Side Quest: A Busca Pelo Meu NPC Favorito!

26 Capítulo 26 - Final Verdadeiro


A porta do quarto onde Yrina estava abriu com um rangido, e ela se virou para ver quem tinha ido visitá-la. Darka espiou pela abertura antes de entrar.

— Ainda acordada? — Darka brincou enquanto entrava.

— Darka! — Yrina se levantou e foi apressada até o jovem, já puxando-o para um abraço apertado. O aconchego de seus braços combinado com um cafuné era reconfortante, deixando Darka com uma gostosa sensação de nostalgia. Ele notou que ela estava com novas roupas e em seu pescoço, os amuletos das máscaras de Dia e Noite pendiam, bem danificados. — Eu já dormi demais, querido. 100 anos inconsciente deixam uma pessoa esperta até demais.

Quando se soltou do aperto dela e conseguiu ver o aposento onde estava, a primeira coisa que se percebia era o tamanho absurdo do lugar. Uma lareira adornava a parede esquerda e a direita ostentava enormes janelas com vitrais elaborados, enquanto uma enorme cama ocupava boa parte do cômodo. Nela, cobertos por lençóis de algodão e afundados em travesseiros que pareciam ser feitos de nuvens, Dia e Noite descansavam, enquanto Miko dormia em cima deles.

— Então eles ainda não acordaram mesmo. — Darka sentou na beira da cama, suspirando. — E eu achando que não iam escapar da minha bronca hoje.

— Imagino que deram bastante trabalho, não é? — Yrina sentou-se ao seu lado, tentando esconder a tristeza. — Sinto muito.

— Nem tanto, só passaram os últimos dois anos tentando me transformar num tirano do mal. Confesso que tive muita vontade de matá-los um monte de vezes, mas... — ele pensou um pouco antes de concluir. — Irmãos são assim mesmo.

Yrina ficou surpresa em ouvi-lo os chamando de 'irmãos'. Muitas vezes se pegou imaginando o que ele pensaria de Dia e Noite se eles saíssem dos amuletos, e lamentava que as circunstâncias do seu encontro tenham sido tão negativamente caóticas. Ainda assim Darka os chamou daquele jeito, e ela quase não conseguiu segurar uma lágrima.

— Me desculpe por não ter contado sobre isso antes. Houveram momentos em que quis tirar os dois dos amuletos, mas fiquei com medo de não ser capaz de protegê-los.

— Tá tranquilo. Entendo o porquê de não ter contado. — Darka sorriu, tentando reforçar que realmente não estava chateado. — Eles ainda te amam muito, cabeça de alga. Fizeram essa bagunça toda por você também, então eu sei que vão acordar em algum momento. Além do mais, eles estão me devendo desculpas.

Ele notou um leve brilho azulado os envolvendo, e se perguntou se era alguma magia de Yrina agindo.

— Eles ainda estão vivos... não é?

— Estão, sim. Mas... não sei se irão acordar tão cedo. — Ela fez uma pausa, encarando Dia e Noite antes de continuar. — Mesmo minha magia não está sendo o suficiente para repor o que perderam. Seja lá o que fosse aquilo que o jovem Amara disse que estava dentro deles, parece que era uma grande parte do espírito de ambos. Se eu tivesse mais da minha própria essência poderia repor, mas...

Uma batida na porta interrompeu a conversa, e Darka se levantou para abrir. A expressão levemente irritada de Katarina o cumprimentou.

— Você deveria estar indo para a sala de reunião.

— Bom dia pra ti também, Katarina. — Darka respondeu. Yrina surgiu detrás dele, curiosa.

— Menina Aurea?

— É Katarina Aurea para você, bruxa. Vamos, moleque. — De forma um pouco impaciente, a paladina puxou Darka pelo braço para fora do quarto.

✰★✰★✰

Enquanto andavam, Katarina ia na frente guiando Darka e mantinha a pose de seriedade com o semblante sério, mas não mais ameaçador como antes. Já não usava sua armadura, mas ainda vestia com orgulho sua roupa de paladina. O jovem observava suas costas, o cabelo curto e solto dando uma impressão de leveza que contrastava com a lembrança que ele tinha da grossa trança de antes. Era impressionante como ela havia mudado.

— Ei... — ele arriscou quebrar o silêncio entre eles. — Você tá bem?

Ela parou e virou para ele, um pouco surpresa pela pergunta.

— Por que estás perguntando isso?

— Ah, é que tipo... Você passou por bastante coisa, né? Aliás, acho que nunca pedi desculpas por ter queimado seu cabelo, então... desculpa.

— Hm. — ela se virou e voltou a caminhar. — Estás perdoado.

O silêncio voltou, e o jovem já começava a pensar em outra forma de puxar assunto quando a paladina continuou a falar.

— Só para esclarecer, eu ainda preciso de mais tempo para processar tudo. Ainda preciso... me encontrar.

Darka a observou com um misto de curiosidade e empatia, feliz por de certa forma estar tendo uma conversa amigável.

— É normal. As pessoas nem sempre são o que a gente imagina, e isso se aplica até pra nós mesmos também.

— Espero que sim. — Não tinha como ver o rosto da mulher, mas Darka tentava imaginar que ela sorria. — Yrina também... é diferente do que eu imaginava.

— Ela é, né? Todo mundo achando que ela era a maior tirana, na real é só uma babona. Se bem que quando eu morri... ela ficou bem zangada.

Darka revirava sua memória, lembrando das cenas que havia visto no jogo onde Yrina aparecia em toda sua fúria. Ela estava assustadora e feroz, então não era difícil imaginar por que a fama dela ficou tão ruim. Distraído com sua mente, ele esbarrou de repente em Katarina, que havia parado de andar de novo.

— O que fo...

— Tem uma coisa que preciso dizer. — interrompeu a paladina, ainda de costas. Sua voz estava um pouco mais baixa que o normal. — Mas não ouses contar para mais ninguém.

— Tudo bem... — Ele percebeu que ela estava escondendo o nervosismo, então tentou ficar sério e mostrar que estava prestando atenção. Se sentia quase orgulhoso de ter ganhado a confiança de Katarina a ponto de ser alguém a quem ela confiaria um segredo.

— Eu acho que Tharia não foi embora. Não completamente. — Ela se encolheu um pouco, como se estivesse tentando não parecer boba confessando aquilo. — Quando eu olho para a bruxa, é como se... Tem alguma coisa que me deixa... Argh. Deixa pra lá.

— Não é aquela coisa que você fez em Jhotar não... né?

— Não! É... — Katarina se virou para ele, alterada. Quando percebeu que estava perdendo a compostura, respirou fundo. — É diferente. Esqueça. Se abrir sua boca para contar isso para alguém eu quebro seus dentes e corto sua língua.

— Nem sei do que cê tá falando. Não ouvi nada. Onde que fica a sala de reuniões mesmo?

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A porta da sala de reuniões do castelo de Talphen se abriu com um rangido, dando passagem a um guarda que anunciava a chegada dos visitantes. Estephan já aguardava todos na ponta da mesa triangular, acompanhado por Katarina de pé ao seu lado. Sua postura antes relaxada, agora se endireitava para passar seriedade.

— Lady Amandine Jiandri, governadora da província de Ninell e Lorde Garion Blackbell da província de Ingrena chegaram, senhor.

— Sejam bem-vindos. — Estephan se levantou para saudar os visitantes. — Fico feliz em vê-los, e agradeço por terem aceitado meu convite.

— É sempre um prazer visitá-lo, Evelot. Também sou grata pela iniciativa em resolver esse problema. — Amandine apertou a mão do governador, sorrindo. Era uma mulher alta e imponente, com um ar ao mesmo tempo gentil e rígido. Estephan gostava muito de sua presença marcante, e era grato por ela ser uma pessoa pacífica. Já Garion entrou no recinto visivelmente alterado, com sua típica expressão de soberba e atitude desagradável. A aparência jovial contrastava com suas vestes, causando a mesma impressão de uma criança usando as roupas do pai.

— Onde ela está, Evelot?!

— Prefiro sentar e discutir o assunto antes, Blackbell.

— O que tem para discutir?? Todos viram o que aconteceu com a montanha de Jhotar, aquela bruxa foi ressuscitada! E chegou a meu conhecimento que ela está sendo mantida aqui em seu castelo!

Amandine tomou a frente e sentou-se em uma das cadeiras, sinalizando para Estephan sentar-se também. Ficaram em silêncio, encarando Garion até ele desistir e se sentar.

— Primeiramente, gostaria de esclarecer os acontecimentos de ontem. — Estephan começou a falar. — Minha irmã, formalmente conhecida como a Cavaleira da Luz, Katarina Aurea, esteve presente na Montanha de Jhotar e testemunhou o ocorrido.

A irritação de Garion ficava cada vez mais evidente, mostrando sua impaciência com a possibilidade de estar tão próximo de Yrina. Estephan continuou a falar.

— A montanha realmente foi destruída, mas não pelo poder de Yrina. Seu filho, cujo verdadeiro nome é Darka, foi até lá não só buscar sua mãe mas também para evitar uma catástrofe. O local onde ela estava selada era uma fonte de magia natural que teve seu curso interrompido pelos selos de Angelo Aurea.

— Foi o Impronunciável que disse isso?! Como pode confiar nele?? É um... — Garion levantou a voz, mas foi logo interrompido por um olhar raivoso de Amandine.

— Continuando. — Estephan pigarreou. — Os incidentes causados pelo jovem eram com o objetivo de quebrar os selos e aliviar a pressão mágica do local, acumulada pelo último século. Caso não tivesse feito isso, logo a montanha teria explodido por conta própria e em uma escala muito maior do que vimos ontem. Erroneamente concluímos que suas ações eram movidas por vingança, visto os danos causados nos locais dos selos, mas após investigarmos a fundo concluímos que O Impronunciável apenas é... desastrado.

— Desastrado parece um adjetivo bem colocado. Confesso que embora seja um pouco difícil de acreditar, ainda faz sentido o que comentou, Evelot. — Amandine ficou pensativa. — E o que a senhorita Aurea tem a dizer sobre a luta que ocorreu em Caadis? Testemunhas disseram que seu descontrole causou danos consideráveis ao local. Sei que é uma pessoa confiável e serviu muito bem defendendo Argrene como um todo, mas não podemos ignorar aquilo.

Se curvando em reverência, Katarina começou a se explicar.

— Sinto muito pelos danos em seu território, Sra. Jiandri. Foi um momento de conflito interior que ocorreu um pouco antes de descobrir que meu trabalho estava sendo erroneamente feito, como pôde ouvir de Estephan. Na tentativa de impedir o Impronunciável, acabei causando o efeito oposto e destruí o que estava à minha volta sem pensar. Oenith irá pagar pelos danos em Caadis.

— Espere, Katarina. Sobre este assunto… — interrompeu Estephan. — Os custos podem ser cobertos por Ingrena. Ainda preciso esclarecer algo com Garion.

O líder de Ingrena fechou mais ainda o semblante, impaciente. Mesmo sendo um suposto imortal, não havia nada de especial nele que se destacasse além da aparência jovem. Estephan havia se encontrado com Yrina quando ela chegou com sua irmã, e era quase palpável a aura mágica que ela emanava. Garion parecia tão comum que se não tivesse o conhecido desde a infância, seria difícil acreditar que era um homem especial.

— Tive a oportunidade de interrogar Yrina e seu filho pessoalmente, e com isso soube de informações um tanto quanto interessantes... Principalmente sobre o motivo pelo qual a bruxa começou a ser caçada. Mas isso já é de seu conhecimento, não é, Blackbell?

— O que está insinuando?!

— Ele está insinuando... — Darka saiu detrás de uma das cortinas, agora vestindo uma roupa mais formal e terminando de prender o cabelo em um rabo de cavalo baixo. — Que você tentou capturar e usar os poderes da Yrina pra começar um conflito com Oenith e Ninell. Perdão pelo atraso, Estephan, eu tava trocando pra essa roupa chique. É difícil de vestir.

Garion se levantou, surpreso. Os guardas e Katarina entraram em alerta, preparados para contê-lo caso fosse necessário.

— Mas que absurdo é esse?! O que esta coisa está fazendo aqui?!

— Ele é meu convidado. — Estephan se levantou também, se pondo na frente de Darka. Não seria intimidado com facilidade, principalmente por um velho surtado com cara de bebê. — Vejo que apesar da idade, Blackbell, você ainda é tão birrento quanto o adolescente de sua aparência.

— Acredita mesmo no jovem que pulverizou sua preciosa torre?! Que tem deixado um rastro de destruição em Argrene e fez exatamente o que temíamos? Ele trouxe a mãe dele de volta pra se vingar de todos!

Desta vez, foi Amandine quem se levantou.

— É de conhecimento geral, Garion, — A mulher o encarou. — que graças a "ajuda" de Ingrena no caso de Yrina, sua província teve um crescimento considerável. Acordos benéficos foram fechados e seu status cresceu. A menor e mais fraca das províncias se igualou as outras. O que me faz pensar é como souberam que Yrina, uma mulher aparentemente comum que já vivia em Argrene há muitos anos, era uma poderosa entidade destrutiva.

— Estão todos sendo enganados! A bruxa não é inocente!

— Cala a boca! — Darka tomou a frente, irritado. Havia uma semelhança entre aquele homem e o pai de Lauren, principalmente na arrogância e no fato dele achar que tinha direito sobre a existência de alguém. — Eu sei que foi você quem destruiu as vilas da fronteira e colocou a culpa na Yrina, simplesmente porque queria o poder dela só pra você! E nessa sua perseguição doentia ainda matou meus pais só porque eram amigos dela e se recusaram a entregá-la!

— Como se atreve...

— Eu me atrevo porque eu e a Yrina passamos o último século pagando pela SUA ganância, seu desgraçado! Acha que conseguiu esconder bem o seu plano de atacar as outras províncias pra anexá-las a Ingrena? Deixa eu te falar, você é um imbecil e nunca ia conseguir completar esse plano idiota, mesmo que capturasse ela!

— Chega! Não vou mais aceitar tais calúnias!! — Garion deu um soco na mesa enquanto espumava de raiva. — Exijo ver aquela bruxa ordinária agora mesmo! Ela é minha, aquele poder é minha propriedade!!

A porta da sala de reuniões foi aberta repentinamente, emoldurando a figura alta de Yrina. Seu longo cabelo verde estava eriçado e seu olhar perdido, quase como no dia em que havia sido selada. Sua voz, antes gentil e simpática, agora soava ríspida, séria.

— Então era você. — Ela se aproximou com passos tão suaves que parecia flutuar. — Você tem algo que me pertence, Garion Blackbell.

— Finalmente...

Hipnotizado, Garion se aproximou de Yrina. Os guardas já apontavam suas armas para ela, mas a mulher simplesmente estava impassível. Darka segurou os ombros de Katarina e Estephan como se dissesse para não interromper, pois mesmo sem fazer ideia do que estava acontecendo, sabia que era algo que apenas ela poderia resolver.

— Te dei uma benção, uma segunda chance como nenhuma outra. O que fizeste com ela?

— Eu estava destinado à grandeza, bruxa, e você me deu a imortalidade para isso! Quando eu soube de seus poderes em uma viagem a Fearaniar, eu sabia que era um sinal divino para me ajudar! Encontrar você aquele dia foi obra do destino. Você... continua jovem e bela como no dia que a encontrei.

As mãos de Yrina envolveram o rosto de Garion, quase como um gesto afetuoso, mas seu semblante dizia que não haveria compreensão ali. Todas as consequências de um ato de bondade para com a pessoa errada pesavam em suas costas, e o peso era quase sufocante.

— Tomarei de volta o que eu nunca deveria ter te dado.

— O quê... — Garion engasgou antes de terminar sua frase. Gritos de desespero começaram a encher a sala, vindos do homem que se contorcia de dor.

Feixes luminosos saíam do corpo de Garion e eram absorvidos pelas mãos da mulher. Ao mesmo tempo, ele envelhecia a uma velocidade absurda, com sua pele se enchendo de rugas e seus músculos secando. Em menos de um minuto, o homem já era apenas um velho decrépito sem forças nem para gritar. Seu olhar estava vidrado na mulher durante todo o processo, até perderem o brilho e se tornarem pó.

Logo após a tenebrosa cena, Yrina parecia ter voltado ao normal e estava tirando a sujeira de seu vestido quando percebeu o silêncio no recinto. Ela apenas sorriu e se endireitou, tentando parecer solene.

— Eu salvei a vida deste homem há muito tempo atrás, ou pelo menos pensava ter salvado. O encontrei moribundo pedindo ajuda após ser picado por uma cobra na floresta a oeste da capital de Ingrena. — Ela respondeu a pergunta que ninguém ali ainda tinha tido iniciativa de fazer. — Dei parte de minha própria essência para ele, acreditando que estava fazendo a coisa certa. Mas pelo visto fui enganada, e ele mesmo havia planejado aquilo...

Mesmo voltando a doçura de sempre, sua voz carregava nervosismo, e ela se curvou em pose de desculpas.

— Sinto muito mesmo pela cena desagradável. Gostaria de deixar claro que apenas peguei de volta o que me pertencia e seu envelhecimento foi apenas o curso natural da vida agindo. Ele não deveria estar vivo e...

Ela foi interrompida pela aproximação de Amandine. Darka ficou nervoso, temendo que houvesse algum conflito, mas foi surpreendido quando a governadora de Ninell apenas colocou a mão no ombro de Yrina e fez um gesto para a bruxa se levantar.

— Testemunhei muitas coisas em minha vida, senhorita Yrina. — ela sorriu com simpatia. — Mas nenhuma se compara a ver aquele traste sendo pulverizado. Obrigada pela experiência.

Darka soltou uma gargalhada sincera, que acabou aliviando a tensão na sala de reuniões.

Após o incidente de Garion, Yrina explicou sobre sua origem como uma deva, sobre sua chegada em Argrene e seu encontro com Darka. As reações de todos foram variadas, mas no geral completamente compreensivas. Conheciam a arrogância de Garion, então não era difícil acreditar que ele realmente havia planejado aquilo. Darka também explicou sobre sua jornada desde que acordara, omitindo a existência dos gêmeos e se comprometendo a fazer o possível para consertar os danos que causou. Amandine e Estephan acabaram concordando em dividir o custo de reparo entre as províncias e muitas desculpas e esclarecimentos depois, estava praticamente encerrada a saga da caça a bruxa. Entretanto, havia em Yrina uma ansiedade quase palpável, que não passou despercebida por Darka. Ele sabia exatamente o que ela queria.

— Tá tudo bem, cabeça de alga. — ele segurou a mão dela. — Eles vão ficar muito felizes em te ver.

Notas finais
Obrigada pela leitura! Sim, demorei pra voltar, peço perdão. Estou muito honrada de ter tido vocês nessa jornada comigo e espero encerrá-la com alegria, boas memórias e nenhum processo judicial hehe