[Cenário: Uma praça qualquer em Tóquio.]

[Nero está sentado na fonte da praça observando o céu. Ele observa todo o local no qual está cheio de várias pessoas. ]

Nero: (Estas várias pessoas se divertindo... Se aquilo não tivesse acontecido, eu teria...)

[Nero tem a visão de um garoto de cabelos loiros e olhos verdes vestindo uma blusa azul-clara, calças azuis escuras e sapatos marrons.]

Garoto de cabelos loiros e olhos verdes: Você é a única pessoa que pode fazê-la feliz.

[Nero tem outra visão, desta vez de Phoebe.]

Garota de cabelos pretos e olhos roxos: Não ouse me decepcionar.

[Nero tem mais uma visão de um homem de cabelos cinza-escuros e olhos marrons vestindo uma blusa verde, calça marrom e sapatos marrom-claros.]

Homem de cabelos cinza-escuros e olhos marrons: Tolo... Desgraçado...

[Nero tem a visão de Eurydice.]

Eurydice: Apollonius...

Nero: Eury...

Eurydice: Vamos... Para a terra prometida.

Nero: Se aquilo não tivesse acontecido... Eu nem estaria aqui!

[O flashback acaba.]

[Nero continua sentado na fonte. Lyre o encontra, e fica triste.]

Lyre: (Ele sofreu muito para chegar até aqui. Primeiro, ele foi um garoto de rua. Depois, um empregado. E então ele se apaixonou... Mas agora o que me resta saber é...)

[Uma visão de Eurydice surge.]

Lyre narradora: O que aconteceu com ela?

[Nero dá uma olhada em Lyre.]

Nero: Onde estava?

Lyre: Comprei pra você.

[Lyre dá uma bolsa verde com detalhes vermelhos pra Nero. Nero então abre a bolsa, e vê que dentro dele tem chocolates.]

Lyre: Chocolates artesanais, pra ver se você não fica com fome. Fico feliz que o moço de cabelos verde-água me deu dinheiro o bastante para comprar algumas coisas antes de sairmos da cidade.

[Nero vai comer os chocolates. Quanto mais ele come, mais ele começa a se sentir bem.]

Nero: (Eu lembro... Um dia depois de nos conhecermos... Eury me deu uma caixa de chocolates de presente. No entanto, uma vez que eu comecei a comer...)

Lyre: Algum problema?

Nero: Oh... É que da última vez que eu comi estes doces, eu fui castigado.

Lyre: Foram seus mestres, não foram?

[Nero não diz nada. Lyre olha pra Nero.]

Nero: A este ponto você ainda se pergunta o que aconteceu comigo e com a Eurydice. Bem, não preciso dizer que a partir deste ponto as coisas foram de mal a pior.

Lyre: E então... O que aconteceu?

Nero: Acabei de descobrir que Eurydice irá se casar com um homem que irá ajuda-la com as finanças da família. A princípio eu me senti bem, mas eu estava preocupado.

[Um flashback acontece. No sótão da casa dos Sunchasers, Apollonius está conversando com Phoebe.]

Apollonius: Pera... Quer dizer que...

Phoebe: Sim. A família Zephyrus escolheu um noivo para Eurydice. O que significa que é uma questão de tempo para que eles se casem e que o noivo assuma a posição de futuro patriarca da família.

Apollonius: Oh... Bom pra ela.

Phoebe: Ainda está apaixonado pela Eurydice?

Apollonius: Tentei esquecê-la por um tempo. Ela precisa seguir a vida dela.

Phoebe: Nem parece.

Apollonius: O quê?

Phoebe: Já interpretei seus sinais. Desde que te falei sobre a Eurydice, você trabalhou com como se estivesse deprimido.

Apollonius: Eu precisava fazer o que tinha que ser feito.

Phoebe: Trabalhar sem sorrir... Existe uma diferença em ser sério e ser triste.

Apollonius: Bem eu...

Phoebe: Não adianta mentir... Você ama Eurydice, não ama?

[Apollonius não diz nada.]

Nero narrador: Nunca admiti pra ninguém, mas eu realmente amava a Eurydice. Eu me preocupava com ela, e me perguntava se as coisas seriam diferentes se eu fosse o marido dela. Eu queria que ela fosse feliz, mas tinha medo que o futuro marido dela fosse uma pessoa terrível. Queria poder confessar a ela meus sentimentos antes do dia do casamento, mesmo que isso acabe me prejudicando.

[Cenário: Ruas de uma cidade holandesa.]

[Apollonius caminha pela cidade quando se depara com um garoto de cabelos loiros e olhos verdes vestindo uma blusa azul-clara, calças azuis escuras e sapatos marrons.]

Garoto de cabelos loiros e olhos verdes: Com licença, mas você é o Apollonius?

Apollonius: Sim, por quê?

Garoto de cabelos loiros e olhos verdes: Meu nome é Laurent Emery. Eu sou pretendente de Eurydice Zephyrus.

Apollonius: Pera, o que você disse...

Laurent: Permita que eu explique. Olha, eu sei que parece besteira, mas você é a única pessoa que pode fazê-la feliz.

Apollonius: Mas eu sou um mero empregado! Não tem como eu...

Laurent: Minha família está me pressionando a casar com ela a ponto de me deserdarem se eu não fazer o que eles querem. Mas eu não posso aceitar!

Apollonius: Foi pra isso que você veio?

Laurent: Como eu disse, você é a única pessoa que pode fazê-la feliz. Quando eu fui para a casa dela, eu acabei ouvindo ela lamentar o fato de que ela vai se casar comigo e não com você.

[Apollonius, ao ouvir isso, fica surpreso.]

Laurent: Me desculpe por não ter contado logo. Eu só queria poder desabafar... Mas por favor... Você precisa impedir este matrimônio e se casar no meu lugar!

Apollonius: Como eu disse, eu sou um mero empregado!

[Laurent dá um tapa no rosto de Apollonius.]

Laurent: Queria te perguntar uma coisa... Você se importa com a felicidade dos outros? A ponto... De sacrificar a sua?

[Apollonius toca em seu rosto. Ele sente que o tapa o atingiu, junto com a pergunta de Laurent.]

Nero narrador: Pela primeira vez, comecei a perceber o que Laurent e Eurydice sentiam. Apesar deles serem feitos para ser marido e mulher, eles não estavam felizes com a posição. Eles sabiam que eu era a única pessoa capaz de dar a verdadeira felicidade a eles, mas a que custo? Não eu já estava em uma sinuca, porém dias antes do casamento, eu acabei de ouvir uma coisa horrível que viria a mudar tudo.

[Dias depois, em outra rua da cidade holandesa, Apollonius está caminhando com uma cesta com várias garrafas de leite, quando ele acaba ouvindo alguma coisa.]

“Hehe! Mal posso esperar para arruinar este grande dia! Um casamento prestes a ser arruinado por uma gangue de bandidos mal-intencionados!”

[Apollonius então corre para o beco para descobrir o que está acontecendo. Atrás dele tem uma gangue de bandidos vestindo roupas pretas, cinzas e vermelhas tendo uma conversa.]

Bandido de cabelos ruivos e olhos laranjas: Mas porque nós estamos fazendo isso mesmo? Quer dizer, é só um casamento.

Bandido de cabelos castanhos e olhos verdes: Membros da família Zephyrus nos mandaram aqui para a gente matar os noivos depois do casamento. Eles nos contrataram por uma grande pilha de florims para encobrir a presença deles.

Bandido de cabelos loiros e olhos cinzas: Parece que eles não estão a fim de ver a atual herdeira se casando.

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: E nem a gente.

Bandido de cabelos ruivos e olhos laranjas: Chefe!?

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: Durante muito tempo a família Zephyrus se destacava por ser uma das famílias mais ricas desta cidade. Mas agora é a hora de dar o troco. Depois deste incidente, vamos roubar a família toda.

Bandido de cabelos castanhos e olhos verdes: Mas e se formos pegos pela polícia?

Bandido de cabelos loiros e olhos cinzas: Quer dizer, esta é a razão porque os Zephyrus querem que a gente faça o trabalho sujo deles!

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: Eles tem mais é que se lamber. Independente de quem vencerá, o casamento será arruinado e a família sofrerá uma grande crise.

Bandido de cabelos ruivos e olhos laranjas: Crise... Eu gosto disso!

[Apollonius, ao descobrir tudo, fica surpreso.]

Nero narrador: Descobri que as ramificações dos Zephyrus estão interessados na herança da filha, e que eles vão fazer de tudo para conseguí-la, inclusive contratar bandidos para matar Eurydice. A este ponto eu decidi tomar uma atitude. Tinha que salvar sua vida, mesmo que eu tenha que sacrificar a minha.

[Cenário: Casa dos Sunchaser, sótão.]

[Apollonius explica tudo o que está acontecendo a Phoebe.]

Phoebe: Você só pode estar de brincadeira.

Apollonius: É sério mesmo. Eu ouvi tudo.

Phoebe: Bandidos contratados pelos Zephyrus para estragar um casamento? Hahaha... Conte outra.

Apollonius: Mas é verdade!

Phoebe: Você só esteve sonhando acordado depois de passar o dia todo trabalhando. Precisa descansar um pouco.

Apollonius: Mas Phoebe...

Phoebe: Se isso fosse verdade, a família teria sua reputação completamente destruída, e isso viria até a afetar Eurydice. E isso não vai fazer bem a ela. Além disso, a atual família do futuro marido iria rejeitá-la e arranjar outra família rica pra se casar.

Apollonius: (Se eu disser a ela a atual situação do pretendente... Ela também não vai acreditar... Dá pra ver que felicidade só se conquista apenas quando você não tem mais nada a perder.)

Phoebe: E então, você entendeu ou quer que eu explique de novo?

Apollonius: Phoebe...

Phoebe: Sim?

Apollonius: Você se importa com a felicidade dos outros? A ponto... De sacrificar a sua?

Phoebe: Isso foi muito atrevimento da sua parte. Se você dissesse isso ao mestre...

Apollonius: Sacrificaria sua própria felicidade... Pelas outras pessoas?

Nero narrador: Tentei falar para todos sobre o que estava acontecendo, mas ninguém acreditava em mim. Chegaram até a me acusar de ser contra o casamento. Mas eu sabia da verdade e não podia deixar que as coisas piorassem.

[Cenário: Ruas de uma cidade holandesa.]

[Apollonius caminha pelas ruas da cidade quando ele se encontra com os bandidos que pretendem arruinar o casamento de Laurent e Eurydice.]

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: O que faz aqui benzinho?

Apollonius: Nada não. Eu só estou de passagem.

[Apollonius passa pelos bandidos... Mas dá um aviso a eles.]

Apollonius: No entanto, estou ciente de suas intenções. Vocês pretendem sujar suas mãos de sangue por dinheiro, certo?

Bandido de cabelos ruivos e olhos laranjas: Chefe, temos um problema!

Bandido de cabelos castanhos e olhos verdes: Será que ele descobriu os nossos planos?

Bandido de cabelos loiros e olhos cinzas: Se for este o caso, vai ser tudo em vão!

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: Eu cuido disso. O que você realmente faz aqui?

Apollonius: Sou um servo da família Sunchaser, e pretendo denunciar vocês a polícia.

Bandido de longos cabelos pretos, olhos castanhos e um enorme bigode: E nós somos a infame gangue Wild Fang. Meu nome é Hound Greyback, o devorador.

Apollonius: Porque vocês querem tanto arruinar um casamento arranjado? É por dinheiro, ou algo a mais?

Hound: Quer mesmo saber?

Apollonius: Tch.

Hound: Você me pegou. Tudo o que eu quero mesmo é dinheiro, nem que eu tenha que esfaquear meus próprios clientes a força.

Apollonius: Trairia até seus próprios mestres!? Você não tem um pingo de bondade em seu coração.

Hound: Só tem uma pessoa no qual eu nunca trairia, e ela são meus subordinados. O mundo não gira em torno da bondade, benzinho. Ele gira em torno do dinheiro. Não se pode vencer na vida sem dinheiro. Você, como servo, já percebeu isso, não percebeu?

[Apollonius fica surpreso ao ouvir isso.]

Hound: Se eu fosse você, prepararia suas últimas palavras. Pois ninguém teria a audácia de confiar em um servo tolo como você.

[Os membros da Wild Fang saem. Apollonius fica triste e enfurecido.]

Apollonius: (Droga, o que eu posso fazer? Não posso deixar que Eurydice... Eurydice... Ela precisa saber disso!)

[Cenário: Casa dos Sunchaser, sótão.]

[Apollonius escreve uma carta para Eurydice explicando toda a situação.]

[Cenário: Ruas de uma cidade holandesa.]

[Apollonius vai caminhar com o envelope e se encontra com um carteiro.]

Carteiro: Bom dia, o que deseja?

Apollonius: Entregue esta carta para a família Zephyrus.

Carteiro: Algo de especial?

Apollonius: Bem... Só uma carta de boa sorte para a futura herdeira da família.

Carteiro: Certo.

Apollonius: Aliás... Considere ela uma carta anônima.

Carteiro: Algum problema?

Apollonius: Nada não.

Carteiro: Está certo.

[O carteiro se dirige para a casa dos Zephyrus.]

Apollonius: (Ufa. Ainda bem. Tomara que a Eurydice leia a mensagem que eu mandei pra ela...)

[Apollonius segue seu caminho pra casa, mas no meio do caminho é surpreendido por Phoebe.]

Apollonius: Phoebe!?

Phoebe: O que faz aqui?

Apollonius: Bem, eu só estava de passagem.

Phoebe: Eu vi o que aconteceu. Você queria entregar aquela para Eurydice, certo?

Apollonius: Como você sabe?

Phoebe: Eu sei muito bem que você não ia se esquecer dela tão facilmente.

[Apollonius não diz nada.]

Phoebe: Não vou impedir que a carta chegue as mãos delas, mas mais cedo ou mais tarde você vai ter que sofrer as consequências de seus atos.

Apollonius: Sei disso.

Phoebe: Além disso, eu refleti sobre o que você disse e cheguei a uma conclusão.

Apollonius: Que conclusão?

Phoebe: Não vou perder meu tempo lutando por uma felicidade que não seja dos meus mestres. O que você está fazendo neste momento é egoísmo.

Apollonius: Mas hoje estou lutando pela felicidade de alguém.

Phoebe: Da Eurydice, que já tem um marido?

Apollonius: Da Eurydice e de seu marido. Estou tentando salvar a vida deles. E é muito mais do que apenas a felicidade. Se eles morressem, tudo o que eu lutei será em vão.

Phoebe: Foi por isso que você mandou esta carta, certo?

Apollonius: Aqueles bandidos não se importam com nada exceto com o dinheiro. Eles vão fazer de tudo para conseguir o que querem... Inclusive matar seus próprios clientes.

Phoebe: Ainda pensa nisso?

Apollonius: Pra que perguntar. A esta altura do campeonato, você sabe a resposta.

Phoebe: Entendo. Teimoso como um jumento. Como eu disse antes eu não vou te impedir de nada, mas mais cedo ou mais tarde você vai ter que sofrer as consequências de seus atos.

[Apollonius não diz nada.]

Phoebe: Vamos voltar pra casa. Temos trabalho a fazer.

[Apollonius e Phoebe voltam pra casa.]

[Cenário: Casa dos Sunchasers.]

[No dia seguinte, Apollonius ouve alguém bater na porta.]

Apollonius: Quem é?

????: Abra logo!

Apollonius: Pode me dizer quem é?

????: Procuro por alguém chamado Apollonius.

[Apollonius abre a porta. Ele se depara com um homem de cabelos verdes e olhos azuis vestindo um smoking preto.]

Homem de cabelos verdes e olhos azuis: É uma emergência! Uma gangue está atacando a Eurydice-sama!

Apollonius: O quê?

Homem de cabelos verdes e olhos azuis: Vem! Eu te explico no caminho!

Apollonius: Certo!

[Apollonius sai. Phoebe então vem para ver seu colega, mas vê que ele já saiu.]

Phoebe: Como era de se esperar.

[Cenário: Um beco qualquer de uma cidade holandesa.]

[Eurydice, junto com alguns de seus servos, está sendo atacada pelos membros da Wild Fang.]

Eurydice: Não! Não façam isso!

Hound: Hahahaha... Parece que tiramos a sorte grande. Nunca pensei que iríamos nos encontrar com a herdeira da família Zephyrus!

Eurydice: Me deixem em paz!

Hound: Não se preocupem garota, vamos te deixar em paz... Se você nos entregar seu dinheiro, é claro.

[Os servos de Eurydice estão com medo de enfrentar os membros do White Fang.]

????: Parados aí!

[Os membros da Wild Fang são surpreendidos por Apollonius, que chega para salvá-los.]

Eurydice: Apollonius!

Bandido de cabelos loiros e olhos cinzas: Eu sabia! Ele descobriu nossos planos!

Bandido de cabelos castanhos e olhos verdes: Melhor a gente sumir logo!

Bandido de cabelos ruivos e olhos laranjas: Ou melhor ainda! Que tal nós nos rendermos de imediato!?

Hound: Eu já estava esperando por este momento. Que o cavaleiro de armadura brilhante fosse finalmente salvar sua donzela em perigo. Uma pena que eu vou dar pra eles um final triste.

Apollonius: Estou avisando... Fique longe deles, senão...

Hound: Vai fazer o quê, tentar nos matar? Lembre-se, você está arriscando sua dignidade ao tentar fazer uma boa ação.

Apollonius: E daí? Estou lutando pela felicidade dela, e não apenas isso... Eu quero que ela, sua futura família, e seu marido sejam felizes. Mesmo que eu tenha que acabar com vocês antes.

Hound: Belas palavras para um servo trouxa que vai sofrer nas mãos de seus mestres.

Homem de cabelos verdes e olhos azuis: Melhor que se afastem.

[Eurydice, junto com seus três servos, se afastam.]

Hound: Peguem eles!

[Os capangas de Hound partem pra cima de Apollonius, mas este consegue encher os três de pancada.]

Hound: Hmph. Belo jogo de pernas, mas infelizmente eu vou deixar claro porque eu sou o líder desta gangue.

[Apollonius não diz nada. Ele e Hound se enfrentam em uma batalha perigosa. Ambos lutam de igual pra igual, com suas roupas ficando sujas de lama e sangue. Eurydice fica horrorizada ao ver a luta, mas consegue entender a razão porque Apollonius está lutando – Ele quer salvá-la da Wild Fang, junto de sua família.]

Apollonius: É só isso?

[Hound dá um sorrisinho malicioso.]

Hound: Você fala pouco... Mas luta bem. Uma razão porque eu tenho que me livrar de você!

[Hound pega uma pistola e aponta para Apollonius. Todos ficam surpresos.]

Hound: Melhor que eu repita estas palavras mais uma vez... O mundo gira em torno do dinheiro e não se pode vencer na vida sem ele. Felicidades, retribuições, bondade? Nada disso importa pra mim, exceto daqueles que merecem.

[Apollonius fica enfurecido.]

Hound: Agora vamos ao verdadeiro acerto de contas. Acha que sua felicidade realmente vale a pena? Responda!

[Eurydice, ao ver que Apollonius está em perigo, fica com medo.]

Hound: Você é apenas um tolo com complexo de herói. Acha que será recompensado porque salvou a vida de alguém? Mesmo que ela irá viver a vida nos braços de outra pessoa? Hmph. Dá pra ver que você não bate bem da cabeça.

[Apollonius fica mais e mais bravo.]

Hound: Agora se me der licença, eu tenho alguém para matar. A menos que você queira bancar o herói e sacrificar a si mesmo. Pois saiba que esta última opção leva você a sacrificar sua felicidade. E então. Qual a sua escolha?

[Apollonius se prepara para levar um tiro da pistola de Hound, mas para a sua surpresa, ele vê que Eurydice se jogou na frente dele para salvá-lo.]

Apollonius: Mas o que...

Hound: O que?

Homem de cabelos verdes e olhos azuis: Eurydice-sama!

Homem de cabelos e olhos cinzas: Mestre!

Homem de cabelos loiros e olhos alaranjados: Isso não pode estar acontecendo!

[Apollonius fica surpreso ao ver que Eurydice tentou salvá-lo e tenta socorrê-la.]

Apollonius: Eurydice! Você está bem? Eurydice!

[Os servos de Eurydice se surpreendem com o que Apollonius se sente por Eurydice.]

Apollonius: Eurydice! Por favor acorde! Eurydice!

[Eurydice abre os seus olhos.]

Apollonius: Eurydice, graças aos céus você está bem! Achava que ia te perder!

Eurydice: Apollonius...

[Apollonius fica feliz ao ver que sua amiga está viva, mas se surpreende ao ouvir o que ela disse.]

Eurydice: Sinto muito por não ter sido capaz de cumprir minha promessa.

Apollonius: Está tudo bem. Quando esta luta acabar, vou procurar um médico, e então...

Eurydice: Não adianta mais.

Apollonius: O quê?

Eurydice: Minha vida neste mundo já acabou por aqui. Eu nunca tive a intenção de nascer como uma mulher de alta classe e ter tudo no mundo. Tudo o que eu queria era poder viver com a pessoa que eu amava tanto... Você.

Apollonius: O quê?

Eurydice: Nunca quis me casar com Laurent ou mesmo ser considerada uma Zephyrus de nascença. Tudo o que eu quis era poder ser amada por alguém que soubesse o que é amor de verdade. E aí... Eu te encontrei. Um servo nobre, leal a causa, fazendo tudo pelas pessoas.

Apollonius: Mas... Se você morrer, tudo estará perdido! Minha felicidade, a felicidade dos Zephyrus... Tudo teria sido em vão.

Eurydice: Escute... Fico feliz que você sempre esteve do meu lado. Se não fosse por você... As coisas seriam diferentes. Eu teria continuado a sofrer nas mãos destas pessoas, e então...

Apollonius: Eurydice!

Eurydice: Tudo bem... Eu só tenho um pedido pra você. Por favor... Faça as pessoas felizes... Realize os desejos delas... Eu sei... Que você é melhor do que isso.

Apollonius: Mas, Eurydice...

Eurydice: Adeus, Apollonius. Vamos ser felizes juntos. Nunca trairei nosso amor... Vamos... Para a terra prometida.

[Eurydice fecha os olhos e morre com um sorriso.]

Apollonius: Eurydice, por favor, Eurydice! Eurydice... Eurydice... Eurydice... Eurydice...!

[Apollonius começa a chorar.]

Apollonius: EURYDICE!!!

Nero narrador: Depois disso, tudo mudou. Esta foi a última vez que eu vi Eurydice. Ela morreu para me salvar, e depois disso... Minha vida mudou pra sempre... E não era mais um servo, mas um mísero criminoso.

[O flashback acaba.De volta a praça em Tóquio, Nero e Lyre estão conversando.]

Nero: Eu não sei mais o que aconteceu depois, mas o trauma foi tão grande que eu acordei achando que eu tinha morrido. Mas eu me lembro bem do dia em que Eurydice morreu. E desde então... Eu guardei as memórias dela no meu subconsciente, como prova de que falhei como servo. E agora...

Lyre: (Então no fim das contas... A amada dele, Eurydice... Ela morreu por uma causa justa, mesmo as custas de sua própria felicidade.)

[Lyre observa Nero, que começa a chorar.]

Nero: Porque Eurydice!? Porque você tinha que morrer!?

Lyre: (Pobre Nero... O que posso fazer por ele?)

[Nero continua a chorar pelo fracasso dele não ter sido capaz de proteger sua amiga. De repente, Lyre ouve um barulho e olha para o céu, e vê um helicóptero aterrissando com vários homens de jaquetas beges, blusas brancas, calças beges e sapatos marrons.]

Homem de jaqueta bege 1: Nero Terios, fique onde está!

Lyre: Pera, o que está acontecendo aqui?

Nero: Mas que...

Homem de jaqueta bege 2: Nero Terios, você é acusado de trair a Hei Lianhua, então você tem a obrigação de permanecer calado e ir com a gente!

Lyre: Traição!?

Nero: Tch...

Lyre: Mas quem foi o responsável que disse algo tão terrível?

Homem de jaqueta bege 3: Isso não vem ao caso!

Nero: Se desejam muito que eu volte para esta organização de farsantes, que seja. Minha resposta já está decidida.

[Nero confronta os membros da Hei Lianhua e consegue enfrentar todos eles. Apesar deles serem fortes, Nero mostra ser muito mais perigoso, sendo um ex-agente da organização.]

Nero: Eu não vou mais fazer parte deste circo.

[Quando Nero está prestes a vencer, dois dos membros da organização pegam Lyre, e um deles está com uma pistola apontada pra ela.]

Nero: Lyre!

Lyre: Nero!

Homem de jaqueta bege 1: Se você deseja que sua amiga continue viva, renda-se agora!

[Nero, ao ver a pistola sendo apontada pra Lyre, imediatamente se lembra de sua amada Eurydice.]

“Por favor... Faça as pessoas felizes... Realize os desejos delas... Eu sei... Que você é melhor do que isso.”

Nero: (É que nem naquele momento... Não posso deixar que isso aconteça de novo, ainda mais...)

[Nero também se lembra de quando Lyre se jogou para salvar Nero de Kyosuke. O flashback acaba.]

[Nero olha para os seus ex-subordinados.]

Nero: Eu me rendo. Façam o que quiser com a gente, mas deixem Lyre viva.

Homem de jaqueta bege 1: Parece que chegamos a um acordo.

[Os homens da Hei Lianhua amarram Nero e Lyre.]

Lyre: Por que, Nero? Por quê?

Nero: Porque não queria deixar que você morra. Por mais que eu deteste admitir... Você é importante demais pra mim.

[Nero e Lyre vão para o helicóptero, e eles são levados para Hong Kong.]

Nero: (E mais uma vez... Eu tenho que pagar pelos meus crimes... Que nem naquele dia. Hmph. Quem diria que isso iria se repetir mais uma vez...)

Lyre: (Nero... Tomara que você esteja bem...)

[O helicóptero segue para os céus, levando Nero e Lyre. Com isso, o capítulo acaba.]