Shinku no Kogoro - Season 5
24 Uma difícil investigação
[Cenário: Tokyo Big Sight]
[No capítulo anterior, o advogado de defesa Aoba Matsunaga recebe uma mensagem misteriosa.]
?????: Aoba Matsunaga, advogado de defesa?
Aoba: Sim, é ele mesmo. Deseja alguma coisa?
?????: Na verdade sim... Eu tenho uma proposta pra você.
Aoba: Que tipo de proposta?
???????: Um cliente pediu para que você o ajudasse em um caso.
Aoba: Qual cliente? Quer me dizer o nome dele?
??????: Você está sozinho?
Aoba: Do que você está falando?
??????: Hmm....
[Cenário: Tokyo Big Sight, fachada]
[E em mais uma cena, Aoba então acaba descobrindo mais e mais sobre a proposta de seu cliente.]
Aoba: Estou sozinho agora. E então, pode continuar o que você queria me dizer.
?????: Ótimo. O nome do seu cliente é... Unami Sakuma.
Aoba: O quê?
??????: Sim. Pode parecer engraçado, mas ele realmente precisa de sua ajuda. Ele se auto-considera inocente, mas infelizmente ninguém confia nele.
Aoba: Mas este homem é... Eu sinto muito, eu não posso fazer isso. Tente achar outro advogado.
??????: Isso não foi um pedido.
Aoba: O quê?
?????: Você irá defender Sakuma como seu advogado de defesa, e irá livrá-lo de todas as acusações, do jeito que te ordenei.
Aoba: Mas porque? Porque estão fazendo isso?
??????: Nada pessoal. Mas minha lealdade ao patriarca do Clã Sakuma vem em primeiro lugar. E para garantir que você irá fazer o nosso trabalho... Nós sequestramos a sua irmãzinha.
Aoba: Haruka!?
??????: Você parece valorizar tanto o amor que tem pela sua irmã que irá fazer de tudo por ela, certo?
Aoba: Sim... Sim! Haruka é a minha irmã! Eu faria tudo por ela!
?????: Certo... Então o negócio é o seguinte... Dê ao Unami o veredito “Inocente”, e no final do caso, a gente salva a sua irmãzinha... Certo?
Aoba: Como eu posso acreditar que ela está segura.
?????: Não se preocupe. Ela está sendo bem tratada pelos meus homens. Afinal você está falando com os maiores criminosos do submundo do crime.
Aoba: Sei disso.
?????: Bem, resumindo para deixar as coisas claras, defenda o patriarca, dê a ele o veredito de inocente... E você pode ver sua irmãzinha mais uma vez.
Aoba: Certo.
?????: Preciso desligar. Mas mantenha contato comigo.
Aoba: Espere espere... Preciso que me diga uma coisa.
?????: Não preciso dizer mais nada... Exceto um nome.
Aoba: Qual?
?????: Sanshiro Inaba.
[O telefone se desliga.]
Aoba: Sanshiro?
[Aoba então recebe uma mensagem de texto. A mensagem diz explicitamente que se Aoba for chamar a polícia, Sanshiro irá imediatamente matar Haruka.]
[Cenário: Delegacia de Tóquio, cela de detenção.]
[E em mais uma cena, Aoba chega até a cela de detenção e encontra Unami Sakuma.]
Unami: Até que enfim você chegou. E então, o que você achou do meu presente?
Aoba: Eu não posso dizer que eu gostei.
Unami: Mas foi necessário. Soube que você é um dos maiores advogados da cidade.
Aoba: Mas claro...
Unami: Aliás, você sabe as condições...
Aoba: Condições?
Unami: Os policiais estão me acusando de ser o mandante do crime de assassinato de Kaoru Sugawara.
Aoba: Então era você?
Unami: Não... Eram Zenshin Minazuki e Chisao Takahashi os responsáveis. Inclusive eles serão as vítimas do caso.
Aoba: Zenshin e Chisao... Eles são relacionados aos criminosos Kogoro e Reiji?
Unami: Irmãos separados no nascimento. Inclusive eu tive que leva-los para o clã Sakuma para ver se eles se tornam homens de verdade.
Aoba: Homens de verdade... Isso inclui culpar dois inocentes?
Unami: Eles mereceram. Afinal foram eles que arruinaram meu império do crime em ascensão. Tch... Não vou me esquecer do dia em que eles vieram e me denunciaram a polícia... Era o início da minha queda.
Aoba: Você tinha cometido algum crime a esse ponto?
Unami: Eu queria apenas poder abrir um novo casino em Tóquio para poder criar uma sede de operações. Pena que não eram todos que concordaram com isso.
Aoba: Entendo...
Unami: Mas infelizmente Kogoro e Reiji vieram aqui e me espancaram sem motivo nenhum.
Aoba: Protesto!
[Unami fica enfurecido.]
Aoba: Vi uma contradição na sua narrativa logo de imediato. A polícia tinha falado que você pretendia criar uma sede de operações em Tóquio. Porém, em relação a Kogoro e Reiji... Eles...
Unami: Não precisa dizer mais nada. Já já eles vão vir aqui para denunciar minhas intenções... Aqueles perdedores... Já é a segunda vez que eles arruinam minha vida.
Aoba: Eu só estou tirando você desta cilada por causa da minha irmã. O que tenho que fazer por você?
Unami: Veredito de inocente, nada de mais. Faça o que for preciso para que eu continue trabalhando no submundo do crime.
Aoba: Em outras palavras... Usar de todas as artimanhas para garantir que você ganhe um veredito de inocente... Você é um tremendo sem vergonha...
Unami: Você fala demais... Mas lembre-se, é a vida de sua querida irmã que está em risco. Um errinho qualquer e ela morre.
Aoba: (Parece que eu não tenho outra escolha exceto ajuda-lo... As coisas não vão acabar bem se eu recusar a oferta dele.)
Unami: E então, qual sua escolha?
[Aoba não diz nada. Unami dá um sorrisinho malicioso.]
Aoba: Aceito sua proposta. Mas deixe que minha irmã viva.
Unami: Ótimo. É um prazer fazer negócios com você.
[Aoba fica com cara de nojo enquanto Unami dá um sorriso malicioso. A este ponto, Aoba já é o advogado de defesa do patriarca do Clã Sakuma.]
Aoba: (Eu sinto muito, Haruka... Mas não tenho outra escolha... Se eu tenho que salvar você, eu vou ter que ajudar o Unami... Em outras palavras... É a primeira vez que eu vou defender um bandido...)
[Aoba tem um flashback de uma conversa com Akeno.]
Akeno: Você só precisa fazer o que precisa ser feito.
Aoba: Mas o que precisa ser feito?
[O flashback acaba.]
Aoba: (Ainda assim, preciso tomar cuidado... Unami é um membro da Yakuza, o que significa que estou correndo grave perigo. Mas preciso me manter na minha verdadeira filosofia – De descobrir a verdade por trás de tudo... Mesmo que envolvam os podres de um mafioso.)
[Cenário: Matsunaga Advogados Associados.]
[O capítulo começa com Aoba em sua área de trabalho. Ele está preocupado com o fato de que vai ter que defender Unami em seu julgamento, ainda mais com o fato de que Haruka fora raptada. Aoba então se lembra das palavras do patriarca do Clã Sakuma.]
Unami: Mas lembre-se, é a vida de sua querida irmã que está em risco. Um errinho qualquer e ela morre.
Aoba: (O que eu vou fazer!? Não posso deixar que Unami saia impune de seu crime! Mas também... Eu preciso salvar a Haruka...)
[Cenário: Ruas de Tóquio]
[Aoba vai caminhando pela cidade. Ele então acaba encontrando Jun, que está feliz em vê-lo.]
Jun: Bom dia Aoba-san, como vai? Tudo beleza?
Aoba: Oi Jun.
Jun: Ai, Aoba-san! Eu tenho uma má notícia! Minha namorada me rejeitou e disse que eu não sou o tipo dela! Ela falou que sou extrovertido demais e que ela prefere homens mais quietos e sucintos... E eu não sou o tipo de pessoa que deixa informações batidas...
Aoba: Ai ai ai digo eu que tenho que aguentar suas presepadas...
Jun: Aliás, ontem você me deixou sozinho na convenção! Eu fiquei tão preocupado com você que me pergunto se me foi mesmo uma boa ideia ter ido para o concurso de cosplay sozinho... Onde você estava quando eu precisava de você!?
Aoba: Bem... Eu...
[Aoba olha para o rosto enfurecido de Jun.]
Aoba: (Droga! Não posso contar pra ele o que aconteceu com a Haruka! Se a Yakuza souber disso eles...)
[Jun encara Aoba, que parece estar tentando não dizer nada.]
Jun: (Aoba está escondendo alguma coisa... Só pode!)
Aoba: Uhh... Algum problema?
Jun: Quer que eu explique tudo de novo!? Você me deixou sozinho na convenção e eu tive que lidar com um término de namoro irreparável!
Aoba: Oh...
Jun: E a Haruka!? Cadê a Haruka!? O que aconteceu com ela!? E não me venha dizer que ela está tendo aulas de reforço!
Aoba: Bem... A Haruka...
Jun: Aoba?
[Aoba não diz nada.]
Jun: O que aconteceu? De repente você está calado.
Aoba: Jun...
Jun: Hmm?
Aoba: Eu gostaria de ter uma conversa com você pelo smartphone.
Jun: Mas nós estamos aqui.
Aoba: Bem... Eu vou precisar que você confie em mim. É importante.
Jun: Tá bom.
[Aoba então digita algo em seu smartphone. Ele explica a Jun o que realmente aconteceu.]
Jun: O quê!? A Haruka foi...
Aoba: Psst! Não grita!
Jun: Sinto muito, mas estou surpreso com o fato de que sua irmã fora raptada pela Yakuza!
[Aoba continua a digitar pelo seu smartphone.]
Jun: Xiii... Parece que você já está em maus lençóis.
Aoba: Não posso ajudar.
Jun: Bem, você já explicou toda a situação, mas como é que você vai sair dessa?
Aoba: Infelizmente eu não posso. Não sozinho.
Jun: Mas como você vai superar isso? Quero dizer, se você contar para a polícia...
Aoba: É por isso que vou precisar de sua ajuda.
Jun: O quê?
Aoba: Quero que você me ajude neste caso como o meu assistente temporário.
Jun: Quê!? Mas eu não sei de nada sobre advocacia!
Aoba: Bem... Você faria isso por um amigo, não faria?
Jun: Eh...
Aoba: (Ele não pode ser muito eficaz, mas é a única pessoa que eu posso confiar a esse ponto...)
Jun: Bem... Eu vou ajudar você. Afinal, como você disse, você é o meu amigo, não é?
Aoba: (Acho que eu falei cedo demais.)
Jun: Então bora que bora! Vamos começar a nossa operação de resgate!
Aoba: (Meleca...)
[Aoba segue Jun, que está caminhando de felicidade.]
Aoba: Parece que eu vou ter que ensinar várias coisas ao meu amigo aqui...
[Cenário: Angel Savior Casino, fachada.]
[Aoba e Jun chegam até ao casino, e vêem vários policiais.]
Jun: Vacilo... Tem vários policiais por aqui... O que vamos fazer?
Aoba: Não se preocupe. É só não chamarmos a atenção deles.
[Aoba e Jun vão para o casino, quando são abordados por um policial de cabelos e olhos verde-escuros.]
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Alto láaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Jun: Algum problema senhor?
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Ora, tem um problema sim senhor, vocês estão em uma area restriiiiiiiiiiita.
Aoba: Sou advogado de defesa. Aoba Matsunaga.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Isso é área de investigação partiiiiiiiiiicular.
Jun: Oe senhor policial! Deixa meu amigo em paz, ele só quer fazer seu trabalho.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Você está ciente de que aqui é uma área peeeeeeeerigoooooooooosa. Significa que você não pooooooooode entrar aqui seeeeeeeeeeeem permissão.
Jun: Você tem um jeito de falar bem esquisito.
Aoba: Sinto muito, mas é uma emergência muito especial.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Azar o seeeeeeeeeeeeeu. Eu como policial não vou deixar que vocês investiguem a área sem a minha devida peeeeeeeeeeeeermissão.
Jun: Esse cara não tem jeito. Melhor a gente desistir por enquanto.
Aoba: Espere um instante... Eu queria poder dizer uma coisa.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Poiiiiiiiiiiiiiiiiiis não?
Aoba: Porque este casino está sendo monitorado?
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Acontece que ele está sendo investigado por ordens da senhorita Saeko Tomohisa.
Jun: Até que enfim ele está falando normal.
Aoba: Alguma razão?
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: O locaaaaaaaaaal em questão é território do Clã Sakuuuuuuuuuuuuuuuma.
Jun: Eu e minha boca grande...
Aoba: Clã Sakuma...
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Essa família de mafiosos foi recentemente taxada como a responsável por um crime de atropelameeeeeeeeeeeeeeeeeeento.
Jun: Quem foi que morreu?
Aoba: Você fala de Kaoru Sugawara? Ele foi a vítima mais recente de um atropelamento, mas foi dito que os responsáveis foram dois delinquentes.
Jun: Inclusive ele já esteve neste caso e perdeu.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Mas isso é um absuuuuuuuuuuuuurdo!
Aoba: Sim. E é por isso que quero me aprofundar mais neste caso.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Me dê uma boa razão para que eu não te expuuuuuuuuuuuuuuuuulse.
Aoba: Eu quero descobrir a verdade. O que realmente aconteceu neste caso. Porque... Tudo isso está acontecendo...
Jun: Bem, em poucas palavras tudo o que ele deseja é saber mais da conexão entre a vítima e os verdadeiros culpados. E estou do lado dele.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: A mesma desculpa de sempre. Grande coisa, mas este caso está reeeeeeeeeeeeeservado para a Srta. Saeko Tomohisa.
Jun: Parece que você se deu mal desta vez.
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Aaaaaaaaaaaaaalém disso, um detetive já está aqui com todas as pistas necessárias que podem incrimar Unami.
Aoba: Detetive?
Policial de cabelos e olhos verde-escuros: Iiiiiiiiiiiiichiro Kubikiri. Sim, ele é um bocaaaaaaaaaaaado excêntrico, mas como ele está junto da promotora...
Jun: Vamos ter que voltar mais tarde. Enquanto os policiais estiverem aqui, não vamos ter nenhuma chance.
Aoba: Entendo. Vamos lá, Jun.
Jun: Vamos que vamos.
[Aoba e Jun saem.]
Jun: E então, como é que vamos salvar sua irmãzinha? Não podemos entrar no casino!
Aoba: Talvez a gente possa conseguir algumas informações de outras fontes.
Jun: Quais fontes?
Aoba: A vítima do caso é Kaoru Sugawara.
Jun: Seria muito mais fácil se você fosse capaz de conversar com os mortos.
[Aoba então tem uma descoberta.]
Aoba: Você é um gênio!
Jun: Pera... Você sabe como conversar com os mortos?
Aoba: Não bobão! Mas não é preciso tirar informações da boca de um morto para conseguir a verdade.
Jun: Você tem uma ideia em mente?
Aoba: Sim, mas pra isso...
[Cenário: Delegacia de Tóquio]
[Na delegacia, Aoba e Jun chegam para descobrir informações sobre Kaoru Sugawara.]
Jun: Acha mesmo que o chefão não vai descobrir sobre o que está fazendo?
Aoba: Não se eu omitir um certo contexto...
[Jun e Aoba encontram um policial de cabelos pretos e olhos pretos que usam óculos.]
Policial que usa óculos: Oh, você é o Aoba Sugawara-san. Precisa de ajuda?
Aoba: Bem, vou precisar de uma ajuda muito especial.
Policial que usa óculos: Está certo.
[Cenário: Delegacia de Tóquio, uma das salas.]
Policial que usa óculos: Miku... Você quis dizer, Miku Sugawara?
Aoba: Escute, eu sei que é complicado, mas preciso que você me dê informações sobre ela.
Policial que usa óculos: Quero dizer... Ela é a filha da vítima.
Aoba: Tudo o que eu desejo é a verdade, e nada mais disso.
Policial que usa óculos: A verdade... Escute... Eu tenho boas razões para deixar estas informações guardadas a sete chaves. Se eu dar para alguém de imediato...
Aoba: Entendo...
Policial que usa óculos: Então promete que não conta pra ninguém estes dados, certo?
Aoba: (Não é diferente da minha situação agora...)
Policial que usa óculos: Por favor, eu confio a você estas informações, desde que esteja disposto a manter suas informações pra você e mais ninguém, certo?
Aoba: Tudo bem.
[O policial então manda tudo o que sabe envolvendo Miku. Considerando que as informações são muito importantes, há um motivo para que ele tenha que mantê-las em segredo.]
Aoba: Muito obrigado.
Policial que usa óculos: Mas lembre-se... Mantenha as informações pra você mesmo.
Aoba: Ótimo.
[Cenário: Delegacia de Tóquio]
[Aoba se encontra com Jun.]
Jun: E aí, alguma novidade?
Aoba: Bem, vamos precisar que a gente faça algumas coisas, mas vamos tentar manter tudo em segredo, pra não arriscarmos colocar o caso em mãos erradas.
Jun: Especialmente considerando tudo o que está acontecendo... Tomara que ela esteja bem.
Aoba: É, tomara mesmo...
Jun: Mas para de ficar triste e bora darmos nosso primeiro passo!
Aoba: Sim, é claro.
[Cenário: Em uma sala escura.]
[Haruka está tentando manter a calma. Ela está ciente que fora sequestrada e está feita de refém por Sanshiro Inaba, cuja aparência e jeito de falar é bem familiar.]
Haruka: Calma... Mantenha a calma... O Touma é um assassino em série que não irá hesitar em me matar caso alguma coisa dê errado... E ele tem como objetivo convencer o meu irmão a ajudar alguém no caso... Mas por outro lado eu ainda estou viva, coração batendo e sem mutilações o que significa que está tudo bem por aqui... Droga, o que estou fazendo aqui? Preciso fazer alguma coisa a respeito! Eu não posso ficar presa nesta sala por muito tempo, eu preciso fazer alguma coisa! Em ambos os casos! Vamos ver... O que eu posso fazer? Será que eu posso dormir e fingir que tudo isso é um sonho? Não... Impossível... Tenho energia o suficiente pra gastar... Ah, já sei... Vou brincar de falar sozinha, assim eu finjo que estou acompanhada com uma amiga imaginária... A pergunta é... Qual tipo de amigo imaginário eu teria pra brincar... Droga! Não consigo pensar em mais nada! É só uma questão de tempo para que eu acabe sendo morta por um assassino que fala em uma língua esquisita. O que fazer...
[Sanshiro abre a porta.]
Sanshiro: Haruka Matsunaga-san. Wǒ kěyǐ bāng nǐ zuò diǎn shénme ma?
Haruka: (Essa não! É o Touma! Será que ele vai me matar nesta sala? Tomara que não...)
Sanshiro: Wǒ zhèngzài wèi wǒmen liǎng gè zuò chǎomiàn.
[Sanshiro mostra uma faca de cozinha.]
Haruka: (Uma faca! Agora estou morta. Se ele enfiar isso no meu coração... É o fim! Sou jovem demais pra morrer!)
[Sanshiro se aproxima de Haruka. Ela tenta fugir, mas suas pernas tremem de medo.]
Sanshiro: Nàme, nǐ xiǎng chī ma?
Haruka: Eu não quero nada de você, seu assassino!
[Sanshiro fica calado.]
Sanshiro: Dàn rúguǒ nǐ bù chī dōngxī, nǐ jiù huì sǐ.
Haruka: Não importa! Eu apenas não quero morrer!
[Sanshiro vê que Haruka está com medo.]
Sanshiro: Wǒ shāo hòu zài huíqù zuò fàngěi nǐ.
[Sanshiro então sai da sala e tranca a porta.]
Haruka: (Ufa! Ainda bem que ele não me matou... Mas com esta faca, eu achava que minha vida ia ficar em risco... Estou com medo. Aoba... Por favor me ajude...)
[Cenário: Uma casa de paredes brancas, fachada.]
[Aoba e Jun chegam em uma casa.]
Jun: Tem certeza que é aqui?
Aoba: Pelas informações que o policial mandou, sim.
Jun: Espere... Mas e se a Miku não estiver aqui?
Aoba: Olha, eu quero chegar no fundo deste caso. Se eu convencê-la a falar toda a verdade em relação ao caso, será um problema a menos.
Jun: Tomara que sim... Pois este é o caso no qual a vida de sua irmã está em jogo.
Aoba: E estou ciente disso.
[Aoba então bate a porta.]
?????: Quem bate?
Aoba: Eu procuro por Miku Sugawara.
?????: Ela não está aqui. Aliás, o que vocês querem com ela?
Aoba: Temos assuntos pendentes com ela. Posso pelo menos fazer uma visita?
?????: Espere um instante...
[Um homem de cabelos loiros com mechas verdes e olhos castanhos usando uma camisa branca e uma roupa azul abre a porta.]
Homem de cabelos loiros e mechas azuis: Quem está aí?
Aoba: Meu nome é Aoba Matsunaga. Sou um advogado de defesa.
Jun: E meu nome é Jun Yabushiku. Estou do lado dele.
Homem de cabelos loiros e mechas verdes: Ah, então você é o advogado daquele caso. Bem, pode entrar.
[Cenário: Casa de paredes brancas]
[Aoba e Jun entram na casa.]
Homem de cabelos loiros e mechas verdes: Escutem aqui, eu só estou sendo bonzinho com vocês porque eu ainda não estou acreditando neste absurdo. Quero dizer... Tão falando que dois delinquentes mataram o pai da Miku-san e agora estão dizendo que os delinquentes não são delinquentes de verdade. É um absurdo.
Aoba: (Não posso discordar...)
Jun: Aliás, qual é o seu nome?
Homem de cabelos loiros e mechas verdes: Meu nome é Kazuma Kuroko. Moro nesta casa como uma ajuda extra. Só estou aqui por dinheiro e nada mais.
Jun: Vamos fingir que ele é um suspeito só por diversão?
Aoba: Isso vai contra os meus princípios.
[Jun, Aoba e Kazuma caminham pela casa e se encontram com um mordomo idoso e magro com cabelos cinzentos e olhos pretos vestindo um elegante smoking preto e branco.]
Kazuma: Ô Penworth-Jii-san, aqui estão os manos que querem falar com a Miku-san.
Penworth: Hmph. Vocês não me parecem ser figuras amigáveis.
Aoba: Meu nome é Aoba Matsunaga, advogado de defesa, e este é meu amigo de infância barra parceiro temporário Jun Yabushiku.
Kazuma: Veja pelo lado bom, eles pelo menos não são juízes.
Penworth: Meu nome é Sebastian J. Penworth, mordomo da Miku Sugawara-san e figura paterna dela após a morte do Kaoru Sugawara-san.
Kazuma: O oji-san daqui é da Inglaterra, o que explica porque ele é muito esquisito.
Aoba: (Muito engraçado ouvir isso de você. Não é ele que tem mechas de cabelo coloridas...)
Jun: Bem, é um prazer conhece-los. Agora vamos ao que interessa.
[Cenário: Casa de paredes brancas, uma das salas.]
[Aoba, Jun, Kazuma e Sebastian estão em uma das salas, no qual tem um grande tapete vermelho e dois sofás de cores vermelhos e dourados além de um relógio de cuco e vários quadros.]
Sebastian: Miku-san... Desde o dia em que o pai dela morreu naquele acidente, eu me tornei seu guardião legal. Miku foi como uma filha pra mim... Me sentiria culpado se algo de ruim acontecesse com ela...
Aoba: Eu entendo...
Jun: Bem... Como é que é cuidar de alguém como Miku... Quero dizer...
Sebastian: Ela mudou muito nos últimos anos. Começou como uma garota que pode ser considerada impropriamente ajustada e se tornou uma moça bem prendada. Praticamente uma ojou-sama.
Aoba: (Ter um mordomo como figura paterna faz bastante diferença...)
Kazuma: Heh. Quem diria que uma moça como ela é filha de um desajustado com problemas financeiros. Não é a toa que ele virou pai solteiro. Hahahahaha!
Sebastian: Tenha mais respeito com o Kaoru-sama. Especialmente na frente de nossos convidados.
Kazuma: Oh, está bem.
Aoba: Queria falar mais uma coisa... Você acha que o Sugawara... Já tinha problemas financeiros antes?
Sebastian: Kaoru confiou Miku a mim. Seus problemas financeiros eram secundários, mas infelizmente seus dias como pessoa já estavam contados.
Jun: Oe! Do que você está falando?
Aoba: Ele está falando da verdadeira razão por trás de sua morte... Negócios não acabados com a Yakuza.
Sebastian: Exatamente. Mas a Yakuza não quis fazer o trabalho sujo diretamente, então mandou dois delinquentes para mata-lo.
Kazuma: Isso mesmo. Eles são inclusive de duas escolas famosas.
Aoba: (É isso. Está na hora de falar toda a verdade.)
Jun: Bem, foi muito bom poder falar com vocês, então vamos para o nosso próximo...
Aoba: Tenho medo de que estes delinquentes não foram os responsáveis que cometeram o crime.
[Kazuma e Sebastian ficam surpresos.]
Kazuma: Mas o julgamento terminou com os réus jogados na prisão! As evidências foram todas mostradas confirmando o envolvimento dos delinquentes!
Aoba: Eu acho que não... Não foram eles que cometeram o crime.
Kazuma: Isso... Isso é impossível!
Jun: Aoba-kun, tem certeza que quer botar a boca no trombone? É a vida de sua...
Aoba: Sinto muito, mas tenho que fazer o que é certo.
Sebastian: Advogado de defesa, como você tem a ousadia de implicar que o julgamento foi falsamente forjado?
Aoba: A questão é que Kaoru Sugawara foi morto... Por membros da Yakuza. Eles não mandaram delinquentes para assassinar seu cliente... Mas sim membros de uma família.
Kazuma: E que provas você tem em reação a isso!? Nós sabemos que os responsáveis que mataram Sugawara foi...
Aoba: Não foram Kogoro e Reiji os responsáveis pelo crime. Foram outras pessoas dentro da própria máfia. Estamos cientes que nossos clientes não teriam coragem de matar uma pessoa inocente.
Jun: Aoba-san...
Kazuma: Está dizendo que eles não foram os responsáveis?
Aoba: Tudo o que eu busco é a verdade e nada mais.
Jun: Melhor você ficar frio Aoba-san. Não podemos enfurecer nossos amiguinhos aqui...
[Aoba dá uma olhada em Kazuma e Sebastian, que parecem estar desconfiados.]
Aoba: (Tem toda a razão... A este ponto eles já estão a dois passos de mandar uma ordem imediata de expulsão... Tenho que me controlar.)
[Aoba inspira e expira.]
Aoba: Bem... Vamos começar de novo. Digam-me, o que aconteceu no dia em que Kaoru Sugawara foi morto.
Kazuma: Porque fazer uma pergunta dessas? Não fui eu que testemunhei a morte do Sugawara-san. Além disso, eu só fiquei sabendo disso dias depois do julgamento.
Jun: Olha, a gente precisa destas informações logo. Dá para pelo menos nos ajudar?
Sebastian: Ao que sei, Sugawara-san teve que lidar com vários problemas financeiros depois de lidar com o divórcio de sua esposa. A situação era tão fraca que ele teve que recorrer a Yakuza para tentar se sustentar.
Jun: Ele não tentou se casar novamente?
Sebastian: Não... Ele era tão obcecado pela sua ex-esposa que ele não quis se casar. Mas ele fez o melhor para garantir que sua filha seja feliz.
Kazuma: Ele tinha boas intenções... Mas fez um monte de bobagens.
Aoba: Eu vejo...
Jun: Os problemas financeiros eram tão sérios assim?
Sebastian: Foi dito que a esposa dela levou todos os pertences dele depois de um grande conflito. Sugawara teve muita sorte de confiar sua filha a mim caso tudo dê errado, especialmente considerando que a esposa se recusa a cuidar da filha e prefere viver uma vida de diversão.
Aoba: Isso é que eu chamo de família quebrada.
Sebastian: Felizmente, estou garantindo que Miku não sofra este mesmo tratamento. Quero que ela aja como uma mulher firme e forte ao mesmo tempo que ela seja humilde e generosa.
Kazuma: Se bem que o mordomo aqui leva as coisas bem longe demais.
Sebastian: E um dia você terá este mesmo tratamento.
Jun: Uma família quebrada...
Aoba: Entendo... Eu já tinha várias informações sobre o Sugawara no julgamento, mas essa é a primeira vez que eu descubro mais e mais sobre a historia dele.
Sebastian: Sugawara é um homem íntegro, e trabalhou muito pela sua esposa e filha, mas infelizmente suas ideologias colidiram com o desejo insano da esposa de poder viver uma vida de luxo e glória. Por isso que os dois se divorciaram.
Kazuma: Inclusive ele teve sorte de ter ficado com a filha. Ninguém teria a capacidade de lidar com uma esposa que perde tempo gastando dinheiro por mera diversão.
Sebastian: Ele teve que fazer o papel de homem trabalhador e dona de casa e quase não teve tempo de ficar com a filha ao mesmo tempo que ele pagava os estudos dela, enquanto a esposa só queria fazer os prazeres da filha apenas para se divertir as custas dela. Ela gastava mais do que o esperado e sugeria que Miku sempre escolhesse as sobremesas mais caras. De fato, estes gastos eram tão grandes que quando Kaoru tomou juízo e decidiu explicar tudo a esposa como sua atitude não está ajudando muito com os problemas da casa, ela respondeu com uma bofetada e ordenou um pedido de divórcio.
Jun: Acho que não preciso mais saber do resultado final.
Sebastian: Sim. Hoje em dia Miku ainda pensa em poder ver sua mãe novamente, e eles se tornaram mais fortes com a morte do pai. Infelizmente não posso fazer mais nada em relação ao assunto.
Aoba: Eu entendo. É difícil poder cuidar de um membro da família.
Kazuma: Mais uma curiosidade aqui... Sebastian também me trata com muita rigidez, mas não posso culpa-lo considerando que ele o típico europeu elegante...
Jun: É... É complicado.
Aoba: Quanto Kaoru devia de dinheiro para a Yakuza?
Sebastian: 10000 ienes por semana, e ao passar do tempo o dinheiro aumentou. Inclusive uma das razões porque os delinquentes mataram o Kaoru foi justamente porque ele devia uma grande quantidade de dinheiro.
Aoba: E o preço final.
Sebastian: 15000000 ienes.
Jun: Isso é caro pra caramba!
Kazuma: E este dinheiro também custou sua vida. E a Yakuza pagou ela com seu sangue. Francamente, uma tristeza.
Aoba: Muito obrigada pelas informações. Vou anotar.
[Aoba pega um bloco de notas e vai anotar todas as informações necessárias nele.]
Aoba: (Quem diria que Sugawara tinha um passado triste... Ter que lidar com uma esposa extremamente desejosa e ainda cuidar da filha... Não foi a toa que ele teve que recorrer a máfia...)
Sebastian: Então, mais alguma coisa a dizer?
Jun: Na verdade nós estamos atrás da Miku. Queriamos poder falar com ela.
[Aoba ouve alguém tocar a campainha.]
Kazuma: Deve ser a Miku. Vou atendê-la.
[Kazuma então sai da sala.]
Sebastian: Tomara que vocês consigam ter uma conversa com ela. Ela pode ser amigável na escola, mas aqui ela é muito séria.
Aoba: Vamos fazer o nosso melhor para nos comportarmos direito.
Jun: É... Nós vamos.
Aoba: (É disso que eu tenho medo...)
[Jun, Aoba e Sebastian ficam esperando o tempo passar. Eles então vão dar uma olhada no relógio de cuco. Eventualmente Kazuma chega com uma garota de cabelos e olhos castanhos usando um seifuku de blusa azul e laço e saias rosa-claros.]
Kazuma: Sinto muito pela demora.
Garota de cabelos e olhos castanhos: Sebastian-sama, eu estou aqui.
[A garota faz uma mesura. Aoba reconhece a garota como Miku.]
Aoba: Miku...
Sebastian: Estes dois são advogados de defesa. Eles desejam fazer algumas perguntas a você.
[Miku dá uma olhada em Aoba e Jun.]
Miku: Você é aquele homem do caso em que condenou os responsáveis pela morte do meu pai. O que você faz aqui?
Aoba: Clarear toda a situação.
Sebastian: Melhor que você converse com eles sozinha, Miku. Kazuma, vamos sair. Isso é uma conversa particular.
Kazuma: Beleza. Até mais Aoba, Jun-chan!
[Sebastian e Kazuma saem.]
Jun: Valeu pelo comitê de despedida Kazuma-kun!
[Aoba dá uma olhada em Miku.]
Miku: O que você quer dizer com clarear a situação?
Aoba: Antes que eu explique tudo, gostaria que você dissesse uma coisa.
Jun: Ojou-chan... O que aconteceu naquele dia?
Miku: Bem... Meu pai esteve em uma viagem de negócios a Kabukicho, inclusive nós dois estivemos juntos naquele momento. Quando meu pai terminou de conversar com os homens, nós voltamos pra casa... E aí...
[Miku então fica em silêncio. Aoba então se sente mal por ela.]
Miku: Eu e meu pai acabamos de ver uma moto indo para a nossa direção. O papai me empurrou para tentar me salvar... Mas acabou sendo atropelado no processo. Uma ambulância chegou para tentar salvá-lo, mas de nada adiantou. Visitei papai várias vezes no hospital, e eventualmente ele acabou morrendo.
Aoba: Depois disso... Você foi adotada por Sebastian?
Miku: Sebastian foi um amigo de longa data do meu pai. Ele foi um colega do banco em que ele trabalhou por um bom tempo, e se aposentou para assumir o papel de mordomo em uma casa. Foi por isso que ele mora aqui comigo.
Jun: Estou ciente de que seu... Amigo de seu pai é um mordomo. Bem, pra quem ele trabalha?
Miku: Ele não tem mais um mestre. Agora só está recebendo o dinheiro de sua aposentadoria e está usando ele para pagar meus estudos, juntamente com o salário do Kazuma.
Aoba: Então Miku... Queria poder falar uma coisa.
Miku: O quê?
Aoba: O que você acha da sua mãe?
[Miku não diz nada. Jun também não fala muita coisa.]
Aoba: (Ela deve estar triste demais para falar sobre sua mãe... Será que é em relação ao fato dela ter suas próprias razões pra fazer sua filha feliz?)
Miku: Mamãe... Ela fazia de tudo para que eu seja feliz. De fato... Ela realmente gostava de se divertir quando eu estava do lado dela. Porém um dia, meu pai reclamou com ela e ela respondeu dando um tapa em seu rosto, e ela acabou desaparecendo. Mas o que é mais estranho é que para alguém que queria ser feliz comigo, minha mãe me deixou com o papai.
Jun: Talvez ela não esteja realmente feliz com você. Ela só estava interessada em gastar dinheiro. Por que você acha que ela comprou coisas tão caras?
[Miku não diz nada.]
Aoba: Eu sinto muita pena de você... Ter que lidar com uma família deste tipo... Mas pelo menos você tem o Sebastian, que vai fazer com que você seja uma pessoa de bom grado.
Miku: Mas ainda assim... A mamãe me fazia feliz. Ela pode até ser muito excêntrica, mas pelo menos ela comprava um monte de coisas legais.
Jun: As custas de seu pai.
Aoba: Você realmente tem um longo caminho a percorrer.
Miku: Honestamente, eu gostaria de poder ver a mamãe mais uma vez...
Aoba: Miku-san... Gostaria de dizer uma coisa...
Miku: Hmph...
Aoba: Eu queria poder falar toda a verdade em relação a morte de seu pai.
Miku: Mas o que você sabe?
Aoba: Bem mais do que você...
[Miku não diz nada.]
Aoba: (Sinto muito, mas não tenho outra escolha. Ela precisa saber a verdade de um jeito ou de outro, mesmo que eu tenha que cometer alguns riscos.)
Miku: Advogado-san?
Aoba: Miku... O que realmente aconteceu foi... Seu pai... Ele foi morto por membros da Yakuza.
Miku: Yaku... O quê?
Aoba: Os responsáveis que mataram o seu pai não são o que parecem ser.
Miku: Como assim?
Aoba: A yakuza armou contra eles. Quem matou o seu pai são mafiosos que usaram os seus nomes para tentar incriminá-los, justamente por um ato explícito de vingança.
Miku: Mas eu vi os réus matando o meu pai!
Aoba: Quem matou os seus pais foram seus irmãos. E tudo por ordem de seu mandante, Unami Sakuma.
Miku: Sakuma... Então quer dizer...
Aoba: Não foi Kogoro nem Reiji que mataram Sugawara. Eram Zenshin e Chisao através de uma armação do Clã Sakuma.
Miku: Mas isso é um absurdo! Não tem como a yakuza ser...
[Miku para de falar.]
Aoba: (Infelizmente isso é o melhor que eu tenho que fazer a este ponto... Se continuar assim, Haruka vai...)
Miku: Mas e a polícia? Eles não fizeram nada a respeito?
Aoba: Bem... A questão é que eles estão vendo se conseguem achar algo em relação a Yakuza. Mas acredito que eles vão conseguir.
[Miku não diz nada.]
Aoba: Eu sinto muito.
Miku: Tá tudo bem... Não precisa se desculpar. Quer dizer... Os verdadeiros responsáveis que fizeram isso são irmãos dos delinquentes, certo?
Aoba: Sim.
Miku: Me sinto triste. Porque as famílias tem que ser separadas? Porque eles tem que lidar com toda essa dor? Me responda...
[Aoba não diz nada. Ele pensa em Haruka.]
Miku: É tão triste saber que as famílias sofrem com este problema... E mais do que nunca... Eu quero poder ver minha mãe de novo.
Aoba: (Pobre Miku... Eu entendo como ela se sente... Ela não é a única que tem que lidar com o fato de que ela está sozinha no mundo...)
[Aoba então vê Miku se transformar em Haruka. Ela então volta ao normal.]
Miku: Mamãe... Aonde você está?
Jun: Aoba-san... Você conseguiu soltar tudo da boca pra fora para a Miku, então vamos sair daqui o mais rápido que pode, tudo bem?
Aoba: Acho que... Já está na hora de irmos.
[Jun e Aoba saem.]
Miku: Esperem... Antes que vocês saiam... Gostariam que vocês me respondessem uma coisa...
Jun: Pode falar.
Miku: Eu gostaria de poder me encontrar com Kogoro e Reiji mais uma vez e pedir desculpas pelo que aconteceu.
Aoba: Bem... Vamos ver se a gente consegue.
Miku: Eles vão ser réus naquele caso de novo, não vão?
[Aoba e Jun saem e não diz nada, deixando Miku triste.]
[Cenário: Ruas de Tóquio.]
[Aoba e Jun caminham pela cidade.]
Jun: Acham que a este ponto aquele policial esquisito saiu?
Aoba: Talvez... Ele deve estar procurando outra pista para resolver o caso.
Jun: Tomara. Eu não gostei muito de seu jeito de falar.
[Aoba não diz nada.]
Jun: Quer dizer, ele é muito de... Aooooooooooooooooooba. E também Juuuuuuuuuuuuuuuuun. Chega até a ser irritante.
Aoba: Não é que você seja melhor do que ele neste aspecto.
Jun: Mas pelo menos eu não falo deste tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiipo.
[Jun então começa a rir e Aoba ri também.]
Aoba: Quer saber? Tem momentos em que não ironicamente você me faz rir. Sério mesmo... Você e suas palhaçadas...
Jun: É... Eu lembro muito bem que no colégio, eu era o palhaço da turma. Ninguém me levava a sério, todo mundo ria de mim, e isso me fazia me sentir mais seguro.
Aoba: Talvez uma carreira de palhaço seja perfeita pra você.
Jun: Que nada. Eu vou preferir ficar em um emprego no qual eu acabe ficando feliz com a minha futura namorada. Isto é, quando eu encontrar uma.
Aoba: (Ele tá é preocupado em procurar uma assistente de circo...)
[Jun e Aoba continuam caminhando.]
[Cenário: Angel Savior Casino, fachada.]
[Jun e Aoba chegam até o casino, e vê que ele está vazio.]
Jun: Barra limpa. Podemos entrar.
Aoba: (Ótimo... Preciso ajudar a Haruka com tudo o que tenho.)
[Cenário: Angel Savior Casino.]
[Jun e Aoba chegam até o Angel Savior Casino.]
Jun: Mas que lugar incrível! Tantos pachinkos! Tantos jogos de fliperama! É como se fosse um paraíso!
Aoba: Pelo menos até você perder todo o seu dinheiro.
Jun: E então, qual será o nosso primeiro jogo?
Aoba: Jun, você sabe que os jogos estão desligados.
Jun: Então as investigações ainda estão em dia?
Aoba: Pelo menos vai ser a gente que vai dar uma olhada no local.
Jun: É claro.
Aoba: (Por onde começar?)
[Jun e Aoba dão uma olhada em todo o Angel Savior Casino. Eventualmente eles encontram uma mulher de cabelos ruivos e olhos verdes usando um smoking azul com detalhes brancos.]
Mulher de cabelos ruivos e olhos verdes: Posso ajudá-los em alguma coisa?
Aoba: Não não... Esta tudo bem com a...
Jun: Tudo por você, Hime-sama!
Mulher de cabelos ruivos e olhos verdes: Bem... Na verdade eu queria poder falar com o advogado.
[Jun chora de desespero.]
Jun: Que porcaria!
Aoba: Advogado? Pera, quer dizer que...
Mulher de cabelos ruivos e olhos verdes: Estou ciente de que você deseja salvar o patriarca Unami das garras da polícia, e estou aqui como uma ajuda pessoal. Meu nome é Yoko Kakizawa, do clã Gowa.
Jun: Pera... Você disse clã... Tipo clã da Yakuza!?
Aoba: (Só agora que ele percebeu?)
Yoko: Fico feliz que você tenha enfim chegado ao Angel Savior Casino. É difícil entrar aqui com os policiais observando o local e tentando achar pistas em relação ao verdadeiro culpado.
Aoba: Unami... Foi ele que ordenou a morte de Kaoru Sugawara, certo?
[Yoko não diz nada.]
Jun: A questão é que o Aoba terá que defende-lo no caso de hoje e se ele falhar...
Yoko: A vítima da vez não será Sugawara.
Jun: Mas como assim? Sugawara é a razão porque Aoba-kun perdeu aquele caso!
Yoko: Alguns membros infiltrados da máfia conseguiram as informações ao julgamento que irá acontecer, e Sugawara não será a vítima da vez. Ao invés disso, essa responsabilidade vai para Zenshin Minazuki e Chisao Takahashi.
Aoba: Oh...
Jun: Espera aí! Quer dizer que toda aquela mísera conversa com a Sugawara-san foi por nada!?
Aoba: Pssh... Menos papo e mais silêncio.
Yoko: Alguém tramou contra Unami e pretende tirá-lo de sua posição como um dos candidatos a líder do submundo do crime.
Jun: Tem certeza?
Yoko: Pelo fato de ser a única que está em oposição aos que estão conspirando contra o patriarca, eu irei ajuda-los.
Aoba: Mas como?
Yoko: Nada de mais. Sigam-me.
[Aoba e Jun seguem Yoko. Eles então se encontram com uma porta no qual está escrito “Área restrita”. Yoko abre a porta e os três se encontram em uma escadaria que leva pra baixo.]
[Cenário: Angel Savior Casino, área subterrânea.]
[Aoba, Jun e Yoko descem as escadas. Eles então encontram uma porta e a abrem.]
[Cenário: Angel Savior Casino, sala do chefe.]
Yoko: Chegamos.
Jun: Por essa eu não esperava.
[Aoba e Jun dão uma olhada no local.]
Yoko: Esta é uma das bases de operações do clã Sakuma, pelo menos até a polícia ter chegado aqui e tirado várias coisas que podem ser usadas como evidência contra a gente.
Jun: Acha que você vai achar algo que pode... Provar a inocência do Sakuma-san?
Aoba: (Sei que isso é sujo, mas preciso manter minha posição de advogado do diabo até que eu consiga arranjar um jeito de salvar a Haruka.)
Yoko: Agora é com vocês. Eu já fiz tudo o que tinha que ser feito.
Jun: O que você vai fazer agora?
Yoko: Vigiar a porta.
Jun: Vou acompanha-la. E você, Aoba-kun... Vá procurar por uma pista útil que pode te ajudar!
Aoba: (Perfeito, pois você vai atrapalhar mais do que ajudar...)
[Jun e Yoko saem. Enquanto isso, Aoba vai dar uma olhada na sala. Ele então acaba pegando um dos livros e sem que ele saiba, uma carta cai no chão. Eventualmente Aoba dá uma olhada no chão e vê a carta. O advogado pega a carta e começa a ler.]
Aoba: Mas isso é...
[Aoba continua lendo a carta. Nela está escrito que Unami Sakuma também está devendo uma grande quantidade de dinheiro para o atual mestre do submundo, que se chama Jonouchi Ayashige.]
Aoba: (Pode não explicar muita coisa sobre este caso, mas isso pode pelo menos explicar o porque do Unami querer tanto tomar Tóquio... Talvez eu possa conseguir algumas informações dele para entender o que está realmente acontecendo...)
[Aoba então continua explorando toda a área atrás de algumas pistas. Ele então acaba encontrando um cofre eletrônico.]
Aoba: Será que os policiais já chegaram a investigar este cofre?
[Aoba observa o cofre.]
Aoba: (Que tipo de segredo o Unami está carregando? Para ele guardar algo a sete chaves...)
[Aoba então vai tentar abrir o cofre. Ele tenta as combinações 626, 221 e 404, mas sem sucesso.]
Aoba: Droga! Vai demorar para eu resolver esta charada.
[O smartphone de Aoba toca. Ele então vai atender.]
Aoba: Aoba na linha.
?????: A senha do cofre é 390.
Aoba: Muito obrigada, Yoko.
Yoko: Agora pare de brincadeiras e abra o cofre.
Aoba: Pode deixar.
[Aoba clica nos números 3, 9 e 0 e então o cofre se abre. Ele então observa vários papéis, e vários deles se revelam como vários certificados de adoção. Os certificados contém o nome de Unami Sakuma e os nomes dos órfãos que ele adotou... E descobre que tanto Zenshin quanto Chisao possuem o sobrenome Ishidate.]
Aoba: (Mas isso é... Eu não acredito... Mas Unami disse que Chisao e Zenshin são irmãos de Kogoro e Reiji!)
[Aoba então observa mais documentos e observa duas fotos nos quais as pessoas se parecem com Kogoro e Reiji, só que ambos tem cabelos castanho-claros.]
Aoba: (Como era de se esperar... Unami mentiu pra mim... Não vou perdoar isso... Eu não vou.)
[Aoba então vai sair da sala.]
[Cenário: Angel Savior Casino, área subterrânea.]
[Aoba encontra Jun e Yoko.]
Yoko: Algum detalhe?
Aoba: Consegui pistas o suficiente.
Jun: Beleza! Pode mostrar pra gente?
Aoba: Infelizmente é algo que eu não posso fazer isso. Quando eu voltar para meu local de trabalho, eu vou dar uma olhada mais profundamente neste assunto.
Yoko: Mas eu preciso delas!
Aoba: Infelizmente eu também. É o único jeito de salvar o Unami.
Jun: Muito obrigado pela sua ajuda Yoko-chan. Se tudo der certo, eu vou convidá-la para o jantar, e você quem paga!
Yoko: Tá de brincadeira...
Aoba: (Ele realmente não brinca em relação a seus namoricos...)
[Cenário: Angel Savior Casino, fachada.]
[Aoba e Jun estão em reunião.]
Aoba: Agradeço muito pela sua ajuda.
Jun: Bem, eu só fiz isso porque você é meu melhor amigo.
Aoba: Ainda assim, você foi uma boa companhia.
Jun: Valeu. Quando vamos nos encontrar de novo?
Aoba: Eu sei lá... Quando eu ligar pra você?
Jun: Beleza! Até mais!
Aoba: Até!
[Jun e Aoba seguem caminhos separados.]
[Cenário: Matsunaga Advogados Associados]
[Aoba está dando uma olhada nas pistas que ele encontrou.]
Aoba: (Aquele bastardo teve a ousadia de mentir pra mim... Ainda mais em relação a Zenshin e a Chisao... Como ousa ele dizer que os dois são relacionados aos delinquentes?)
[Aoba então dá uma olhada na carta.]
Aoba: (Mas por outro lado... Ele fez tudo isso não apenas para culpar Kogoro e Reiji...)
[Aoba guarda a carta.]
Aoba: (Ainda assim, isso não é desculpa pra tudo o que fez... Estou decidido a revelar a verdade. Eu não vou mentir para a corte.)
[Aoba tem uma visão de Haruka.]
Aoba: (Porém, estou ciente de que Haruka está em perigo. Se eu fizer algo de errado, será o fim dela. Não posso deixar que minha irmã morra... Mas também não posso deixar que Unami saia impune.)
?????: Aoba...
Aoba: Huh?
[Akeno aparece na sala para falar com Aoba.]
Akeno: Um advogado de verdade deve lutar pela justiça, e punir os criminosos. Virtudes devem ser exaltadas, e maldades condenadas. Justiça deve prevalecer.
Aoba: Akeno-san...
Akeno: Até boas ações são dignas de punição... Mas não se deixe levar pelas palavras de um criminoso. Você deve revelar a verdade... E acreditar em si mesmo.
Aoba: Mas como?
Akeno: Como eu disse... Acredite em você mesmo. Não fuja de seu combate... Mas não deixe que Unami ganhe no final.
[Aoba fica triste.]
Akeno: Aoba... Eu acredito em você. Sua irmã acredita em você.
Aoba: Mas... Mas o que eu posso fazer? Como posso vencer este julgamento?
Akeno: As respostas estão... Dentro de você.
[Akeno toca no peito de Aoba e desaparece.]
Aoba: Akeno!
[Após tudo o que aconteceu, Aoba está determinado a lutar até o fim para impedir que Aoba seja declarado inocente, e ao mesmo tempo, salvar Haruka.]
Aoba: (Haruka... Eu já fiz minha decisão. Não vou me deixar levar pelas palavras rancorosas da Yakuza. Irei lutar... Lutar até o fim... Para ajudar os meus entes queridos. Quero descobrir a verdade sobre tudo. Quero proteger aqueles que eu amo de verdade... O que eu realmente quero... É justiça.)
[Aoba tem um flashback em que ele tem uma conversa com Unami na cela de detenção.]
Unami: Lembre-se, é a vida de sua querida irmã que está em risco. Um errinho qualquer e ela morre.
[O flashback acaba.]
Aoba: (A este ponto, eu já descobri tudo sobre a natureza da família Sugawara e os irmãos Ishidate. E pensar que Zenshin e Chisao são relacionados... Porém isso é só o começo. Preciso descobrir mais sobre este caso... Pois quando for o dia do julgamento... Eu vou estar pronto... Pronto pra tudo.)
[Cenário: Matsunaga Advogados Associados, fachada.]
[O capítulo acaba com uma visão da área do trabalho de Aoba.]
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