Shinedown - The Dark Triumph

6 Capítulo 5: Is This The End?


Notas iniciais
Olá!! Desculpem a demora para postar!! Agradeço aos comentários, simplesmente AMO quando vejo que vocês estão lendo e se interessando cada vez mais pela fic! Espero que gostem desse cap!! Beijos

A visão de Hermione parecia em câmera lenta: vira o Comensal tirar a varinha das vestes e apontar para ela e numa fração de segundo ela fechou os olhos, mas abriu-os em seguida, conforme sentiu um raio relampejar passando de raspão por ela, derrubando Avery.

Ela olhou à frente e estava sozinha, porém ao se virar de costas viu de quem era o feitiço que nocauteara o Comensal.

—Você! O que você faz aqui? – Hermione perguntou irritada.

— Salvando sua vida, de novo. – Respondeu uma voz conhecida, coberta por um capuz preto, de couro, como o resto das suas vestes. Ele não usava uma varinha. – A propósito, de nada. – Ele completara, sarcástico, tirando o capuz.

— Eu não estava com problema algum. Aliás eu queria que ele fizesse. Assim, eu estaria livre disso tudo. – Hermione falara, mais irritada, se aproximando de James, que a fitava com um meio sorriso.

— Mesmo? E o que a srta. acha que aconteceria depois do Avery te amordaçar e te arrastar lá para dentro?

— Ele me interrogaria, me torturaria, eu não diria nada e eu estaria morta. – Respondeu Hermione, como se fosse uma prova oral da Prof.ª McGonagall, até perceber o conteúdo de sua frase. Era suicídio, sabia disso, mas fazia sentido naquele momento.

— Não é tão simples. E há outras formas de você sobreviver aqui. E eu achei que você fosse inteligente... nem um disfarce? Achei que depois de ontem teria mais cuidado. – Ele sussurrou sério, olhando para os lados e depois para ela novamente.

— Eu sou inteligente. Sei o que aconteceria. Eu quis isso. Ainda quero, na verdade. – Retrucou a garota.

— Não sei. Sua resposta anterior me pareceu bem incompleta. Eles fariam muito pior. Te daria só 5 pontos pela tentativa.

Hermione o olhou abismada. O que fariam de pior que isso? Antes que pudesse retrucar ele a interrompeu:

— Os tempos de escola acabaram. Isso aqui é o mundo real, não dá para ser egoísta ou medrosa e a consequência não é só uma nota ruim.

Hermione continuava encarando-o, mas sem conseguir retrucar. Ela sabia onde estava, sabia que a época de Hogwarts tinha acabado há muito tempo. Não precisava de um sermão de um Comensal metido. Ao invés de discutir, pensou no que seria racional a fazer: ele a ajudara 2 vezes em menos de 24 horas. Era o único em que poderia confiar agora. Era o que iria fazer.

— O que você sugere?

Ele sorriu e se aproximou mais dela, quase colando seus lábios nos seus ouvidos e perguntou:

— Você quer ir a uma festa?

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Definitivamente, todo o ciúme que outrora Ron sentia de Harry, toda atenção, a ideia de ser o centro de tudo não existia mais. Cada dia ele pensava em como o amigo não havia enlouquecido com tudo aquilo acontecendo a sua volta: os olhares apreensivos, se ele sabia o que estava fazendo e se ele tinha alguma chance. Mesmo na época da caça às Horcruxes, ocasião em que Ron, que usava um medalhão amaldiçoado, brigara feio com Harry, ele chegou a colocar sua fé no amigo em dúvida e hoje sabia como era terrível se sentir desacreditado dessa forma.

Talvez os outros estivessem certos, talvez ele não fosse a melhor escolha para seguir com a Ordem, talvez ele nunca vencesse nada. Esses pensamentos assolavam a mente do ruivo e foram interrompidos por uma batida na porta do seu quarto dividido com Neville. Gina entrou e viu o irmão sentado na cama com a cabeça abaixada.

— Tem alguma notícia? – Perguntara à irmã enquanto virava para ela, que se sentara ao seu lado na cama, mirando o lado vazio de Neville.

— Nada. Nem dele, nem da Luna. Os dois sumiram.

Ron olhava também a cama de Neville arrumada, indicando que ele não dormira nela. Os armários entreabertos, mas ainda era possível espiar o interior e constatar que não havia muitas peças. Gina relatara o mesmo sobre o quarto de Luna, ela até levara os brincos de nabos e seus colares de rolhas.

— Foi culpa minha. Se eu tivesse ouvido, pensado melhor no que a Luna falou... talvez eles ainda poderiam estar aqui. – Ele falou. Não culpava os amigos por os abandonarem, ambos tinham famílias pequenas e já deviam estar fartos daquilo tudo.

—Não. Nada disso é culpa sua, Ron. E não podemos saber o que teria acontecido. – Gina o consolou. – Mandei uma coruja codificada para o Carlinhos e para o Gui. Eles devem chegar aqui em um ou dois dias.

Ron concordou com a cabeça e voltou a abaixá-la. Gina disse que não o incomodaria mais e saiu do quarto, indo para a sala onde havia uma pequena lareira quase nunca usada. A ruiva se sentou no tapete puído que havia defronte ao rosto de uma garota loira emoldurada por chamas e carvão queimado.

— Tudo certo, Luna. Todos acreditam que vocês dois fugiram. Meus irmãos devem chegar daqui há uns dias, mas não sabem da verdade.

— Que ótimo! – Exclamou Luna, e seu semblante surpreso de sempre deu lugar a um pouco de arrependimento e tristeza. – Só me sinto realmente mal de não contar a mais ninguém. Principalmente ao Ron.

— Eu também, mas você viu como todos reagiram na reunião. Eu só fui entender o seu plano antes de dormirmos. E como você e Neville sabem, não temos muito tempo, precisamos agir agora. – Disse Gina determinada.

— Eu sei. Bom, eu e Nev vamos continuar com nosso plano e assim que eu tiver mais novidades entro em contato. – Disse Luna, voltando a sorrir.

— Tenham cuidado. – Despediu-se Gina e com um aceno, a cabeça de Luna desapareceu da lareira.

Gina se sentia um pouco culpada por mentir para todos, mas seria muito mais fácil assim. Não fora ideia dela, mas concordou em ajudar os amigos no plano e esperava que tudo desse certo. Agradeceu mentalmente pelo Ministério estar um caos e nenhuma lareira estar sendo vigiada, e por sua maior preocupação fosse que ninguém descobrisse nada antes da hora.

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Minerva McGonagall se sentara, pensativa, na cadeira que outrora ocupava Dumbledore. Conforme os acontecimentos dos últimos dois anos, Hogwarts continuava funcionando, porém havia algumas mudanças: Não havia mais 4 casas nem um diretor que convivia com seus alunos. Voldemort se colocara como diretor da escola, embora nunca desse as caras por lá, deixara apenas uma casa, a Sonserina e as disciplinas oferecidas sofreram alterações: nada que falasse bem dos trouxas era permitido, todas as disciplinas deveriam abordar conteúdo das artes das trevas e não havia mais Defesa Contra as Artes das Trevas, obviamente. Apesar disso, a professora continuou lecionando proteger seus alunos, assim como a maioria dos professores. Como o “diretor” não aparecia nunca por lá, ele mandava de tempos em tempos os Carrow, irmãos que já haviam lecionado ali para avaliar se tudo estava ocorrendo conforme Voldemort desejava. A próxima inspeção estava marcada para hoje, por isso ela estava no escritório da direção.

É claro que os castigos propostos quando alunos desobedeciam nunca eram cumpridos pelos professores da forma como os Carrow decidiam, exceto nos dias em que eles ficavam em Hogwarts. Diferente do que acontecera logo que eles assumiram, os alunos não se rebelavam mais e tudo parecia seguir normalmente, o que deixava a professora preocupada: se os jovens não buscavam por mudanças, quem mais buscaria?

Não era só a escola que havia sofrido mudanças, o ministério da magia, que já havia sido tomado antes, agora enfrentava uma crise. Os próprios funcionários não estavam de acordo com o funcionamento do relapso ministro – fantoche Pio Thickneese. Não que isso deixasse a professora mais tranquila: ouviam-se boatos de que Lucio Malfoy estaria sendo escalado para esse posto.

Minerva olhou para um relógio de metal que saltava na mesa de Dumbledore e notou que já havia se passado mais de duas horas de atraso e que provavelmente eles não viriam. Olhou de relance para o retrato de Alvo e ele estava cochilando. Resolveu se levantar e sair dali e cuidar de suas próprias coisas, contornou a mesa e olhou na janela que dava para os jardins, onde uma lebre brincava e saltitava contra o tapete verde.

Saía da sala até ouvir o movimento da gárgula. Parou de andar no momento em que a porta se abrira e Aleto entrara:

— Minerva, ainda está aqui! Nos atrasamos, sabe, o ministério está crítico. Imaginei que aqui poderia estar do mesmo jeito e trouxe reforços. – disse a mulher corpulenta e fez menção para que outra pessoa entrasse. Ouviu-se uma risadinha conhecida e uma mulher baixa e coberta de rosa parou ao lado de Aleto.

— Não posso dizer que sinto sua falta, Minerva. Mas esses jovens precisam de alguém competente, por isso estou aqui. Aleto é uma amiga e me fez esse convite irrecusável. – Disse Dolores, enquanto a professora sentiu o ódio estalar no seu maxilar. Fez um esforço para sorrir e fez menção para que se fossem sair da sala e começar a inspeção. O gesto fora percebido por Umbridge, que retrucou:

—Ah não, querida. Não sou eu que farei a inspeção. Amico ficará responsável por isso. Ele encontrou Slughorn e os dois podem fazer isso juntos. Nós aqui temos de tratar de outro assunto: a minha contratação. Isso mesmo, querida, não fique surpresa. Afinal o Mestre já deixou certas pessoas ficarem aqui por muito tempo, essas inspeções não surtem tanto efeito quanto ter alguém em tempo integral. Como há aqueles muito mais ocupados que eu, terei a honra de assumir novamente a direção da Sonserina e lecionarei Política Mágica. – Discursou ela, tirando da bolsa rosa choque uma prancheta com desenhos de gatinhos.

— Com a crise no ministério, o Mestre disse que devemos cuidar dos jovens de forma mais eficiente. Política, filosofia, essas disciplinas são fundamentais para moldar o caráter dos jovens bruxos. – Falou Aleto, animada, conjurando duas cadeiras confortáveis para ela e Dolores se sentarem em frente a Minerva.

— Agora, sente-se, Minerva. Temos assuntos a tratar. Ah, e dessa vez quero uma sala maior. Minha coleção de pratos de porcelana aumentou, tenho que ter onde guardar meus bebês. – Falou Umbridge, olhando daquela forma carinhosa e terrível para a prancheta onde gatinhos se moviam.

Minerva se sentou e sorriu novamente, abaixando a cabeça. As coisas seriam diferentes agora e talvez houvesse uma chance de mudar as coisas. Afinal, tem que piorar antes de melhorar.

Notas finais
Esse cap foi mais curtinho né! Masss se preparem para o próximo, prometo que vai acontecer muita coisa!! Até a próxima ;)