my friends)
Said I'm gonna try it a little to hard
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Você não sabe que eu vou fazer isso com os meus amigos
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Eu prometi a mim mesmo que consigo
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Disse que eu vou tentar um pouco mais
— Ei... — Shura se desvencilhou do outro, visivelmente sem graça. — Mas vamos separar aí, porque você não veio pra cá pra abraçar outro cara. Com certeza.
Aiolos deu uma risada gostosa, para então olhar para Shura com olhos travessos. Em seguida, pegou o uma dose do uísque e colocou no copo, para virar um gole em seguida.
— Ei, moleque! Solta esse copo e essa garrafa aí que você não vai beber não!
— E por que não? Em tese, minha carteira de identidade diz que eu tenho vinte e sete anos. É que eu sou muito bem conservado! — Aiolos agora dava um sorriso cheio de dentes, para em seguida virar um gole grande da bebida, engasgando quase que imediatamente, o que fez Shura gargalhar como há muito tempo não fazia.
— Deixa de retardo mental, Olos! — O capricorniano agora tentava tomar o copo do outro, que seguia se defendendo para manter o dito cujo em seu poder. — Me dá esse copo aí, vai, que pra beber 'cê tem que aprender primeiro!
— Então, eu estou aprendendo... — Aiolos agora deu outros goles na bebida, mais devagar para não engasgar.
— Olha, falando sério, pare com isso senão o Aiolia me mata.
— Ele só vai saber se você contar, sua besta!
— Não, bocó. Ele vai saber quando te ver na sua casa, fedendo a bebida e com uma ressaca dos infernos! — Shura seguia rindo, apesar da tentativa de impôr respeito. — E ai de mim se isso acontecer! Eu vou tomar um coió épico do seu irmão...
— Ai que medinho... — Aiolos agora circundava a mesa, para então se sentar quando percebeu que Shura tinha desistido de tomar o copo da sua mão. — Vem cá, depois de hoje eu posso ir na Taberna com vocês?
— Não. Tá louco? Qual a parte de 'O Aiolia vai arrancar meus bagos' você não entendeu?
— Feh. — Outro risinho de Aiolos. — Mas e ele, não vai por quê?
— Ah, você não sabia? — Shura riu malevolamente. — O Aiolia não bebe muito. Porque quando ele bebe... Ele vira o Super-Aiolia!
Aiolos agora ria a gosto, enquanto Shura começava a entabular histórias de alguns memoráveis vexames alcoólicos de Aiolia.
(Do you need anybody)
ohaaa- yeah yeah yeah
(Could it be anybody)
Oh there's gonna be somebody
Ohh yeah yeah
(Você precisa de alguém)
ohaaa- yeah yeah-yeah
(Poderia ser qualquer um)
Oh vai ser alguém
Ohh yeah yeah
Pararam os dois de rir um pouco, para voltar os olhos para a morena espetaculosa que seguia dançando no palco, junto com outras.
— Feh... — Shura deu um riso de canto.
— Que é?
— Olha você aí, olhando de olho comprido pra morena dançando, lá...
— Pff. — Aiolos soltou um bufido. — A moça tá lá dançando não é pra gente ver?
— Heh. — Outro sorriso de canto de boca do outro. — Na verdade, elas são só dançarinas, sabia? As outras moças não ficam dançando aí não. Mas isso não impede de ela topar sair contigo, se te achar interessante.
— Sem pagar?
— É.
Aiolos virou os olhos na direção do (agora) mais velho.
— E você não vai fazer nada não? — Shura riu, desafiador.
— Eu? — O outro franziu a testa, para depois olhar de novo para a garota que dançava. — E eu vou fazer o quê?
— Ora, chegar lá perto, falar com a moça...
— Ah... — O outro baixou a cabeça. — Mas o que uma moça dessas ia querer comigo?
— E o que você perde se for lá falar com ela?
— E se ela me der um fora?
— Ué... Aí beleza, você vai atrás de outra! Ou vai me dizer que vai ficar esperando aparecer uma mulher especial na sua vida? Porque olha, nem ele esperou não, viu... Porque a tua cunhada foi jogo duro, jogo duríssimo! Quase que não compensava!
Aiolos riu, imaginando a situação.
— Mas sabe... — Aiolos deu uma risada de lado, depois de bebericar seu uísque.
— Fala.
— A morena aí tá me parecendo bem especial, agora.
Shura deu uma risada gostosa, sentindo a alma leve como há muito não sentia.
— O que é tão engraçado? — Perguntou Aiolos, já que o outro seguia rindo.
— Nada não, Olos...
— Eu, hein... Uma hora quer chorar, outra fica rindo... Você tá precisando de tratamento, sabia?
Novas risadas de Shura.
— Ei... — O espanhol diminuiu o riso. — Quer ir lá perto pra gente ver o que acontece?
— Se eu tomar um fora, você promete que não vai tirar sarro da minha cara?
— Não.
— Tratante.
— Eu não sou tratante não, esse é o Máscara da Morte.
— Há.
— Vai, Olos, tira essa bunda da cadeira aí e vamos lá falar com as meninas...
Aiolos levantou, com o copo na mão enquanto Shura levava a garrafa, se sentindo pela primeira vez em muito tempo... Feliz.
(by with a little help from my friends)
Said i'm gonna get by with my friend, I tell ya
(try with a little help from my friends)
Ooh yes I'm gonna keep trying
(high with a little help from my friends)
Keeping it trying with my friends
(by with a little help from my friends)
Ooh you never gonna stop me anymore
(try with a little help from my friends)
I'll keep on trying
(high with a little help from my friends)
get on high, i'm wanna make time oh lord
Gonna get by with my friends
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Disse que vou conviver com os meus amigos, eu te digo
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Ooh, sim, eu vou continuar tentando
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Continuar tentando com os meus amigos
(Com uma ajudinha de meus amigos)
Ooh você não vai me parar nunca mais
(Tente com uma ajudinha de meus amigos)
Eu vou continuar tentando
(Doidão com uma ajudinha de meus amigos)
Ficar doidão, eu sou quero fazer tempo oh senhor
Vou conviver com os meus amigos
Engraçado como agora as palavras de Shion no dia em que foram trazidos de volta faziam todo o sentido:
"Hoje é o primeiro dia do resto de suas vidas"
OOO
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