Shinedown - The Dark Triumph

3 Capítulo 2: From Yesterday


Notas iniciais
Olá leitores!! Aqui está o segundo capítulo! Espero que gostem!!



Hermione foi bruscamente acordada ao ouvir o som de gritos e de celas se abrindo e se fechando. Num salto, ela se levantou e sentiu uma forte tontura devido a sua fraqueza. Por um instante cogitou a hipótese de comer um pouco de pão ou beber um gole de água, mas esse pensamento logo se esvaiu ao olhar para o lado e ver o prato e o copo magicamente vazios. Sua cela foi aberta e as grades deslizaram revelando um homem baixo, careca e com um sorriso perverso.

— Sua vez, belezinha. – disse ele e a arrastou para fora da cela e antes que pudesse protestar já haviam chegado ao final do corredor e atrás de uma pilha de quinquilharias havia um chuveiro de balde antigo. Com um aceno de varinha, as roupas da garota rasgaram completamente. Ela não esperava por algo assim e se encolheu, tentando cobrir algumas partes do corpo. O homem, sem se importar, ligou o chuveiro e deixou que a água caísse em seu corpo, passando suas mãos por toda a extensão do corpo da garota. Hermione sabia o que deveria vir a seguir. Tentava se conter para não gritar, não protestar, pois sabia que isso só motivaria a praticar o ato. Achou que fosse vomitar tamanho nojo que sentia, até se lembrar que não havia nada no seu estômago para isso. Não tinha para onde fugir, ele tinha uma varinha e certamente era mais forte que ela.

— Você é quieta, não é? Todas as outras vadias gritaram e espernearam, mas você é durona, por que você é assim, hein, belezinha? – o homem dizia enquanto esfregava as mãos sobre ela mesmo com todo o sabão ter escorrido. Hermione não respondeu. Continuava com a cabeça baixa para evitar que a reconhecesse. Tivera sorte uma vez, não acreditaria que tivesse de novo.
O silêncio dela não foi bem recebido pelo homem, e ele, virando-a de costas e lançando-a contra a parede, berrou:


— Responda quando eu falar com você, vadia! Você serve a nós agora, é o nosso brinquedo. E eu quero brincar com você. — Hermione, que tinha se apoiado com os braços sentiu um ardor maior quando levantou a cabeça, ainda de costas para ele e percebeu que tinha batido a sobrancelha direita no cano e sangrava. Respirou fundo e abaixou novamente a cabeça para se virar, mas antes disso o chuveiro fora desligado e o homem já arrastava ela de volta a cela.

Ele a jogou na cama de costas e Hermione fez o que pode para manter suas pernas bem fechadas. Ele a xingou e atirou um trapo cinza para ela. Hermione virou o rosto para olhá-lo, viu que sorria lascivo e trancou a cela, murmurando algo que ela não entendeu.
Assim que ele desapareceu da sua frente e arrastou mais uma, a última garota, Hermione vestiu o trapo, um espatilho muito grande e folgado que cobria um terço das suas coxas. Enrolou-se no cobertor e se deitou virada para a parede da cela. Se perguntava por que o homem tinha feito aquilo. Quem daria esse tipo de instrução a ele e o que seria feito a seguir. Era certo que o abuso poderia ter sido muito pior, mas não se lembrava de nenhum momento em que sentira tanto nojo e vergonha. Ela abraçou a si mesma e sentiu algo gelado contra sua pele: seu anel. Ele era tão simples, uma aliança de prata com uma estrelinha brilhante. Tinha sido presente de Ron, como uma promessa de noivado. Nada de festas e cerimônias, nada disso combinava com o mundo de guerra, medo e insegurança que os cercava, ele representava apenas a promessa de que, um dia, quando tudo acabasse, eles teriam uma vida normal.
Sentiu lágrimas escorrerem pelo seu rosto, pensar em Ron tornava tudo pior, nada doía tanto quanto pensar nele agora, pois sabia que ele estaria procurando-a, talvez nesse exato momento, e que mesmo que ele a encontrasse, ela não poderia sair dali. Sem saber como conseguiu, ela adormeceu, e sonhou com as coisas que mais detestava se lembrar, uma época muito distante, que nem parecia mais ter sido da mesma vida.

—----Hogwarts – 6º ano -----

— Opugno – Hermione disse e fechou a porta da sala com um estrondo. Saiu andando pelos corredores a esmo, chorando, pensando que nada poderia piorar. — Ora, ora, quem está aqui...não está comemorando, Granger? – perguntou uma voz arrastada a suas costas. A garota não respondeu e continuou andando, chorando sem parar.
— Hey, espera! O que aconteceu? Você está bem? – perguntou Malfoy, fazendo a garota enxugar as lágrimas e se virar para ele, retrucando:
— Me deixe em paz, Malfoy! Fique longe de mim. – ela disse entre soluços, sem perceber o quão infantil soara.
— Não me diga o que fazer, Granger. Afinal eu não sou do tipo que gosta de ver gente se humilhando. Eu é que prefiro fazer isso. – ele falou enquanto seguia a garota. – Tsc...tsc...Assim você facilita demais as coisas, Granger. Eu nem preciso te rebaixar, você já faz isso sozinha.
Hermione continuou andando, agora já possuía um caminho: o banheiro feminino. Ali ele não teria como incomodá-la. Apertou o passo e desceu as escadas, virou um corredor e ele ainda a seguia. Quando finalmente avistou a porta do banheiro ele entrou na sua frente, bloqueando sua passagem.
— O que foi? – perguntou Hermione quase aos berros. Todo o trabalho de tentar segurar as lágrimas e conter os soluços fora por água baixo.
— Antes de entrar aí, devo te informar que terá de cumprir uma detenção. Te vejo na sala dos monitores, sábado as 19h. – ele dizia em tom casual. Hermione ficou pasma e por um momento se esqueceu da sua tristeza.
— Como assim? Eu sou monitora também! Você não pode me colocar em detenção sem nenhum motivo! – A garota vociferou, indignada.
— É claro que eu posso! E não é sem motivo também, afinal, já passa da meia-noite e hoje é a noite da minha ronda. Pensou o que? Que eu estivesse aqui a passeio? – ele perguntou sarcástico. Hermione sentiu tanta raiva que achou que fosse socá-lo como fizera há três anos. Invés disso, o empurrou para o lado e entrou no banheiro, fechando a porta e conseguindo ouvir uma risada sarcástica e um “Então até sábado”. Durante os dias seguintes, todos estavam tão animados com a vitória da Grifinória, que ganhara a Taça de Quadribol, exceto Hermione, pois em todos os cantos haviam alunos entoando “Weasley é nosso rei” e ver o próprio se agarrando com Lilá não era suportável.

Pior ainda era ouvir toda a sala comunal dando risinhos quando viam os dois se atracando ou, nos raros momentos em que eles se separavam, Lilá perguntar a ela se o seu amigo gostaria do presente que comprara para ele. Hermione nem conseguiu olhar diretamente, só disse que sim e virou as costas para chorar em um lugar tranquilo. Nos raros momentos em que se controlava, normalmente nas aulas e durante os momentos em que estudava na biblioteca, ela captara alguns olhares de Draco Malfoy em sua direção. E tinha mais essa: sua detenção. Ela nunca recebera nenhuma nos 5 anos anteriores e agora, como monitora, isso na sua ficha a faria perder o cargo. “Tudo isso por culpa do Ron, se ele não ficasse se agarrando com ela daquele jeito” Ela pensava.

Sábado à noite chegara e, sob a desculpa de que tinha trabalho a fazer na sala dos monitores, Hermione se despediu de Harry enquanto ele e Neville jogavam xadrez de bruxo. Às 19 horas em ponto a garota abriu a porta da sala da monitoria e se deparou com um Draco sentado de qualquer jeito na cadeira, com os pés em cima da mesa e jogando um galeão para o alto. Ela fechou a porta e isso bastou para que ele a olhasse, porém sem fazer qualquer menção para que ela se sentasse na cadeira do outro lado da mesa em que ele permanecia jogado. Hermione não ficou espantada na maneira como ele encarava o seu cargo de monitor, já esperava isso de Malfoy. A garota se sentou e o encarou, esperando que ele dissesse algo.
— Sente-se. – ele disse sarcástico, parou de jogar o galeão e tirou os pés da mesa.
— Vamos direto ao ponto, Malfoy. Diga logo a minha tarefa, assim isso acaba mais rápido para nós dois.
— E você não cansa de me dar ordens, não é? De onde você vem as pessoas não tem uma conversa cordial antes? – perguntou o garoto inclinando o pescoço como se estivesse tentando ler algo complicado.
— Conversa cordial com você? Não, obrigada. Nunca trocamos mais do que xingamentos e ofensas durante esses 6 anos. Não dá pra relevar certas coisas e ser simpática. Sei que você não deve estar familiarizado com isso, mas nem todas as pessoas são falsas como aqueles que te cercam. – aquilo pareceu o afetar um pouco e ele abandonou a sua postura de sempre. Baixou os olhos, suspirou e prosseguiu, ignorando uma Hermione aflita que pensou, por um momento ter passado dos limites.
— Não deve falar do que não compreende, Granger. – ele a contemplou por um momento e continuou. – Como você disse vou direto ao ponto: vou te fazer uma pergunta e quero que se concentre e me diga a verdade. Se fizer isso eu te dou a ficha que contém a sua detenção de hoje. Ninguém além de eu e você saberá da noite de hoje, você compreende?

A garota refletiu por um momento. Ele não parecia estar blefando, estava sério e não desviou os olhos dos dela. E se fosse algo sério, sobre a Ordem ou Harry? Será que, dependendo do que ele perguntasse, seria possível confirmar se as suspeitas de Harry sobre ele ser um Comensal seriam verdadeiras?

— Quero que me diga como o Potter vem conseguindo se dar tão bem em poções esse ano. Se tem algo de diferente no livro dele ou algo assim. – Draco a encarava como se perfurasse a sua alma, ela se sentiu gelar, perguntando-se como ele suspeitava disso.

— Ele... ele n- não usa nada de especial. – gaguejou ela, se odiando por não manter a voz firme e dar uma deixa para que o garoto suspeitasse de sua resposta. – Não tem nada demais, ele tem estudado de verdade. Você sabe muito bem como o Prof. Snape o trata, é a primeira vez que ele tem um professor de verdade em poções. Aliás a mãe dele, como Slughorn não cansa de dizer, era uma exímia preparadora, é um talento de família. – ela continuou, um pouco mais confiante e desviando os olhos dele. Não era uma boa mentirosa, embora Malfoy não a conhecesse tão bem para desconfiar. Mesmo não concordando com o que seu amigo fazia, ela não podia entregá-lo dessa forma. Era possível que o príncipe fosse perigoso, mas não tanto quanto essa informação nas mãos do sonserino.

— Não tenho tanta certeza. Ele tem ido até melhor que você. E eu me lembro do ano passado...eu sei que ele precisou de reforço de poções. – Hermione se lembrou da desculpa dada por Snape enquanto Harry tinha aulas de Oclumência. — Na primeira aula ele já conseguiu o prêmio, foi muito melhor do que você e eu duvido que tenha estudado durante as férias. Me diga, você não concordaria que alguém que não mereça se saia ileso. É mais do que só notas...poderia ser você com a Felix Felics agora, não é? – perguntou astuto.

Hermione estava entendendo onde ele queria chegar. Ele jogava isso para tentar convencê-la de que Harry estava errado, e que como uma certinha sabe-tudo deveria fazer o que ele induzia.


— Acontece que Harry é merecedor, sim! Ele não tem nenhum privilégio, tem estudado todas as noites, desde as férias sim! – ela defendeu, e eles se encararam novamente. Apesar da distância da mesa, ela sentiu o olhar dele a perfurar novamente.


— E o livro? Você já o viu aberto? Tem certeza de que não tem nada de diferente nele? – A sensação aumentou, mas dessa vez ela não desviou o olhar. Estava irritada com o garoto.


— Ah sim...ele murmura instruções diferentes das nossas, canta e vira as páginas sozinho. Sério, Malfoy? O que você acha? Harry Potter e seu Livro Falante? – Debochou ela. O garoto revirou os olhos e perguntou de novo se havia algo de diferente no livro.


— Não há nada de diferente com o livro. É igual ao de qualquer outro aluno. Ele comprou na Floreios e Borrões via correio coruja. E eu já vi o livro aberto, não tem nada de diferente. Satisfeito? – ela disse, suspirou e se levantou, farta dessa insistência e dos olhares dele. Ela preferia limpar todas as escadas do castelo com uma escova de dentes do que continuar ali por mais tempo.


— Vejo que você o defende pra valer. Ele era o motivo de você estar chorando daquele jeito? Ah Granger – ele acrescentou a ver a garota bufando e indo para a porta. – já que não me ajudou com o que eu queria saber, pelo menos me faça rir.


— Eu não tenho nada com o Harry. – ela pontuou, já decidida a sair dali mesmo sem ser liberada. Não aguentaria mais um minuto.


— Então era o Weasel?? Tenho pena de você, sério, merecia alguém melhor. – ele continuava, em meio a risos e levantando-se. Assim que ela chegou perto o suficiente da porta para abrí-la ele interrompeu:


— Hey, espera! – E se colocou entre ela e a porta, entregando-lhe um cartão. – Esse é o registro da detenção de hoje. É seu. Vai ser como se nunca tivesse acontecido. – ele disse, dessa vez sério e ela acreditou nele, com um aceno de cabeça, guardou o cartão nas vestes e assim que ele deu espaço ela girou a maçaneta. Murmurando um “boa noite” por educação e antes que atravessasse o batente ele a segurou pelo braço e disse ao seu ouvido:


— Sei que é mentira tudo o que você disse sobre o Potter, mas valeu a tentativa. Boa noite, Granger. – Soltou-a e fechou a porta, deixando Hermione com ainda mais dúvidas. Pensava em como ele sabia que era mentira e não encontrava uma resposta.


Dias se passaram e a garota ficava cada vez mais tempo na biblioteca. Ron e Lilá continuavam na mesma e Harry estava bem ocupado com as aulas de Dumbledore e o time de quadribol. Em algumas ocasiões ela encontrava o olhar de Draco, o que lhe dava a impressão de que ele queria dizer algo na detenção, embora não tenham trocado mais palavra alguma desde aquele dia.


Certa noite, após todos na torre da Grifinória comentarem, aos sussurros audíveis, o que havia acontecido no dormitório dos meninos durante as aulas envolvendo um certo ruivo, Hermione andou sem rumo e as lágrimas e quando recuperou um pouco de consciência ela se encontrava na torre de astronomia. Subiu as escadas até chegar ao topo, tomando cuidado para não bater nas engrenagens que se moviam. Só quando chegou no último degrau que ela percebeu que já estava ocupada.


Um garoto pálido de cabelos loiro platinados estava em pé, de costas para ela a alguns passos. Mesmo sem a luz da lua o iluminar ela conseguia ver os contornos de suas costas largas que subiam e desciam conforme sua respiração enquanto ele se apoiava nas ameias, coma cabeça abaixada. Hermione se sentiu pregada no chão. Não sabia se fazia algum barulho para anunciar sua presença, se tentava conversar com ele ou se simplesmente ia embora dali. Essa última opção era mais atrativa. Antes que pudesse fazer qualquer coisa ela ouviu a voz cortante de Draco.


— Veio me espionar, Granger? Perdeu seu tempo. Seu amiguinho Potter já tentou e não deu muito certo para ele. Não seria muito diferente com você. – ele disse com a voz arrogante, porém era perceptível que ele forçava. Como ela, ele estava chorando há poucos minutos.


— Eu não sabia que você estava aqui, foi sem querer. Me desculpe por interromper...o que quer que fosse. Não vou contar a ninguém que vi você...nesse estado... – ela dizia tentando soar gentil, embora tenha feito Draco se virar para ela com os olhos a fuzilando e o rosto contorcido de ódio.


— Que estado? Você não viu nada! Acha que sabe de alguma coisa, mas não entende nada! – Berrou e, sentindo seu ódio crescer e explodiu, em forma de um soco num modelo de vidro do sistema solar. Pedaços de vidro multicolorido voaram em todas as direções e alguns penetraram em sua mão.


A garota não se conteve e foi até ele, desviando dos estilhaços no chão entre eles. Draco permaneceu imóvel e parecia um pouco mais calmo. Com um feitiço não verbal, ela conjurou uma atadura e um vidrinho de ditamno. Ela segurou a mão de Draco que jorrava sangue e antes de começar a aplicar o remédio sentiu uma corrente elétrica a percorrer. Olhou nos seus olhos cinzas e viu que o ódio desaparecera e ele a encarava surpreso. Tirou todos os estilhaços e começou a enfaixar sua mão, em silencio, a não ser pela respiração de ambos. Enquanto isso, Hermione pensava no motivo de correr ajudá-lo. Provavelmente era o que faria em qualquer situação com qualquer pessoa, certo?


— Obrigado. Mesmo, você não precisava ter feito isso. – Ele falou, interrompendo seu devaneio e ela notou que ainda tinham as mãos unidas. – Quer dizer, eu teria dado um jeito nisso.


— Sem problema, não foi nada. – Retrucou, apreensiva. Ele segurava sua mão “suja” de sangue-ruim e a agradecera. Será que iria lhe dizer algo como na detenção? Investigar Harry de novo? Pensava que isso só poderia ser uma estratégia para algum plano dele. Sob a penumbra ela tentava ler o resto dele, mas estava impassível.


— Só não diga isso a ninguém. – Ele falou sério e a garota supôs que havia alguma fragilidade nele, a qual ele tentava ao máximo esconder qualquer resquício. Malfoy havia lhe feito um pedido, aquilo não soara como ordem.


— Não direi nada. Eu prometo. Afinal, todo mundo perde a cabeça as vezes. – Ela dissera e eles se encararam por um momento. Draco assentiu e esboçou um sorriso diferente do que estava acostumada a ver. Suas mãos se soltaram e o contato visual foi quebrado.


— Deve ser tarde, é melhor irmos. Não quero mais uma detenção. – Hermione se recordara de que este ano ele havia ficado em detenção com McGonagall por não entregar um dever. Ser pego depois da hora era bem pior. Ela assentiu e rumou logo atrás dele para a escada.


No fim da escada em espiral algo se meteu entre os pés de Hermione e ela se desequilibrou, sendo segurada pela cintura por um Draco ágil e com o rosto a milímetros dos dela. Não estavam mais na penumbra: a luz da lua cheia iluminava ambos e ela podia ver claramente todos os desenhos das íris cinzas dele. De alguma forma, quando Hermione percebeu o que acontecia ela já estava sendo beijada por Draco Malfoy.


No começo parecia que ele relutava em beijá-la: a boca quase inflexível, como se uma parte dele não soubesse o que estava acontecendo. Assim que ela colocou as mãos em seus cabelos finos e claros eles se aproximaram ainda mais e os lábios suavizaram.

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Hermione acordou sobressaltada. Não gostava de se lembrar daquelas coisas e sonhar era só mais uma forma de sua memória soprar nela o que havia já feito. Com um estrondo a luz invadiu o corredor das celas. O dia deveria estar ensolarado. O portão foi aberto e um segundo estrondo fez as celas se abrirem.

— É ótimo ver que todas continuam vivas, afinal, nós precisamos de vocês aqui conosco. A partir de hoje voces começam a desempenhar suas tarefas. Vou mostrar os aposentos em que trabalharão. É claro que eles podem mudar dependendo do comportamento que terão. Lembrem-se de seguir todas as ordens de seus superiores, ou seja, de todos. – riu uma voz alegre conhecida. – Agora sigam-me.


Hermione não esperou mais um segundo e foi a primeira a sair da cela para o corredor. Feito isso outras garotas fizeram o mesmo e rumaram atrás da mulher, que dessa vez usava um vestido vermelho com fendas. Era hora de saber mais sobre onde estava, com quem e o que aconteceria a partir dali. Chega de se prender ao que aconteceu, o único lugar aonde devemos seguir é adiante.

Notas finais
Então....me digam o que acharam ;) Beijos e até a próxima!!