Shelter

22 Pousolândia


Notas iniciais
OIE! Obrigada a todos os comentários (que ainda vou responder, eu estava/estou de castigo), e pelos favoritos, estou tão feliz! Voltei, OMG, uma semana sem postar nem um capítulo, que coisa, não? Preciso dar alguns avisos importantes: -HENTAI NO CAPÍTULO! Pois é, a hora é agora HAHAHAHA af. Olha meus amores que não gostam de hentai, vou colocar em itálico para que pulem, ok? Mas é mais no finalzinho, portanto quando verem o itálico, parem de ler. Ok? Ok. Para os meus amores hentaizeiros (?) peço desculpas se estiver ruim, é a primeira vez que escrevo um hentai, não está romântico também... -ESTOU DE CASTIGO! Sim, minha mamãe está de mal comigo, estou aqui agora porque ela saiu, tomara que dê tempo para eu postar! Sem pc por algumas semanas, até que ela fique legal de novo. -CAPÍTULO GRANDE! Grande feat. Chato. Estava sem inspiração, ai deu nisso ai :c Sem delongas, já falei demais. Boa leitura amores e nos vemos nas notas finais!

–SASUKE! – Berrei enquanto socava o vidro fumê do TTS.

Eu estava presa dentro do carro, me recusei a ir pegar minhas coisas para a viagem e Sasuke simplesmente resolveu ir buscar, porém me trancou no carro para que eu não tivesse uma oportunidade de fuga. Eu gritava, socava o vidro, tentava de todas as formas chamar a atenção de alguém, mas nenhum ser divino aparecia para me ajudar, não tive outra opção se não ficar quieta no carro, esperando o babaca Uchiha que não demorou muito para dar o ar da desgraça, carregando uma mala média preta, que estava há tempos abandonada em cima do meu guarda-roupa. Sabem como é, vida de médica não é nada fácil, eu não costumava viajar muito, nem sei porquê tinha aquela mala ainda, devia entregar para o bazar beneficente da dona Chiyo, uma velhinha que morava no apartamento 32, vivia criticando meu relacionamento com Sasuke, alegando não existir casal mais barulhento que a gente.

Concordo com a velha.

Sasuke abriu a porta do carro, jogando a mala no banco de trás, em seguida entrando no veículo como se nada tivesse acontecido, no entanto fiz questão de lembrá-lo da forma mais delicada possível; a base de tapas.

–Seu maldito! – Eu gritava enquanto batia no moreno – Eu te odeio Sasuke!

O Uchiha me ignorou completamente, nem tentar se esquivar dos meus tapas ele tentava, era como se eles não causassem nem um pouco de dor naqueles braços fortes. O carro começou a se movimentar, como sempre em velocidade absurda, entrar em um carro junto a Sasuke me fazia temer por minha vida.

–Para esse carro Sasuke! – Ordenei furiosa.

Ele não parou. Certo, respirei fundo várias vezes, contei até 354 tentando buscar paciência.

Nada.

Havíamos saído da zona urbana de Konoha, já não se via mais os prédios e nem casas ao redor, apenas infinitas plantações de soja e trigo. Olhei para o painel do carro, observando as luzinhas coloridas dos mil e um botõezinhos que havia ali. Pra quê tanto botõezinhos? Resolvi descobrir, já que estava muito silêncio e tudo muito chato fui explorar o painel do carro de Sasuke. Apertei um verde que tinha o desenho estranho que eu não consegui identificar o que era. Parecia um macaco ao lado de um pente. Apertei para ver o que acontecia, e olha só! Jorrou água no parabrisa.

Oh!

Apertei outro botão, vermelho com um desenho de rádio. Devia ser para ligar o som, né? Apertei e uma música começou a tocar. Aquela que dizia “I believe butterfly”.

I BELIEVE BUTTERFLYYYYYY – Comecei a cantar com uma voz extremamente aguda e irritante.

Sasuke bufou. Eu sorri satisfeita enquanto interpretava a música de uma forma profunda, olha para ser bem sincera, eu estava arrasando.

I BELIEVE I CAN TOUCH THE ESCAAAAAI – Continuei cantando, ou melhor, berrando.

–CALA A BOCA! – Sasuke berrou batendo a mão no volante.

Aquele olhar pretinho estava expondo tanto ódio, ai como era maravilhoso irritar Sasuke. Óbvio que quanto mais bravo ele ficasse, cada vez mais eu o provocaria, até por fim ele parar o carro e me atirar porta a fora, pelo jeito não demoraria muito. Cantei até a música acabar, logo após a minha cantoria Sasuke desligou o som.

Resolvi parar de irritá-lo um pouco. Só um pouco. Depois de quase trinta minutos de viagem eu já começava a me contorcer no banco, eu odiava viagens por um único motivo: passávamos uma eternidade dentro do carro/avião/ônibus e não chegávamos nunca.

–Já estamos chegando? – Perguntei a Sasuke.

Ele balançou a cabeça negativamente sem desviar os olhos da estrada.

Outro sério problema daquela viajem: Sasuke. Eu precisava conversar para me distrair, mas como isso seria possível com um quase mudo ao lado? Impossível. Nem o som ele me deixava ligar temendo mais uma das minhas interpretações não muito agradáveis. O jeito era irritá-lo de alguma forma.

–E agora? – Perguntei após alguns poucos minutos.

Sasuke respirou fundo.

–Não Sakura – Respondeu pausadamente.

–Ah – Eu disse voltando a olhar para frente – Agora estamos chegando, né? – Voltei a olhar para ele.

–Não – Ele respondeu, olhando para mim de soslaio.

Abri minha boca para perguntar mais uma vez, mas antes que eu pudesse, o moreno me lançara um olhar mortal. Claro que eu não e intimidei nem um pouco, entretanto eu já podia imaginá-lo largando do volante para pular em meu pescoço e morrer era a última coisa que eu queria nessa vida.

Já começava a escurecer, estávamos em uma rodovia que parecia não ter fim e por Kami, quanto mais avançávamos, a estrada asfaltada parecia estender-se mais. Olhei para o GPS que dava as coordenadas a Sasuke, aquela voz da mulherzinha robótica me irritava às vezes.

–Quando vamos chegar, hein? – Resmunguei me remexendo no banco.

Sasuke não respondeu, eu não entendia como ele conseguia ficar tanto tempo sem falar nem um “A”; o que para mim era extremamente difícil, para ele era tão normal. Desviei meus olhos de Sasuke ao notá-lo fazer a rotatória, a medida que o carro ia fazendo a curva, meu corpo era levemente jogado contra a porta. Olhei para o GPS, Sasuke deveria seguir a rodovia, não fazer a rotatória, sendo assim estaríamos no sentido contrário ao nosso destino.

–Não era para fazer a rotatória – Eu disse a ele – Tinha que seguir a rodovia direto – Apontei para trás.

Sasuke revirou os olhos.

–Eu já fui milhões de vezes na casa do Naruto – Resmungou Sasuke – Eu tenho o caminho decorado.

Franzi o cenho.

–Okay então – Dei de ombros.

Talvez ele soubesse o que estava fazendo.

*

E lá estávamos nós a mais de três horas dentro daquele carro e para a nossa infelicidade, perdidos! Eu sinceramente não entendo os homens, em especial Sasuke, estávamos rodando há horas, já estava na cara que ele não sabia a porcaria do caminho, mas o bonitinho se recusava a parar e pedir informação.

–Para essa droga de carro e pede informação logo! – Esbravejei já cansada – Não vamos chegar nunca!

Sasuke bufou.

–Temos GPS – Apontou para o aparelho desligado em um suporte no painel.

Peguei minha bolsa que estava jogada em meus pés, abri e enfiei minha mão dentro, procurando minha agenda.

–Não preciso de porcaria de GPS – Eu disse, retirando a agenda da bolsa – Eu tenho um mapa de Konoha aqui – Ergui a agenda.

Sasuke revirou os olhos. Abri a agenda e peguei o mapa que estava dobrado no meio do pequeno caderno. Abri o enorme mapa, cheio de linhas coloridas e legendas que eu não entendia. Comecei a virar o mapa, tentando encontrar a rua o qual estávamos perdidos.

–Sakura – Sasuke me chamou.

–Cala a boca – Gritei já quase conseguindo encontrar a estrada em meio aquelas linhas – Estou tentando me concentrar!

–O mapa está de cabeça pra baixo – Disse ele.

E não é que estava mesmo? Mas não importava, o fato era que eu não entendia porcaria nenhuma de mapas, eu era uma médica, não geógrafa. Por fim resolvi desistir de tentar entender aquilo, era complexo demais.

–Eu conheço aquela pousada ali – Ele apontou adiante.

Vi a casa de fachada de madeira, dando o aspecto rústico àquela construção, contudo o que mais chamava a atenção era o letreiro acima da entrada, onde estava escrito “Pousolândia” com letras rosa e bem iluminadas, aquele local se destacava naquela rua deserta.

–Claro – Eu disse suspirando pesadamente – Já passamos em frente a ela umas quinze vezes!

–Tu é exagerada – Resmungou o moreno fazendo um bico.

Revirei os olhos, ele não aceitava a verdade.

Vi uma mulher caminhando pela calçada da pousada, pelas vestes que trajava certamente era uma prostituta. O que faria uma mulher de noite na rua, vestindo um micro-shortinho – ainda acho mais apropriado chamar aquilo de calcinha jeans –, um top Pink que mal tampava os seios enormes, calçando um salto 15? Ressaltando que estava um frio de lascar.

–Para o carro – Ordenei à Sasuke – Vou pedir informação para aquela moça ali – Apontei para a esquina, onde agora ela estava escorada em um poste.

–Não preciso de informação – Disse ele irritadiço – Eu sei o caminho. – Afirmou.

Era a vigésima vez que ele dizia aquilo.

–Você disse a exatamente vinte minutos que sabia o caminho – Eu disse com um sorriso sarcástico – Mas não sabe de nada!

–Claro que eu sei porra! – Bradou o Uchiha, batendo a mão no volante.

–Então por que não chegamos até agora? – Perguntei cruzando os braços e o encarando.

Ele calou-se por alguns segundos, pensando em uma desculpa.

–Você fica me desconcentrando! – Acusou-me.

–Eu!? – Indaguei revoltada.

–Sim. – Confirmou.

–Então a culpa é minha. – Murmurei em meio a um riso baixo e de pura revolta.

Ele assentiu.

–Claro, tu não para de falar nem por um segundo! – Disse apontando o indicador para mim.

Ergui minhas mãos na altura dos ombros, como se me rendesse, aquilo era um verdadeiro absurdo.

–Okay Sasuke! – Eu disse fingindo rendição – Vou ficar quieta, vamos ver se daqui a trinta minutos você finalmente encontra o caminho, senhor “sabe tudo”!

–Ótimo – Resmungou.

–Ótimo. – Repeti.

Eu estava indignada, ele que não sabia o caminho e eu que era a culpada por tudo, injustiça! É isso que acontece quando se tem um babaca como namorado. Cruzei meus braços, fazendo uma expressão de indiferença, se ele queria silêncio, ele teria.

10 minutos depois...

Sasuke finalmente havia parado o carro, justamente em frente à pousada em que minutos antes estávamos passando em frente outra vez,ele estava cabisbaixo, com uma expressão de derrota. Já eu permaneci calada, apesar de estar agoniada por ter passado tantos minutos quieta.

–Sakura – Sasuke murmurou, encostando a testa no volante – Pode ir perguntar para a mulher – Disse ele – Mas vê se não deixa na cara que estamos perdidos.

Ele estava com o orgulho ferido, afinal o Uchiha odiava estar errado. Não movi nem um músculo e ele entendeu que eu não ia arredar meus pesinhos dali enquanto ele não pedisse desculpas. O moreno bagunçou o cabelo – mania sexy a dele – tentando deixar o orgulho de lado, o que não era fácil para aquele moreno. O vi suspirar pesadamente, sabendo que não tinha alternativas sussurrou um “desculpa” quase inaudível, se meus ouvidos não fossem muito competentes, eu não teria nem escutado.

Abri a porta e sai do carro, Sasuke me acompanhou. Caminhamos cautelosos até a mulher que ainda estava parada, escorada em um poste. Foi um choque quando estando bem de perto, percebi que não se tratava de uma mulher, e sim de um homem, ou seja, travesti. Paramos na frente dela – ou dele, que seja – eu mais a frente que o Uchiha. A mulher nos lançou um olhar curioso, provavelmente pensando que seriamos seus mais novos clientes.

–Ér... – Murmurei meio constrangida – Boa noite, como vai? – Perguntei-lhe educadamente.

Já podia imaginar Sasuke revirando os olhos impaciente. A mulher abriu um largo sorriso, deixando seus dentes tortos e amarelos expostos.

–Oi – Respondeu-me com uma voz grossa, que me assustou de inicio – Tudo bem, em que posso ajudar? – Perguntou, enquanto enrolava uma mecha do longo cabelo negro no indicador destro.

Ela não olhava para mim, e sim para Sasuke. Eu já havia notado que se eu estivesse conversando com uma mulher com Sasuke ao meu lado, certamente eu não existiria ali. Na verdade Sasuke era do tipo que hipnotizava a mulherada e isso me irritava no começo, mas acabei me acostumando.

–Pode nos dar uma informação? – Pedi – Estamos perdidos aqui. – Admiti forçando um sorriso.

–Informação – Repetiu voltando os olhos para mim – Claro que posso – Concordou.

Eu sorri.

–Mas não de graça – Completou ela, novamente olhando para Sasuke.

Meu sorriso se desfez, onde havíamos vindo parar Kami?

Engoli em seco, virei meu rosto lentamente para Sasuke, estava na cara que o que pagaria a informação seria o corpinho do meu suposto namorado. Foi então que eu percebi que éramos as pessoas mais burras da face da Terra; dois idiotas, retardados, verdadeiras antas. Estávamos no meio da rua deserta, pedindo informação para um travesti, quando tínhamos bem no nosso narizinho a “Pousolândia”! Com certeza ali eles tinham informações de sobra, e provavelmente não pediriam o Sasuke como pagamento, certo? Certo.

Eu já podia ver uma gotinha de suor escorrer da testa de Sasuke que evitava encarar a mulher na nossa frente, eu riria se isso não fosse causar a minha morte. Olhei para a mulher e sorri docemente, tentando – em vão – ser meiga.

–Ah caramba, acabei de lembrar a estrada! – Exclamei entre o sorriso – Você foi de ótima ajuda, eu tenho uma amnésia repentina de vez em quando – Toquei minha têmpora esquerda com o indicador – Devem ser os... – Olhei para Sasuke movimentando meus olhos, tentando fazê-lo entender que era pra sair correndo – Ér... – Voltei a olhar para a mulher – Cas... – Mordi meu lábio inferior – Casulos borbolefáticos! – Dei de ombros.

Eu e o meu grande dom de ser uma mentirosa esplêndida.

–Quê? – Sasuke e a mulher indagaram em uníssom.

–CORRE SASUKE! – Berrei.

Os dois ficaram confusos, já eu nem perdi meu tempo, comecei a correr em direção à Pousolândia que nem uma retardada. Atravessei a rua deserta, correndo pela calçada e entrando na Pousolândia sem nem mesmo olhar para trás. Apoiei minhas mãos em meus joelhos e tentei normalizar minha respiração, quando ergui meu rosto, dei de cara com um cara extremamente estranho. Eu não sei se o que estragava sua aparência eram as grossas sobrancelhas, o cabelo de tigela ou aquele macacão verde colado ao seu corpo, marcando áreas que eu realmente não queria prestar atenção. Conclui após alguns segundos de análise que era o conjunto todo, aquele cara era definitivamente a estranhisse em pessoa.

–Bem vinda a Pousolândia senhorita! – Disse ele, com um tom de voz extremamente simpático.

Sorri forçada, até meio constrangida.

–Obrigada – Agradeci à sua calorosa recepção.

Ele fez um sinal de jóia com a destra, quase enfiando a mão na minha cara.

–Vai querer um quarto formosa senhorita? – Perguntou-me, tomando minha mão destra.

Quando estava prestes a beijar minha mão, fui puxada bruscamente, retirando minha mão da do garoto e cambaleando para trás. Ergui meu rosto e olhei para Sasuke.

–Demorou! – Eu disse me afastando dele.

–Hn. – Ele deu de ombros – Eu expliquei para o cara que tu tinha distúrbio psicológico – Murmurou enquanto olhava para frente.

Sasuke e o rapaz estranho se encaravam, só faltava sair faíscas dos olhos negros de ambos.

–Sasuke – Abanei minha mão na frente do rosto do moreno – Que tal passarmos a noite aqui e amanhã seguimos viagem? – Propus ao moreno, cortando o contato visual com o outro rapaz – A festa é amanhã, não é? – Indaguei – Estamos cansados, dormiremos aqui hoje.

Ele assentiu.

–Um quarto para casal – Murmurou Sasuke para o garoto.

O rapaz desviou os olhos de Sasuke, direcionando-os para mim.

–A propósito formosa senhorita, eu me chamo Lee – Apresentou-se, curvando-se em minha direção, ignorando Sasuke.

Eu sorri.

–Prazer Lee, sou Sak... – Quando fui me apresentar, fui rapidamente interrompida por outro puxão.

–Vamos pegar suas coisas no carro – Disse Sasuke me arrastando junto com ele.

*

Abri minha mala que eu havia deixado dentro do pequeno guarda-roupa de madeira que tinha no canto direito do quarto, engoli em seco ao ver as roupas que Sasuke havia colocado na mala, não consegui acreditar que ele havia selecionado as lingeries mais sexy que eu tinha em tão pouco tempo, não demorou nem vinte minutos para que ele buscasse minha mala, logo deduzi que já pudesse estar pronta.

Ino.

Aquela loira ia me pagar! Mas no fundo fiquei até aliviada em saber que Sasuke não havia visto minhas peças íntimas, era muita vergonha pra uma só eu. Peguei meu pijama que se resumia em um shortinho de malha azul e uma blusa de alças finas, ambas as peças sem quaisquer detalhe. Fiquei indecisa em qual peça íntima usar, não que eu estava me preparando para algo naquela noite, apenas queria escolher a menos sexy e mais confortável possível, porque dormir com as partes abafadas não é nada legal. Peguei uma calcinha de renda preta, era a mais comportada ali, marchei para o banheiro e lá me tranquei. Sasuke havia saído do quarto para fumar, até parece que eu ia permitir que ele virasse uma chaminé naquele quarto que além de pequeno tinha apenas uma pequena janela, ou seja, praticamente sem ventilação alguma.

Abri o chuveiro e enfiei meu corpo embaixo dos jatos de água quente, relaxando. Nada me deixava mais relaxada do que um belo banho. Lavei meu corpo sem pressa alguma, apreciando cada gota de água que escorria sobre a minha pele, parecia que eu até estava fazendo comercial de TV, sabe aquelas mulheres que sorriem enquanto esfrega a pele com o sabonete de lançamento? Pois bem, era essa mesma cara que eu fazia. Não sei bem quantos minutos fiquei naquele banho, só sei que demorei o suficiente para fazer com que Sasuke esmurrasse a porta, perguntando se eu havia morrido. Eu iria ignorá-lo, mas resolvi dar um fim no meu banho de comercial. Enxuguei meu corpo e vesti a minha roupa rapidamente, abri a porta do banheiro sentindo meu corpo arrepiar ao contato com o ambiente frio.

–Porra, tô com querendo mijar e tu demora desse jeito – Resmungou Sasuke, me empurrando da frente da porta.

–Se eu soubesse, teria demorado mais – Eu disse, enquanto observava-o bater a porta.

Caminhei até a cama e me deitei sobre ela, até que era bem macia, pelo menos isso. Puxei o edredom e cobri meu corpo, me encolhendo para o lado direito. Ouvi o barulho do chuveiro, tentei não pensar muito em como seria passar uma noite ao lado de Sasuke depois de tanto tempo. Não dormíamos juntos, pois eu fugia ou o expulsava da minha casa assim que as coisas começavam a esquentar, mesmo ele sendo o meu namorado, eu não sabia se estava realmente preparada para me entregar a ele.

Espantei pensamentos desnecessários, fechei meus olhos e por pouco não dormi, ao ouvir o barulho da porta sendo aberta acordei no susto. Sasuke saiu do banheiro com uma toalha envolta da cintura, o cabelo estava molhado, deixando os fios negros ainda mais rebeldes. Sasuke abriu o guarda-roupa, o vi pegar uma cueca e uma calça de moletom cinza, e sem vergonha nenhuma retirou a toalha, jogando-a em uma cadeira que tinha ali perto.

Tinha que admitir que aquele bumbum fosse bastante atraente, sempre quis apertar, porém sempre quando tinha a oportunidade era atrapalhada. Quê? O bumbum de Sasuke era bonito, oras.

Ele vestiu a boxer branca que ficou coladinha em seu corpo, em seguida a calça moletom, optando por ficar com o peitoral nu. Vadio. O observei passar o desodorante e o perfume que me enlouquecia, após se perfumar, rumou para a cama onde eu estava deitada, afastou o edredom e deitou-se, ficando de barriga para cima, cruzando as mãos atrás da cabeça.

Virei meu corpo para o outro lado, agora o fitando.

–Tá olhando o quê? – Perguntou-me grosseiro, me olhando de soslaio.

–Babaca – Resmunguei ficando carrancuda.

Puxei o edredom e voltei a virar o meu corpo.

–Vai ficar com edredom todo para você? – Indagou o moreno, tentando puxar a coberta.

Enrolei-me toda no edredom, deixando Sasuke completamente descoberto. Tadinho, ia passar frio, mas quem se importava? Ninguém.

–Ei Sakura – Sasuke tentou novamente puxar o edredom – Está frio pra porra!

–Vai vestir uma blusa que passa. – Murmurei me aconchegando no quentinho.

Ele bufou, desistindo de tentar puxar o edredom. Virei meu corpo um pouquinho e o vi virar para o lado, resolvendo ir dormir. Eu ri baixinho, girando meu corpo na cama, parando bem ao lado dele.

–Tudo bem, eu divido o edredom – Eu disse enquanto me desenrolava.

–Engole essa porra – Sasuke resmungou, ainda virado.

Eu ri baixo, ele era tão educado, um amor.

Joguei o edredom em cima dele, cobrindo-o, porém ele teimoso simplesmente jogou o edredom no chão.

–Mal educado – Fingi indignação.

Sasuke nada disse, apenas ergueu a mão direita com o dedo médio erguido, em um gesto obsceno. Antes que ele recolhesse a mão junto ao corpo, agarrei o dedo que ele havia erguido e comecei a torcer, fazendo-o virar.

–Tá doendo filha da puta! – Gritou se contorcendo.

Continuei torcendo o dedo dele.

–Xingar é feio – Eu disse divertida – Peça desculpas. – Ordenei.

Sasuke fazia uma careta de dor, tentando puxar sua mão, mas quanto mais ele puxava, mais eu torcia.

–DESCULPA! – Berrou ele.

Soltei sua mão, Sasuke respirou fundo, mexendo o dedo que parecia ainda estar dolorido.

–Boa noite – Desejei a ele, virando para o meu lado.

Quando fui pegar o edredom do chão, Sasuke agarrou meu pulso e me puxo bruscamente, me fazendo deitar na cama de barriga para cima. Antes que eu pudesse levantar, sentou nas minhas coxas, imobilizando minhas pernas, enquanto suas mãos prendiam meus pulsos acima da minha cabeça. Comecei a me debater embaixo de Sasuke.

–Me solta! – Ordenei num grito.

–Agora também vou te torturar – Murmurou ele com um sorriso sádico.

Engoli em seco, temendo que o meu castigo pudesse ser pior do que apenas torcer o dedo médio. Sasuke soltou meus pulsos, mas antes que eu reagisse e o empurrasse de cima de mim, deslizou suas mãos pelas laterais do meu corpo, começando a movimentar seus dedos, me fazendo o que eu mais detestava na vida: Cócegas.

Comecei a gargalhar igual a uma foca asmática em convulsão, me debatia tentando afastar as mãos de Sasuke, mas ele era mais forte que eu, continuava a me fazer cócegas. O jeito foi eu partir para o ataque, levei minhas mãos à barriga do Uchiha e comecei a movimentar meus dedos. Sasuke começou a rir, tentando se livrar de minhas mãos. Ergueu o corpo ficando de joelhos, deixando minhas pernas entre as suas, agarrou meus ombros e me empurrou contra o colchão, fazendo com que minhas mãos não alcançassem seu corpo. Rapidamente flexionei minhas pernas, retirando-as de entre as suas em seguida laçando-as em volta da cintura do moreno.

Girei na cama e fique sobre ele, passei minhas mãos para sua barriga e voltei a fazer cócegas. Sasuke ria tanto que seu rosto tomara uma coloração avermelhada por estar sem fôlego, seus dentes branquinhos e perfeitos eram expostos ao abrir a boca para rir, deixando visível também as covinhas em suas bochechas. Aquela risada era tão contagiante que eu ria junto a ele.

Sasuke era absurdamente lindo, por Kami!

Quando voltei a mim, percebi que havia parado de fazer cócegas em Sasuke, ele havia parado de rir e me encarava fixamente, também o encarei e permanecemos em um silêncio mútuo. Sasuke começou a erguer o corpo lentamente, sem cortar o contato visual, estávamos presos no olhar um do outro, e naquele momento o que mais me intrigava era o fato de não conseguir enxergar as pupilas dos olhos negros do Uchiha.

Sasuke sentou-se sobre o colchão, mantendo-me sobre o seu colo, com as pernas uma de cada lado de seu corpo. Apertei os ombros largos e ele acariciou minha cintura com as mãos grandes, minha respiração pesava cada vez que ele aproximava seu rosto do meu, fazendo menção de me beijar, mas não passando de provocações.

–Me beija logo vagabundo – Sussurrei com os olhos semicerrados.

Sasuke riu baixo.

–Seja minha Haruno. – Pediu Sasuke, apertando minha cintura.

Estreitei os olhos.

–Em qual sentido? – Indaguei já nervosa.

Ele sorriu malicioso e antes que eu pudesse me opor, uniu nossos lábios.

Era tão difícil resistir ao Uchiha, só eu sabia o quanto sofria tendo essa aquela beldade por perto o tempo todo, por esses e alguns outros motivos, eu evitava ficar muito tempo sozinha com ele, ou deixá-lo dormir no meu apartamento. Eu confiava bastante em Sasuke, porém não sabia se já podia partir para o pano B no nosso relacionamento.

–Sasuke – Murmurei entre nossos lábios.

Sua língua pediu passagem, mas eu não cedi. Apertei os ombros do moreno e o afastei gentilmente. Sasuke abriu os olhos e me encarou confuso.

–Por que sempre me evita quando toco em você? – Perguntou-me irritado.

Suspirei pesadamente, inclinei meu corpo para o lado direito e me joguei na cama, saindo do colo de Sasuke, que permaneceu sentado.

–Eu só acho que está muito cedo – Admiti.

Ele revirou os olhos, como se o que eu acabasse de ter dito fosse a coisa mais careta do mundo. Eu particularmente nunca concordei com essa forma de namoro atual, o casal mal completa um mês de namoro e já tem a vida sexual ativa. Era um absurdo!

–Já sei você é virgem – Deduziu ele.

Arqueei as sobrancelhas.

–Não – Balancei minha cabeça negativamente.

Sasuke franziu o cenho.

–Quê? – Indagou surpreso.

–Eu não sou virgem – Eu disse pausadamente.

–Porra, e eu pensando que tu eras virgem... – Murmurou passando a mão pelo cabelo.

–Está tão surpreso assim? – Perguntei-lhe.

Ele assentiu.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, aquilo era estranhamente desconfortável, eu realmente não esperava que Sasuke ficasse tão surpreso, apesar de eu nunca ter contado, ele pelo menos podia esperar por isso, oras, eu tinha 25 anos, já havia namorado por três meses... E nunca havia transado. Na verdade eu não sabia se era ou não virgem, a única coisa que eu me lembrava era de ter acordado em um quarto, completamente nua, com o corpo – principalmente a genitália – extremamente dolorido, e com Sasori dormindo ao meu lado, também nu.

Sim, Sasori. Ele havia se aproveitado de mim enquanto eu estava bêbada.

–Mas foi apenas uma vez – Eu disse depois de um tempo – E faz mais de um ano, quase dois – Dei de ombros.

Ele nada disse, entretanto quando me preparei para puxar o edredom, Sasuke pegou em meu antebraço e me puxou pra cima dele.

–Não importa – Murmurou olhando em meus olhos – Só tenho raiva que alguém já tenha a tocado antes de mim – Ele riu sem humor – Pensei que seria o primeiro – Admitiu.

O encarei surpresa, como sempre ele ignorou minha reação e simplesmente me beijou. E mais uma vez cedi aos lábios do Uchiha, mesmo depois de meses ao lado de Sasuke eu não conseguia entender as mudanças constantes dele. É, parecia que ele era louco, em um momento estava tudo péssimo, mas em questão de minutos já estava me beijando.

Éramos o casal mais estranho do mundo, disso eu tinha certeza.

Passei minha perna flexionada sobre seu corpo e sentei-me em seu colo novamente, laçando minhas pernas na cintura dele. Sasuke envolveu minha cintura com seus braços másculos, me apertando contra seu corpo, dificultando minha respiração. Nossos lábios friccionavam-se com uma urgência que eu desconhecia por a maioria das vezes nossos beijos serem bem lentos. Minha língua movia junto a dele, eu podia sentir seu hálito fresco de hortelã e sua saliva levemente adocicada, devia ser por causa do creme dental com o qual havia escovado os dentes antes de ir para a cama. Mordi o lábio inferior macio e puxei entre meus dentes, aproveitando para respirar, logo voltei a beijá-lo, minhas unhas arranhavam as costas nuas e o peitoral malhado, enquanto Sasuke se concentrava em subir a minha blusa. Cessei o beijo e afastei meu corpo, erguendo meus braços, Sasuke subiu a peça de roupa, passando pelos meus seios e braços, em seguida atirando para um local qualquer.

Voltamos a nos beijar, meus seios expostos pressionaram-se contra o peitoral do Uchiha, era tão boa aquela sensação, aquele calor envolvendo nossos corpos, a pele quente dele contra a minha. As mãos grandes que estavam em minha cintura, avançavam receosas rumo aos meus seios medianos, Sasuke parou o beijo aos poucos, os lábios levemente inchados deslizaram pela minha bochecha, maxilar, queixo, até o meu pescoço, onde ele beijou, dando leves lambidas e mordidas que me faziam arrepiar por inteira. As mãos dele cobriram meus seios, começando a massageá-los delicadamente, os mamilos róseos e rijos eram pressionados pelos polegares, eu arfava baixinho, puxando o cabelo negro entre meus dedos.

Sasuke desceu o rosto um pouco mais, passando seus lábios pelo colo até chegar aos meus seios, beijando ao redor de cada um. A mão direita deslizou até a minha cintura nua, Sasuke passou a língua entre os lábios, umedecendo-os, entreabriu a boca, abocanhando meu seio esquerdo, a ponta de sua língua contornou a aréola e movimentou-se sobre o bico do mamilo que ele logo chupou e mordiscou, me arrancando gemidos. Após um tempo, tomou o meu outro seio à boca, chupando e lambendo de forma extremamente prazerosa, minha mão que estava em sua nuca pressionava-o contra meu corpo, pedindo por mais.

Aos poucos Sasuke começava a deitar na cama, eu seguia seu movimento deitando sobre ele. Sasuke afastou a boca de meu seio, segurou firme em meu quadril e girou para o lado, se pondo sobre mim. Seus olhos me analisaram cuidadosamente, mordeu o lábio inferior e sorriu pervertido.

–Para de me olhar assim – O repreendi – Parece que vai me devorar!

Ele arqueou uma sobrancelha morena.

–E não é o que vou fazer? – Indagou.

Revirei os olhos e dei um leve tapa em seu braço.

–Babaca – Resmunguei fazendo bico.

Sasuke inclinou-se, agarrou meu lábio inferior entre os dentes e mordiscou. Arfei quando ele empurrou seu quadril contra o meu, fazendo com que eu sentisse seu membro rijo por baixo de nossas roupas.

–Relaxa Haruno – Sussurrou com o rosto a centímetros do meu – Vou fazer bem gostoso.

–Muito romântico Uchiha – Eu disse irônica.

Ele sorriu de canto, lançando-me uma piscadela. Apoiou os cotovelos nas laterais de meu corpo, minhas mãos mergulharam nos fios negros, afagando-os. Sasuke começou a beijar meu pescoço, logo voltando aos meus seios, onde demorou-se. Continuou descendo, fazendo uma trilha de beijos até a minha barriga, deixando o rastro de sua saliva quente sobre a minha pele. Passou os dedos de ambas as mãos pelo cós do meu short e puxou para baixo, revelando minha calcinha de renda preta. Sasuke ergueu o olhar e sorriu malicioso, apoiou os joelhos sobre o colchão, erguendo o corpo. Continuou puxando meu short, passando pelas minhas pernas e pés, até retirá-lo, jogando-o pelo pequeno quarto. Extremamente constrangida, tentei fechar minhas pernas, porém Sasuke me impediu, se pondo entre elas.

–O que pretende fazer? – Perguntei desesperada, erguendo meu corpo.

Os indicadores envolveram as tiras de renda laterais de minha calcinha, prendi a respiração ao ver Sasuke aproximar o rosto de minha intimidade coberta pelo tecido, ele entreabriu a boca e mordeu a borda frontal da pequena peça, moveu sua cabeça para trás, junto com seus dedos, puxando minha calcinha entre os dentes, até retirá-la por completa. Eu estava muito envergonhada, tratei de fechar minhas pernas, ocultando minha genitália.

–Para de frescura, você vai gostar – Disse Sasuke.

–Não – Recusei.

Ele revirou os olhos, enfiou as mãos entre minhas coxas e simplesmente afastou uma da outra, abrindo minhas pernas e se colocando entre elas. Passou seus braços por baixo das minhas pernas flexionadas, suas mãos alisavam minhas coxas e seu rosto estava bem próximo de minha intimidade.

–Vou morrer – Choraminguei, sentindo a respiração dele na região sensível.

–De prazer – Sasuke murmurou.

O Uchiha beijou minha virilha, foi descendo devagar, quando pensei que ia chegar ao seu objetivo, simplesmente desviou e selou os lábios na parte interna de minha coxa direita, dando uma leve mordiscada. Voltou a descer agora rumo à minha intimidade, fechei meus olhos, apenas esperando.

–Abra os olhos Haruno – Ordenou o moreno, dando um leve tapa em minha coxa.

Respirei fundo e abri, deparando-me com os orbes negros me encarando. Senti a língua macia sendo passada pelos grandes lábios e quase morri. Sasuke continuou a passar a língua, dando leves chupadas sobre a região, enquanto eu gemia baixo, apertando o lençol fino entre meus dedos. Ergui meu corpo um pouco, apoiando meus cotovelos sobre o colchão, mas logo me joguei de volta, quando ele começou a movimentar sua língua sobre meu clitóris. Era impossível conter meus gemidos, meu corpo inteiro se contorcia de prazer, e toda vez que eu fechava meus olhos, Sasuke dava um tapa em minha coxa, me repreendendo.

Seu dedo acariciava minha cavidade úmida, logo pude senti-lo sendo penetrado em minha intimidade, começando um vai e vem lento, enquanto sua boca se concentrava em meu ponto mais sensível.

–S-Sasuke – Gemi sentindo minhas pernas tremerem.

Sasuke intensificou seus movimentos, introduziu um segundo dedo em minha intimidade e chupou meu clitóris com força. Ergui meu corpo e levei minha mão direita à cabeça do Uchiha, movendo meu quadril contra a boca e os dedos dele. Soltei um gemido alto e manhoso sentindo meu corpo vibrar, meus músculos se contraíram e uma sensação deliciosa me invadiu. Meu coração estava acelerado e meu corpo fraco, voltei a deitar, completamente extasiada. Sasuke deu um último beijo sobre minha intimidade e subiu, beijando minha barriga e seios, retirou seus dedos de mim lentamente, levando-os à minha boca.

–Sinta o quanto você é deliciosa – Sussurrou mordiscando o lóbulo da minha orelha.

Chupei seus dedos, sentindo o meu próprio gosto. Sasuke retirou seus dedos de minha boca, se afastou, saindo da cama. O vi caminhar até uma poltrona que estava próxima à porta, onde sua carteira e a chave do carro estavam sobre o estofado. Abriu a carteira e retirou de lá um pequeno pacote quadriculado, era o preservativo.

–Jesus me ajuda – Sussurrei nervosa.

Sasuke voltou para perto da cama, antes de subir sobre o colchão, retirou a calça de moletom, revelando sua boxer branca, onde era visível um grande e grosso volume. Sem delongas se livrou da boxer, deixando seu pênis ereto exposto. Subiu na cama e se pôs entre as minhas pernas, pude sentir seu membro roçar a parte interna da minha coxa. O Uchiha apoiou os cotovelos um de cada lado da minha cabeça, se acomodou entre minhas pernas, fazendo com que seu sexo pulsante encostasse em minha intimidade sensível.

–Relaxa – Sussurrou rouco em meu ouvido.

Assenti engolindo em seco. Sasuke começou a me penetrar, movendo seu quadril lentamente. Fechei meus olhos com força, apertei os ombros largos, tentando conter o gemido de dor, oras, eu havia feito apenas uma vez, nem me lembrava de como havia sido, não estava acostumada. Tentei me concentrar nos beijos que Sasuke distribuía em meu pescoço. Ele movimentou o quadril um pouco e eu quase mordi a cara dele. Seu membro encaixou-se completamente em mim, ele manteve-se parado para que eu pudesse me acostumar. Gemi em uma mistura de dor e alívio, Sasuke arfou, abri meus olhos e o vi morder o lábio inferior.

–Acho que sou lésbica – Sussurrei arfando – Tira isso de mim – Pedi.

Sasuke riu baixo, sem conseguir mais se conter começou a se movimentar em um vai e vem lento. A dor aos poucos ia desvanecendo, até que por fim fora completamente substituída por prazer, envolvi minhas pernas na cintura de Sasuke e movi meu quadril contra o dele, fazendo-o entender que não me machucava, ele intensificou seus movimentos e a única coisa que eu fazia era gemer e implorar por mais. Sasuke gemia baixo, suas mãos apertavam com força minhas coxas, enquanto ele se movimentava rapidamente dentro de mim.

Meu corpo se contraiu, já podia sentir a sensação de puro prazer voltando, Sasuke continuou estocando, agora mais forte e rápido. Revirei meus olhos e estremeci, meu corpo convulsionou embaixo do moreno. Sasuke soltou um longo gemido, fechou os olhos com força.

–Porra – Sussurrou quando chegou ao ápice.

Foi parando de se movimentar aos poucos, balançou a cabeça levemente para os lados, meio atordoado, retirou seu membro de mim, se jogando para o lado ofegante. Eu estava esgotada, minhas forças haviam desaparecido, não me houve alternativa se não dormir, portanto virei meu corpo para o lado, me encolhendo. Senti o braço de Sasuke envolver minha cintura, em seguida ele encaixou-se atrás de mim, entrelaçando nossas pernas. E então dormi, aconchegada nos braços do Uchiha.

Notas finais
A música "I believe butterfly" não existe, é "I believe I can fly", mas minha amiga canta "I believe butterfly", por causa de uma famosa que cantou assim uma vez na TV e blá blá blá... Então fiz uma homenagem a ela (Denize ♥), que me irrita com essa música < Preciso ir antes que minha mãe chegue! D: Volto em breve meus lindos e lindas, tchauzinho e vou sentir saudades *drama* Beijinhos no core ♥ P.S: Ainda vou responder os comentários do capítulo anterior, hein!