[Cenário: Casa de paredes brancas, uma das salas.]

[No capítulo anterior, Aoba e Jun vão para a casa onde Miku Sugawara, filha de Kaoru Sugawara, foi encontrada.]

Narrador: Aoba Matsunaga tem uma missão. Ele precisa revelar a verdade em relação a um caso que acabou levando Kogoro e Reiji para a prisão.

[Aoba e Jun vão conversar com Sebastian e Kazuma, que servem como uma família postiça para Miku.]

Sebastian: Miku-san... Desde o dia em que o pai dela morreu naquele acidente, eu me tornei seu guardião legal. Miku foi como uma filha pra mim... Me sentiria culpado se algo de ruim acontecesse com ela...

Narrador: Eventualmente, o advogado acaba por descobrir vários podres vindos da família Sugawara.

Sebastian: Ele teve que fazer o papel de homem trabalhador e dona de casa e quase não teve tempo de ficar com a filha ao mesmo tempo que ele pagava os estudos dela, enquanto a esposa só queria fazer os prazeres da filha apenas para se divertir as custas dela. Ela gastava mais do que o esperado e sugeria que Miku sempre escolhesse as sobremesas mais caras. De fato, estes gastos eram tão grandes que quando Kaoru tomou juízo e decidiu explicar tudo a esposa como sua atitude não está ajudando muito com os problemas da casa, ela respondeu com uma bofetada e ordenou um pedido de divórcio.

[Em mais uma cena, Kazuma chega junto com Miku, que faz uma mesura na frente de Sebastian.]

Aoba: Miku...

Sebastian: Estes dois são advogados de defesa. Eles desejam fazer algumas perguntas a você.

[Miku dá uma olhada em Aoba e Jun.]

Miku: Você é aquele homem do caso em que condenou os responsáveis pela morte do meu pai. O que você faz aqui?

Narrador: Aoba então decide descobrir mais sobre Miku, e ao mesmo tempo, revelar toda a verdade a filha da vítima.

[E em mais uma cena, Aoba e Jun vão falar com Miku.]

Miku: Eu gostaria de poder me encontrar com Kogoro e Reiji mais uma vez e pedir desculpas pelo que aconteceu.

Aoba: Bem... Vamos ver se a gente consegue.

Miku: Eles vão ser réus naquele caso de novo, não vão?

[Aoba e Jun saem e não diz nada, deixando Miku triste.]

Narrador: Infelizmente... Nem tudo é o que parece ser.

[Cenário: Angel Savior Casino.]

[Em mais uma cena, Aoba e Jun estão no Angel Savior Casino e encontram Yoko Kakizawa, uma mulher conectada com a Yakuza que vai ajuda-los.]

Yoko: Estou ciente de que você deseja salvar o patriarca Unami das garras da polícia, e estou aqui como uma ajuda pessoal. Meu nome é Yoko Kakizawa, do clã Gowa.

Narrador: Com a ajuda de uma misteriosa mafiosa, Aoba descobre mais coisas em relação ao caso.

[Cenário: Angel Savior Casino, sala do chefe.]

[E em mais uma cena, Aoba investiga a sala do chefe. No caminho ele encontra uma carta vinda de um homem chamado Jonouchi Ayashige. Ele também acaba abrindo um cofre no qual revelam vários documentos de adoção... Juntamente com as identidades originais de Zenshin e Chisao.]

Aoba: (Mas isso é... Eu não acredito... Mas Unami disse que Chisao e Zenshin são irmãos de Kogoro e Reiji!)

Narrador: Durante sua missão, Aoba descobre a verdade sobre Zenshin e Chisao, que a este ponto se revelam como irmãos da mesma família.

[Aoba então observa mais documentos e observa duas fotos nos quais as pessoas se parecem com Kogoro e Reiji, só que ambos tem cabelos castanho-claros.]

Aoba: (Como era de se esperar... Unami mentiu pra mim... Não vou perdoar isso... Eu não vou.)

[Cenário: Matsunaga Advogados Associados]

[E em mais uma cena, Aoba acaba tendo uma visão de Akeno, que lhe dá um aviso.]

Akeno: Um advogado de verdade deve lutar pela justiça, e punir os criminosos. Virtudes devem ser exaltadas, e maldades condenadas. Justiça deve prevalecer.

Aoba: Akeno-san...

Akeno: Até boas ações são dignas de punição... Mas não se deixe levar pelas palavras de um criminoso. Você deve revelar a verdade... E acreditar em si mesmo.

Aoba: Mas como?

Akeno: Como eu disse... Acredite em você mesmo. Não fuja de seu combate... Mas não deixe que Unami ganhe no final.

[Aoba fica triste.]

Akeno: Aoba... Eu acredito em você. Sua irmã acredita em você.

Aoba: Mas... Mas o que eu posso fazer? Como posso vencer este julgamento?

Akeno: As respostas estão... Dentro de você.

[Akeno toca no peito de Aoba e desaparece.]

Aoba: Akeno!

Narrador: A este ponto... Aoba já está decidido. Ele irá continuar sua luta para poder salvar Haruka e condenar Unami. Mesmo considerando todos os riscos, ele está disposto a terminar o que começou.

Aoba: (A este ponto, eu já descobri tudo sobre a natureza da família Sugawara e os irmãos Ishidate. E pensar que Zenshin e Chisao são relacionados... Porém isso é só o começo. Preciso descobrir mais sobre este caso... Pois quando for o dia do julgamento... Eu vou estar pronto... Pronto pra tudo.)

[O capítulo então começa com Aoba dando uma olhada nas pistas que ele tem até o momento.]

Aoba: (Agora que eu já sei de toda a verdade... Não preciso mais esconder nada. Zenshin... Chisao... O plano de Unami... Sempre pensei que era um patriarca profano, mas nunca pensei que ele iria chega a este ponto...)

[Aoba observa as fotos de Zenshin e Chisao.]

Aoba: (Mas porque ele chegaria ao ponto de poder matar seus próprios subordinados, especialmente aqueles nos quais ele mesmo tinha adotado?)

[Aoba então dá uma olhada na carta.]

Aoba: (As respostas devem estar com este tal de Jonouchi Ayashige... Preciso voltar para a cela de detenção para poder me encontrar com Unami novamente... Não vai ser fácil...)

[Cenário: Ruas de Tóquio]

[Aoba está indo para a delegacia. Ele então acaba se encontrando com um carro de cor verde-água.]

????: Parece que você finalmente fez sua decisão.

[O motorista baixa o vidro e se revela como Ichiro.]

Aoba: Você...

Ichiro: Venha comigo.

[Aoba entra no carro.]

[Cenário: Carro do Ichiro.]

Ichiro: Não se preocupe, eu não tenho a intenção de revelar seu objetivo para a corte japonesa. Pelo menos não neste momento.

[Aoba não diz nada.]

Ichiro: Fico feliz que você tenha entrado no caso que culpou Kogoro e Reiji por mero acidente. Tentar consertar um erro seu... Não é tarefa fácil.

Aoba: O que faz aqui.

Ichiro: Não se preocupe, estamos apenas dando uma volta. E aí, como vai você?

Aoba: Você é detetive, certo?

Ichiro: Exatamente.

Aoba: Você sabe quem será o promotor do caso?

Ichiro: Minha querida amiga Saeko Tomohisa. Ela está disposta a fazer de tudo para que o réu do caso tenha uma sentença justa. Aliás... O réu em questão não seria o Unami Sakuma, não seria?

Aoba: Infelizmente...

Ichiro: Talvez você tenha um bom motivo para entrar na laia daquele bandido.

[Aoba não diz nada.]

Ichiro: Não se preocupe. Isso será só entre nós.

[Aoba ainda fica calado.]

Ichiro: Tanto barulho por trás de tanto silêncio... Diga-me, aquele bastardo te chantageou com alguma coisa?

Aoba: Haruka...

Ichiro: Namorada.

Aoba: Irmã.

Ichiro: Incesto me dá asco.

Aoba: Unami sequestrou Haruka e disse que ele só a libertaria se eu garantisse um veredito de inocente a ele. Um errinho qualquer e ela será sentenciada a morte.

Ichiro: Então você quer que eu te ajude a procurar sua irmã?

Aoba: Consegue fazer isso?

Ichiro: Eu sou um detetive. Sou capaz de resolver todos os mistérios que existem em Tóquio.

Aoba: Sei... Bem, eu confio em você, mas quero que você deixe isso como nosso segredo pessoal, certo?

Ichiro: Hmph.

[Aoba fica desconfiado.]

Ichiro: Eu vou fazer o que deve ser feito.

Aoba: (Por algum motivo sinto que Ichiro parece ser confiável. Talvez ele possa me ajudar a salvar Haruka-san...)

[O carro de Ichiro segue seu caminho.]

[Cenário: Delegacia de Tóquio.]

[Aoba então vai para a cela de detenção. Ele vai falar com um dos policiais.]

Policial 1: Unami... Unami Sakuma?

Aoba: Eu queria poder obter umas respostas com ele. Acham que podem me deixar fazer uma visita?

Policial 1: Sim. Mas porque perder tempo falando com o patriarca do infame Clã Sakuma?

Aoba: E que... Bem, eu tenho uma relação com os réus anteriores.

Policial 1: Kogoro e Reiji. Bem... Desta vez eles são apenas testemunhas.

Aoba: Porém eles ainda são culpados até que se prove o contrário.

Policial 1: Entretanto, ao que tudo indica Unami armou contra eles. Tem certeza que quer conseguir informações de um criminoso?

Aoba: Tudo o que eu desejo é a verdade e nada mais.

Policial 1: A verdade?

Aoba: Unami é realmente o culpado, ou será que existe mais que o olho pode ver?

[O policial não diz nada enquanto Aoba o encara.]

Policial 1: Você pode ir... Mas não demore. 10 minutos já é o bastante!

[Aoba vai para a cela de detenção.]

[Cenário: Delegacia de Tóquio, cela de detenção.]

[Aoba chega até a cela de detenção.]

Aoba: (Unami... Existem muitas coisas que você ainda não me explicou. O que está escondendo de mim?)

[Unami chega para visitar Aoba.]

Aoba: Como é viver como um prisioneiro?

Unami: Hmph. Quem se importa? Pelo menos não me colocaram em uma prisão comum. Porém, se eu for declarado culpado no caso de hoje, vai ser a primeira vez que vou ver o sol nascer quadrado juntamente com a lua.

[Aoba fica boquiaberto.]

Unami: Mas claro que isso não vai acontecer, afinal vai ser você que vai me dar o veredito de inocente e não terá outra opção exceto ganhar o caso.

Aoba: Entendo... Como está a Haruka?

Unami: Porque não fala com o sequestrador diretamente? Mas lembre-se que japonês não é seu idioma mais forte...

Aoba: Queria poder te perguntar uma coisa.

Unami: Sobre o quê?

Aoba: Zenshin e Chisao.

Unami: Oh, fala dos irmãos abandonados por Kogoro e Reiji? Bem, eu os adotei quando eles estiveram em um orfanato. Senti pena daqueles dois então eu os motivei a ajuda-los em seus planos pessoais de vingança. Que coincidência, nós temos uma coisa em comum. Vingança contra os nossos inimigos... E olha só... Kogoro e Reiji também são meus inimigos.

Aoba: Isso é mentira.

Unami: Huh?

Aoba: Você pode ter adotado aqueles dois... Mas você mentiu sobre as origens deles. Estou ciente disso porque eu encontrei um certo documento dentro de um de seus esconderijos no Angel Savior Casino. Zenshin e Chisao são irmãos, mas ambos carregam o mesmo sangue. Inclusive você mesmo corrompeu os dois para eles atuarem não apenas como seus subordinados, mas também como irmãos de outra mãe. Você não tem vergonha de ter feito uma maldade dessas!?

Unami: Não me arrependo de nada. Eu sou um mafioso. Não devo nada a ninguém exceto a duas pessoas. Kogoro e Reiji. Me livrar dos dois é o suficiente para poder tomar não apenas o submundo do crime, mas também toda a Tóquio.

Aoba: Não devo nada... Hmph. Eu não sei se você é um mentiroso compulsivo ou se você está deliberadamente escondendo algo de mim... Mas você não está dizendo a verdade.

Unami: E o que você sabe sobre mim?

Aoba: Talvez bem mais do que você pensa.

Unami: Hmph.

Aoba: Você disse que queria tomar Tóquio pra si... Mas será isso parte de sua vingança ou algo ainda mais pessoal pra você? Algo que te fez se sentir inferior e deseja dar a volta por cima por desespero?

Unami: Grrr...

Aoba: (Agora ele está prestes a revelar suas garras... Se é em relação a aquela carta...)

Unami: Se você quiser pegar mais alguma informação confidencial sobre mim, saiba que está perdendo o seu tempo. Saia daqui de imediato antes que eu chame os guardas.

Aoba: Minha resposta é não. Inclusive porque eu estou ciente de sua verdadeira intenção para querer conquistar Tóquio.

Unami: Você... Não me diga que...

Aoba: O nome Jonouchi Ayashige soa familiar pra você?

[Unami fica com raiva.]

Unami: Ayashige... Por causa dele...

[Aoba não diz nada.]

Unami: É por causa dele e de seu maldito clã que o clã Sakuma é uma piada no submundo do crime... Eu só queria poder dar o troco...

Aoba: Então em outras palavras, você quis matar Sugawara por causa de seu dinheiro?

Unami: Mas aí... Ele me humilhou. Ousou tocar na ferida... Me falou que perdi para dois delinquentes.

Aoba: Mas que absurdo...

Unami: Tudo o que fiz... Foi por causa deles... Sugawara... Jonouchi... Kogoro... Reiji... Eu queria poder acabar com tudo... Queria poder acabar com todos...

Aoba: (Do jeito que ele fala posso até sentir que ele está querendo minha simpatia... Sua obsessão é tanta que ele está desesperadamente cavando o fundo do poço.)

Unami: Porque eu tenho que me humilhar para o clã Ayashige? Porque eu tenho que perder para jovens? Porque eu tenho que manipular a mídia para fazer com que meus rivais se tornem inimigos do Japão!?

Aoba: Unami-san...

Unami: Saia daqui. Eu não quero mais conversa com você. Só me dê o mísero veredito de inocente.

[Aoba não diz nada. Ele sai da cela de detenção.]

Unami: Bastardo...

[Cenário: Delegacia de Tóquio.]

[Aoba então vai se preparar para sair da delegacia. O smartphone então toca, e o advogado nota as palavras “Número confidencial”. Ele então vai atender.]

Aoba: Alô?

?????: Está sozinho?

Aoba: Estou saindo agora.

[Cenário: Uma praça qualquer em Tóquio.]

[Aoba está sentado em uma das praças da cidade, e continua atendendo sua ligação.]

Sanshiro: Como é que estar sua investigação?

Aoba: Já tenho tudo o que preciso para o julgamento. Bem... Quase tudo.

Sanshiro: O que você faz aqui?

Aoba: Descobri um monte de coisas em relação ao seu cliente. Mais especificamente todos os seus segredos e mentiras.

Sanshiro: Não importa. Você sabe muito bem o que fazer.

Aoba: Como está a Haruka?

Sanshiro: Haruka estar bem, embora um pouco fraca.

Aoba: O que você fez!?

Sanshiro: Zen. Esteja zen. Eu ainda não toquei em seu corpo. Mas sinto que ela não tem muita vontade de comer...

Aoba: Seu maldito...

Sanshiro: Mas vamos ao que interessa. Você sabe muito bem o que vai acontecer se você falhar no julgamento, não sabe?

[Aoba fica com raiva.]

Sanshiro: Se chamar a polícia, fica pior.

Aoba: Diga me o que eu posso fazer para que eu consiga salvar Haruka.

Sanshiro: O veredito. Se você quiser, eu posso lhe dar uma dica em relação ao seu próximo local de viagem.

Aoba: Tá... O que eu posso fazer?

Sanshiro: Existe uma mansão que fica bem longe da capital. É nele que você vai encontrar o resto das respostas que você procura.

Aoba: Uma mansão longe da capital?

Sanshiro: Lembre-se... É a vida de sua irmã que está em risco.

Aoba: Sei disso. Bem, muito obrigado.

Sanshiro: Só estou fazendo isso pelo meu cliente. Com isso, eu desligo.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: Uma mansão longe da capital?

[Aoba recebe uma outra ligação em seu smartphone.]

Aoba: Quem será desta vez?

[Aoba liga o smartphone.]

Aoba: Alô...

????: E aí, novidades?

Aoba: Ichiro?

Ichiro: Calma lá... Só queria saber o que você faz aqui. Pode soltar os cachorros que eu não ligo.

Aoba: O responsável que sequestrou Haruka é um tal de Sanshiro Inaba. Ele usou a identidade de Touma Tadokoro para atrair minha irmã para uma armadilha.

Ichiro: Sanshiro Inaba... Hmmm...

Aoba: Algum detalhe importante?

Ichiro: Pergunta... Você tem algum detalhe especial em relação ao sequestrador?

Aoba: Infelizmente não. A única coisa que eu sei é que ele fora contratado por Unami em uma tentativa de me forçar a fazer o trabalho sujo.

Ichiro: Só isso?

Aoba: Bem... Ele me deu um cartão verde que tem o desenho de uma flor.

Ichiro: Flor? Qual flor?

Aoba: Não lembro direito o nome, mas com certeza não é uma rosa. Acho que já vi algo parecido em spas.

Ichiro: Talvez seja a lótus. Vou ver se eu consigo encontrar dados em relação a um cartão com uma lótus.

Aoba: Muito obrigado.

Ichiro: Palavra de amigo. Se eu fosse você, tomaria muito cuidado. Unami não será o seu único obstáculo neste julgamento.

Aoba: Como assim?

Ichiro: Tome muito cuidado com Saeko Tomohisa. Ela é séria, severa e extremamente competitiva.

Aoba: Saeko?

Ichiro: E não se atreva a flertar com ela!

Aoba: Tudo bem, tudo bem. Não vou precisar que você me fale mais nada.

Ichiro: Ótimo. Vamos ver se a gente se encontra algum dia.

Aoba: Tá.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: (Ichiro... Tomara que você consiga salvá-la a tempo...)

[Cenário: Em uma sala escura.]

[Haruka tenta se distrair lendo vários e vários livros dentro da sala.]

Haruka: Argh, que tédio! Tudo livro de não-ficção chinesa! Droga, se fossem mangás ou pelo menos livros sobre a mitologia japonesa este lugar seria mais divertido! O que é que eu vou fazer? Eu não posso ficar aqui! A este ponto eu devia tomar sorvete, não fazer papel de donzelas em perigo!

[Haruka então fica andando de um lado pro outro.]

Haruka: O que é que eu faço, o que é que eu faço, o que é que eu faço, o que é que eu faço, o que é que eu faço, o que é que eu faço, que é que eu faço!?

[Haruka então acaba tropeçando em alguma coisa e de repente ela acaba deixando alguma coisa cair. Ela então vê que a coisa em questão é uma estátua de um coelho de jade, que agora está em pedaços.]

Haruka: Pelos céus! Eu quebrei a estátua de um coelho verde-escuro! Agora o Touma vai me matar de qualquer jeito!

[Haruka então percebe que dentro da estátua tem uma chave dourada com vários detalhes de esmeralda.]

Haruka: O quê... Mas o que uma chave faz aqui?

[Haruka dá uma olhada na chave.]

Haruka: Melhor fingir que nada aconteceu.

[Haruka tenta esconder a chave. Sanshiro então chega para dar uma olhada na sala.]

Sanshiro: Zhèlǐ fāshēngle shénme shì?

Haruka: Foi um acidente... Eu sinto muito!

[Sanshiro descobre que a estátua do coelho de jade foi quebrada.]

Sanshiro: Yùtù! Gāisǐ!

Haruka: Bem, eu não tive a intenção de quebrar seu coelho... De fato eu nem sabia que você tinha um...

Sanshiro: Guānjiàn! Guānjiàn!

Haruka: A chave!? Você está atrás da chave!?

[Haruka dá a chave a Sanshiro, que pega a chave pela força. Sanshiro dá uma olhada na chave, e Haruka vê que ele parece estar desesperado.]

Sanshiro: (Qiè! Wǒ xīwàng tā bù zhīdào kèhù de mìmì. Rúguǒ tā fāxiànle zhège…)

Haruka: (Touma-san parece estar desesperado. É a primeira vez que eu vejo ele assim... Se bem que... Sendo um assassino profissional... Qualquer surpresa já é de se esperar.)

Sanshiro: Nǐ zhīdào shénme!?

[Sanshiro balança Haruka.]

Sanshiro: Gàosù wǒ nǐ zhīdào shénme!?

Haruka: Não faço ideia! Eu só achei a chave dentro do coelho de jade quebrado! Nem sabia que ele era valioso!

[Sanshiro empurra Haruka.)

Sanshiro: Hēng……nǐ yùnqì hǎo……rúguǒ nǐ fāxiàn wǒ wěituō rén de mìmìle……

[Sanshiro então sai, mas antes lhe dá um aviso.]

Sanshiro: Wǒ zhī suǒyǐ fàngguò nǐ, zhǐshì yīnwèi nǐ shì rúcǐ zhēnguì. Rúguǒ bùshì yīnwèi zhège...

[Sanshiro sai da sala e tranca a porta.]

Haruka: (Uma chave dentro de um coelho de jade... Julgando pelo comportamento de Touma-san em relação a isso... Ele deve estar escondendo alguma coisa... Mas o que será?)

[Cenário: Ruas de Tóquio.]

[Aoba anda pela cidade e vai pegar um táxi. Um carro amarelo aparece e Aoba entra nele.]

Aoba: Me leve para uma área longe da capital.

Taxista: Beleza.

[Cenário: Dentro do táxi]

[O táxi então se dirige para várias áreas longe de Tóquio.]

Taxista: Então, você quer ir pra onde?

Aoba: Existe uma mansão longe da cidade. Você sabe onde acha-la?

Taxista: Bem, eu vou tentar, mas você me deve uma grande quantidade de dinheiro.

Aoba: Beleza.

[O táxi continua dirigindo.]

[Cenário: Uma floresta longe de Tóquio.]

[O táxi para em uma floresta.]

Aoba: Porque você parou.

Taxista: Sinto muito, mas não consegui encontrar nenhuma mansão fora da cidade. Tem certeza que você está indo ao lugar certo.

Aoba: Bem, estou ciente de que existe uma mansão fora da cidade.

Taxista: Se este for o caso, ele deve estar em um lugar sem estradas.

Aoba: Bem, obrigado por tudo.

[Aoba então sai do táxi.]

Taxista: Ei! O que está fazendo?

Aoba: Ir para a mansão.

Taxista: Mas e o...

[Aoba dá ao taxista uma 7000 ienes e sai.]

Taxista: O que tem na cabeça dele?

[Aoba então caminha pela floresta. Ele encontra uma mulher de longos cabelos ruivo-escuros e olhos azuis vestindo um smoking de cor púrpura com uma blusa branca.]

Mulher de cabelos ruivo-escuros: Finalmente nos encontramos de novo.

Aoba: Você... Saeko Tomohisa...

Saeko: Eu esperava ver você aqui de novo. Talvez você já tenha descoberto toda a verdadeira natureza do caso no qual você se meteu.

Aoba: O que você quer?

Saeko: Vamos começar do começo... Sou a promotora do caso. E não vai ser você que vai impedir que Unami seja declarado culpado depois de tudo o que ele fez!

Aoba: Entendo...

Saeko: Em outras palavras, você está pronto para ser derrotado mais uma vez?

[Aoba não diz nada.]

Saeko: Está me ignorando!?

Aoba: Você está certa. Estou disposto a admitir a derrota... Mas não agora.

Saeko: Seu maldito... Se você vencer...

Aoba: Fará alguma diferença se você vencer o caso?

[Saeko fica surpresa e ao mesmo tempo enfurecida.]

Saeko: Escute aqui. Unami Sakuma é um monstro que está consumindo Tóquio por dentro. Se ele for levado para a prisão... Será um problema a menos.

Aoba: Um problema a menos... É da Yakuza que vocês estão falando. Se Sakuma for preso, outro patriarca pior do que ele irá assumir o controle dela!

Saeko: O diabo que você conhece... Vou deixar bem claro uma coisa, o que Unami fez foi a gota d’água, especialmente considerando que a organização dele fez. Pessoas mortas. Expulsas de suas casas. Inocentes caindo como moscas enquanto você está mais preocupado em ser o advogado do diabo. Você tem ideia de quantos sacrifícios foram feitos para chegar até aqui?

[Aoba não diz nada.]

Saeko: Está pelo menos me ouvindo!?

Aoba: Sim. Mas isso não vai me impedir de ficar do lado do Unami, ainda mais que eu tenho minhas razões para defende-lo.

Saeko: Que razões?

Aoba: Tudo o que eu desejo é descobrir toda a verdade. E nada mais.

[Saeko fica boquiaberta.]

Aoba: Bem, eu tenho que ir agora. Preciso procurar mais e mais pistas sobre a verdade.

Saeko: Espere.

[Aoba para um pouco para ouvir o que Saeko diz.]

Saeko: O que é a verdade pra você?

[Aoba não diz nada.]

Saeko: Mesmo considerando todas as evidências... Mesmo considerando a crueldade de Unami... Mesmo com tudo o que ele fez... Você ainda quer defende-lo?

Aoba: Eu sou um advogado de defesa. Esta luta é minha... Mesmo que você possa ser considerada a campeã a este ponto. Admita. Você venceu. Eu sou apenas um advogado do diabo. Eu estou procurando a verdade no lugar errado. Mas o que importa pra mim... É que eu sou o que eu sou, e nada vai mudar.

Saeko: Aoba...

Aoba: Bem... Vejo você no tribunal.

[Aoba sai.]

Saeko: (Aoba deseja tanto procurar a verdade para salvar Unami... Mas porque ele está sacrificando sua própria dignidade por um mafioso?)

[Saeko pega seu smartphone e vai ligar para alguém.]

Saeko: Está tudo bem aí?

?????: Tudo beleza, Saeko-chan! Só estou tentando achar indícios em relação a todos os podres que o bastardo do Unami fez.

Saeko: Perfeito. Alguma informação?

?????: Bem... Infelizmente nada. Mas sinto que o réu tá realmente tramando alguma coisa para este julgamento. Fique atenta.

Saeko: Certo.

[Saeko desliga o smartphone.]

Saeko: (Ele deve ter alguma carta na manga para vencer este caso. Não importa o que aconteça, eu devo estar preparada.)

[Aoba continua caminhando pelos limites de Tóquio em busca da mansão. Ele caminha, caminha e caminha até que ele se encontra com a tal mansão.]

[Cenário: Mansão Sakuma, fachada.]

[Aoba chega até a mansão, e vê que o local está cheio de faixas escritas “Não ultrapassar”.]

Aoba: Já dá pra notar que a polícia está aqui.

[Aoba balança a cabeça pra baixo.]

Aoba: Não! Eu vou investigar esta mansão de cima a baixo e procurar todo tipo de informação necessária!

[Aoba entra na mansão.]

[Cenário: Mansão Sakuma]

[Ao entrar na mansão, Aoba vê que a casa está cheia de faixas escritas “Não ultrapassar”.]

Aoba: Não acredito! Esta área já virou um campo de guerra de tantas faixas que tem.

[O smartphone de Aoba toca. O advogado vai atender.]

Aoba: Alô?

????: Estar na mansão da floresta?

Aoba: Sim. Estou dentro dela.

?????: Perfeito. Agora encontrem pistas que podem salvar o meu cliente.

Aoba: Certo. Como está a Haruka?

??????: Problemática. Ela prestes a descobrir segredo do cliente.

Aoba: Segredo?

??????: Manter segredo a sete chaves. Literalmente.

Aoba: O que você quer dizer?

?????: Faça trabalho. Achar pistas. Salve meu cliente. Ou será uma irmã a menos pra você.

Aoba: Certo... Eu vou fazer isso.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: Pronto ou não... Lá vou eu. É hora de investigar.

[Aoba então tenta encontrar alguma pista no qual possa ajuda-lo a salvar Haruka e ao mesmo tempo descobrir a verdade em relação a Unami e seus conflitos. Em uma das salas, ele lê vários documentos envolvendo o clã Sakuma e em uma outra sala, ele analisa os vários mapas da cidade de Tóquio.]

Aoba: (Não brinca! A cada pista que eu encontro no caso, mais culpado o Unami parece! Como era de se esperar da Yakuza... )

[Aoba continua mais e mais pistas em relação a Unami. O advogado então recebe uma outra ligação e vai atender seu smartphone mais uma vez.]

Aoba: Alô?

????: É você Aoba?

Aoba: Yoko? Porque você está me ligando a esta hora?

Yoko: Eu quero saber onde você está?

Aoba: Estou na mansão que o Unami comprou para ser sua base de operações.

Yoko: Mas já?

Aoba: Você sabia?

Yoko: Estava ciente de que uma mansão tinha sido comprada por dinheiro sujo, vindo da própria Yakuza.

Aoba: Bem, eu já estou dentro dela. E já achei várias e várias pistas culposas.

Yoko: Melhor que você não desista. A vida de sua namorada está em risco.

Aoba: Haruka não é minha namorada.

Yoko: Tanto faz. Dentro desta mansão existe um cofre onde você encontrará todas as respostas para o caso.

Aoba: Outro cofre?

Yoko: A senha é a mesma do cofre do Angel Savior Casino. Não se esqueça.

Aoba: Está bem.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: (Outro cofre... Pelo menos eu não vou ter problemas em decifrar o código.)

[Aoba caminha pela mansão e continua dando uma olhada nas várias pistas que podem salvar Aoba. Eventualmente ele chega até a sala no qual possui um grande cofre eletrônico.]

Aoba: Deve ser aqui.

[Aoba se aproxima do cofre.]

Aoba: Pronto ou não, lá vou eu.

[Aoba clica nos números 3, 9 e 0 e o cofre se abre.]

Aoba: (Agora vamos ver se este cofre carrega algo importante...)

[Aoba entra no cofre e vê que nele existem várias pastas. Ele percebe que em todas as suas pastas existem várias informações secretas, entre elas a relação de Unami com Jonouchi. Além disso Aoba acaba vendo fotos de uma casa queimada e junto com eles vários documentos que confirmam não apenas o envolvimento de Unami e o clã Sakuma como também que a casa em questão é o orfanato onde Zenshin e Chisao viviam.]

Aoba: Mas eu não acredito nisso... Esse Aoba não é apenas um lunático, ele é um monstro! Todas estas atrocidades para poder destronar o atual líder do submundo do crime!? Ele é mesquinho até o núcleo!

[Aoba continua observando todas as pastas.]

Aoba: Não vou conseguir levar todas estas pastas a tempo então vou precisar de bastante ajuda.

[Aoba tira fotos de vários documentos essenciais para o caso, inclusive as fotos do orfanato queimado.]

Aoba: (A esse ponto eu não me importo mais com o Unami ser declarado culpado... Tudo o que ele merece é prisão perpétua. Mas a Haruka... Não... A Haruka está segura! Não tem como Sanshiro mata-la sem que eu tenha entrado no julgamento antes. Além disso, ele pode não estar ciente em relação a Ichiro. Mesmo que ele tenha conexões com a polícia, ele é apenas um detetive, então...)

[Aoba sai da sala e vai dar mais uma olhada em outros locais. Eventualmente ele chega ao ponto de partida... Quando ele ouve um som bem familiar.]

????: Eu sabia que ia encontrar você aqui.

[Aoba então vê que Ichiro está na mansão.]

Aoba: De-Detetive Ichiro!?

Ichiro: Hehe... Em carne, osso e gula pela verdade.

Aoba: Mas o que faz aqui?

Ichiro: Este lugar... É o esconderijo de Unami Sakuma. Ele comprou a mansão com mísero dinheiro de rameira de alta classe... Apenas para poder organizar seus planos de conquista.

Aoba: Fala da...

Ichiro: A meta de Unami é conquistar a cidade de Tóquio. Vingar-se de Kogoro e Reiji é só a ponta do iceberg. Estou ciente disso porque eu fui contratado especificamente para cuidar deles.

Aoba: Bem...

Ichiro: Estou ciente de que Unami te pressionou para representa-lo, a ponto de sequestrar sua amiga e ameaça-la de morte.

Aoba: Falando nisso... Onde é que ela está?

Ichiro: Estou tentando seguir o rastro da Yakuza. O chefão já está indo pra forca, mas os peões estão armando algum plano para tirá-lo daqui o mais cedo possível. Se Unami realmente contratou alguém para sequestrar Haruka, significa que este também está sendo protegido pela organização criminosa.

Aoba: Algum resultado?

Ichiro: Infelizmente não. Mas estou fazendo progressos para tentar não ser pego na primeira oportunidade.

Aoba: Beleza.

Ichiro: Hmph... Como vai você e a Saeko-san?

Aoba: Ela parecia estar muito preocupada comigo apesar de sua fúria. Pra ser honesto, é mais por causa do fato de que eu sou o advogado do diabo.

Ichiro: Preciso dizer quem é o diabo em questão?

[Aoba não diz nada.]

Ichiro: Unami vai fazer de tudo para sair do caso impune, inclusive ele vai até tentar acusar Kogoro e Reiji de algum crime contra ele, então vamos precisar que você colabore com a gente.

Aoba: Você é um detetive, não é?

Ichiro: Sim.

Aoba: Então porque você está me ajudando? Não era pra você ajudar Saeko?

Ichiro: Meu dever é procurar a verdade e nada mais.

Aoba: (Não diferente de mim...)

Ichiro: Estou disposto a fazer de tudo para que a justiça seja feita. Do jeito certo.

Aoba: Entendo...

Ichiro: Bem, o que você pretende fazer agora?

[Aoba não diz nada.]

Ichiro: Pergunta... O que é a verdade pra você?

[Aoba continua em silêncio.]

Ichiro: Não se preocupe. Quando este julgamento acabar, sua consciência vai estar limpa. Mas é só uma questão de tempo para que você pergunte... Em quem eu devo confiar?

[Ichiro então sai.]

Aoba: Espere... Antes que você saia... Eu quero que você faça uma coisa pra mim. Quero que você continue a encontrar minha irmã.

Ichiro: Hmph.

[Ichiro então sai. Aoba continua atrás de algumas pistas.]

Aoba: (Preciso procurar mais e mais pistas em relação a este crime. Sinto que ele está longe de acabar.)

[Durante sua investigação, Aoba acaba por tropeçar em um Karakuri Ningyou.]

Aoba: (Argh... Eu acabei machucando meu joelho...)

[Aoba dá uma olhada em um Karakuri Ningyou... E vê que ele parece ter um ar suspeito.]

Aoba: Tenho a impressão que este boneco parece esconder alguma coisa. Melhor leva-lo junto.

[Aoba então vai levar o boneco.]

[Cenário: Mansão Sakuma, fachada.]

[Aoba está fora da mansão com algumas pistas importantes, envolvendo o Karakuri Ningyou.]

Aoba: E pensar que eu teria terminado tudo a este ponto...

[Aoba dá uma olhada no Karakuri Ningyou.]

Aoba: (Agora porque alguém da Yakuza tem um Karakuri Ningyou?)

[O smartphone de Aoba toca. O advogado vaia tender.]

Aoba: Aoba falando.

????: Aoba-kun! Estava preocupado com você. Achava que você estava sumido.

Aoba: Olá Jun. Eu gostaria que você viesse aqui. Ainda tá com sua moto-carroça?

Jun: Tô fazendo mais uma entrega agora.

Aoba: Gostaria que você viesse aqui. Eu tô em uma mansão bem longe de Tóquio e ela quase não tem estrada. Acha que pode vir aqui para me ajudar?

Jun: Bem, eu vou tentar, mas vai demorar um pouco.

Aoba: Beleza.

Jun: Até mais...

Aoba: Aliás, queria falar alguma coisa?

Jun: Bem, queria dizer que acabei me encontrando com a cosplayer durante minhas entregas. Eu trouxe um buquê de flores, só que ela recusou...

Aoba: Aiai...

Jun: Mas hoje eu estou sério! Espere aqui que eu vou te ajudar! Até mais!

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: (Este Aoba...)

[Cenário: Delegacia de Tóquio.]

[Ryuhaku e Saeko estão tendo uma conversa.]

Ryuhaku: Ao que tudo indica Unami está armando mais uma em uma tentativa de poder escapar da prisão mais uma vez.

Saeko: Sim. Inclusive Aoba será o advogado de defesa deste caso.

Ryuhaku: Aoba... Sim. Eu soube que ele está defendendo o Unami. Mas é mais porque ele está querendo sofrer nas mãos de seus clientes anteriores.

Saeko: Ele já é um caso perdido.

[Ryuhaku encara Saeko.]

Saeko: Eu me refiro ao Aoba. Ele diz ter o desejo de poder descobrir a verdade, mas isso é apenas desculpa para poder botar Unami de volta na yakuza.

Ryuhaku: Mas porque ele deseja fazer uma coisa dessas?

Saeko: Uma vez ele disse...

[Saeko tem um flashback no qual ela está conversando com Aoba em uma das praças de Tóquio.]

Aoba: Um problema a menos... É da Yakuza que vocês estão falando. Se Sakuma for preso, outro patriarca pior do que ele irá assumir o controle dela!

[O flashback acaba.]

Saeko: O diabo que você conhece é melhor do que o diabo que você não conhece. A essa altura do campeonato ele está querendo piorar as coisas não apenas para Tóquio, mas para o Japão inteiro.

Ryuhaku: Se este for o caso, isso será um grave problema que irá manchar sua reputação.

Saeko: Mas ele está certo em uma coisa... O submundo do crime, embora perigoso, possui suas próprias leis. Eles querem garantir a segurança do Japão, mas com segundas intenções. Alem disso, chega a ser irônico como são eles conseguem reduzir o crime com seus métodos não-ortodoxos.

Ryuhaku: Está do lado dele agora? Você sabe muito bem que criminosos devem ser presos e reformados!

Saeko: E você tem razão. Por isso que policiais e reformatórios existem. Para que todas as pessoas possam agir dentro da sociedade japonesa.

Ryuhaku: Como era de se esperar de uma promotora.

Saeko: E é por isso que eu fui contratada para este caso. Para por um fim nas atitudes de Unami.

Ryuhaku: Hmph.

[Saeko não diz nada.]

Ryuhaku: Então, conseguiu tirar alguma informação extra do Unami?

Saeko: Ele ainda nega ser o responsável pela morte das réplicas de Kogoro e Reiji... Inclusive ele ainda culpa Kogoro e Reiji pela morte do Sugawara.

Ryuhaku: Não tem um pingo de vergonha. Ele deve ser levado para a prisão de imediato. E perpétua neste caso!

Saeko: Mas infelizmente o tribunal foi feito justamente para ouvirmos a voz de todos. A voz do povo é a voz de...

Ryuhaku: Sim, a velha historia. Olha, se eu fosse você, se concentrasse mais em vencer aquele arrombado do Matsunaga.

Saeko: Vou garantir que suas evidências não sejam nada exceto promessas vazias.

Ryuhaku: Garanta mesmo.

[Saeko então sai da delegacia. Um flashback acontece.]

Saeko: (Aoba: Eu sou um advogado de defesa. Esta luta é minha... Mesmo que você possa ser considerada a campeã a este ponto. Admita. Você venceu. Eu sou apenas um advogado do diabo. Eu estou procurando a verdade no lugar errado. Mas o que importa pra mim... É que eu sou o que eu sou, e nada vai mudar.)

[O flashback acaba.]

Saeko: (Maldito... O que você vai ganhar com um criminoso liberto!?)

[Cenário: Estradas de Tóquio]

[Jun e Aoba seguem seu caminho para o empresarial Live over Again, com as evidências guardadas do lado de fora da moto-carroça.]

Jun: Heh! Mal posso esperar para ver a reação de todos no julgamento quando eles virem todas estas evidências. Eles vão ficar todos de boca aberta.

[Aoba não diz nada.]

Jun: Algum problema, Aoba-san?

Aoba: Não, é que...

Jun: Se você tem a intenção de perder, pelo menos perca com orgulho.

[Aoba não diz nada.]

Jun: Você deve estar muito nervoso com o julgamento de hoje, não está? Bem, eu entendo você, afinal é um julgamento e a reputação de alguém está em risco. Se bem que desta vez você tem que defender um mafioso de qualidade duvidosa... Em ambos os casos, boa sorte... Ou melhor... Péssimo azar.

[Aoba fica enfurecido.]

Jun: Você realmente deseja salvar sua irmã, não deseja? Bem, não tem nada que eu possa fazer a este ponto exceto uma coisa... Acredite nos seus entes queridos e tudo vai dar certo... Eu espero.

[Jun e Aoba continuam se dirigindo ao empresarial.]

[Cenário: Empresarial Live over Again, fachada.]

[Jun e Aoba finalmente chegam ao empresarial.]

Jun: Bem, aqui é nossa última parada.

Aoba: Muito obrigado, Jun-san. Te devo uma.

Jun: Não precisa se preocupar. Eu também vou ver você no julgamento ser humilhado na maior cara dura.

Aoba: (Obrigado pela ajuda, você é um amigo...)

Jun: Mas eu vou lhe dar uma dica de amigo... Se puder, tente distrair o júri com uma boa conversa. Eles gostam disso.

Aoba: (Até a primeira página...)

Jun: Você acha que a Haruka-chan está segura em algum lugar?

Aoba: O sequestrador disse que ele não vai matá-la, a menos que eu cometa algum erro.

Jun: Beleza, então continue com seu bom comportamento!

Aoba: Valeu.

Jun: Bem, eu tô indo nessa. Até mais.

[Jun vai embora com sua moto-carroça. Aoba então vai olhar todas as suas pistas.]

Aoba: (Agora tudo o que resta é mandar todas estas evidências pra cá.)

[Um homem de cabelos e olhos castanhos usando blusa e calças azul-escuras junto com sapatos pretos aparece.]

Homem de cabelos e olhos castanhos: Posso ajudar com as entregas?

Aoba: Sim. Gostaria que você levasse eles para a Matsunaga Advogados Associados.

Homem de cabelos e olhos castanhos: Pode deixar!

[Cenário: Matsunaga Advogados Associados, fachada]

[Aoba e o homem levam todas as evidências para a área de trabalho do advogado. Eventualmente eles conseguem levar todos os objetos.]

Homem de cabelos e olhos castanhos: Este foi o último.

Aoba: Muito obrigado por tudo.

Homem de cabelos e olhos castanhos: Heh, de nada. Aliás, é muita coisa. É para algum caso específico?

Aoba: Sou advogado.

Homem de cabelos e olhos castanhos: Beleza. Bem, se eu fosse você, tomaria cuidado com os juízes. Eles desdenham os camponeses.

Aoba: Valeu.

Homem de cabelos e olhos castanhos: Aliás... Eu me interessei muito neste boneco. Gostaria de poder leva-lo para a minha filha. Ela gosta de karakuris e se interessa em estudá-los.

Aoba: Bem, este é um caso especial. Vou deixá-lo aqui em segurança.

Homem de cabelos e olhos castanhos: Tá certo. Bem, até a próxima.

[O homem de cabelos e olhos castanhos sai.]

Aoba: (A esse ponto já é meio caminho andado. Agora é só tentar resolver este quebra cabeça de como salvar a Haruka.)

[Cenário: Matsunaga Advogados Associados.]

[Aoba dá uma olhada em todas as pistas dadas.]

Aoba: (Como era de se esperar... O bastardo do Unami é realmente um caso perdido. Isso por si só já é o suficiente para manda-lo para a prisão perpétua... Mas ainda assim, nesta situação, eu vou ter que bancar o advogado do diabo. Será que alguém como Unami pode realmente controlar o submundo do crime? Ou será que a ideologia da Yakuza está me corrompendo? Não. Eu preciso manter a calma. Eu sei quem é o inimigo de verdade, e não vai ser ele que vai me impedir de cumprir minha missão... Afinal...)

[Aoba tem um flashback de sua mentora Akeno.]

Aoba: Akeno deu a mim a missão de ser um grande advogado de defesa.

[O flashback acaba.]

Aoba: (Agora tudo o que resta é ver como todas as pistas se conectam... Especialmente em relação ao boneco que vi na mansão...)

[O smartphone de Aoba toca. Ele então atende seu aparelho.]

Aoba: Alô.

????: Aoba-kun... Você está aí?

Aoba: Haruka! Aonde você está?

Haruka: Em uma sala muito escura, e não faço ideia de onde eu estou.

Aoba: Não faz?

Haruka: Não. Não posso mais ir para outros lugares da sala, pois estou presa que nem prisioneira.

Aoba: Isso vai ser complicado... Acha que vai ficar bem?

Haruka: Aoba... Preciso dizer uma coisa...

Aoba: Haruka...

Haruka: É terrível! Eu não consigo aguentar um dia sem você! Tudo o que eu queria é que alguém fosse capaz de me tirar daqui!

Aoba: Infelizmente isso é algo que eu não posso fazer, não nesta situação. O sequestrador... Ele disse que se eu fizesse algo a respeito antes do julgamento, te mataria.

Haruka: Mas ainda assim estou com medo... É tão desesperador... E o fato de que o sequestrador não falar japonês não ajuda.

Aoba: Não se preocupe... Vai dar tudo certo. Eu vou fazer o melhor pra te ajudar.

Haruka: Você não entende! O que eu realmente desejo é que você dê para Unami o veredito de culpado! Ele não merece ser declarado inocente depois de tudo o que ele fez! Kogoro... Reiji... Se ele for declarado inocente, a dedicação deles será em vão!

Aoba: Mas se eu perder o caso...

Haruka: Eu sei! Eu não me importo! Se eu descobrir que você ganhou o caso, eu nunca vou te perdoar! Eu... Eu sinto muito...

Aoba: (Haruka... Ela parece estar desesperada.)

Haruka: Aoba-kun... Por favor, me prometa que vai perder o caso por mim, vai?

[Aoba não diz nada. Ele fica triste com o fato de que ele tem que cumprir uma outra promessa... A de que Unami seja declarado culpado a qualquer custo.]

Haruka: Aoba-kun...

Aoba: Haruka... Vou fazer o melhor que eu posso. Por favor... Me espere.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: Preciso fazer alguma coisa em relação a este caso... Eu não posso mais perder tempo. Se você estiver mesmo dizendo a verdade... Você é minha última esperança.

[Aoba então liga para alguém em seu smartphone.]

????: Alô, com quem eu falo?

Aoba: Aoba Matsunaga. Alguma novidade?

????: E aí, Aoba, tudo beleza? Eu já estou quase na trilha do sequestrador

Aoba: Ótimo. Vou precisar mais do que nunca de suas habilidades de detetive, Ichiro-san. Vê se você consegue encontrar várias pistas sobre o tal sequestrador.

Ichiro: Bem, a este ponto eu estou seguindo as múltiplas trilhas da Yakuza, e nada envolvendo sua irmã até agora.

Aoba: Eu tenho uma pista que pode ajudá-lo.

Ichiro: Como assim?

Aoba: Haruka disse que o assassino não fala japonês.

Ichiro: Espere... Como assim?

Aoba: Bem, foi o que ela disse.

Ichiro: O assassino... Não é japonês?

[Aoba fica calado.]

Ichiro: Aoba, espere um minuto. Tenho uma coisa para resolver e não posso perder tempo. Até mais.

[Aoba desliga o smartphone.]

Aoba: (Ótimo... Agora tenho que dar tudo de si. Estou arriscando a vida da Haruka para salvar Unami, sem falar que o patriarca tem todas as razões para ser jogado na cadeia. É tudo ou nada. Qualquer erro pode ser fatal. Não vai ser uma tarefa fácil, mas eu sou um advogado. Preciso descobrir toda a verdade, não importa o custo.)

????: Aoba.

Aoba: Akeno?

[Aoba então vê Akeno se materializar em sua sala.]

Akeno: Mais uma vez eu digo... Um advogado de verdade deve lutar pela justiça, e punir os criminosos. Virtudes devem ser exaltadas, e maldades condenadas. Justiça deve prevalecer.

Aoba: Akeno-san...

Akeno: Eu acredito em você e nas suas escolhas. Você não deve desistir. Você precisa fazer o que é certo...

Aoba: Sei... Eu vou fazer o que é necessário para salva Haruka e levar Unami a justiça. Mas não estou sozinho. Tenho gente em quem confiar e eles farão de tudo para que este julgamento acabe bem, mesmo que sejam meus rivais.

Akeno: Não tenha medo da Saeko. Mesmo que ela seja uma pessoa completamente séria, ela também deseja procurar pela justiça. Tudo o que ela deseja, no fundo é salvar os verdadeiros mártires. Saiba disso. Quantas pessoas genuinamente inocentes foram declaradas culpadas? Quantas vezes eu falhei para chegar a perfeição? Lembre-se... A justiça não é absoluta... Mas ela é necessária para que nosso planeta se mantenha em paz.

Aoba: Akeno-san...

Akeno: Agora... Você deve fazer sua decisão... Vai sacrificar a vida de sua irmã para perder o caso? Vai ganhar o caso as custas de seus vínculos? Lembre-se... No tribunal, você é uma das peças mais importantes. O advogado de defesa. Você tem como dever revelar a verdade. A pura verdade. Nada mais que a verdade.

Aoba: Entendo. Agora eu sei o que vou fazer. Obrigada, Akeno-san. Eu vou revelar a verdade, salvar minha irmã e fazer com que meu inimigo conheça a justiça!

[Akeno sorri para Aoba e desaparece como luz. O advogado, por sua vez tem um olhar de determinação. Desta vez, ele não está disposto a vencer o caso, mas para salvar Haruka.]

Narrador: O dia do julgamento está chegando. Aoba está mais ciente de que ele tem que salvar Haruka, mas também precisa garantir que Unami pague pelos seus crimes. Porém, ele não está sozinho. Ichiro está disposto a procurar por Haruka e Jun irá ajudar seu amigo de infância a resolver este mistério. Aoba também sabe da verdade sobre Unami, mas será que a corte japonesa irá ouvir as palavras de um advogado disposto a defender um infame patriarca? Agora tudo o que resta é entrar no julgamento... Revelar toda a verdade e torcer para que tudo dê certo. Aoba... Contamos com você! Salve Kogoro e Reiji, e mostre que você é um grande advogado!

[O capítulo acaba com Aoba se vendo em um grande tribunal, com ele encarando Saeko e no centro, Unami olhando para os dois com um sorrisinho malicioso.]

Notas finais
Dicionário de frases em chinês tradicional: Zhèli fāshēngle shénme shì? - O que aconteceu aqui? Yùtù! Gāisi! - O coelho de jade! Que droga! Guānjiàn! Guānjiàn! - A chave! A chave! Qiè! Wo xīwàng tā bù zhīdào kèhù de mìmì. Rúguo tā fāxiànle zhège… -Tch! Tomara que ela não saiba sobre o segredo do meu cliente. Se ela descobrir... Ni zhīdào shénme!? - O que você sabe!? Gàosù wo ni zhīdào shénme!? - Diga me o que você sabe!? Sanshiro: Hēng……ni yùnqì ha o……rúguo ni fāxiàn wo wěituō rén de mìmìle…… - Hmph... Você é sortuda... Se tivesse descoberto o segredo do meu cliente... Wo zhī suo yi fàngguò ni, zhi shì yīnwèi ni shì rúci zhēnguì. Rúguo bùshì yīnwèi zhège... - Só estou te poupando porque você é muito preciosa. Se não fosse por isso...