Notas iniciais
Eu e a Alice-tan desejamos uma boa leitura =3
Sugiro que escutem... Hm...
http://www.youtube.com/watch?v=cwPZCpXVhzs
Até lá embaixo! /o/

Meu nome é Meredith, faz um tempo em que eu estou em um lugar desconhecido e estranho, não faço ideia de onde fica exatamente, mas sei que não é um lugar normal, ou até mesmo a minha antiga dimensão...

As ruas são silenciosas e vazias, raramente aparece alguém, e quando aparece é que começa minha diversão. Podemos dizer que eu não tenho uma ficha muito limpa e nem um passado muito bonito, quando criança eu era muito criativa, adorava contar historias para todos, mas o tempo passou e essas historias ganharam outro nome Mentiras, tudo que saia da minha boca eram mentiras. Aquelas puras fantasias que eu tinha, na infância, agora eram apenas meu brinquedinho. Meu meio de manipulação.

Educadores, Psicólogos e até mesmo psiquiatras entravam e saíam da minha casa, alguns diziam que eu era apenas uma garota mimada que não queria responder pelos meus atos. Outros, que eu estava querendo a atenção dos meus pais. Então, por fim, alguém disse que eu tinha problema em me abrir com as pessoas e então criava mentiras para mante-las afastadas.

Eu entrei na adolescência e as mentiras não eram direcionas aos meu pais como um grito de socorro por atenção e passaram encobrir pequenos delitos, eu nem ligava mais para o fato de ninguém prestar a atenção em mim, na verdade eu adorava isso, ser invisível, fazer o que eu quisesse e caso algo desse errado tudo que eu tinha de fazer era parar de pensar e deixar as mentiras correrem, fixar os meus olhos naqueles que eu habilmente enganava e moldava a minha vontade.

Porém, um dia, no meio de uma das minhas tentativas de de safar de uma boa surra de uma garota qualquer, algo me atingiu eu desmaiei, não sei o que era, mas sei que me fez perder os sentidos imediatamente.

Logo eu acordei em um lugar estranho, cheio de prédios gigantescos e casinhas cinzas e sem graça, tomado por sua atmosfera poluída e sem cor. Andando por aquele lugar cheguei a uma praça com arvores bonitas e floridas, na frente dela havia um grande arranha-céu, eu sempre amei lugares altos, então decidi subir até o terraço, chegando lá encontrei uma garota com longos cabelos castanhos avermelhados com uma fita em forma de laço na lateral, ela se equilibrava no parapeito apreciando a vista da praça.

- O que faz aqui? — Perguntei com uma voz amigável.

- Estou analisando a cidade, eu vi você vindo pra cá. — disse ela ainda com os olhos fixos nas arvores.

- Entendo, faz um tempo que eu estou por aqui e pensei que estava sozinha, mas vejo que tenho companhia... É bem entediante por aqui, como é seu nome?

- Michiko, Aoiki Michiko. — Disse ela, agora fitando-me com belos olhos verdes.

- Belo nome. O meu é Meredith, prazer em conhece-la. – falei. — Mas então... é perigoso ficar ai sabia?

- Você acha? — Perguntou com uma voz doce.

- Tenho certeza! Uma garota tão bela e educada como você não estaria pensando em desistir da vida, estaria? – Perguntei a ela, erguendo uma de minhas sobrancelhas.

-Talvez, como você disse é entediante e solitário aqui, não faria diferença.- A menina disse-me, num tom duvidoso.

Essa era minha chance, eu não tinha mentido ou manipulado durante esses dias, estava com o que eu pode ser comparado a uma crise de abstinência.

- Acha esse lugar solitário? Eu o acho perfeito, longe das pessoas, das ordens, é tão perfeito... Mas claro que você deve ter os seus motivos para achar o contrario, talvez estivesse acostumada a ter várias pessoas ao seu redor, como eu disse, você é bonita, educada e adorável. – Elogiei, dando metade de um sorriso a ela.

- Agradeço pelos elogios, mas eu não costumava ser rodeada por pessoas, eu gostava de observa-las de longe, analisa-las, os humanos são incríveis. — Disse um pouco mais animada.

— Discordo totalmente de você.

Ótimo, ela é uma daquelas pessoas esquisitas que gostam de observar coisas... onde eu fui me meter?!

- Ora, não estou tentando te obrigar a gostar de nada, só estava... Só estava... – Indagava, incerta. — Não tenho certeza. — Agora ela estava cada vez mais perto do limite da beirada.

Abri um leve sorriso em meio aos meus lábios.

- Pule. – Disse, surpreendendo-a.

- Desculpe, o que disse?

- Eu disse para pular, é o que você quer fazer, mas está hesitando, e isso está me irritando. Apresse-se e pule. Acho que fui muio direta. – Murmurei.

- Por que eu deveria fazer isso? – Perguntou-me.

- Porque se imaginar que tem asas, poderá voar!

— Espera que eu acredite nisso? – A menina murmurava, em um tom irônico demais para aquela doce voz.

— Não. Espero que pule, e estou esperando demais, pule logo. – Por fim, afirmei.

- Você é engraçada Meredith.

Eu a vi desaparecer, uma queda rápida até o chão apesar da grande altura. Calmamente, cheguei na bera. Me equilibrando cuidadosamente para não ter o mesmo destino que ela, e pude ver seu corpo desfigurado na calçada.

Foi mesmo um prazer te conhecer Michiko.

O sol estava se ponto, o por-do-sol se desfazia no horizonte. Olhei para aquele “fim de mundo” a minha frente, sabendo que a noite estava a chegar. Logo, sabia que deveria encontrar um local para ficar, um hotel talvez. E assim foi feito.

Amanhecera novamente, naquela melancolica cidade cinzenta. Novamente, caminhava por ela. Talvez na mera esperança de achar mais uma pessoa para manipular. Aquelas histórias que eu contava antes, hoje mentiras são. Eu vivo delas, não é? Isso chega a ser desprezível, porém... Não sinto remorso.

Enquanto voava com meus pensamentos, observei um pouco mais longe, vendo um bando de pássaros levantanto voo. Então, quando voltei meu olhar para onde eles teríam saído, uma voz por trás de mim chamou-me a atenção.

- Eu acho que deveria praticar um pouco mais... Quem sabe da próxima vez, meu voo seja tão magnífico quanto o desses pássaros. Não é, Meredith?

Era Michiko?! Mas como...

Eu a vi, ela estava lá! A garota havia pulado daquele prédio, e não estava voando.

Eu a vi morta no chão... Como ela está aqui agora?

Notas finais
Então... Comentem ae ò.ó