Shinku no Kogoro - Season 7
9 Eles o chamam de Terror de Osaka...
[Cenário: Ruas de Osaka]
[Nas ruas da cidade, várias pessoas estão caminhando, discutindo sobre o evento ocorrido. Em uma das calçadas está o corpo de Takeru, que sofreu vários danos logo após seu encontro com o homem misterioso de jaqueta vermelha. Uma pessoa que parece usar calças e sapatos marrons para pra ver o corpo da vítima.]
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 505.]
[O quarto do hotel está vazio, sem sinal de vida.]
[Cenário: Um depósito qualquer.]
[Kogoro, Atsushi e os delinquentes de Osaka estão reunidos para uma importante discussão. Atsushi está nervoso, enquanto Kogoro está genuinamente enfurecido.]
Ryuzaki: Hoje estamos reunidos para um assunto muito importante. A ideia é informar ao delinquente de Tóquio, Kogoro Minazuki, sobre o inimigo que vem assombrando a nossa cidade, que é conhecido pela sua infame alcunha Terror de Osaka. Mas antes, vamos nos introduzir para nossos convidados especiais.
Kunihiro: Meu nome é Kunihiro Kunikida. Eu fazia parte do Colégio Kagura, aqui da cidade, até que o dia em que o Terror de Osaka veio e bombardeou o local.
Atsushi: Que horror!
Kunihiro: Por sorte, eu não sou o único sobrevivente, mas alguns dos estudantes estão incapacitados e sem lugar pra ficar. Pra não falar dos falecidos...
Seiya: Kagura já foi um colégio muito famoso, mas chega a ser surpreendente como a mídia não chegou a registrar isso.
Ryuzaki: Este é Seiya Sorachi, do colégio Sadamitsu. O colégio também sofrou um massacre, cortesia do vilão.
Seiya: Diferente de Kunihiro, eu fui o último sobrevivente. O resto acabou morrendo.
Ryuzaki: E mais uma vez a mídia não fez nada a respeito.
Atsushi: Que estranho... É impressão minha ou a mídia não fora capaz de cobrir os ataques causados pelo Terror de Osaka.
Kogoro: Pera, você acha que ele é algum político disfarçado?
Garoto gordinho de cabelos pretos e olhos castanhos vestindo um gakuran amarelo: Duvido muito. Ele é um delinquente japonês como todos nós e não teria nenhuma conexão com a mídia.
Ryuzaki: Hatsuharu Hasegawa, do Colégio Hisamitsu. O colégio dele não foi destruído, mas ele e alguns membros de sua gangue foram atacados pelo Terror de Osaka.
Hatsuharu: Ele vai pagar pelos seus crimes. Vai ver.
Garota de cabelos ruivos e olhos castanhos vestindo um seifuku verde com tamancos verdes: Meu nome é Akemi Aogawa, ex-estudante do colégio Asafuda.
Atsushi: Tem alguma historia com o Terror de Osaka?
Akemi: Asafuda fora incinerada.
Kogoro: Tantas atrocidades que não tenho mais nada a dizer... Aquele delinquente... Ele é um caso perdido!
Ryuzaki: Agora vocês entendem porque ele carrega a alcunha de Terror de Osaka.
Kogoro: Mas isso é terrível! Como alguém com esta índole seria capaz de fazer coisas tão terríveis?
Ryuzaki: Isso não vem ao caso. Se esta foi a escolha dele, que seja. Antes que ele seja preso pela polícia local, é melhor que tenha uma batalha contra mim.
Kogoro: Entendo... Ryuzaki-san, você tem algum tipo de rixa entre ele, correto? Isso explica porque estava atrás de mim.
Ryuzaki: Hmph.
Atsushi: Ryuzaki-san... Não que você se importe... Mas o Kazuto... Ele tem algum passado envolvendo o Terror de Osaka?
Ryuzaki: Nem todos os delinquentes daqui tiveram suas vidas marcadas por ele. Mas eles sabem do perigo e estão cientes de que o Terror de Osaka é uma ameaça. Kazuto não é exceção.
[Kogoro e Atsushi ficam atentos ao que Ryuzaki estão falando.]
Ryuzaki: É por esse e outras razões que eu decidi criar uma resistência contra o Terror de Osaka, juntando todos os delinquentes que tem como objetivo derrota-lo e trazê-lo a justiça.
Akemi: Não que todos eles desejem participar da causa...
Hatsuharu: Mas pelo menos nós temos uma equipe competente!
Atsushi: Então vocês estão formando um grupo de delinquentes que possuem um inimigo em comum, certo?
Seiya: O inimigo do meu inimigo é meu amigo na sua melhor essência!
Kunihiro: E todos nós estamos nos ajudando.
Kogoro: Fico feliz que vocês estejam se cuidando. Vocês dizem que Osaka parece ser mais perigosa que Tóquio, e não me parecem que vocês estão exagerando.
Atsushi: Pois é. Já enfrentamos delinquentes piores!
Kogoro: Atsushi!
Ryuzaki: Mas agora está na hora de contar minha historia... Que é a mais importante razão porque eu quis criar este grupo.
[Kogoro e Atsushi prestam atenção na historia de Ryuzaki.]
Ryuzaki: Um ano atrás, eu era um estudante do colégio Himejima. Não era o melhor aluno da escola, mas eu gostava muito de bater em alunos desordeiros. Por causa disso, eu fui colocado como bancho, já que a posição me dá mais motivo para bater nas coisas.
Atsushi: Que nem o Kogoro-san. Sabia que ele também se tornou bancho da Rekka por esta mesma razão?
Kogoro: Atsushi!
Ryuzaki: Acho que não somos tão diferentes quanto pensávamos... Mas continuando. Eu me tornei popular no colégio graças a minha força, destreza e a capacidade de pensar no melhor das pessoas. Esta última foi a razão porque eu acabei conquistando o coração de uma das garotas mais bonitas do colégio... Michiya Matsugae.
Kogoro: Michiya... Matsugae?
Atsushi: Este era o nome de sua namorada, não é?
Ryuzaki: Michiya era tudo pra mim. Desde que nos conhecemos, eu não conseguia viver sem ela. Seu bom coração, seu desejo de ajudar seus amigos... Ela pode não ser uma sukeban, mas era forte.
Kogoro: Bem, eu tenho uma namorada que é uma sukeban bem forte. Ela não parece, mas é capaz de chutar os traseiros de todo mundo.
Akemi: Qual o nome dela?
Kogoro: Tsubame. Tsubame Mizushima.
Kunihiro: Nossa. Você parece ser um sortudo.
Atsushi: Pelo menos ela ainda está viva.
Kogoro: Nisso você está certo.
Ryuzaki: Michiya era forte o bastante para proteger seus entes queridos, e nossos sentimentos eram mútuos. Eu tinha até a oportunidade de me casar com ela logo após nós graduarmos.
Kogoro: Parece uma historia melosa. Você conhece uma garota, falam coisas e se casam. Tá bom.
Atsushi: Mas como foi que ela deixou de existir?
Ryuzaki: Foi o momento mais doloroso que eu já passei.
[Kogoro e Atsushi não se sentem bem.]
Ryuzaki: Quando eu e Michiya estava saindo, nós nos deparamos com um delinquente batendo em todos os meus colegas. Eles tentaram de tudo para defender o colégio, mas falharam. Eventualmente eu era a única pessoa capaz de lidar com aquele delinquente. Nós tivemos um combate perigoso. Apesar de estiver em uma situação arriscada, eu lutei para proteger Himejima. Mas infelizmente, era tudo em vão. Quando o Terror de Osaka foi me atacar, Michiya usou seu corpo para tentar me proteger. Eu a vi morrer em meus braços. E desde então... Senti raiva. Senti ódio. Ódio de alguém que destruiu o meu colégio... E a minha vida. Ódio do... Terror de Osaka. E por causa disso, eu criei este grupo... Para poder me vingar do delinquente que arruinou meus sonhos... E o meu futuro.
[Atsushi não pode ajudar exceto sentir pena de Ryuzaki. Enquanto isso, Kogoro está enfurecido por saber o quanto Ryuzaki sofreu nas mãos do Terror de Osaka.]
Ryuzaki: Agora tudo o que resta é encontra-lo e por um fim nisso. Não apenas por mim, mas por suas vítimas.
Kogoro: Eu vou ajuda-lo.
Akemi: O quê?
Hatsuharu: Tem certeza? Você é surdo, por acaso?
Kogoro: Não costumo ouvir altas autoridades... E estou ciente do perigo dele.
Ryuzaki: Você sabe?
Atsushi: Mas e o trabalho da escola? Não viemos aqui para uma jornada!
Kogoro: Eu não vou deixar que mais ninguém sofra. Além disso, essa é a chance de enfrentar alguém fora de Tóquio... Pelo menos alguém que é de Osaka.
Ryuzaki: Caso perdido...
Kunihiro: Até que eu gostei do garoto. Ele tem garra.
Seiya: Sem surpresas.
Kogoro: Mas claro. Pois em Tóquio, eles me chamam de “Kogoro, o Escarlate”. Sou um delinquente perigoso.
Atsushi: E de bom coração.
Kogoro: Pois é?
[O smartphone de Kogoro toca. ]
Kogoro: Com licença... Vou atender o telefone.
[Kogoro atende seu smartphone. Neste mesmo tempo, Kazuto aparece.]
Kazuto: Boa noite.
[Kazuto se aproxima de Ryuzaki.]
Ryuzaki: Então, alguma novidade?
Kazuto: O Terror de Osaka atacou novamente, nas ruas de Osaka.
Kogoro: O quê? Como assim ele...
????: Olha, o que aconteceu foi...
Kazuto: A vítima da vez foi um homem adulto com cerca de 30-40 anos. Ele estava desmaiado com vários ferimentos e depois disso sumiu.
Ryuzaki: Foi sequestrado?
Kogoro: Ele está no hospital?
Kazuto: Aparentemente ele conseguiu fugir, mas não acho que ele irá sair de casa por um bom tempo.
Ryuzaki: Aquele miserável... Enquanto estiver semeando sofrimento... Osaka não estará segura.
Kazuto: Tome suas providências logo. Senão Osaka perderá sua dignidade.
Ryuzaki: Tch...
Kogoro: Está certo... Nos encontraremos mais tarde.
[Kogoro desliga o smartphone.]
Atsushi: E aí?
Kogoro: Goda-sensei. Atacaram ele quando estava procurando pela gente.
Atsushi: Essa não!
Kogoro: Pessoal, estou de saída. Tenho que voltar para o hotel.
Kazuto: Por favor, fique mais um pouco. Não queremos que você saia agora.
Kogoro: Infelizmente eu tenho que ir. Já deixei todo mundo preocupado.
Ryuzaki: Pode ir. Mas não se esqueça. A qualquer momento, o Terror de Osaka pode atacar.
Kogoro: Já sei de tudo sobre ele. Ele não irá escapar, não enquanto eu estiver aqui.
[Kogoro sai do esconderijo dos delinquentes osakanos restantes. Atsushi o acompanha.]
Ryuzaki: Tomara que ele sobreviva...
Akemi: Pois é. Ele não sabe com quem está lidando.
[Kazuto encara Kogoro e Atsushi, e dá um sorrisinho não muito amigável.]
[Cenário: Bairro de Kamagasaki, Osaka.]
[Kogoro e Atsushi caminham em busca de um táxi.]
Atsushi: Droga, a este ponto eu devia estar no hotel me preparando para o próximo passeio.
Kogoro: Me desculpe por ter que te envolver nisso.
Atsushi: Não se preocupe, isso não é culpa sua.
Kogoro: É! Por causa disso, Goda-sensei está no hospital, tudo porque não fui capaz de salvá-lo!
Atsushi: Kogoro-san...
Kogoro: Hmmm?
Atsushi: Goda-sensei... Apesar de todas as coisas... Ele esteve cuidando de nós. Quando ele viu que não estávamos no ônibus, ele saiu para nos encontrar... E por causa disso...
Kogoro: A culpa foi minha sim! Se eu não estivesse no hotel com todos os outros alunos, o Terror de Osaka não teria atacado ele!
Atsushi: Kogoro...
[Atsushi consola Kogoro.]
Atsushi: Já passou. Tudo o que resta agora é voltarmos para o hotel.
[Kogoro fica enfurecido. Ele então corre.]
Atsushi: Kogoro-san!
[Atsushi segue Kogoro.]
Atsushi: Kogoro, aonde você vai!?
Kogoro: Para o hospital! Quero me desculpar com Goda-sensei! Se eu não tivesse ido para este bairro... Ele...
[Kogoro continua correndo.]
Atsushi: (Kogoro...)
[Kogoro então se depara com um táxi.]
Kogoro: Me leve até o hospital de Osaka! Red Cross!
Atsushi: Mas Kogoro, você precisa ir para o hotel!
Kogoro: Não, eu vou para o hospital! Quero ver Goda-sensei!
Atsushi: Se é assim, eu vou com você!
Kogoro: Volte para o hospital! Eu não quero te envolver nessa!
Atsushi: Kogoro...
[Kogoro dá uma olhada em Atsushi.]
Kogoro: Está bem, você pode ir comigo.
[Kogoro e Atsushi entram no táxi.]
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka.]
[Kogoro e Atsushi chegam no hospital.]
Recepcionista: Com licença... Eu posso ajudá-los?
Kogoro: Um homem chamado Takeru Goda está neste hospital?
Recepcionista: Takeru Goda?
[A recepcionista pega uma lista e dá uma olhada nela.]
Recepcionista: Takeru Goda...
[A recepcionista olha para Kogoro e Atsushi.]
Kogoro: Ele está aqui... Vocês podem vê-lo. Ele está no quarto 11.
[Kogoro e Atsushi correm para o quarto 11.]
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka, corredores.]
[Kogoro e Atsushi correm pelos corredores, muito para o desesepero das pessoas.]
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka, quarto 11.]
[Kogoro e Atsushi chegam ao quarto 11.]
Kogoro e Atsushi: Goda-sensei!
[Kogoro e Atsushi vêem que Takeru está recebendo tratamento médico. Uma enfermeira de cabelos e olhos azuis está cuidando dele.]
Atsushi: Enfermeira, ele está bem?
Enfermeira: Sim. Ele não recebeu ferimentos muito profundos. Só foi atacado. Acho que ele receberá alta em três, quatro dias.
Kogoro: Tch...
Takeru: Kogoro? Atsushi?
Kogoro e Atsushi: Goda-sensei!
Takeru: Ainda bem que vocês chegaram...
Kogoro: Goda-sensei, eu sinto muito! Foi tudo culpa minha! Eu só queria...
Takeru: Fico feliz que tenha admitido sua culpa... Isso prova o quão responsável você se tornou nestas últimas semanas...
[Kogoro não diz nada.]
Atsushi: Goda-sensei, você vai ficar bem?
Takeru: Talvez... Mas...
Kogoro: Goda-sensei, não faça mais nenhum esforço. Precisa descansar.
Takeru: Kogoro... Eu preciso te dizer uma coisa...
Kogoro: Não precisa dizer mais nada. Você foi atacado por alguém que usou uma jaqueta vermelha igual a minha, certo?
Takeru: Pera, como você...
Atsushi: É o Terror de Osaka. Foi ele que atacou você por mero desgosto.
Kogoro: Mas não se preocupe. Vamos vingá-lo. Assim podemos enfim ter a chance de salvar Osaka.
Takeru: Mas...
Kogoro: Eu sou Kogoro, o Escarlate. Nunca fujo de uma luta. E não vou fugir desta.
[Takeru não diz nada.]
Atsushi: Eu confio no Kogoro. Ele vai nos ajudar.
Takeru: Kogoro... É importante que você saiba de uma coisa. A historia contém dois lados, e nem sempre o lado do vencedor é o lado certo. A verdade é complicada, e por mais dolorida que ela seja... Ela é capaz de abrir portas.
Atsushi: Kogoro...
Takeru: Quando se conhece a verdade, ela te deixa furioso a princípio... Mas logo você percebe que ela é a chave para a liberdade.
Kogoro: Liberdade?
Takeru: Lute contra o Terror de Osaka... Mas lute... Sabendo da verdade.
[Takeru fecha os olhos.]
Atsushi: Goda-sensei...
Enfermeira: Melhor que deixem ele a sós. Seu amigo precisa descansar.
[Kogoro e Atsushi saem.]
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka.]
[Kogoro e Atsushi estavam prestes a sair quando se encontram com um garoto de longos cabelos castanhos amarrados em rabo de cavalo, olhos verdes com óculos de grau e vestindo uma camisa preta, calça branca e sapatos marrons.]
Atsushi: Oh, desculpe.
Garoto de longos cabelos castanhos: Tudo bem, a culpa é minha mesmo.
Kogoro: Não que eu queira ser curioso, mas o que você faz aqui?
[O garoto de longos cabelos castanhos dá uma risadinha.]
Garoto de longos cabelos castanhos: Eu só estava visitando a minha irmã. Acontece que ela está muito doente e eu preciso constantemente dar uma olhada nela.
Atsushi: Nossa.
Kogoro: Bem, nós estamos aqui porque nosso professor, Takeru, foi atacado pelo Terror de Osaka.
Atsushi: Achávamos que ele era uma conversa pra boi dormir, mas é por causa do professor que ele existe e é uma ameaça.
Garoto de longos cabelos castanhos: Isso é terrível. Ele foi longe demais.
Kogoro: O conhece?
Garoto de longos cabelos castanhos: Minha irmã foi atacada por ele. Ela sobreviveu, mas perdeu suas memórias.
Atsushi: Isso é terrível...
Garoto de longos cabelos castanhos: E é por isso que estou tentando protege-la dele. Não posso deixar que este nome continue se espalhando por toda a cidade.
Kogoro: Bem, eu vou ver se eu consigo ter uma chance contra ele algum dia, quando nos encontrarmos.
[Kogoro e Atsushi vão sair do hospital.]
Garoto de longos cabelos castanhos: Não faria isso se fosse você.
Kogoro: O que disse?
Garoto de longos cabelos castanhos: O Terror de Osaka... Ele é muito mais do que apenas um delinquente. Tome muito cuidado, você não sabe qual é o momento perfeito para atacar...
Kogoro: Hmph. Vou me lembrar disso.
[Kogoro e Atsushi saem do hospital. O garoto de longos cabelos castanhos encara os dois e segue seu caminho.]
[Cenário: Ruas de Osaka.]
[Dentro de um ônibus, Kogoro e Atsushi discutem sobre o Terror de Osaka.]
Atsushi: Você acha que Goda-sensei vai ficar bem?
Kogoro: Eu não sei. Agora o foco é arranjar um jeito de nos livrar do Terror de Osaka.
Atsushi: Você ouviu aquele homem. Ele disse que o delinquente é muito mais do que um mero delinquente.
Kogoro: Sei disso.
Atsushi: E considerando o que ele fez com Goda-sensei...
Kogoro: Vamos voltar para o hotel.
[O taxi continua seguindo para o hotel.]
[Cenário: Hotel Conrad, andar principal.]
[Kogoro e Atsushi chegam até o hotel. Eles sobem as escadas.]
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 301]
[Shuichi e Emi comentam sobre o ataque que Takeru sofreu.]
Shuichi: Não acredito que atacaram o Goda-sensei.
Emi: Pois é. Ele tá no hospital deitado e recebendo tratamentos médicos.
Shuichi: Isso é tudo culpa do Kogoro que decidiu sair sozinho junto com Atsushi.
Emi: Será que estes dois tem mesmo jeito?
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 302]
[Takuya e Kotone, tal como Shuichi e Emi, falam sobre o ataque que ocorreu nas ruas de Osaka onde Takeru estava envolvido.]
Kotone: Nunca pensei que ia dizer isso, mas isso é obra do Terror de Osaka.
Takuya: Como pode ser verdade?
Kotone: Kogoro disse que ele existe... De algum jeito.
Takuya: Em ambos os casos, nossa excursão está em perigo.
Kotone: Quem diria que uma simples excursão em Osaka iria causar tantos problemas....
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 405]
[Hideo e Kenta observam as notícias de um ataque nas ruas de Osaka em seus smartphones. Nenhum deles fala sobre isso, considerando que Kenta ainda tem uma rixa com Hideo.]
Hideo: Não tenho nada a dizer... Mas parece que Kogoro tem razão. O Terror de Osaka existe, e ele atacou o professor.
[Kenta ainda não diz nada.]
Hideo: Estou preocupado com ele. Acha que ele vai sobreviver?
[Kenta continua em silêncio.]
Hideo: (E mais uma vez Kenta não diz mais nada...)
[Hideo continua olhando o seu smartphone. Ele então vai digitar. Kenta também está digitando.]
[Cenário: Hotel Conrad, quarto 505]
[Kogoro e Atsushi estão jantando. O jantar da vez é um macarrão ao molho de shoyu e um grande bife. Os dois parecem estar em silêncio, e não parecem muito animados. Minutos mais tarde, Kogoro e Atsushi estão deitados em seu quarto, tendo uma conversa.]
Atsushi: Kogoro-san...
Kogoro: Sim?
Atsushi: Eu estou preocupado.
Kogoro: Com o Terror de Osaka?
Atsushi: Com Goda-sensei.
Kogoro: Entendo.
Atsushi: E agora, o que podemos fazer? Se continuar assim, a excursão será cancelada e não teremos outra escolha exceto voltarmos pra Tóquio.
Kogoro: Pois é.
Atsushi: Você vai caçar o Terror de Osaka, não vai?
Kogoro: Não vejo porque não. Já lutei múltiplas vezes em Tóquio e até fora do país. Lutar contra o Terror de Osaka parece ser um desafio perigoso... Mas estou preparado para o pior.
[Atsushi não diz nada.]
Kogoro: Eu lembro bem do dia em que eu recebi esta jaqueta. Não eram apenas as memórias dos dias de glória... Eram memórias de um amigo.
[Atsushi continua em silêncio.]
Kogoro: Descobrir que alguém usando uma jaqueta vermelha para provocar medo nas pessoas de Osaka é como se fosse um insulto. Um cuspe na cara. Uma blasfêmia.
Atsushi: E o que vai fazer a respeito?
[Kogoro não diz nada. Os dois continuam comendo. Horas mais tarde, Kogoro e Atsushi estão dormindo.]
[Cenário: Esconderijo dos delinquentes osakanos.]
[Os delinquentes Osakanos estão tendo uma conversa.]
Kunihiro: Protesto! Não precisamos da ajuda de um alienígena do planeta Tóquio! Já temos membros o suficiente para lidar com ele.
Akemi: Todavia, não fortes o bastante para detê-lo.
Seiya: Concordo com a Akemi-san. O garoto de Tóquio pode ser a nossa arma secreta.
Hatsuharu: Mas e se ele rebelar?
Seiya: Ele está ciente de que existe alguém usando a mesma jaqueta que ele. Se depender dos céus, o dito cujo irá encher o Terror de Osaka de sopapos.
Kazuto: O estrangeiro de Tóquio contra o Terror de Osaka... Muito interessante.
Kunihiro: Mas ainda assim, ele não é confiável o bastante.
Kazuto: Concordo em discordar... Ele é forte, e isso é o que importa.
Kunihiro: Como ousa!?
Kazuto: Saiba que você está falando com o confidente do Ryuzaki-sama.
Kunihiro: Confidente!? Há! Quando foi a última vez que vocês estiveram juntos?
Kazuto: E quando foi a última vez que você comeu arroz?
Ryuzaki: Chega!
[Todos os delinquentes ficam quietos.]
Ryuzaki: Serei eu que vou decidir se Kogoro será digno de lutar com a gente.
[Os delinquentes voltam a discutir.]
Ryuzaki: Como eu ia dizendo, a decisão de Kogoro não fará diferença pra mim. Se ele deseja lutar contra o Terror de Osaka por seus méritos, aceitarei o pedido dele. Mas ele deve saber que não irá durar muito contra o delinquente. Sei suas capacidades.
Akemi: Ainda assim... É arriscado que alguém como ele lute contra o Terror de Osaka sozinho.
Kunihiro: Desde quando você se importa com o estrangeiro?
Akemi: Posso ser uma delinquente, mas também sou mulher. Devemos cuidar uns aos outros, não apenas defendendo os fracos.
Kazuto: Eu não me importo.
Kunihiro: Tch.
Kazuto: Se ele viver ou morrer pouco me importa. Conhecendo suas atuais vítimas, ele não sobreviveria ao temido Terror de Osaka.
Seiya: Sempre sendo o pessimista.
Kazuto: Melhor ser pessimista do que viver a vida cercado em uma floresta de falsa felicidade até que a última árvore caia.
Kunihiro: Seiya tem razão, Kazuto. Você nunca confiou em nosso potencial, nem mesmo do Ryuzaki.
Kazuto: O que aconteceu com Ryuzaki, está no passado.
[Ryuzaki, ao ouvir o que Kazuto disse, fica enfurecido.]
Akemi: Kazuto... Pense bem no que está falando.
Kazuto: Oh, perdoem minha insensatez, minha intenção não foi provocar Ryuzaki-sama.
Hatsuharu: Kunihiro-san, eu não confio nele. Tenho medo de que ele esteja conspirando contra a gente.
Kunihiro: Eu também, mas infelizmente ele tem a confiança do chefe.
Ryuzaki: Kazuto... Por mais que você seja meu confidente, eu não vou deixar que você fale mal das vítimas do Terror de Osaka, delinquentes ou não.
Kazuto: E mais uma vez perdoe meus tropeços.
Hatsuharu: Como eu disse, não consigo confiar nele. Só de olhar pro Kazuto sinto um frio na barriga. É como se ele fosse uma cobra cujo olhar frio penetra meu fraco coração...
Akemi: Eu entendo você perfeitamente...
[Akemi dá uma olhada em Kazuto.]
Akemi: (Aquele maldito... Desde o dia em que apareceu por aqui, Kazuto está fazendo Ryuzaki de gato e sapato. Se continuar assim, ele poderá até mesmo assumir a posição de chefe da resistência...)
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka, um dos quartos.]
[Uma garota de cabelos verde-água e olhos amarelos vestindo uma roupa verde está deitada, olhando o teto. Um dos médicos aparece para observá-la e toca em sua testa.]
Médico: Ouvi falar que ela sofreu amnésia depois de um ataque... Pobre garota. Vai demorar um tempo para conseguir se recuperar.
[A garota então acorda.]
Garota de cabelos verde-água: Doutor...
Médico: Vai ficar tudo bem. Ele garantiu que você terá suas memórias de volta.
Garota de cabelos verde-água: Eu lembro... Eu lembro...
Médico: Se ele não tivesse te encontrado naquele dia, as coisas teriam piorado. Mas agora que você está aqui...
Garota de cabelos verde-água: Porque eu estou aqui?
Médico: Bem... O que posso dizer a respeito...
[A garota fica triste.]
Médico: Precisa descansar. Amanhã continuaremos seu tratamento.
Garota de cabelos verde-água: Está bem.
Médico: Felizmente, você já está quase recuperada, pelo menos fisicamente.
Garota de cabelos verde-água: Obrigada.
Médico: Talvez ele possa te levar pra casa, mas ainda precisa ser atendida para recuperar suas memórias.
Garota de cabelos verde-água: Está bem.
[O médico então sai.]
[Cenário: Hospital Red Cross de Osaka, fachada.]
[Fora do hospital, o homem misterioso de jaqueta vermelha está inclinado na parede. Ele então sai.]
[Cenário: Ruas de Osaka]
[O homem de jaqueta vermelha caminha e caminha. As pessoas que o observam ficam com medo dele e se afastam, ciente do que ele fez com Takeru.]
Narrador: Terror de Osaka... Quem é você... E o que pretende fazer desta vez?
[O capítulo acaba com o homem de jaqueta vermelha caminhando por Osaka.]
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