Shi No Kage

3 Tukushime Yoru


Notas iniciais
Sujeito a alterações. Se assim ocorrer, eu avisarei por essas notas mesmo. Obrigada pela visita e boa leitura! ^^ --- EDIT : CAPÍTULO EDITADO 16/12/15

– Eu avisei pra você, que há uma verdade que você não sabe e precisa saber. — Kirane tentara conversar com a garota.

– ...Então quero que me conte esta verdade assim que chegarmos à prisão. — Miyuki ignorara seu orgulho por um instante.

Ao chegarem à prisão, escutaram um grito aterrorizante, como se uma alma penada estivesse ali sofrendo. O lugar não parecia uma prisão comum, estava mais para uma clínica de reabilitação antiga, mas muito mais evoluída do que Miyuki já havia escutado antes.

Era alta, no mínimo uns cinco metros de altura. As imagens era assustadoras, como um pesadelo. Por todos os cantos Miyuki via, através do vidro do carro, os tais mutantes presos. Alguns deles sem membros, ou com feridas graves.

– Não parecem pessoas... — Miyuki sussurra num tom brando.

Os policiais riram alto dentro do carro.

– É claro que não são pessoas! São uns merdinhas, como você é! — Um policial falara sarcástico.

O outro rira disfarçadamente.

– Me diga, garota... Qual é o seu... poder? — Antes que Miyuki respondesse, o homem rira alto novamente. — Ah, sim! Claro! Servir de lixo e de puta dos outros mutantes!

– Me solte, seu idiota! — Miyuki gritara com muita raiva, com as mãos amarradas grosseiramente por metais enferrujados. — Eu juro que matarei vocês!

– Garota, cale a boca! — Um dos dois policiais gritara. — Logo estará na sua nova casa dos sonhos... — E rira estrondosamente.

O carro havia parado ali perto. Miyuki e Kirane foram levados acorrentados a suas celas.

– Para onde estão me levando!? — Miyuki questionara raivosa.

– Para sua cela junto aos outros. Vamos, vou ser bonzinho com você... Diga um número de que gosta.

Miyuki sorrira estranhamente. — seis, seis, seis... — E voltara a sorrir.

Os policiais caíram na gargalhada.

– Péssima escolha! Esse será o número da sua cela. Idiota! Exclamaram os policiais.

– O que tem esse número? — Miyuki perguntara.

– Você sabe muito bem.

Miyuki dera um riso.

– Eu juro que matarei vocês dois, da forma mais dolorosa que puderem imaginar.

– Não há nada pior do que ser um lixo como você!

Kirane finalmente se manifestara, num olhar assustador.

Em alguns instantes os dois estavam em suas respectivas celas. Kirane voltara a sua cela, a qual o número era "um". Miyuki fora grosseiramente jogada na cela, sem quase sentir suas mãos, agora roxas.

A cela não era pequena e nem grande. Passou-se alguns minutos no silêncio, frio e escuro, mas logo o silêncio fora embora é uma voz atraente e feminina surgiu.

– Então, você é a nossa nova companheira... — Uma mulher deslumbrante olhou para Miyuki, aproximou-se e acariciou o seu rosto com os dedos enrugados e unhas grandes.

Miyuki assustou-se e começou a suar frio.

– Pobrezinha... Está com medo... Não precisa ter medo. — A mulher a envolveu num abraço frio e sussurrou em seu ouvido. — Estamos juntas agora... Minha querida...

Miyuki não se conteve em inquietação, e a surrou involuntariamente no rosto. A linda mulher gargalhou e voltou a encará-la.

– Meu amor... Estaremos juntas para sempre... Tenho algo importante a lhe dizer.

– Quem é você? — Miyuki havia a jogado no chão molhado e arenoso.

– Eu sou uma mutante como você. Meu nome é Yoru-san. Tukushime Yoru.

Estava vestida num vestido decotado e com uma fenda enorme. Seus cabelos carmesim encostavam em seus ombros. Era magra e alta, e seu rosto era desenhado em traços finos e delicados.

A mulher envolveu Miyuki num olhar peculiar. Os olhos se olhavam; os olhos violetas de Miyuki e os olhos de fogo daquela estranha mulher.

– Vou te ensinar a viver comigo aqui na sua nova casa. — A mulher levantara em milésimos de segundos e torcera o braço da garota que estremeceu-se de dor assim no chão.

– ...Vão pagar por isso. — Miyuki pensara alto depois de ter o seu braço direito quebrado. — Você conhece Kirane...?

A mulher a enterrompera.

– Todos conhecem aquele monstro.

– Ele não me pareceu um monstro...

A mulher riu e não inquietou-se.

– Você o conheceu, querida?

– Não... Mas eu preciso, antes de eu sair daqui.

Yoru sorriu com os lábios e encarou a jovem por alguns segundos enquanto Tsuki encontrava-se perdida em suas próprias questões. Depois disso, não restou muito tempo para que a mulher deixasse de olhar em seus olhos e permanecesse um silêncio gritante. Yoru cerrou os lábios e calou-se repentinamente, simplesmente. O silêncio dominou aquele breve espaço imundo. Tsuki estava em choque para que pudesse dizer algo. Afinal, o que ela teria a dizer ou a perguntar? Como poderia confiar numa mulher infundada em seu próprio sarcasmo? Não poderia, não a conhecera de qualquer forma.

"Mas o que teria Kaname a dizer?" Perguntava em sua mente. "Como assim sou mutante? Que poderes eu poderia ter? Sou apenas uma garota comum... Sem chance. Sem chance!"

– Gosto dos seus cabelos. — Disse a amarga voz de Yoru.

– São normais... O que tem de demais neles? — Perguntara disfarçadamente, esperando que Yoru não voltasse a olhar nos olhos.

– Não são normais. São de pessoas como eu e como muitos aqui. Haha.. — Yoru riu rapidamente como se estivesse debochando a garota.

– Eu não sou como você. — Tsuki sentia-se ameaçada ao mesmo tempo que buscava não discutir.

– Sou humana.

Yoru não hesitou em gargalhar numa risada que contagiou as paredes do local. O som ecoava não apenas dentro da cela, mas pelo corredor inteiro. Apesar das celas serem separas completamente, outros prisioneiros também sentiram-se contagiados pela bela risada e não evitaram. Afinal não havia nada do que se pudesse fazer por ali.

– Conheço a sua história... — Yoru sorriu e impressionou Tsuki.

– Você não me conhece. — Você é um tipo especial de demônio. Assim como eu, mas diferente. — Yori voltara a rir.

– Vá para o inferno.

– Já estamos no inferno, juntas. — Yoru estava começando a se sentir irritada pelo comportamento da novata. — E se continuar comportando-se dessa forma você não irá suportar por muito tempo.

Tsuki pensou por um instante em dizer algo inteligente, mas resolveu debochar mais uma vez.

– Vou te dizer o mesmo que eu disse para o delegado filho de uma puta que me enfiou aqui com um sujeito como você. — Tsuki serrou os olhos e a encarou. — ...Ouvi falar nos direitos humanos.

Yoru gargalhou mais uma vez.

– Está querendo fazer piadas? Isso é o que você pensa? Queridinha, preste bem atenção no que eu lhe direi. Não há direitos nem humanos neste lugar, você é tola?

– Como você sabe sobre a minha história? — Yoru hesitou em respondeu e sorriu rapidamente. Tsuki afundou em raiva e inquietação. — Vou perguntar só mais uma vez. — Tsuki pegou a mulher pelo pescoço e falou devagar. — Como e o que você sobre mim?

Tsuki empurrou Yoru na parede. Sentiu raiva e nojo, mas rapidamente suspirou e soltou a mulher que não lutara para livrar-se dos braços da garota, que afastou-se por um instante.

– O seu pai não está morto.

– ...Se você disser mais alguma coisa sobre o meu pai eu juro que eu te mato. — Tsuki blefou.

– Você é mutante porque é filha de um. E sabe que não pode me matar... — Yoru sussurrou na sua orelha.

Tsuki tentara mais um golpe mas Yoru era quase tão rápida quanto à luz.

– Sabe... Meu poder é fazer as pessoas se apaixonarem por mim... Posso fazer você ter delírios. — Disse Yoru.

Tsuki sentiu-se sufocada por alguns segundos como se estivesse sendo enforcada. Seus olhos tornaram-se vermelhos por alguns segundos. Depois disso, tossiu. Resmungou.

– Então... Por que não usou isso para sair daqui? — Tsuki cuspiu palavras secas.

– Porque eu amo o seu pai.

Aquele mutante que te salvou a poucas horas. Tsuki paralisou. Suas mãos estavam geladas e um frio percorreu sua espinha enquanto ela acordara o monstro dentro de si. Havia, mais uma vez, se tornado um bicho asqueroso que não pode controlar. Nem mesmo as garras enormes foram capazes de tocar o rosto de Yoru.

– Você... Eu vou te matar. — Tsuki, agora com a voz grossa, falara com convicção.

– Eu te amo. Minha filha. — Yoru a abraçara.

Ainda paralisada, de braços abertos, Tsuki recebeu os abraços mais falsos. Yoru rira disfarçadamente.

Notas finais
Se possível, deixe um comentário sobre o que achou! XD