Shi No Kage

2 Kirane Hatsuki


Notas iniciais
Sujeito à edições (:
Boa leitura ^~^

"O mundo já não me parecia tão simplório como meu pai havia me dito antigamente. As pessoas machucavam mais facilmente do que como meu pai me ensinou, justamente porque agora sentia-me sozinha, sem o conforto e a segurança que o pai me dava quando pequena. Não haveria mais espaço para qualquer tipo de conforto em mim. Uma repentina tristeza tomou conta dos meus escombros e passou a basear os meus sentimentos em raiva e desconfiança, chamaria eu de realismo, perseverança."

Miyuki não queria mais entender o mundo, não sei perguntava mais como as pessoas eram ruins, porque elas nascem para morrer, ou até mesmo por que diabos o sol incomoda seus olhos. Atualmente, século XXI, ela tem dezenove anos e trabalha como coçadura de recompensas para um famoso departamento de polícia.

- Quero que você nos traga o criminoso Kirane Hatsuki. — O delegado ordenou Miyuki.

- Prefero que eu o traga morto ou vivo? — Miyuki perguntou sarcástica.

- Morto? Está maluca? Não trabalhamos com pessoas que matam, queremos puni-lo, apenas! — O homem exclamou sem hesitar.

- Ah, é verdade. Ouvi falar dos direitos humanos. — Disse Miyuki. O homem a encarou imediatamente. — Haha! Estou apenas brincando. — Ela ria confiante.

- O prazo é até amanhã. — O homem havia se cansado da presença dela.

- E o dinheiro? — Ela perguntara interessada.

- Dez mil dólares.

- Me dê a foto do homem, e todos os registros que você tiver sobre o criminoso. O trarei ainda hoje. Para uma recompensa dessa, ele deve ser o mais fútil dos inexperientes.

O delegado rira disfarçadamente.

- Ótimo.

O homem a entregara um recente registro sobre as últimas ações do criminoso. Ela leria ali mesmo.

- O que é Shi no Kage? — Ela perguntara sobre o que lera.

- É a nossa prisão de segurança máxima. Para lá só irão os criminosos que cometerem homicídios em série, os que judicialmente "ganharem" prisão perpetua. É o inferno na Terra.

- Terroristas?

- Também. Os mutantes, minha querida. — O homem disse mais sarcástico que ela.

- Mas e os mutantes que não forem criminosos?

- Todos são uns lixos.

Miyuki calou-se por alguns segundos.

- ...Me dê quarenta mil de recompensa ou procure outro caçador para este caso. — Miyuki parecia com raiva.

- Quarenta mil!?

- O homem já foi um prisioneiro dessa tal Shi no Kage! — Miyuki engrossou o tom da sua voz.

- Ele ainda seria. O homem está foragido de lá. Preciso que você o encontre vivo para me trazê-lo. Assim eu poderei enviá-lo de uma vez para aquela prisão.

- O que ele fez para ter entrado lá?

- Você está com os papeis na mão. Deve estar tudo aí.

- Não está. Aqui está o motivo mas não há provas concretas.

- ...Estranho.

- Mas e então, você pagará o que exigi como recompensa? — Miyuki já havia se cansado da conversa.

- Arrume baixar este valor ou eu arrumarei outro caçador para fazer o trabalho.

- ...Tudo bem. Quero que o senhor investigue o homem que matou o meu pai. O nome dele era Isao Masaichi.

- O Masaichi? Haha! Não é preciso que ninguém investigue isso. O culpado da morte dele foi a própria filha dele. As câmeras registraram que você o matou.

- Eu!? Mas sou filha dele! Eu não o mataria!

- É o que os criminosos dizem.

-...Não há câmeras naquela rua, e mesmo que tivesse, estava chovendo naquele dia.

- Então você assume que estava na cena? E não protegeu o pai?

- Eu era uma criança! — Miyuki havia perdido a sua paciência naquele momento.

- Você não foi presa apenas por esse motivo.

-...Eu não matei o meu pai. Quero saber quem o matou!

- Já disse quem o matou, sua insolente!

Miyuki rira.

- Você é um delegado inútil.

- Eu posso te prender por desacato.

- Eu irei atrás do Karane pelo seu injusto preço. Eu aceito a proposta.

- Que bom que você finalmente entendeu como as coisas funcionam.

- Eu sempre entendi.

O homem a dispensara com um gesto. Miyuki, apressada, havia deixado o departamento de policia num instante. Sentou-se na calcada da rua e ligeiramente decidiu abrir e entender melhor os relatórios sobre o homem o qual ela teria que encontrar. Não havia muitos registros úteis desde que ele saiu da prisão, havia poucas pistas sobre o lugar onde ele poderia estar refugiado, já que no papel continha o fato de que Kaname não possuíra família, amigos, ou qualquer um que pudesse acolhê-lo. Era um homem de caráter solitário. Lendo os registros, Miyuki havia intrigou-se misteriosamente. Enquanto olhava para o rosto do homem, tentar encontrar pequenas memórias em sua cabeça. Aquele rosto era familiar, ela tinha certeza de que já tenho visto o homem, mas não lembrava como ou onde. Foi então que em alguns segundos, as suas memórias assustaram-na.

- Não pode ser. Seria esse o homem daquele carro?

Miyuki lembrava daquele rosto como o do homem que vira do homem que atirou em seu pai. Lembrou também de que naquela mesma rua, depois do assassinato, o criminoso havia soltado do carro e olhado em seus olhos sem piedade. Depois, o homem havia entrado numa casa ali por perto.

Sem parar de correr, a menina já adulta cogitou a possibilidade daquele homem estar naquele lugar, onde o encontrara sem muitas dificuldades. Estava olhando pela janela daquele quarto e sem medo, com um gesto, pediu para que Miyuki entrasse na casa, mesmo sabendo que ela estaria armada. A menina, com as mãos ocupadas com um revolver, entrou na casa com uma raiva que jamais sentira.

- Onde você está, Kirane? Você está preso! — Miyuki gritara enfurecida.

- Você não sente vontade de me matar? — Ele respondera escondido.

- Claro que sinto! Você é um merda!

- Então porque não me mata logo? — O homem resolve aparecer.

- Porque antes você me dirá porque matou o meu pai.

- Não matei o seu pai. Eu estava naquele carro, mas não matei o seu pai.

- E como sabe do que estou falando!?

- Porque você precisa saber quem matou o seu pai.

- Seu merda!

A primeira bala foi disparada no peito de Kirane, mas não pareceu que ele sentia incomodo.

- Não vai adiantar tentar me matar assim. Sou mutante. Terá que arrancar minha cabeça.

- Por que você matou o meu pai? — Miyuki respirava como quem estivesse nervosa.

- Eu não o matei!

- Mentira! Você o matou na minha frente! Eu te odeio!

- Tsuki, acredite em mim!

- Como você sabe o meu nome? — A garota havia uma última parte de sua paciência ali. — Não! Nem me responda, seu merda! Sinto nojo de você! Morra!

Miyuki estava fora de si. Toda a sua capacidade de dialogar havia ido embora e neste momento ela já havia esquecido o que estaria fazendo ali. Não parou um instante para tentar matar o homem de uma vez. Mas não fora eficaz. O homem não sentia dor e mal se feria ao ataques de Miyuki. Estava tudo acabando ali, e ela no fundo sentiu que morreria. Que ele o mataria em questão de segundos. Mas não aconteceu. Antes que desse conta, alguns policiais haviam escutado os sons de tiro e ido até lá. E então, haviam visto uma espécie de aura visível sobre Miyuki. Ela havia se transformado em um monstro.

- Você também é uma mutante. — Kaname dissera para ela enquanto os policiais o amarravam, e em seguida, amarravam ela também.

- Soltem-me, seus imbecis! — Miyuki gritara com uma voz grossa. Não parecia a mesma pessoa. Seus olhos haviam mudado de cor, e surgiram espécies de asas cortantes em suas costas. Mas ela não sabia controlá-las. Não sabia nem o que havia acontecido ali ou com ela mesma.

- Cale-se, mutante de merda! — Um policial berrava com ódio.

- Eu não sou mutante, seu idiota! — Miyuki insistia em não acreditar na sua mudança repentina.

Nessa altura, o homem dera um tapa em seu rosto, levando-a por correntes, junto a Kirane, até a Shi no Kage.