Shikashi, Watashi Wa...

7 A little revenge...


Notas iniciais
Oii gente...
Me perdoem pela demora, mas finalmente consegui escrever um capítulo com mais de 4 mil palavras!! To super mega feliz! (como se alguém ligasse)
Aqui está a continuação do capítulo 5.
Queria agradecer à Maísa por ter recomendado e me ajudado com a fic ^^ - Obrigada Maísa pelas ideias! Espero que goste. Este capítulo é seu. ^^
Sem mais delongas... Ikuyo!

E no capítulo anterior...


Ela... beijou... meu rosto?!

Por que ela faria isso?

–-


Ichigo’s POV


– Você ainda não respondeu a minha pergunta.

– Qual?

– Já se esqueceu? Vou ter que fazer isso de novo. Kon seu maldito... – Disse, rindo secamente. Por que eu ainda não tirei a pílula daquele boneco idiota? – Rukia, você quer ser minha namorada?

– S-sim, eu quero.

– Ah, antes que eu esqueça... é algo simples, mas eu já tenho guardado a algum tempo. Eram dos meus avós e eu queria usá-los com alguém especial, entende? – Peguei uma caixinha de veludo vermelho. Dentro dela, havia duas alianças. Dois aros que um dia simbolizaram o amor que meus avós sentiam um pelo outro.

– Ichigo... são lindos! Não sabia que você era tão romântico assim... Eu não te mereço. E pensar que eu cheguei a desconfiar de você... isso me faz sentir mais culpada ainda.

– Não fique se martirizando. A culpa não foi sua. Você pode ter todos os motivos do mundo para desconfiar de mim, mas saiba que eu não ligo, ainda assim, gosto de você. Ponto. – De onde saiu tudo isso?

– Não é a cor dos seus olhos, mas combinam com eles.

– São perfeitos! Posso? – disse Rukia impaciente.

– Não.

– Po... – *suspiro*

– Eu que tenho que colocá-los, né baka? – disse rindo da cara de susto dela por causa do “Não”. Não deu para segura o riso.

– Ah, sim – respondeu ela meio envergonhada e com as bochechas coradas.

– Ficou bom?

– Está um pouco frouxo, mas isso é o de menos. Agora deixa eu colocar no seu dedo.

– Ok.

– Ficaram lindos.

– Vou pedir para apertar um pouco a sua aliança. Não sei quando fica pronto, mas eu faço questão de colocar seu anel na frente deles. O meu vai ficar guardado até lá. Tudo bem para você? – disse segurando a mãozinha dela e retirando o anel facilmente.

– Sim. É até melhor. Senão todo mundo vai ficar perguntando: você tá namorando? Quem é a garota? Ela estuda aqui? E blá, blá, blá... se bem que seria legal fazer um pouco de mistério.

– Então você prefere que eu use?


Rukia’s POV


Ichigo... quanto mais tempo eu passo com você, mais você me surpreende.

Queria muito que ele usasse, assim, todos saberiam que o Ichigo já tem dona.

Não pude deixar de admirá-las, estava tão feliz... agora poderia chamar o Ichigo de meu namorado. “Inoue, pode esquecê-lo, tá? Ele é meu agora.” Meu sorriso ficou mais largo ainda com esse pensamento.

– Vou pedir para apertar um pouco a sua aliança. Não sei quando fica pronto, mas eu faço questão de colocar seu anel na frente deles. O meu vai ficar guardado até lá. Tudo bem para você? – ele me perguntou pegando minha mão e tirando o lindo círculo prateado do meu dedo.

– Sim. É até melhor. Senão todo mundo vai ficar perguntando: você tá namorando? Quem é a garota? Ela estuda aqui? E blá, blá, blá... se bem que seria legal fazer um pouco de mistério.

– Então você prefere que eu use?

– Huum... sim, eu gostaria que você usasse. Mas se não quiser não precisa, é sério.

– Então vamos esperar. O ourives não vai demorar tanto tempo para diminuir um anel. Até lá, ainda poderemos ficar juntos. Você concorda comigo?

– Sim, disse tentando não mostrar que estava triste. Ah, que se dane. Ele gosta de mim, não é? Não vou ficar com essa cara de enterro. Ainda mais agora que ele me pediu em namoro.

– Você não tá com fome? Tenho certeza que o almoço que a Yuzu preparou já está guardado na geladeira. Agora são... 13:17. A essa hora, não deve ter mais ninguém aqui em casa. Vamos lá na cozinha.

– Na verdade não estou com muita fome *barulho da barriga roncando*. Ah, fala sério!

– Hahaha. Vamos lá, baixinha.

– Oe, não me chama de baixinha!

– Mas você é baixinha, Baixinha.

– Pra que discutir, moranguinho.

– Vai ser assim, então??

Ri da cara dele. Por que o Ichigo sempre fica com essa cara carrancuda? Mas é disso que eu gosto nele. Essa fachada de durão é só pra assustar os outros porque com os amigos ele é diferente. Ele é daquelas pessoas que tentam proteger o máximo que conseguir, sem se importar com que os outros vão achar.

Fiquei olhando-o. Ele ficou com os braços cruzados, virou a cabeça um pouco para o lado, mas ainda dava para ver que ele estava com as sobrancelhas unidas. É engraçado quando ele fica com essa expressão. Sorri com essa visão.

– Que foi?

– Nada não. É que você fica engraçado com essas sobrancelhas juntas.

– Vou te mostrar o que é engraçado daqui a pouco, disse ele revirando os olhos.

– Vem cá meu ruivo lindo. Não fica bravo comigo não. – Abracei-o pela cintura e olhei nos seus olhos. – Você sabe que eu te amo, né? Mas mesmo assim, você fica engraçado com essa cara.

– Tsc. Deixa de besteira. Eu to faminto e sei que você também está. Vamos logo comer alguma coisa.

– Certo, certo.

Antes de soltá-lo do meu abraço, fiquei na ponta dos pés e puxei o Ichigo pelo pescoço. Depois, roubei um beijo dele.

Ele ficou um pouco surpreso com minha atitude, mas antes que eu pudesse descolar totalmente meus lábios dos dele, ele me puxou pela cintura e deu um beijo... digamos, com mais “vontade”, se é que me entendem.

Ficamos nos beijando por um tempo, na verdade não sei quanto tempo, porque quando eu notei, já estava encostada na parede do quarto com pernas cruzadas em torno de seu quadril. E as carícias iam ficando... diferentes. “Tá ficando muito quente aqui no quarto. Mas por quê?”


Ichigo’s POV

“Rukia... como você mudou em apenas poucas horas. Nunca pensei que você fosse me roubar um beijo, mas foi a maior besteira que você cometeu.”

“Toda vez que você faz isso, meu lado que quer te beijar, te agarrar, te fazer gemer pelo meu nome, fica meio que difícil de controlar. Seu beijo desperta esse meu lado e não dá para deixar de colar seu corpo contra o meu, pedir passagem com minha língua para explorar todos os cantinhos de sua linda boca. Ah, como pensei o gosto do beijo é simplesmente divino e viciante, com um toque de quero mais e mais.”

Mas ficar nessa posição, lateja minhas costas.

Então abracei-a mais apertado pela cintura até chegarmos na parede. “Assim fica mais fácil para você cruzar suas pernas em torno do meu quadril.”

Fiz tudo isso sem largar um instante sequer dos lábios. “Com você apoiada na parede, minhas mãos ficam mais “livres” para tocar suas costas, suas coxas, por cima da roupa de shinigami, é claro, fazer o pelo de sua nuca se eriçar e você se arrepiar toda. Mas sempre tem a hora em que respirar é necessário.”

Já não dava mais para continuar com os beijos porque se manter vivo é importante para fazer qualquer coisa antes, não é? Mas não deixei de continuar com os beijos. Toquei de leve o canto da boca, da bochecha, fiz uma trilha de beijinhos até chegar no pescoço, onde dei uma mordidinha, que a fez tremer em meus braços. “É impressão minha ou o quarto está ficando cada vez mais quente?”

– I...chi-go... – gemeu ela.

De repente, notei no que estava acontecendo e se eu não parasse por aqui aconteceria algo e seria tarde demais.

Parei tudo o que estava fazendo e comecei a soltar suas pernas para que ela voltasse para o chão. Ela não quis me lagar e voltou a me beijar novamente, isso dificultou um pouco porque a vontade de ceder era enorme, mas não podia fazer isso. Não, eu não devia.

Dessa vez fui mais firme. Desencostei-a da parede, soltei suas pernas e coloquei-a sentada sobre minha cama. Ela ficou com um biquinho por eu ter me separado dela.

– Desculpa, Rukia. Eu não devia ter feito isso.

– Feito o que? Me beijado? Você se arrependeu de ter feito isso? Por quê?

– Calma. Uma pergunta de cada vez. – Quando ela começa a falar não tem como fazê-la parar. – Não é isso, é que se eu continuasse a te beijar, não sei o que aconteceria.

– Não ia acontecer nada, certo? Nós só estávamos nos beijando, disse ela com toda a inocência do mundo. Ah, se ela soubesse o que acontece quando duas pes... no que eu to pensando?

– Ce-certo. Mas é que... que eu fiquei com fome! É isso. Eu fiquei com fome e tsc! Vamos para a cozinha comer alguma coisa. Olha já são 14:00! – Ufa, por pouco que eu não digo besteira. Tomara que ela não tenha percebido nada.

– Você prefere comer a me beijar? *barriga roncando* Deixa para lá, vamos comer!

–-

Já íamos descer para a cozinha, comer um pouco da comida deliciosa da Yuzu, que já deveria estar gelada. Mas me esqueci de um pequeno detalhe. Só percebi quando abri a porta do quarto.

– Ichigo! Seu bakayarou! O que você estava fazendo com a minha nee-san? – Todos já adivinharam quem é?

– Kon! O que você ainda tá fazendo aqui?

– Vim proteger minha amada contra pessoas como você, seu konoyarou!

– Vai ver só quem é Konoyarou!

– Vem então, vem! Não é por que eu sou um boneco de pelúcia que quer dizer que eu sou fraco.

– Quer dizer sim. Esqueceu que eu te expulsei do quarto uma hora atrás?

– É que você me pegou desprevenido!

– Vai enganar outro trouxa porque nessa eu não caio! Ou mel...

– Kon! Que bom que você chegou! – Opa, eu ouvi direito?

– Rukia? Mas o que... *pisão no pé* Itte-te-te. Por que voc... *voadora na cabeça*

– Nee-san! Viu Ichigo, não disse que a nee-san me ama?

– Teme...

– Oe, Ichigo. Vou dar uma volta com o Kon, você não se importa, né? *piscadela beeem visível* (só não vê quem não quer, se bem que o Ichigo não viu ¬¬’ #cegooo ).

– Claro que eu...

– Ótimo! Nós já estamos indo então. Até mais Ichigo! – Rukia disse saindo pela janela carregando o Kon em suas costas.

...

O que foi isso?

Me diz que foi imaginação, que eu to delirando de fome.

Que nada disso aconteceu de verdade.

–-

Abri os olhos e não vi a Rukia nem o Kon no quarto.

– Mas o que diabos aconteceu aqui? Que história é essa de sair com o Kon? Ela vai ter que me explicar essa história direitinho depois. Ah se vai...

Depois de me recuperar dessa... dessa decepção, peguei uma muda de roupas e fui no banheiro para coloca-las, ao invés de ficar com o uniforme o resto do dia.

Saí do banheiro e desci as escadas até a cozinha para comer alguma coisa. Minha barriga já estava roncando há horas. Dentro da geladeira tinha um pouco de gyoza* e salada de broto de feijão. Peguei os dois tupperware (recipiente de plástico com tampa) e coloquei-os para esquentar no micro-ondas. Enquanto a comida ficava girando e se aquecendo, peguei um prato e coloquei arroz, esperei mais um minuto, depois o aparelho começou a apitar, avisando que já estava aquecido.

Peguei o okazu* e coloquei no prato. Levei a comida até a mesa, depois sentei e comecei a comer. A Yuzu como sempre, nunca desaponta.

–-

Quando terminei de lavar e guardar a louça, fui até a sala assistir televisão.

O relógio da parede estava marcando 15:19 e nada da Rukia voltar.

Fiquei procurando algo para assistir, mas não encontrei nada de bom. Então resolvi ir para o meu quarto esperar a Rukia voltar com o Kon.

Entrei no quarto e fui direto para a cama. Até antes, não tinha percebido, mas havia um pequeno papel dobrado sobre ela. Abri o papel e estava escrito umas palavras um pouco confusas, como sempre. A dica (o que está no meio do ovo?) dizia para eu tirar todas as letras que estivessem atrapalhando. Comecei a pensar no que seria. Li e reli o bilhete umas dez vezes, mas nada parecia fazer sentido.

De repente tudo ficou claro. A resposta da dica só podia ser a letra V.

Tirei todas as letras V do textozinho e ficou assim:


Parece que conseguiu descobrir o que registrei. Parabéns!

Tomei muito cuidado para não usar a tal “consoante”.

Eu sei que demorará para perceber, então apareça quando puder no lugar onde nos encontramos hoje.

Tenho uma surpresinha para ti.

Até daqui a algumas horas. Kuchiki.

Ps: Espero que goste de costurar como sua irmã Yuzu-chan.


–-


Rukia’s POV

– Você prefere comer a me beijar? *barriga roncando* Deixa para lá, vamos comer! – meu próprio estômago se virou contra mim. Que decepção!

Ichigo foi abrir a porta para descermos, mas nem deu tempo.

– Ichigo! Seu bakayarou! O que você estava fazendo com a minha nee-san? – Aff, chegou quem faltava. Mas e se... parece que vamos nos divertir um pouquinho...

– Kon! O que você ainda tá fazendo aqui?

– Vim proteger minha amada contra pessoas como você, seu konoyarou!

– Vai ver só quem é Konoyarou!

– Vem então, vem! Não é por que eu sou um boneco de pelúcia que quer dizer que eu sou fraco.

– Quer dizer sim. Esqueceu que eu te expulsei do quarto uma hora atrás?

– É que você me pegou desprevenido!

– Vai enganar outro trouxa porque nessa eu não caio! Ou mel...

– Vai encher o saco de outra pessoa! Ou mel...

Enquanto eles discutiam, escrevi um bilhete bem rápido e deixei sobre a cama.

– Kon! Que bom que você chegou! – disse, com a voz mais sedosa que consegui e abrindo um sorriso.

– Rukia? Mas o que... Itte-te-te. Por que voc... – não o deixei terminar e pisei em seu pé, depois dei uma voadora em sua cabeça. Acredite, isso doeu em mim mais do que eu imaginava.

– Nee-san! Viu Ichigo, não disse que a nee-san me ama? – cala a boca!

– Teme...

– Oe, Ichigo. Vou dar uma volta com o Kon, você não se importa, né? – Presta atenção no meu olho! Presta atenção, Ichigo!

– Claro que eu...

– Ótimo! Nós já estamos indo então. Até mais Ichigo! – disse antes que ele pudesse responder e pulei janela afora junto com o Kon.

...

Ichigo, espero que não fique zangado comigo.

– Nee-san, aonde estamos indo?

– É surpresa. Mas antes vamos até a loja do Urahara.

– Hai.

–-

Engraçado, o Kon ficou bem quietinho no caminho para a loja. O que será que ele tá armando?

– Chegamos, já pode descer das minhas costas.

– Ahn? *limpando a baba* gomen. Eu dormi no caminho e tive um sonho muito agradável com você.

– Hum. – Nem imagino que tipo de sonho tenha sido. – Desce logo que eu tenho que pegar umas coisas com o Urahara-san.

– Não posso ficar aqui, nee-san?

– Não. E para de me chamar assim. É irritante.

– Então eu posso ficar na frente?

– Como assim?

– Assim ó. – ao invés de ficar abraçado nas minhas costas, ele veio para frente e ficou com a cara no lugar entre meus seios.

– Ora seu bakayarou! Sai daí, seu bicho pervertido! – gritei, dei um peteleco para tirá-lo daquela posição incômoda e joguei-o no chão, pisando-o com raiva. – Por que não para com isso? Ah, esquece. Vou pegar o que encomendei e você fica aí.

– Nee-san...


Rukia’s POV off.


Rukia abriu a porta da lojinha e entrou. Lá dentro, encontrou Yoruichi Shihouin.

– Olá Rukia! Quanto tempo... Veio buscar algumas das invenções do Kisuke? – perguntou a morena com um sorriso no rosto.

– Hai, Yoruichi-san. Vim pegar um gigai e um gikongan e queria saber se ele tem coisas de costura.

– Olha, ele saiu com o Jinta e a Ururu para fazer algumas compras na cidade. Não sei quando ele volta, mas o seu gikongan está aqui em algum lugar... – Yoruichi-san se levantou e foi até os fundos procurar a caixa onde a encomenda estava guardada – Ah, aqui está. Ela vai adorar. Agora deixa eu ver se tem equipamentos de costura... para que será que ela quer isso?

Enquanto isso, Tessai-san aparece com uma bandeja de chá e coloca na mesinha onde Rukia espera.

– Trouxe um chá.

– Arigatou.

A figura alta se afasta e volta para a cozinha, deixando Rukia sozinha novamente.

Alguns minutos depois, Yoruichi volta para a sala carregando, em uma mão, uma caixa de madeira branca e o gikongan de coelhinho (chappy), e na outra um gigai.

– Aqui está sua encomenda. Quanto à caixa de costura, aqui está. O Kisuke nem vai dar falta. Encontrei várias caixas como essa guardada lá no fundo. Dentro dela tem alguns carretéis de linha, agulhas, uma tesoura de tecido e dois pacotes de alfinetes. Mas, para que você vai usar? Nem sabia que você gostava dessas coisas.

– Hum, é que, o aniversário da irmã do Ichigo está chegando e ela gosta de costurar, aí eu pensei em dar de presente. Só isso. Não to planejando fazer maldade nem nada!

Rukia falou tudo tão rápido que Yoruichi-san começou a rir do nervosismo dela.

– Calma, não precisa ficar nervosa. Isso não é um interrogatório. Hahaha. Mas já que você mesma revelou o que vai fazer, pode ir dizendo com quem.

– Na-não. É sério. É para presente.

– Ah tá. Eu não sou burra. Meu instinto diz que você vai fazer uma travessura.

– Tá bom, é verdade.

– Há! Eu não disse. Quem vai ser a presa?

– O gikongan idiota do Ichigo. Ele está lá fora, achando que vai ter um encontro comigo.

– Hahaha! Você vai fazer o que com ele? Descosturar e colocar pedras no lugar da espuma?

– Seria uma boa ideia, mas eu tava pensando em afoga-lo e depois pedir para o Ishida costurar um vestido nele.

– Ficaria uma gracinha. Hahaha.

Elas ficaram conversando até as 15:00, discutindo qual seria o melhor plano, o porque dessa “brincadeira”, alguns assuntos mais pessoais...

– Obrigada pelas ideias e pelos materiais, Yoruichi-san. Já sei o que vou fazer.

– De nada. Ah, antes que eu esqueça. Leve isso com você.

Yoruichi entregou uma câmera nas mãos de Rukia, para que ela tirasse fotos do Kon depois da “mudança”.

– Só que eu não sei usar.

– Como não? É bem simples. Olha: esse é o botão de ligar, esse tira a foto e esse aumenta ou diminui o zoom. Qualquer coisa, pede ajuda para o Ichigo. Você não disse que ele vai ajudar também?

– Sim. Depois eu trago as fotos para você ver. Obrigada por tudo.

– Hahaha. Às ordens.

Rukia saiu da lojinha, já usando o gigai novo e carregando uma sacola com a caixa de costura, o gikongan novo, um metro de corda e alguns “pedaços” de tecido e algodão.

– Nee-san, o que tem aí dentro?

– AAAH! Bakayarou! Não me assusta assim! Nada que te interesse, por enquanto. Espere e verá.

–-

Kon subiu nas costas de Rukia com segundas intenções, mas nem a primeira funcionou.

Eles foram até o local andando e quando chegaram, ficaram na ponte, olhando as pessoas passarem apressadamente, conversando com os amigos, falando no celular...

Cansada de ficar esperando, foi próximo à margem do rio, onde havia uma solitária árvore. Rukia ficou sentada na sombra, esperando o Ichigo. Ela resolveu conferir as coisas da sacola. “Uma câmera aqui, uma corda, as coisas de costura...”

– Ne, nee-san. Posso ficar sentado no seu colo?

– Não. Fique sentado na grama, eu to tentando entender como tirar uma foto.

– Eu posso ajudar. O que mais um bichinho de pelúcia fofinho poderia fazer? – disse Kon, de maneira angelical.

– Você sabe mexer nessa coisa?

– É claro. Eu sou muito inteligente tá!

– Então pode sentar aqui e me explicar como bater uma foto.

Para a felicidade dele, Rukia caiu direitinho e ele pôde ficar sentado no colo dela, apoiando a cabeça em seu lugar favorito.

– Então Kon, eu liguei a câmera, dei um zoom e foquei naquelas crianças jogando bola, mas quando eu clico para tirar a foto, ela não sai. O que eu faço?

Kon saiu do transe ao ouvir a voz dela.

– Ahn... tenta apertar com um pouco mais de força. Talvez dê certo.

– Ok. Vai até ali, disse Rukia apontando para uma pedra, eu vou tirar uma foto sua.

– Tenho mesmo que ir para lá? – Rukia o olha de forma aterrorizante. – Hai.

– Máquinha ligada, foco e... *flash* Yupi! Deu certo! Obrigada, kon! Agora, fica aí e fecha os olhos.

– Por q...

– Não teima.

– Hai.


Não muito longe dali...


– O que aquela baixinha está planejando?

Ichigo, em sua forma humana, veio correndo até o lugar em que Rukia havia pedido para que ele viesse.

– É ela que está sentada debaixo da árvore? Mas porque ela está segurando... algodão? E onde é que o Kon se meteu? Ah, ali está ele. Teme...

–-

– A roupa nova do Kon já está pronta, só faltava mesmo pregar o laço. A Yoruichi-san é uma ótima costureira, quando será que ela aprendeu a costurar?

– Rukia, o qu...

– Shh! Olha ali, disse ela com a voz baixa, apontando na direção do Kon dormindo sobre a pedra e tirando a mão da boca do Ichigo.

– E o que ele tem a ver com isso? E por que eu tenho que gostar de costura?

– Para isso.

Rukia pegou a sacola que estava ao lado de sua perna. Tirou de lá algodão, uma corda, a caixa com tesoura, alfinetes, linha e agulha e um vestidinho pequeno do tamanho de um boneco de pelúcia. Ichigo riu com o último.

– O que você vai fazer com isso?

– O que nós vamos fazer, você quis dizer.

– Como assim?

– Eu não disse que ia ser surpresa? Então, o plano é assim...

Rukia contou o que queria fazer com o Kon.

Ichigo não parava de rir e se deliciar com a pequena “vingança”.

“Finalmente um jeito de ter um pouco de privacidade.”, pensou Ichigo.

“Ele não vai mais nos perturbar”, pensou Rukia.


–-


– Nee-san...?

– Yo! Não é sua nee-san e nunca vai ser.

– Ichigo! Mas o que... Oe! Me larga. Mnmhnhmh!

– O quê? Não ouvi o que disse.

Ichigo mal conseguia segurar o riso. Nem mesmo acreditava no que seus olhos viam e o que suas mãos faziam: Kon com os braços e pernas sendo amarrados em uma pedra e um chumaço de algodão na boca.

– Mn hnmhm hmnhnh!!!

– Já disse que não to te ouvindo. Agora, Rukia, me passe a tesoura.

– Nnhmmn...?!

– Sinto muito Kon, mas não se preocupe. Vai ser divertido! Tesoura.


Ichigo’s POV


Comecei a cortar o tecido, abrindo um buraco desde o pescoço, se é que ele tem pescoço, até um pouco acima do botão-umbigo.

– Agora o algodão.

– Aqui está!

As duas bolinhas foram colocadas para dentro do boneco na altura do peito.

– Agora você costura? – Perguntei a Rukia.

– Deixa comigo! Ele vai ficar bem “bonita”!

– Hnhm hmn hnmn!!!

– Quantas vezes vou ter que repetir que não dá pra ouvir nada do que você fala!

Pedi para a Rukia suturar o lugar aberto. Se fosse depender de mim, iria ficar tudo torto e parte da espuma e do algodão ficaria saindo para fora. Costurar é coisa de mulher.

– Prontinho! Pwfff... Só falta agora o toque final.

Rukia pegou o vestido estilo “Maria Antonieta” e pediu para que eu tirasse a pílula do Kon antes de vesti-lo.

– ITAI!! Por que você fez isso. E...

– Ô bicho que fala! Pelo menos agora não vai nem se mexer. Rukia, já pode por o vestido nele.

– Vou fazer algo melhor. Vou costurar a manga nos braços dele. Aí não vai dar para tirar.

– Tsc. Que maldade, hein.

– Maldade nada. Ele não gosta de seios? Agora ele vai ter os próprios e o vestido vai de brinde.

O vestido foi colocado e costurado nos braços e na cintura.

– Vou tirar uma foto e mandar para a Yoruichi-san.

– Yoruichi? Ela está aqui? – perguntei a ela.

– Sim. Foi ela que fez a roupa e me ajudou com essa ideia. Aí ela me pediu para mandar uma foto de como ele ficaria, tanto que essa câmera é dela.

– Então tá, né. Vou desamarrá-lo e deixa-lo em pé, depois você tira uma foto dele sentado.

– Ok. Ahn, Ichigo?

– Fala.

– Me ajuda a tirar a foto?

– Como assim?

– É que eu ainda não sei tirar. A Yoruichi-san e o Kon me explicaram, mas eu ainda não entendi. Para de rir! Não tem graça!

– Tsc. É claro que tem! Até o Kon sabe mexer em uma câmera! Deixa eu ver o que você fez. A máquina já está ligada, o zoom já está certo... e você só não consegue apertar o botão que bate a foto??! Não dá pra acreditar nisso.

Ela mostrou a língua para mim. Mas como não rir dela? Ela fez tudo certo, mas não consegue tirar uma mísera imagem! Tsc! Não dá para deixar de rir de uma coisa dessas. Rukia, você é mesmo real?

– É assim, olha! Pronto. Simples como respirar.

– Ah, sugoi!

–-

– Você acha que devemos colocar a pílula de volta? – perguntei a ela.

– Uhm... Sim. Quero ver a reação dele com a nova aparência. Ficou tão... cômico. – rimos tentando imaginar a situação.

– Tá, mas vamos para casa antes. O sol já está se pondo.

– Ahn, Ichi?

– Fala.

– Podemos olhar o sol se pondo? Na Soul Society, o pôr-do-sol não é tão bonito assim.

– É claro, minha baixinha.

– Ichigo?

– Que é?

– Não me chama de BAIXINHA! BAKAMONO!!

– Hahaha. Você fica linda quando fica nervosa. Já te disse isso né? – respondi roçando minha mão em sua bochecha corada.

– Não vai conseguir nada me elogiando.

– Eu sei. Então é por isso que eu vou fazer isso.

Estávamos sentados na margem do rio, vendo o sol se por.

Virei seu rosto para o meu lado e passei um dedo em seu lábio inferior macio.

Ela foi fechando os olhos lentamente e aproximando seu rosto do meu.

Naquele momento, não escutava nada além de nossas respirações quentes, que iam ficando cada vez mais aceleradas.

– Rukia...


Rukia’s POV

Sentir o gosto daquela boca... era tudo o que eu mais desejava naquele momento. E quando isso aconteceu...

Sabe quando dizem que quando você beija alguém que se ama, sente borboletas no estômago e ouve fogos de artifício?

Não foi bem isso que eu senti.

Foi muito melhor.

Não senti borboletas no estômago, pelo contrário, senti uma corrente elétrica percorrer toda a minha espinha.

Fogos de artifício? Nem pensar. Senti um calor enorme, como se um vulcão estivesse entrando em erupção e espalhando sua lava pelo meu corpo todo.

Nunca senti uma explosão como essa.

Agora eu me pergunto. A felicidade existe? Tenho certeza que sim. A felicidade que eu emanava era impossível de ser contida.

Apenas um beijo e eu já me sentia assim; já estava entregue a ele.

Nossas bocas coladas, nossas línguas se acariciando, Ichigo me abraçando e me puxando para mais e mais perto dele...

Uma única lágrima fez sua trilha em meu rosto. Nunca estive tão feliz em todo esse tempo. Nem na vida, nem na morte. Mas o gostinho salgado foi motivo suficiente para nos separar.

– Rukia, você está... chorando? Você está bem?

– Sim, eu estou bem. Só estou feliz, respondi enxugando o rosto.

– Eu também me sinto assim, agora que você está comigo.

– Ichigo...

– Vamos para casa, já está ficando escuro. Daqui a pouco será a hora de jantar. Não posso me atrasar de novo, ainda mais para apresentar minha namorada nova, disse ele se levantando e estendendo a mão para mim.

– Vo-você vai m-me apresentar ofi-ficialmente? – peguei em sua mão, olhando-o com os olhos brilhantes de lágrimas.

– Não era isso o que você queria?

– S-sim!

Num pulo só, grudei no pescoço do Ichigo e abracei-o com tanta força que nós quase caímos no chão.

Ele ficou rindo da minha reação exagerada e deu um beijo em minha bochecha.

Ichigo me colocou de volta no chão, pegamos a sacola e o Kon, sem a pílula, e depois começamos a andar em direção a casa dele. De mãos dadas.


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Kon's dress.


Continua...

Notas finais
AHUAUAEAEUHAE'Eu queria ter achado uma imagem do Kon assim... Eu poderia até ter desenhado mas ia ficar muito ridículo. Se bem que pior que tá não vai ficar.
--
No próximo capítulo mais UlquiHime (preciso fazer os dois se acertarem - se bem que se fosse o mangá, o Ulquiorra ainda nem teria aparecido) e um pouco IchiRuki também. ^^
Peço desculpas por ter mudado a personalidade de muitos personagens.
Já estava esquecendo: antes do que eu disse acima, vai ter um especial p/ o dia dos namorados.
--
Dicionário:Gyoza: pastel com recheio de carne de porco, repolho e outras coisas. Delicia! Okazu: Tudo aquilo que se come no almoço ou na janta fora o arroz, que é shiro gohan.